Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 20 de novembro de 2022

Uma questão de fé


 








Vamos aprender português, cantando

 

Uma questão de fé

 

Falo com São José

na minha oração

é uma questão de fé

bailo no São João

 

Meu Santo protetor

mostra a tua graça

não pisem o meu pé

porque vou nesta marcha

 

Sou mestre deste ofício

dirijo a minha nau

mas quando fico aflito

subo mais um degrau

 

Espero esta semana

em todo este mês

enquanto andamos nisto

brindo em copo de três

 

Tu és tu, eu sou eu, há que respeitar

o que aconteceu, não sei explicar

quem me convenceu, soube que ia dar

o que é meu é teu, leva-me ao altar

 

Tu és tu, eu sou eu, há que respeitar

o que aconteceu, não sei explicar

quem me convenceu, soube que ia dar

o que é meu é teu, leva-me ao altar

 

Diz-me se é ou não é

isto está bonito

vou abraçar os santos

por onde passo, agito

 

Navego em alto mar

avisto a avenida

Alfama vai passar

a desfilar a vida

 

Falei com toda a calma

não quero enganar

quem quer ficar comigo

vai ter de me aturar

 

E qual não é o espanto

desta timidez

chegou a nossa hora

agora é de vez

 

Tu és tu, eu sou eu, há que respeitar

o que aconteceu, não sei explicar

quem me convenceu, soube que ia dar

o que é meu é teu, leva-me ao altar

 

Tu és tu, eu sou eu, há que respeitar

o que aconteceu, não sei explicar

quem me convenceu, soube que ia dar

o que é meu é teu, leva-me ao altar

 

Uoh-oh-oh-oh

Uoh-oh-oh-oh

Uoh-oh-oh-oh

Uoh-oh-oh-oh

 

Tu és tu, eu sou eu, há que respeitar

(Uoh-oh-oh-oh) o que aconteceu, não sei explicar

(Uoh-oh-oh-oh) quem me convenceu, soube que ia dar

(Uoh-oh-oh-oh) o que é meu é teu, leva-me ao altar

 

Tu és tu, eu sou eu, há que respeitar

(Uoh-oh-oh-oh) o que aconteceu, não sei explicar

(Uoh-oh-oh-oh) quem me convenceu, soube que ia dar

(Uoh-oh-oh-oh) o que é meu é teu, leva-me ao altar

 

João Pedro Pais – Portugal



Vamos recordar, cantando

Um resto de tudo

Faz Tempo

domingo, 7 de junho de 2020

Um resto de tudo
















Vamos aprender português, cantando


Desce p'la avenida, a lua nua…
E vagando à sorte dormita nas ruas…
Faz-se de esquecida, minha e tua
deixando um rasto, que nos apazigua.

Entra pela vitrina, surrealista
faz malabarismo a ilusionista.
Ilumina o céu, que nos devora,
já se sente o frio, está na hora, de irmos embora

Sou um ser que odeias mas que gostas de amar,
como um barco perdido, à deriva do mar
a vida que levas de novo outra vez
um mundo que gira sempre a teus pés.

Sou a palavra amiga, que gostas de ouvir,
a sombra esquecida que te viu partir,
a noite vadia, que queres conhecer,
sou mais um dos homens que te nega e dá prazer.

Sou a voz da tua alma que te faz levitar,
o átrio da escada para tu te sentares,
sou as cartas rasgadas que tu não lês
a tua verdade, mostrando quem és.

Sou um ser que odeias mas que gostas de amar,
como um barco perdido, à deriva no mar
a vida que levas de novo outra vez
um mundo que gira sempre a teus pés.

Sou a palavra amiga, que gostas de ouvir,
a sombra esquecida que te viu partir
a noite vadia, que queres conhecer,
sou mais um dos homens que te nega e dá prazer.

A voz de tua alma que te faz levitar,
o átrio da escada para tu te sentares,
sou as cartas rasgadas que tu não lês
a tua verdade, mostrando quem és.

...um resto de tudo, que possa existir, mostrando quem és, o resto do mundo…

João Pedro Pais - Portugal