Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Portugal - Doc’s Kingdom 2023, um regresso ao Alentejo, pela primeira vez em Odemira

Corte—Travessia

Abertas as inscrições para o Doc’s Kingdom no seu regresso ao Alentejo: decorre pela primeira vez em Odemira de 30 de Novembro a 5 de Dezembro


Já estão abertas as inscrições online para a edição de 2023 do Doc’s Kingdom - Seminário Internacional de Cinema Documental, que volta a um dos fundamentos do cinema, a montagem, como fio condutor e como ferramenta para reunir e refletir sobre filmes irrevogavelmente políticos.

Mais informações no sítio e no formulário de inscrição.

Com um caminho de mais de 20 anos que remonta a 2000 e às primeiras edições em Serpa, o Doc’s Kingdom teve momentos de itinerância junto ao Atlântico (Açores) e ao Tejo (Almada), e chamou casa a Arcos de Valdevez durante oito edições. Agora, provando mais uma vez que não pertence a um lugar, mas que se encontra e adapta em cada um dos lugares em que se inscreve, o seminário assenta arraiais em Odemira, lugar de Portugal onde o presente global, complexo e pulsante do mundo em que vivemos, se sente como em poucos outros.

A programadora desta edição, Elena Duque, foi selecionada através de um concurso público internacional, aberto a programadores de qualquer nacionalidade, com o critério de já terem participado pelo menos uma vez no seminário. Sob o título Corte—Travessia, a proposta da programadora hispano-venezuelana é dedicada à montagem e, em especial, àquela que faz colidir imagens e sons díspares em associações lúcidas e esclarecedoras.

A montagem como ferramenta de pensamento é a ideia no centro deste programa. Reunindo cineastas que colocam em confronto sons e imagens aparentemente distantes, revisita-se uma ideia quase tão antiga como o próprio cinema: a dialética da montagem. A partir dessa exploração de aspectos formais fundamentais (cortes, choques, encontros inesperados), os filmes tecem, ou provocam, um olhar político singular sobre o mundo. No melhor dos casos, abrem-se novos mundos, iluminados pela faísca de uma simplicidade reveladora.”

Elena Duque


Inscrições

Com o regresso ao Alentejo, instalando-se em Odemira - Portugal, de 30 de Novembro a 5 de Dezembro de 2023, a presente edição marca o início de um novo capítulo na longa história deste seminário.

A inscrição garante acesso a todo o programa do Doc’s Kingdom 2023 em Odemira, da tarde de 30 de Novembro ao meio dia de 5 de Dezembro, incluindo todas as sessões de cinema, debates, refeições, passeios e demais actividades previstas.

Mais informações no sítio e no formulário de inscrição.

No dia 13 de Outubro serão apresentado/as os/as cineastas e artistas convidados/as desta edição. Até lá, há desconto na taxa de inscrição. Na próxima newsletter, divulgaremos também a autoria da imagem gentilmente cedida para o Seminário. O programa, como sempre, é surpresa até ao início de cada projeção, tornando o Doc’s Kingdom uma experiência integral e cumulativa que abarca a projeção de filmes, as conversas com cineastas, artistas e investigadores, o encontro numa atmosfera informal, o espaço crítico da discussão, a produção de um arquivo de conhecimento coletivo.

Esperamo-vos em Odemira! Doc’s Kingdom - Portugal





Portugal - Startup da UPTEC vence prémio europeu com terapia inovadora para o cancro

A Beat Therapeutics venceu a «Pitch Competion» da edição deste ano do programa de aceleração espanhol "Startup Olé", na categoria Bio/Pharmatech


A Beat Therapeutics, uma startup incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, foi a vencedora da Pitch Competion do programa Startup Olé, na categoria Bio/Pharmatech, com a apresentação de uma terapia inovadora no tratamento do cancro.

O projeto desenvolvido em conjunto pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP), REQUIMTE, Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) e o Instituto Português de Oncologia, Porto (IPO Porto), participou na 10.ª edição do programa de aceleração espanhol, e foi apoiado pelo EIT Health, na sequência da vitória nos Prémios InnoStars, iniciativa daquele Instituto europeu que visa apoiar startups inovadoras na área da saúde.

A Beat Therapeutics desenvolve opções terapêuticas mais eficazes para pacientes que enfrentam cancros agressivos e com reduzidas taxas de tratamento e sobrevivência. O primeiro medicamento candidato, uma terapia inovadora, mostra grande promessa contra a interação BRCA1/BARD1, um alvo altamente validado no tratamento do cancro.

A singularidade desta terapia reside na sua eficácia excecional, mecanismo de precisão que garante segurança, enquanto evita com sucesso a resistência e elimina eficazmente as células resistentes à quimioterapia, tornando-a num verdadeiro avanço no tratamento do cancro.


Para o cofundador da Beat Therapeutics, Hugo Prazeres, o crescimento rápido desta solução é bastante gratificante. “Quando soubemos que estaríamos na final, ficamos muito nervosos e entusiasmados. (…) O EIT Health permitiu-nos alcançar este destaque e talvez isso nos coloque um pouco mais perto dos nossos objetivos”, projeta o investigador.

Recorde-se que, para além da vitória nos Prémios InnoStars, a Beat Therapeutics foi a grande vencedora do iUP25k 2023 e ficou em segundo lugar no BIP Acceleration, duas iniciativas organizadas pela U.Porto Inovação no âmbito do projeto UI-CAN – Universidades como Interface para o Empreendedorismo.

Depois dessas conquistas, a equipa participou ainda no concurso nacional que colocou frente a frente projetos inovadores nascidos nas sete universidades parceiras do UI-CAN (Aveiro, Beira Interior, Coimbra, Évora, Minho, Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro), onde ficou em primeiro lugar.

Além da constituição da startup BEAT-Therapeutics, a equipa formada pelas/os investigadoras/es Lucília Saraiva e Ana Catarina Matos (FFUP e REQUIMTE), Ângela Carvalho, Hugo Prazeres e José Luís Costa (i3s), Maria José Umbelino Ferreira (FFUL) e ainda Silva Mulhovo, da Universidade de Pedagógica de Moçambique, está à procura de financiamento para avançar com estudos que permitirão definir as doses de referência para os primeiros ensaios clínicos.

Sobre o Startup OLÉ

A edição deste ano do Startup OLÉ decorreu de 4 a 7 de setembro, na cidade espanhola de Salamanca.

Ao longo da última década, este programa reuniu mais de 40 mil participantes de mais de 120 países, mais de 1500 startups, scaleups e spin-offs, mais de 1200 palestrantes, e mais de 300 empresas e investidores com carteira de investimentos superior a 100 mil milhões de euros. Universidade do Porto - Portugal


Timor-Leste - Acordo Administrativo para aplicação da Convenção entre o país e Portugal sobre Segurança Social


O Conselho de Ministros timorense deliberou autorizar a assinatura do Acordo Administrativo para aplicação da Convenção entre Timor-Leste e Portugal sobre Segurança Social e o Memorando de Entendimento entre o Ministério do Trabalho, Solidariedade Social e Inclusão de Portugal e a Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego de Timor-Leste sobre Mobilidade dos Trabalhadores Timorenses. Estes acordos serão assinados pela Ministra da Solidariedade Social e Inclusão, Verónica das Dores e pelo Secretário de Estado da Formação Profissional e Emprego, Rogério Araújo Mendonça, respetivamente, durante a visita oficial a Portugal.

O primeiro acordo tem como objetivo permitir articular e colocar em vigor a Convenção da Segurança Social, que permite que os cidadãos timorenses e portugueses possam beneficiar quer num país, quer noutro, e com os mesmos benefícios da Segurança Social de qualquer um dos dois países. Assim, os timorenses poderão, no futuro, quando solicitarem a reforma contabilizar, no cálculo da pensão, os descontos que fizeram enquanto trabalharam em Portugal.

O segundo acordo visa facilitar e organizar de forma institucionalizada a afluência de timorenses a Portugal que vão em busca de trabalho. Com este acordo a migração de timorenses para Portugal passa a poder ser tratada de forma oficial e são facilitados os procedimentos necessários à obtenção de vistos de trabalho. In “Governo de Timor-Leste”


 

domingo, 1 de outubro de 2023

França - Dona Zezinha: livro de Altina Ribeiro apresentado no consulado de Paris

Esta quinta-feira, o Deputado Paulo Pisco esteve no Consulado Geral de Portugal em Paris para apresentar o livro “Dona Zezinha – A vida singular de uma professora” da autoria da escritora Altina Ribeiro.

“Dona Zezinha – A vida singular de uma professora” é a versão portuguesa, agora editada, de um livro escrito inicialmente em francês, com a história de uma professora regente, contada pelo filho que veio para França. Dona Zezinha era uma professora que lecionou em algumas aldeias e o filho acompanhou-a sempre pelas escolas por onde passava.

O Deputado destacou o caráter “histórico” do livro. “Permite-nos fazer uma viagem no tempo e ver as condições que havia nas aldeias, do ponto de vista social, económico e cultural. Vimos a grande austeridade, as dificuldades e ao mesmo tempo sentíamos que aquelas aldeias eram muito condicionadas pelos valores do Estado Novo, do Estado autoritário, do Estado fascista, e também pela própria Igreja porque os valores da Igreja e da moral cristã eram hiperconservadores e isso moldava o dia a dia de todas as pessoas” disse em declarações ao LusoJornal depois da apresentação.

De certa forma, Dona Zezinha concordava com o regime do Estado Novo, mas acabou por mandar o filho para França antes de ele entrar no serviço militar, para o ver livre de uma eventual partida para a Guerra colonial.

“Esta história do livro Dona Zezinha tem também uma característica muito interessante porque é a partir dessa narração que nós podemos constatar que as pessoas, não podendo continuar lá dentro, uma após outra, abandonam o país, sem saberem para onde vinham. Neste caso é o filho, depois o pai e depois a mãe. Vêm para França e não voltam mais. Os três morreram cá. Isto é uma história da emigração com tudo o que esse percurso teve, as dificuldades de superação e a capacidade de ultrapassar todos os problemas” disse ao LusoJornal o Deputado português. “Esta é uma história comum a milhares e milhares de Portugueses”.

Esta versão portuguesa do livro que já tinha sido editado em francês, tem complementos de informação que não constam da versão francesa, escritos depois da autora ter visitado algumas das aldeias por onde passou Dona Zezinha e conversado com alguns dos seus ex-alunos.

“Está contada de uma maneira muito vivida, muito realista. É quase como que se estivéssemos a ver um filme” diz Paulo Pisco. “A Altina Ribeiro tem o grande mérito de ter dado coerência às memórias que alguém contou, que são memórias muito vivas, muito bem definidas e ela conseguiu dar-lhes consistência e podemos situá-las ao longo de um tempo histórico e percebermos como era Portugal e a forma como o país se foi transformando”.

Depois da apresentação do livro, Paulo Pisco moderou um debate sobre “Os Escritores na Diáspora – Portugal Visto de Fora”, com a participação das escritoras Alice Machado, Alexandra Vieira, Carla Pais e Altina Ribeiro. Lia Gomes – França in “LusoJornal”


Cabo Verde - Gastronomia portuguesa conquista ilha de São Vicente

As ementas portuguesas somam clientes na ilha cabo-verdiana de São Vicente, graças a restaurantes e pastelarias com pratos preparados também por mãos crioulas


Mesmo com o cozinheiro ausente, os empregados cabo-verdianos da Casa Café Mindelo garantem já conhecer “os temperos portugueses e a forma de preparar os pratos da casa”, como a cataplana à algarvia.

À noite, há música de Cabo Verde, ao vivo, enquanto à mesa é servida a culinária portuguesa.

Este é um dos estabelecimentos abertos na Baía do Porto Grande, coração da cidade do Mindelo, mesmo ao lado do mural de Cesária Évora, esculpido pelo português Vhils.

Uma das dificuldades dos restaurantes da ilha é encontrar todos os ingredientes, diz o gerente da Pastelaria Morabeza.

“Há muita falta de matéria-prima, que acho que é o ponto crítico”, conta Júlio Costa à Lusa, explicando que procura importar o que faz falta para os clientes saborearem pastéis de nata, bolas de berlim ou outros produtos, como em Portugal.

A pastelaria até fica situada numa das casas comerciais com história na ilha, a antiga e famosa Casa Miranda, o que, segundo o gerente, é uma mais-valia do espaço.

“A casa em si já tem história, é muito conhecida e tudo ajuda no negócio”, sublinha.

A Casa Miranda foi uma das grandes mercearias onde se encontrava tudo em termos de produtos alimentares, propriedade do antigo professor de desenho Rui Miranda.

José Leão, luso-caboverdiano, antigo cliente da Casa Miranda e agora freguês da Pastelaria Morabeza, relembra com nostalgia a antiga loja.

Hoje, quando quer matar as saudades de Portugal, é na Morabeza que encontra a sua favorita francesinha à moda do Porto.

Adepto da cozinha portuguesa, costuma fazer um roteiro pelas casas portuguesas no Mindelo e quando quer comer o bacalhau à lagareiro, ou uma sardinha assada, vai ao Crazy Chicken, propriedade de pai e filho portugueses e de um cabo-verdiano.

A viagem pela gastronomia portuguesa é conduzida também por cozinheiros cabo-verdianos, como Cecílio Gomes, ex-emigrante que trabalhou em restaurantes de meio mundo e encontrou em Portugal a cozinha com que mais se identifica.

“Aqui faço mais pratos portugueses do que de outros países. Portugal foi o meu centro, onde aprendi tudo o que sei e hoje, se sou cozinheiro, é graças a Portugal”, conta à Lusa.

Já reformado, com quase 40 anos de experiência, 17 dos quais a trabalhar em cozinhas portuguesas, abriu o seu próprio restaurante na principal rua de Monte Sossego, uma das zonas mais populosas da ilha de São Vicente.

Em quase dois anos de portas abertas, diz já ter clientes fiéis, alguns dos quais portugueses, que Cecílio acredita encontrarem nos seus pratos uma forma de voltar a casa durante os momentos de uma refeição.

Frango na brasa, costeleta de porco, arroz de marisco são alguns dos cartões de visita. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Lusofonia - Congresso dos Portos de países de Língua Portuguesa acontece em Brasília

O XIV Congresso da Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP) vai decorrer no dia 16 de outubro de 2023, em Brasília, subordinado ao tema “Corredores Logísticos, Sustentabilidade e Inovação”.



A edição deste ano será realizada em parceria com o Brasil Export, no âmbito do Fórum Nacional de Logística, Infraestruturas e Transportes, que decorrerá entre os dias 16 e 18 de outubro.

A APLOP foi constituída em maio de 2013, tendo como objetivos reforçar os laços de cooperação e aumentar as trocas comerciais entre os países membros, estando integrados como associados Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste e a RAE Macau.

O programa do evento estende-se por três painéis: Investimentos e Infraestruturas nos países da APLOP; A digitalização e descarbonização dos portos; A Transição Energética – um novo desafio para os portos da CPLP. In “Mundo Lusíada” - Brasil

Confira o programa:

09:30H – Cerimónia de Abertura

• Ireneu Camacho – Presidente da APLOP

• Luiz Fernando – Presidente da ABEPH – Associação Brasileira das Entidades Portuárias e

Hidroviárias

• Murillo Barbosa – Diretor-Presidente da ATP – Associação de Terminais Portuários Privados

• Sérgio Aquino – Presidente da FENOP – Federação Nacional dos Operadores Portuários

• Zacarias da Costa – Secretário-Executivo da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

• Sílvio Costa Filho – Ministro dos Portos e Aeroportos do Brasil

10:15H – Painel I – Investimentos e Infraestruturas nos países da APLOP

Moderador: José Luís Cacho – Presidente do Porto de Sines

• Projetos de Angola e do Brasil da iniciativa Global Gateway da EU com o Porto de Sines:

Angola – Projeto de Desenvolvimento da Barra do Dande

Joaquim Piedade – Presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Barra do Dande

Lourenço Pina – Responsável dos Sistemas de Informação e Comunicação do Ministério

Transportes de Angola

Brasil – Corredor ferroviário de ligação ao Porto do Pecém (Ceará)

Pedro Brito – Diretor Executivo da CSN (Brasil)

• Portos de Cabo Verde – Modernização e Expansão das infraestruturas dos Portos de Cabo Verde

Ireneu Camacho- Presidente da ENAPOR (Cabo Verde)

• Portos Timorenses – O Desenvolvimento do Projeto do Porto de Tibar

Rafael Mendes Ribeiro – Chairman Timor Port

Feliciano Correia – Presidente APORTIL – Autoridade Portuária Timor-Leste

Perguntas & Respostas

11:30H – Painel II – A digitalização e descarbonização dos portos

Moderador: João Pedro Neves – Presidente da APP – Associação de Portos de Portugal

• A Digitalização do Terminal de Contentores e Corredor Logístico do Porto de Maputo

Osório Lucas – CEO at MPDC – Maputo Port Development Company (Moçambique)

• IMO FAL Maritime Single Window Janury 1, 2024 Mandatory Requirement

Pascal Ollivier – Chairman of the Data Collaboration Committee of IAPH

• Cibersegurança na Economia Azul

Aires Viveiros – Pal Consulting, Lda. (Portugal)

14:30H – Painel III – A Transição Energética – um novo desafio para os portos da CPLP

Moderador: Representante Ministério dos Portos e Aeroportos (Brasil)

• A Transição Energética como oportunidade para os portos europeus

Luis Lopes – Adjunto do Ministro das Infraestruturas de Portugal

• Porto do Açu – O Porto Brasileiro da Transição Energética

Vinicius Patel – Porto do Açu (Brasil)

15:30H – Ponto de Situação dos Grupos de Trabalho da APLOP

• Direito Portuário

Dr. Moreira da Silva – Coordenador (APLOP)

16:00H – Sessão de Encerramento

Saiba mais em https://aplop.org/



Madrid ou Pequim


 








Vamos aprender português, cantando

 

Madrid ou Pequim

 

Meu amor, já fui contigo

até Madrid ou Pequim

ou onde fosse preciso

só para nos salvar do fim

 

Fui inteira na bagagem

dei-te a escolher o menu

e enchi-me de coragem

pra engolir o Pompidou

 

Disse ao Boris Vian ici

e ao Almodôvar também

és só tu quem não repara

quando preciso de alguém

 

E eu a sentir tanta falta

de ficar no teu abraço

mas nem a dançar o tango

nós acertamos o passo

 

Afinal o infinito

já não dura tanto assim

como diz uma canção

e se partires e me partires

antes de filmares o fim

que o teu colo me dê colo

até te perderes de mim

 

Meu amor eu queria fado

e tu gostavas de Liszt

eu queria um copo de vinho

tu querias um vodka spritz

 

Eu queria ler em sossego

na cama nua de verão

tu querias morrer de tédio

até à próxima estação

 

E eu que já fui tanta gente

eu que já fui tão sozinha

já morei secretamente

numa galáxia vizinha

 

Dei por mim a sentir falta

de ficar no teu abraço

mas não há dança nem volta

em que acertemos o passo

 

Afinal o infinito

já não dura tanto assim

como diz uma canção

e se partires e me partires

antes de filmares o fim

que o teu colo me dê colo

até te perderes de mim

 

Onde será que ficou

esse primeiro lugar

onde pousámos o sonho

e o deixámos desfocar

 

Afinal o infinito

já não dura tanto assim

como diz uma canção

e se partires e me partires

antes de filmares o fim

que o teu colo me dê colo

até te perderes de mim

 

Que o teu colo me dê colo

até te perderes de mim

 

Mafalda Veiga - Portugal