Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

China - Banco Nacional Ultramarino inaugura primeiro balcão

O Banco Nacional Ultramarino (BNU) vai inaugurar a primeira sucursal na República Popular da China no próximo dia 18 de Janeiro de 2017, anunciou esta segunda-feira a instituição bancária. A nova sucursal do BNU – instituição bancária que pertence ao grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) – localiza-se na Ilha da Montanha, no vizinho município continental de Zhuhai.

A abertura na Ilha da Montanha tem a ver com o desenvolvimento das relações comerciais entre Macau e a China e também com o papel de Macau como plataforma entre a República Popular da China e os países de língua portuguesa, segundo explicou o presidente executivo do banco, Pedro Cardoso, à Lusa, em Outubro: “Temos um número muito significativo de empresários e clientes em geral que têm investimento na China – sejam fábricas, empresas de prestação de serviço ou mesmo investimento imobiliário – e queremos obviamente prestar serviços financeiros a esse tipo de clientes”, afirmou Pedro Cardoso.

“Queremos aproveitar o facto de termos uma presença na China para também participar no desenvolvimento das relações comerciais entre a China e os países de expressão portuguesa, onde o grupo Caixa Geral de Depósitos, no qual o BNU se insere, tem uma presença absolutamente ímpar, porque está presente com operações de banca de retalho em sete países de expressão portuguesa e em cinco é líder de mercado”, realçou ainda na altura.

O BNU em Macau, actualmente com 19 agências, fechou o primeiro semestre de 2016 com lucros de 278,5 milhões de patacas, mais 17 por cento do que no mesmo período de 2015, e com aproximadamente 220 mil clientes, o equivalente a um terço da população da cidade. A instituição tem também as funções de banco emissor de moeda em Macau, uma missão que partilha com o Banco da China. In “Ponto Final“ - Macau

domingo, 3 de julho de 2016

Portugal – Os portugueses e os bancos

Há alguns dias um amigo que já não via faz imenso tempo ao ver-me na rua correu para mim um pouco excitado.

“A Caixa, já viste a Caixa?”, Começou ele, para depois desenvolver sobre as notícias que a comunicação social tem ultimamente dissertado sobre a Caixa Geral de Depósitos.

A preocupação dele era grande, não fosse um quadro superior bancário de outra instituição. Depois de desenvolver os seus tormentos continuou: “Vê lá tu, tinha uma conta na Caixa, onde ia colocando umas poupanças, que eram superiores a três mil euros para não ter custos de manutenção e recebi uma carta a dizer que esse valor passava para os cinco mil euros. Loucos!” Dizia ele, “Para abrir na altura a conta foi só facilidades, agora que a encerrei, tive levar todos os familiares que tinham lá a assinatura, eu, a minha mulher, o meu pai, a minha mãe, até o "bobi" foi connosco para não ficar sozinho em casa, ficando preso pela trela a um banco do jardim.”

Mas, interrompi-o eu, ao depositares o dinheiro em qualquer banco não estás a fazer um empréstimo, agora gratuito, a esse banco para ele depois investir em grandes quantidades em negócios rentáveis e com isso tirar rendimentos para no fim ter lucros?

“Quais quê!” Retorquiu ele. “ Eu agora vou passar a guardar o dinheiro em casa, sempre é mais seguro que esta corja que anda por aí!”.

Despedi-me e fui a pensar nas últimas palavras dele, semelhantes a outras que vou ouvindo, principalmente quando me desloco ao comércio tradicional, de pessoas a afirmar que é mais seguro guardar a poupança em casa.

O Banco de Portugal vem afirmando que os portugueses, desde que entraram no euro, estão a poupar muito menos, que a tendência de queda é constante e bastante inferior ao período antes da adesão à moeda única europeia e muito abaixo da média da zona euro. Não será outra a realidade? Baía da Lusofonia

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Macau – CGD agiliza negócios entre a China e os países de língua portuguesa

O grupo estatal financeiro português Caixa Geral de Depósitos (GCD) está-se a posicionar para, a partir de Macau, onde tem uma presença relevante através do BNU, funcionar como um facilitador de negócios entre a China e os países de língua portuguesa, disse à Macauhub Alberto Soares, “Chief China Officer” do grupo.

Tendo em atenção o papel já desempenhado e a desempenhar por Macau no que se refere ao relacionamento entre a China e os países de língua portuguesa, a Caixa Geral de Depósitos decidiu afectar um quadro superior, para, em colaboração com o BNU, prestar apoio às empresas portuguesas e às dos países de língua portuguesa que pretendam ter relações comerciais com a China, bem como às empresas chinesas que pretendam estabelecer relações de negócio com aqueles países.

Alberto Soares, responsável por concretizar este plano da Caixa Geral de Depósitos, disse à Macauhub que a ideia subjacente a esta decisão está relacionada com o esforço que o grupo estatal português tem estado a efectuar há já alguns anos e que passa “pela maximização do potencial da rede internacional do grupo.”

A CGD dispõe para este negócio de uma posição única à escala mundial que é o facto de ser a única instituição bancária presente em sete dos oito países de língua portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – sendo a única excepção a esta realidade a Guiné-Bissau.

Em Angola o grupo está presente através do Banco Caixa Geral Angola, no Brasil dispõe do Banco Caixa Geral Brasil, em Cabo Verde controla dois bancos, Comercial do Atlântico e Interatlântico, em Moçambique está no mercado através do Banco Comercial e de Investimentos, em São Tomé e Príncipe detém o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe e em Timor-Leste existe o BNU Timor.

Além da presença em sete dos oito países de língua portuguesa, a Caixa Geral de Depósitos assume-se como líder de mercado em cinco deles – Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste – sendo que no caso de Moçambique assumiu recentemente essa liderança, em termos de activos totais, depois de ter destronado o Banco Millennium Moçambique, do grupo Banco Comercial Português.

O grupo detém em Portugal 721 agências, 4 milhões de clientes, mais de um terço da população portuguesa, um activo total superior a 100 mil milhões de euros e uma quota de depósitos de 28% e de concessão de crédito de 22%, assumindo-se como a principal instituição bancária do país.

Em Macau, o grupo CGD está presente com o BNU para a banca universal, instituição que funciona em conjunto com o Banco da China como um dos dois bancos emissores do território, que dispõe de 18 agências, mais de 200 mil clientes ou um terço da população e tem activos totais que excedem 7,5 mil milhões de euros.

E é precisamente em Macau que se concentram os esforços no sentido de estabelecer uma ponte entre a China e os países de língua portuguesa e vice-versa aproveitando o peso e a importância do BNU e, nomeadamente, o protocolo de cooperação que este banco assinou com o Banco da China Macau.

O “Chief China Officer” referiu-se a Macau como sendo “uma operação muito importante”, onde estão actualmente concentrados os esforços do grupo CGD no sentido de aprofundar o relacionamento entre a China e os países de língua portuguesa por duas ordens de razões – a implantação local do BNU – e, mais importante, o facto de o governo central da China ter decidido fazer do território uma plataforma para o estabelecimento de relações comerciais e económicas com esses países.

“Não posso revelar os nomes das empresas mas posso garantir que tem havido bons resultados práticos em ambos os sentidos”, disse Soares, salientando o bom entendimento e cooperação que tem existido com o Instituto de Promoção do Investimento e do Comércio de Macau (IPIM).

Em termos práticos, a partir de uma rede de departamentos internacionais, um cliente do BNU ou de qualquer outro banco do grupo pode contar com o apoio em qualquer um dos países onde a CGD está presente, em termos financeiros, de informação, de acesso a mercados, de “matchmaking.”

“Tem havido apoio directo a operações em todos os países de língua portuguesa, nomeadamente de empresas chinesas que se têm aproximado devido ao protocolo de cooperação que o BNU tem com o Banco da China”, disse ainda o “Chief China Officer” do grupo CGD e administrador não-executivo do BNU.

Ainda neste âmbito, Alberto Soares revelou à agência Macauhub estar a ser ultimado, ao abrigo do protocolo de cooperação com o Banco da China, um mecanismo que permita a utilização, por toda a rede internacional do grupo, da moeda chinesa – o renminbi – nas transacções comerciais e nos demais negócios entre a China e os países de língua portuguesa.

Pedro Cardoso, presidente da Comissão Executiva do BNU, declarou recentemente que os negócios da instituição com os países de língua portuguesa cresceram 153% em 2015 tendo, no caso específico de clientes apenas de Portugal, registado um crescimento de 395%.

Pedro Cardoso garantiu ainda haver um grande espaço de crescimento neste tipo de relacionamento, embora no passado recente se tenha assistido a uma contracção significativa do relacionamento comercial entre a China e os países de língua portuguesa. In “Macauhub” - Macau