O Centro Cultural Português alberga, pela primeira vez em Luanda, na Quinta-Feira, 24, a performance de dança contemporânea “Umbilical – As cordas que comandam a guerra”, montada pelos coreógrafos portugueses Amélia Caldas e David Amado. Na apresentação, segundo a organização, as cordas comandam a guerra, numa instalação performativa criada no âmbito de uma residência artística a decorrer ao longo desta semana
A
direcção artística do projecto de dança contemporânea é formada pelos
portugueses, Magna Araújo Amorim, Tiago Bastos Nunes e António Bernardes de Sá.
Para a exibição da performance, Magna Araújo Amorim garantiu ao Jornal O País
que farão a apresentação de uma instalação de dança sobre cordas, que unem os
conflitos e como os movimentos dos corpos influenciam-se uns aos outros, numa
guerra, com base na história de um determinado povo.
“O
Umbilical vai exibir a dança contemporânea. Fizemos um primeiro teste em
Lisboa, com cerca de 15 padrinhos e vimos que podia se adaptar a diferentes
territórios, com diferentes bailarinos locais, porque cada país tem uma
história e uma questão de conflitos. Angola é muito próxima a nós, então
decidimos fazer uma apresentação com bailarinos angolanos”, disse.
Ladeada
dos outros directores artísticos, que conhecem o solo angolano pela primeira
vez, Magna Amorim recordou a estreia da apresentação do projecto, definindo-a
por uma espécie de ensaio aberto, com a coreógrafa Amélia Caldas, não
propriamente uma performance.
No
momento em que abordava sobre o “Umbilical- As cordas que comandam a guerra”
com a equipa deste jornal nas instalações do Centro Cultural Português, a
integrante da direcção artística reiterou que a coreógrafa Amélia Caldas estava
a preparar os bailarinos num outro espaço.
Questionada
sobre a possibilidade de se adaptar estilos de danças angolanas à performance,
Magna Amorim salientou que “os bailarinos angolanos podem trazer um pouco de si
para a coreografia”. Francisca Gonga – Angola in “O
País”
