Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Augusto Frederico Schmidt. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Augusto Frederico Schmidt. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Um inventário dos poetas católicos do Brasil

                                                                    I

Um excepcional inventário sobre a produção dos principais poetas católicos do Brasil é o que o leitor irá encontrar em Os Fios da Escrita - ensaios literários (Itabuna-BA: Editora Mondrongo, 2020), de Adalberto de Queiroz, poeta, jornalista e ensaísta, que foi empresário no ramo de Tecnologia da Informação por 26 anos. É reparada assim uma injustiça, pois a poesia escrita por poetas católicos brasileiros, que tanta repercussão teve nos anos de 1930 a 1960, nas últimas décadas, havia sido, praticamente, excluída do alvo da crítica, ainda que continue a ser apreciada por alguns poucos jovens leitores.

Para Queiroz, há um “quarteto sagrado” da poesia feita por católicos no Brasil do século XX: Jorge de Lima (1893-1953), Murilo Mendes (1901-1975), Tasso da Silveira (1895-1968) e Augusto Frederico Schmidt (1906-1965). A esse grupo, porém, o ensaísta acrescenta Cecília Meireles (1901-1964), Manuel Bandeira (1886-1968) e Lúcio Cardoso (1912-1968). Desses, reconhece, apenas o paranaense Tasso da Silveira é menos conhecido, sendo mais estudado nos círculos acadêmicos de letras de Curitiba e do Rio de Janeiro, onde foi professor.

Segundo o ensaísta, na tradição da inteligência católica, de Jorge de Lima, Murilo Mendes e Augusto Frederico Schmidt, “há uma fortuna crítica significativa, menor no caso de Schmidt, mas ainda assim representativa no levantamento que se fez antes e durante o cinquentenário de sua morte em 2015”. Para Queiroz, conhecidos por um semicírculo de iniciados na poesia, os chamados “poetas de Deus” criaram uma lírica que continua viva e digna de ser realçada ante o olhar do público leitor e da crítica literária do século XXI. “Mesmo se diminuta essa contribuição, pode a iniciativa servir à crítica (e aos poucos leitores de poesia) de nosso tempo, como uma espécie de penitência, pela nossa culpa por tão longo silêncio”, observa no primeiro ensaio de uma série de seis.

 

                                                                   II

Na primeira parte do livro – dividido em quatro –, o ensaísta dedica-se, entre outros autores, com especial enlevo, às obras de Gustavo Corção (1896-1978), outro grande pensador e romancista católico, e do argentino Jorge Luís Borges (1899-1986).  No ensaio “Gustavo Corção e o compromisso com o eterno”, traça um perfil do pensador e saúda a republicação de suas obras, cerca de quatro décadas depois de sua morte. E acrescenta que os artigos que constam de A Descoberta do Outro (Rio de Janeiro, Agir Editora, 2000) “eram provenientes desta farinha para as almas que mistura Léon Bloy, Ortega y Gasset, seu amigo e antípoda Alceu de Amoroso Lima, Oswald de Andrade, Georges Bernanos e Machado de Assis a questões sociais e musicais, de Mozart ao comprimento das saias, do conserto de automóveis ao suicídio de Getúlio Vargas, tudo com a marca da alta cultura que marcou a passagem de Gustavo Corção pelas letras nacionais”.

De se lembrar é que este articulista, na segunda parte da década de 1970, ao tempo em que desempenhou o cargo de redator e subeditor da seção de Política do jornal O Estado de S. Paulo, entre as suas funções, estava a de preparar a coluna de Corção para publicação. Preparar significava ler o texto e adequar aqui ou ali alguma palavra às normas da redação do jornal e, depois, colar as folhas nas laudas e enviá-las para a composição no sistema nylonprint, que havia pouco substituíra a impressão a chumbo. Este articulista ainda recorda que o artigo de Corção vinha datilografado em folhas de papel de seda. 

Inconformado com o que a ditadura civil-militar (1964-1985) praticava naquele tempo, torturando e fazendo desaparecer adversários políticos, este articulista não se sentia bem naquela tarefa, até porque Corção era uma “figura de proa” em defesa de princípios que seriam usados indevidamente para justificar as arbitrariedades dos golpistas de 1964. Mas, hoje, com a lucidez que a idade traz, não pode deixar de reconhecer a importância do pensador católico, um dos maiores escritores da história da literatura brasileira.  E autor do romance Lições do Abismo (1953), aliás o único de sua autoria, que Menotti del Picchia (1892-1988) considerou “o maior livro de ficção que já se escreveu no Brasil”, como assinalou o ensaísta.

Sobre Borges, Queiroz cita o livro Borges Babilônico: uma enciclopédia (Companhia das Letras, 2017), do argentino Jorge Schwartz (1944), ex-professor deste articulista na Universidade de São Paulo (USP), que reúne mais de mil verbetes sobre o escritor, indispensável para quem quer conhecer a fundo a produção desse contista que se tornou universal. Mais adiante, observa que Borges é “um conservador que treina a mente para aforismos, frases lapidares e uma sabedoria silenciosa, mesmo quando faz uso de emissões radiofônicas e televisivas”, quando era obrigado a falar de si mesmo.

 

                                                                   III

Na segunda parte do livro, intitulada “Entradas e bandeiras (temas brasileiros)”, o autor não só dirige suas reflexões críticas sobre o “quarteto sagrado” citado acima, como ainda ajunta Lúcio Cardoso e Hermilo Borba Filho (1917-1976), todos de visibilidade formal e estética diferenciada, além de Dora Ferreira da Silva (1918-2006), até hoje pouco lembrada. Dedica ainda ensaios à produção de dois jovens poetas baianos:  Wladimir Saldanha (1977), responsável pelo texto de apresentação na contracapa do livro, e João Filho (1975). Deste último, diz que, além da carga poética que a região Nordeste legou à poesia brasileira, ele carrega em seus versos a tradição católica. Para João Filho, segundo o ensaísta, está reservado um lugar entre os grandes da poesia de nossa época.

Na terceira parte, “Legião estrangeira”, o autor reúne análises de livros de nomes consagrados mundialmente como Giacomo Leopardi (1798-1837), W. B. Yeats (1865-1939), Walt Whitman (1819-1892), Kazuo Ishiguro (1954), Flannery O´Connor (1925-1964) e V. S. Naipul (1932-2018), entre outros. Na última parte, “O mito e a sabedoria”, dedica-se a estudar mitos e símbolos na poesia, passeando pelas obras de estudiosos, como o romeno Mircea Eliade (1907-1986), o canadense Northrop Frye (1912-1991) e o sacerdote e teólogo belga Charles Moeller (1912-1986), ao mesmo tempo em que faz uma releitura cristã de grandes autores do século XX.


                                                                  IV

Adalberto de Queiroz (1955), nascido em Goiânia, foi educado como órfão em abrigo de Anápolis, de onde saiu em 1973 para cursar Física na Universidade Federal de Goiás (UFG). Em seguida, mudou-se para Porto Alegre, onde concluiu o curso de Comunicação Social na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Depois, retornou a Goiânia onde cursou Jornalismo na UFG. Pós-graduado em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, tornou-se empreendedor de sucesso na área de Tecnologia da Informação.

Deixando as atividades empresariais em 2014, dedicou-se integralmente às letras, assinando com o pseudônimo de Beto Queiroz coluna de ensaios literários na revista digital Recorte Lírico, de Curitiba. É autor também de Frágil Armação, poesia (1985), Destino Palavra, poesia (2016) e O Rio Incontornável, poesia (Editora Mondrongo, 2017). Organizou a antologia Literatura Goyaz (2015), que reúne poemas e minicontos de 46 autores. No final da década de 70, participou das antologias Qorpo Insano e Veia Poética.  É membro da Academia Goiana de Letras, ocupando a cadeira 32. Mantém o blog: https://betoqueiroz.com. Adelto Gonçalves - Brasil

______________________________

Os Fios da Escrita (ensaios literários), de Adalberto de Queiroz, com apresentação de Mariel Reis e Wladimir Saldanha. Itabuna-BA, Editora Mondrongo, 259 págs., R$ 45,00, 2020. Site: www.editoramondrongo.com.br E-mail: editoramondrongo@gmail.com

_____________________________________________

 

Adelto Gonçalves é doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela USP e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo-Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os Vira-latas da Madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O Reino, a Colônia e o Poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

 




sábado, 28 de outubro de 2017

Um livro e três ilustres personagens

                                                           I
Cronista em tempo integral, colaborador de vários diários e revistas culturais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Brasília, Danilo Gomes acaba de lançar um livro de crônicas cujo título reúne os nomes de três ilustres personagens que, por coincidência, foram também amigos até o fim da vida: Augusto Frederico Schmidt, Juscelino Kubitschek e Odilon Behrens (Brasília, Gráfica e Editora Ideal, 2017).

Dessa “tríade de ouro”, na definição do cronista, o menos conhecido a nível nacional é Odilon Behrens (1901-1959), médico, hoje nome de um hospital e de uma escola estadual em Belo Horizonte, colega de sala de aula de Kubitschek e do memorialista Pedro Nava (1903-1984) no curso de Medicina da antiga Universidade de Minas Gerais (UMG), que seria federalizada em 1949. Formado em 1927, ao lado da carreira como médico, foi secretário da Educação e, depois, de Finanças em Minas Gerais e ministro e presidente do Tribunal de Contas do Estado, entre outros cargos.

Como do mineiro Behrens, nascido na pequena Muriaé, não há muito a acrescentar, além dos cargos mais importantes que desempenhou em sua trajetória como médico e homem público, o mineiro Juscelino Kubitschek (1902-1976), nascido em Diamantina, e o carioca Augusto Frederico Schmidt (1906-1965) ocupam quase a totalidade de um livro constituído por uma centena de páginas.

Igualmente formado médico em 1927, com especialização em urologia em Paris em 1930, Kubitschek, segundo Danilo Gomes, escrevia bem e deixou livros, mas, vivendo vida vertiginosa, não deve ter tido muito tempo para apurar a escrita. Antes de chegar à presidência da República (1956-1961), foi chefe de gabinete do interventor Benedito Valadares (1892-1973) em 1933, na sequência do golpe de Estado de 1930, e, depois, eleito deputado federal em 1934, teve o seu mandato cassado pelo golpe do Estado Novo aplicado por Getúlio Vargas (1882-1954) em 1937.

Nomeado prefeito de Belo Horizonte por Benedito Valadares em 1940, permaneceu no cargo até 1945. Eleito governador de Minas Gerais em 1951, lançou-se candidato a presidente da República em 1955, tendo sido eleito com 35,6% dos votos contra Juarez Távora (1898-1975), que teve 30,2%. Senador por Goiás em 1962, teve seu mandato cassado em 1964 pelo regime militar (1964-1985).

Morreu a 22 de agosto de 1975, num acidente automobilístico na Via Dutra, em circunstâncias até hoje vistas como suspeitas. Apontado como um visionário empreendedor, deu início à modernização do País e passou para a História principalmente com a construção de Brasília, a nova capital federal. Apostou na expansão da indústria automobilística, a partir da atração ao capital estrangeiro, investindo na construção da infraestrutura para o transporte rodoviário, permitindo, porém, o início do sucateamento da malha ferroviária.

                                                           II
Literato, e de respeito, porém, só o foi Schmidt, poeta da segunda geração do Modernismo brasileiro, a quem Danilo Gomes dedica a maior parte de sua obra. Além de memorialista, Schmidt foi editor e empresário bem como político, como os demais homenageados. De Behrens, foi colega no Instituto O´Granbery, de Juiz de Fora-MG, dirigido por metodistas norte-americanos. Voltou ao Rio de Janeiro em 1922 e, em 1940, trabalhou num escritório em Nova York. Industrial e comerciante, Schmidt introduziu no Brasil a cadeia de supermercados Disco, a uma época em que predominavam no País os pequenos armazéns de secos e molhados.

Tornou-se conhecido como homem público, assessorando Kubitschek. Representou o Brasil na Operação Pan-Americana (Opa), embrião da famosa Aliança para o Progresso, chegando a embaixador na Organização das Nações Unidas (ONU). Homem de confiança de Kubitschek, era o redator dos seus discursos presidenciais.

Jornalista e prosador de mão cheia, foi também colaborador dos jornais Correio da Manhã e O Globo, no Rio de Janeiro. Destacou-se, porém, como poeta, publicando livros antológicos como Estrela Solitária, Canto da Noite, Babilônia e Saudades de Mim Mesmo, entre outros. Publicou ainda As Florestas, O Galo Branco e Paisagens e Seres, livros de memórias.

Um dos poemas mais inspirados da Língua Portuguesa é aquele que leva por título exatamente a palavra “Poema” em que Schmidt, casado, mas sem filhos, resgata o dilema deixado por Machado de Assis (1839-1908), que em Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) faz seu personagem principal lamentar, ao final do livro, o fato de não deixar “a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. E que vale a pena ser repetido aqui para deixar explícita a grandeza da poesia de Schmidt:

            Meu coração paterno está vazio./ Ninguém o virá habitar!/ A ninguém transmitirei esse amor/ Puro e perfeito, que nada exige ou reclama./ A ninguém poderei dar o meu carinho paterno./ E a minha experiência de criança voltará comigo/ Para a grande noite próxima/ Os meus pobres traços não os herdará ninguém./ E desaparecerei contigo – ó tu que não vieste jamais? E que sinto misterioso e vivo, ao afagar cabelos que não cresceram/ E mãos que não chegaram a se modelar.

De acordo com Danilo Gomes, Schmidt “deixou uma legião de admiradores e amigos, além de um pelotão de invejosos patrulheiros ideológicos, pregoeiros da vanguarda do atraso”. Segundo o cronista, esse foi o preço que Schmidt pagou “pelo seu grande talento literário, sua aguda visão geopolítica e seu empreendedorismo empresarial”. Diz ainda o cronista que Schmidt, ao longo da vida, “sempre foi um melancólico, um nostálgico, um autor de cantos elegíacos, um siderado pela morte, que o ceifou cedo”.
           
                                                           III
Como observou o escritor Fabio de Sousa Coutinho, presidente da Associação Nacional de Escritores (ANE), na apresentação que escreveu para este livro, Danilo Gomes assume-se como discípulo do Schmidt cronista e memorialista, gêneros em que este “também foi um dos expoentes na literatura de língua portuguesa”. Para Coutinho, Gomes alcança neste livro “o elevado patamar de seu paradigma, tornando-se um dos cronistas mais respeitados dos dias que correm”.

Enfim, o que se destaca, além da vida fabulosa das três personagens, é o estilo do cronista Danilo Gomes, que, como diz Coutinho, nada fica a dever a mestres dessa nobre arte, como o próprio Schmidt, o recifense Nelson Rodrigues (1912-1980), o capixaba Rubem Braga (1913-1990), as cearenses Rachel de Queiroz (1910-2003) e Ana Miranda (1951) e os mineiros Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Otto Lara Resende (1922-1992), Fernando Sabino (1923-2004) e Paulo Mendes Campos (1922-1991), para ficarmos aqui entre os mais representativos.

                                                           IV
Danilo Gomes (1942) nasceu em Mariana-MG e estudou no Colégio Dom Bosco, de Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto-MG, no Arquidiocesano, de Ouro Preto, e no Dom Frei Manoel da Cruz, de Mariana. Suas relações com Belo Horizonte são antigas.  Em Belo Horizonte, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1974. Começou a trabalhar no Ministério da Agricultura-Serviço Florestal, em Belo Horizonte, em 1961, mesmo ano em que começou a trabalhar no Diário da Tarde.

Desde então, tem colaborado em jornais como Estado de Minas, Hoje em Dia, Diário da Tarde e Suplemento Literário Minas Gerais. Fora de Minas, tem escrito para o Jornal do Commercio e Jornal de Letras, do Rio de Janeiro, Correio Braziliense e Jornal de Brasília e em jornais de diversos Estados, assim como em revistas, como a Revista da Academia Brasiliense de Letras e a Revista da Academia de Letras do Brasil. Atualmente, escreve no Jornal da ANE, de Brasília, e nas revistas da Academia Mineira de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF).

Em 1975, transferiu-se para Brasília, onde se formou em Comunicação Social-Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (Ceub), em 1985. Trabalhou no Ministério das Minas e Energia. De 1985 a 2005, foi redator e assessor na Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República.   

Pertence às seguintes entidades: Associação Nacional de Escritores (de que foi presidente), Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, Academia de Letras do Brasil, Academia Mineira de Letras, onde ocupa a cadeira n° l, sucedendo a Cyro dos Anjos (1906-1994), Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, Academia Marianense de Letras, Casa do Escritor, de São Roque-SP, e Grêmio Literário Tristão de Ataíde, de Ouro Preto. É sócio-correspondente da Academia Norte-Riograndense de Letras.

É autor de Escritores Brasileiros ao Vivo (entrevistas, dois volumes); Uma Rua Chamada Ouvidor; Água do Catete; Antigos Cafés do Rio de Janeiro; Em Torno de Rubem Braga, e Mineiridade que Sobrevive ao Tempo, celebrando os 80 anos do poeta Alphonsus de Guimaraens Filho (1918-2008). Tem participado de várias coletâneas de crônicas e poemas, como Crônicas Mineiras e Cronistas de Brasília. Adelto Gonçalves – Brasil

________________________________ 
Augusto Frederico Schmidt/Juscelino Kubitschek/Odilon Behrens, de Danilo Gomes, com apresentação de Fabio de Sousa Coutinho. Brasília: Gráfica e Editora Ideal, 100 págs., 2017. E-mails: ideal@idealgrafica.com.br

_________________________________________

Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Os Vira-latas da Madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012) e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros.  E-mail: marilizadelto@uol.com.br