Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 27 de setembro de 2015

CE-CPLP – Senegal e UEMOA aderem à Confederação Empresarial da CPLP

O Empresariado Senegalês, representado na pessoa do empresário Racine Sy, que também é Presidente da FOPAHT - UEMOA (Federação do Patronato de Hotelaria e Turismo da UEMOA) aderiu à Confederação Empresarial da CPLP na Reunião de Direção da CPLP, realizada no passado dia 22 Setembro de 2015, com as suas seguintes empresas:

- Senegal Hotels
- Senegal Travel Service
- Hotel King Fobb Palace

Grandes perspectivas de oportunidade de negócios futuros estão a ser criadas para o empresariado da CPLP neste País-Observador.

Esta adesão deu-se na sequência da recente visita de Estado do Presidente da República do Senegal a Portugal no corrente mês.



O Empresariado Turistico-Hoteleiro do UEMOA representado pela FOPAHT (Federação do Patronato de Hotelaria e Turismo da UEMOA) cujo Presidente é o empresário Senegalês Racine Sy aderiu à Confederação Empresarial da CPLP na Reunião de Direção da CPLP, realizada no passado dia 22 Setembro de 2015.

Fazem parte da FOPAHT-UEMOA os seguintes países:
- Benin
- Burkina Faso
- Costa do Marfim
- Guiné Bissau
- Mali
- Níger
- Senegal
- Togo



Estes países do UEMOA à excepção da Guiné Bissau são todos de expressão Francófona, tendo como moeda comum do Franco CFA com câmbio fixo.

Grandes perspectivas de oportunidade de negócio estão a ser criadas para o empresariado da CPLP neste País-Observador da CPLP.

Está previsto para breve a assinatura de um protocolo de Cooperação e Parceria Institucional entre a CE-CPLP e a FOPAHT-UEMOA

Esta adesão deu-se na sequência da recente visita de Estado do Presidente da República do Senegal a Portugal no corrente mês. CE-CPLP

Moçambique – Projecto “Pro-pesca”

O Fundo do Fomento Pesqueiro vai alocar, este ano, cerca de dois milhões de meticais para incrementar o desenvolvimento da aquacultura.

Este valor faz parte de uma linha de crédito de cerca de seis milhões de meticais que cobre toda a zona costeira do país para apoiar a prática da actividade pesqueira em Moçambique.
Denominado “Pro-pesca”, o projecto visa a aquisição de diversos materiais de pesca por parte dos pescadores nomeadamente: embarcações, redes e outros materiais, em foram de crédito.

Segundo o Director do Fundo do Fomento Pesqueiro, António Mandlate, neste momento está na fase conclusiva a tramitação de processo de quatro instituições de micro-finanças, onde serão alocados estes fundos.

 António Mandlate, fez saber que estas instituições, deverão conceder os créditos aos pescadores, mediante assinatura de contratos, incluindo toda a cadeia de valores, para que os fundos cheguem aos destinatários à taxas de juros acessíveis.

Mandlate, deu a conhecer ainda que o Fundo do Fomento Pesqueiro está a trabalhar igualmente com os governos distritais para que os “sete milhões”, alocados anualmente para o desenvolvimento de iniciativas locais, cubram também actividade pesqueira com destaques para as regiões costeiras. In “Rádio Moçambique” - Moçambique

sábado, 26 de setembro de 2015

Espanha – Alta Velocidade avança até Badajoz

A Adif Alta Velocidad adjudicou mais um contrato para a linha de Alta Velocidade que há-de ligar Madrid à fronteira com Portugal, e daí até Lisboa.

Um consórcio formado pela Bombardier, a Alstom e a Indra ganhou o contrato de fornecimento dos sistemas de sinalização e comunicação, e da respetiva manutenção durante 20 anos, do novo troço de Alta Velocidade Plasencia-Cáceres-Badajoz.

O contrato tem um valor total de 164 milhões de euros: 77 milhões para a Bombardier, 62 milhões para a Alstom e 25 milhões para a Indra.

A Bombardier instalará o sistema ERTMS Nível 2 nos 164 quilómetros de extensão do troço. Por sua vez, a Alstom será responsável pelo sistema de encravamento electrónico Smartlock300 e a Indra implementará o seu sistema Asfa.

Mais sete cidades espanholas com AVE

Entretanto, a linha de Alta Velocidade de 162,7 quilómetros que liga Madrid a Palência e León, via Valladolid, será inaugurada já na próxima terça-feira (dia 29), segundo o anúncio feito ontem pela ministra do Fomento de Espanha, Ana Pastor, num evento do Nueva Economia Forum.

A governante adiantou que a Alta Velocidade ferroviária servirá mais sete cidades nos próximos tempos: além de Palência e Leon, na próxima semana, também Burgos, Zamora, Múrcia, Castellón e Granada deverão ficar ligadas à Alta Velocidade ainda este ano.

De acordo com Ana Pastor, a dotação orçamental do país vizinho para o sistema ferroviário no período 2012-2016 ascende a 25 900 milhões. Desde 2012, entraram ao serviço 360 quilómetros de linhas de Alta Velocidade.

Para 2016, a ministra adiantou que continuarão as obras nos vários Corredores (Noroeste, Mediterrâneo, Norte, Nordeste e Sul), na linha Madrid-Extremadura-Fronteira com Portugal e no túnel em bitola europeia entre as estações de Atocha e Chamartín, em Madrid. In “Transportes & Negócios” - Portugal

Estados Unidos da América - Confluência e divergência no Mundo de Língua Portuguesa


A Conferência Internacional “Confluência e divergência no Mundo de Língua Portuguesa“ vai realizar-se a 11 e 12 de fevereiro de 2016, na Universidade Estadual de Kennsaw (KSU), em Atlanta, nos Estados Unidos da América. Este evento ambiciona examinar a confluência diversificada e única de influências estéticas, culturais, económicas, ambientais, literárias, políticas e sociais dentro Língua Portuguesa, idioma mundial.

De acordo com a organização do evento, está aberta a submissão de comunicações, especialmente em torno de perspetivas interculturais e interdisciplinares que contribuam para expandir a compreensão dos desafios, mudanças e alternativas enfrentadas pelos Estados-membros da CPLP, bem como no mundo mais amplo.

Com o programa do “Ano do Mundo de Língua Portuguesa – Year of the Portuguese Speaking World Program”, que decorre no ano académico 2015/2016, a KSU pretende envolver os alunos e a comunidade local na história e numa maior compreensão das sociedades e culturas de Língua Portuguesa. Este programa inclui inúmeras conferências semanais, interligadas a aulas excepcionais sobre o tema. Estão ainda previstas atuações e exibições artísticas e cinematográficas, para além de um congresso académico, um seminário de desenvolvimento de professores e um número dedicado da revista académica “Journal of Global Iniciatives”. Os programas “Year of” na KSU começaram há trinta anos, com o objectivo de internacionalização deste campus norte-americano.

Mais informações, clique aqui. In “IILP.Wordpress.com” 


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Goa - 2º Festival da Lusofonia Goa 2016

2º Festival da Lusofonia Goa, 22 de Janeiro a 22 de Fevereiro de 2016. Uma variedade de eventos culturais promovendo a cultura dos países e das regiões lusófonas.

O Festival da Lusofonia Goa pretende ser uma oportunidade para reunir pessoas e apresentar culturas lusófonas num festival que é único em Goa. O programa incluirá, para além de diversos eventos culturais, uma aula de culinária/pastelaria denominada “Sabores do Mundo Lusófono” e a tradicional festa “Feijoada e Samba” com música, comida e bebidas de países/regiões lusófonas.

O programa completo será divulgado em finais de 2015. In “Sociedade Lusófona de Goa” - Goa

UE-CPLP – Visita ao Baixo Alentejo


A União dos Exportadores da CPLP promoveu esta quarta-feira, 23 de setembro de 2015, uma série de contactos com associações empresariais e cooperativas agrícolas no distrito de Beja.

A acção incluiu também a assinatura de diversos protocolos de cooperação, contando com a participação do presidente da União dos Exportadores da CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Mário Costa.

A visita de trabalho começou às 10h00 na Vidigueira, com uma reunião com o presidente da autarquia local e com vários empresários ligados ao sector exportador (vinho, azeite e doces).

Às 11h30 a comitiva visitou a Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, onde foi assinado o primeiro protocolo de cooperação.

Seguiu-se, pelas 13h00, um almoço em Beja com empresários e depois a assinatura de mais um protocolo de cooperação, desta feita com a ACOS – Agricultores do Sul.

A iniciativa prosseguiu durante a tarde na Margem Esquerda, com a visita e assinatura de protocolo de cooperação com a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (16h00) e uma reunião na Caixa de Crédito Agrícola Guadiana Interior, em Moura, com empresários do sector exportador e com a direcção da instituição (17h00).

Este evento foi dinamizado pelo Núcleo do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral da UE-CPLP. UE-CPLP

A influência árabe na literatura brasileira

                                                           I

Quando os portugueses chegaram a Moçambique, ao final do século XV, algumas cidades já floresciam na chamada contracosta africana, onde os bantos negociavam com outras partes da África, do Oriente Médio e da Índia. A influência árabe nestes portos era forte e o suaili era a língua franca do comércio.  Foi da fusão das comunidades bantas e dos árabes que nasceu a cultura suaili de que faz parte o litoral do Norte de Moçambique, do Quênia e da Tanzânia. Mas, até hoje, por razões várias, que incluem motivações geopolíticas, pouco tem sido estudada essa influência na Literatura Moçambicana em Língua Portuguesa.

No Brasil, essa influência também tem sido vista com pouca (ou nenhuma) atenção, ainda que a presença árabe por aqui seja mais recente. Para corrigir (ou amenizar) essa falha, a professora Moema de Castro e Silva Olival acaba de publicar A Literatura Brasileira e a Cultura Árabe (Goiânia, Editora Kelps, 2015), que reúne ensaios sobre seis escritores brasileiros de origem libanesa, destacando a significativa contribuição dos imigrantes árabes para a formação cultural do País. É de se lembrar que hoje são mais de seis milhões os libaneses e seus descendentes radicados no Brasil, uma população igual à do Líbano. E que, nos dias de hoje, já são 8.530 os refugiados sírios, que imigraram recentemente em função da crise político-econômica que vive a Síria.

Na introdução, a professora Moema Olival explica que não foi seu objetivo fazer um estudo específico da cultura árabe nem reunir autores quanto à temática comum, mas sim observar, como no decorrer de suas obras, esses escritores acabam apontando para traços que os reúnem como intelectuais modernos, de procedência comum: a libanesa. Ou seja, a ensaísta procura mostrar como a narrativa ficcional desses autores se entretece com dados relativos ao povo e costumes árabes, uns mais ambientados, modernizados; outros menos, mas sempre a revelar a origem: “um povo que é parte do leque de etnias que constituem e enriquecem o diversificado universo sociocultural brasileiro”.

                                               II
O romance Lavoura Arcaica (1976), de Raduan Nassar (1935), é definido por Moema Olival como “uma semeadura narrativa que viceja, com austeridade e determinação, sobre um arcabouço familiar libanês, construído sob rigorosos laços de afeto e amor, em terras brasileiras”. Para ela, o romance espelha com fidelidade a cultura do patriarcalismo comum ao mundo árabe. Já ao analisar Um copo de cólera (1978), também de Raduan Nassar, a ensaísta destaca a problemática sexual que a novela traz, lembrando que o tema tem sido frequentemente abordado pela literatura árabe.

De Salim Miguel (1924), nascido no Líbano, Moema Olival estuda o romance Nur, na escuridão (1999), narrativa autobiográfica que reconstitui a trajetória da família do autor, desde o desembarque de Yussef, seu patriarca, em 1927, no cais da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, e “a luta assumida por aquela família na sua aventura de tentar novos destinos”, passando por seu esforço por encontrar um bom comércio em Biguaçu e Florianópolis, em Santa Catarina, e no Rio de Janeiro, para oferecer uma vida melhor à família que, com o passar dos anos, reuniria sete filhos. De Salim Miguel, a ensaísta analisa ainda Eu e as corruíras (2001), livro comemorativo dos 50 anos de estréia do autor, que reúne crônicas e depoimentos.

De Milton Hatoum (1952), com certeza o autor de descendência libanesa mais proeminente hoje na literatura brasileira, com quatro romances premiados e traduzidos em dez línguas e publicados em 14 países, Moema Olival analisa os romances Dois Irmãos (2000) e Cinzas ao Norte (2010). Se o primeiro romance retrata o drama de mais uma família libanesa estabelecida no Brasil e a saga de dois irmãos gêmeos (Yakub e Omar), na cidade de Manaus, às margens do Rio Negro, o segundo busca trilhar um caminho aberto por Machado de Assis (1839-1908), em Dom Casmurro (1899), ao deixar para o leitor a tarefa de concluir se Ran ou Arana seria o pai de Mundo (Raimundo), uma das personagens principais.

                                               III
De Carlos Nejar (1939), a ensaísta debruça-se sobre Carta aos loucos (1998), terceira obra em prosa do poeta gaúcho e membro da Academia Brasileira de Letras desde 2009, e Riopampa: o moinho das tribulações (2004), romance que igualmente reconstitui os percalços de uma família que habitava um moinho. Para a professora, “Riopampa é uma parábola da vida e da morte, e do desamor, do egoísmo e da generosidade, da guerra e da paz, das classes político-sociais que separam os homens, das forças da natureza sobre os sentimentos, e da alma que as traduz”.

De Miguel Jorge (1933), nascido em Campo Grande-MS, mas estabelecido em Goiás desde cedo (em Inhumas e, depois, em Goiânia), membro da Academia Goiana de Letras, a ensaísta estuda Veias e Vinhos (1982), Nos ombros do cão (1991) e Pão cozido debaixo de brasa (1997), trilogia urbana centrada em Goiânia, O Deus da hora e da noite (2008) e Minha querida Beirute (2012), sua última obra publicada.

Por fim, de William Agel de Mello (1937), a ensaísta discute o volume I de suas Obras Completas (2008), que reúne sua ficção (os demais volumes abrangem tradução, ensaios, monografias e artigos, fortuna crítica e dicionários). Sua ficção é composta por dois romances (Epopéia dos sertões e O último dia do homem) e dois livros de contos (Geórgicas – Estórias da terra e Metamorfose). De Geórgicas, analisa especificamente o conto “Baalbek”, que, segundo ela, sintetiza com dramaticidade os perfis da raça árabe: “o espírito aventureiro, amor ao comércio e à cultura, aos amigos, a consciência de seus direitos, a complacência com os mais fracos, o espírito religioso, endossando as convicções herdadas”.

Provavelmente, porque estes dois últimos autores estão diretamente ligados ao solo goiano, Moema Olival dedica maior espaço ao estudo de suas obras, chegando a ponto de esmiuçar capítulo por capítulo Minha querida Beirute, de Miguel Jorge, obra que, em sua opinião, representa uma súmula dos preceitos morais, éticos e afetivos característicos de uma família libanesa tradicional. Ou seja: “para o homem, tudo. Para as mulheres, a restrição e a obediência”, constata.

De fato, como observa o professor Fabio Lucas no prefácio que escreveu para este livro, a professora goiana, com estes ensaios, aponta não só uma nova perspectiva para o estudo da cultura libanesa projetada no ambiente brasileiro como abre o debate sobre a contribuição dos escritores descendentes de árabes à ficção produzida no Brasil, repetindo-se aqui o que diz o próprio Miguel Jorge na contracapa deste livro.

                                               IV
Ensaísta, crítica literária, professora emérita (aposentada) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Moema de Castro e Silva Olival é doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo (USP). Fundadora e primeira coordenadora do Centro de Estudos Portugueses da UFG e do mestrado em Letras por oito anos, é sócia-correspondente da Academia Brasileira de Filologia (Abrafil), do Rio de Janeiro, e da União Brasileira de Letras (UBE)-RJ. Membro da Academia Goiana de Letras (AGL) e da seção de Goiás da UBE, é membro-titular do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG).

Tem 14 livros de ensaios publicados, entre os quais se destacam: O processo sintagmático na obra literária (Editora Oriente,1976), O espaço da crítica – panorama atual (Editora UFG, 1998), GEN – um sopro de renovação em Goiás, v. I (Editora Kelps, 2000), Moura Lima: a voz pontual da alma tocantinense (Editora Cometa, 2003),  Diálogos plurais (R&F Editora, 2008), O espaço da crítica III (Editora da UFG, 2009), Um sopro de renovação em Goiás, v. II (Editora Kelps, 2009), Novos ensaios – vozes em interação (Editora Kelps, 2010), e Contos (Des)armados (Editora Kelps, 2014). Adelto Gonçalves - Brasil


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A Literatura Brasileira e a Cultura Árabe, de Moema de Castro e Silva Olival. Goiânia: Editora Kelps, 236 págs., 2015. E-mail: moemacsolival@hotmail.com

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Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br