Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 3 de setembro de 2023

Lusofonia - Escritora lança projeto internacional de escrita com nomes da literatura de língua portuguesa

A Sala de Escrita trará cursos em diversos formatos com grandes escritores, entre eles Sara Carinhas, Nara Vidal, Aline Bei, Andrea Del Fuego, Marcelino Freire e Leopoldina Fekayamãle

As mais criativas possibilidades da língua portuguesa serão exploradas em um projeto internacional de escrita. A Sala de Escrita, projeto assinado pela jornalista Fernanda Ávila e pela premiada escritora Nara Vidal, nasce em três países: Brasil, Portugal e Inglaterra, e contará ainda com professores de outras localidades como Angola e Moçambique.

Aulas, cursos, imersões, leituras guiadas e eventos ligados à literatura farão parte do projeto, que já tem programação a partir de setembro. Grandes nomes da literatura contemporânea em língua portuguesa fazem parte da Sala de Escrita, como a própria Nara Vidal, que vive há 20 anos na Inglaterra, e Sara Carinhas, destaque da dramaturgia em Portugal.

A Sala de Escrita estreia com expectativa, por ser um projeto liderado por duas mulheres de grande relevância para o cenário literário. Nara Vidal tem propagado a literatura brasileira pelo mundo, tendo sido traduzida até para o holandês e espanhol com “Sorte”, premiado com o Oceanos em 2019, e foi finalista do Prêmio Jabuti com “Mapas Para Desaparecer”. Hoje, morando no Reino Unido, dá aulas de escrita, é colunista e tradutora.

Com ela, está Fernanda Avila, jornalista, sócia da Pulp Edições e fundadora da Amora Livros, clube dedicado a celebrar mulheres escritoras. Já editou mais de 20 livros e é autora do “Guia Nova York com Crianças”, e vive hoje em Lisboa. “Nossas ideias, propostas e ações para movimentar o espaço literário, de leitura e da escrita estão, agora, ativas e em plena construção”, comenta Nara.

A pluralidade da língua portuguesa, oficial em dez países e falada por milhões de pessoas pelo mundo, é representada nas atividades da Sala de Escrita. “Nossos encontros serão online, geograficamente generosos e amplos, mas também presenciais. Nossos pés estão em Portugal, na Inglaterra e no Brasil”, explica Nara. Faz parte da essência do projeto democratizar a escrita criativa, proporcionando diferentes encontros com temáticas variadas, em formatos diversos, para qualquer pessoa interessada na escrita como ferramenta, seja para desenvolvimento pessoal ou profissional. “Acreditamos que a leitura é um direito de todos e que a escrita deve ser acessível como expressão artística a quem se interessar por ela como tal”, completa Fernanda.

Estreia

A própria Nara Vidal marca a estreia das ações da Sala de Escrita. Neste 02 de setembro, ela comandou o encontro virtual “Katherine & Virginia”. Ela abordou a relação entre as escritoras Katherine Mansfield e Virginia Woolf, que se admiravam e ao mesmo tempo criticavam o trabalho uma da outra, com relativo ressentimento. Nara se aprofunda em questões históricas e sociais relacionadas às autoras inglesas, trazendo cartas e contos de ambas para demonstrar as genialidades e vozes diversas das duas.

O segundo curso da Sala de Escrita também já está com inscrições abertas. A portuguesa Sara Carinhas ministra “Partir de”, workshop que utiliza ferramentas do improviso, autoreferencialidade, transformação e fantasia para resultar em liberdade e movimento na escrita. Toques de autobiografia, ficção, imagens e cartas se cruzam-nas quatro aulas, que acontecem nos dias 11, 12, 13 e 14 de setembro, online (a partir das 18h no horário de Brasília e das 22h no horário de Portugal e Reino Unido). Sara Carinhas tem experiência em encenação – recebeu um Globo de Ouro de Teatro como atriz em 2015 – e tem se destacado na dramaturgia portuguesa. Inscrições em:

https://www.sympla.com.br/evento-online/oficina-partir-de-por-sara-carinhas-na-sala-de-escrita/2119066?share_id=copiarlink.

Em breve

Outros grandes nomes da literatura de língua portuguesa estarão em ações promovidas pela Sala de Escrita. Entre os nomes confirmados, além de Nara Vidal e Sara Carinhas, grandes referências literárias, como a paulista Aline Bei, autora do premiadíssimo “O peso do pássaro morto”; a escritora e mestre em filosofia Andrea Del Fuego, autora do “Os Malaquias”, vencedor do Prêmio Saramago; o pernambucano Marcelino Freire, autor de mais de uma dezena de grandes obras; a doutora em história social e escritora Ynaê Lopes dos Santos, que escreveu, entre outros, “História da África e do Brasil Afrodescendente”; a angolana Leopoldina Fekayamãle, que atua em vários projetos com foco em equidade e justiça social; e a escritora e roteirista Claudia Lage.

Mais sobre a Sala de Escrita no perfil oficial do projeto no Instagram (@saladeescrita) ou pelo e-mail infosaladeescrita@gmail.com. In “Mundo Lusíada” - Brasil


Portugal – Rodrigo Leão apresenta Jagoz

Rodrigo Leão apresenta o primeiro single do projeto "Piano Para Piano", álbum a ser editado no próximo dia 13 de outubro pela produtora Uguru.


Para além de Rodrigo Leão ao piano e sintetizadores, temos a filha Rosa Leão ao piano, João Eleutério sintetizadores, Viviena Tupikova violino, Bruno Silva viola e Carlos Tony Gomes violoncelo e arranjos para cordas.

Rodrigo Leão é o primeiro a dizer que não é pianista, mas a verdade é que o piano tem surgido na sua obra como um complemento dos sintetizadores que já usou bastas vezes para escrever memoráveis melodias e pensar nos envolventes arranjos a que foi dando corpo com os ensembles que criou. Agora, o notável compositor português prepara-se para nova aventura: Piano Para Piano é um projeto que nasceu depois de uma encomenda do Festival de Piano em Vila Nova de Cerveira, desafio que o levou a compor duas novas peças que são também o princípio de um novo caminho.

“Acho interessante”, revela Rodrigo, “que eu que não tenho qualquer formação como pianista possa estabelecer um diálogo com quem estudou e estuda seriamente o instrumento”. Nesse primeiro momento no evento minhoto a sua interlocutora foi Rosa, sua filha, que conta 19 anos e será também ela que irá acompanhar o pai agora neste espetáculo. Vai ser interessante escutar estas peças como as ouço na minha imaginação. A imaginação não tem os mesmos limites que as minhas mãos”, explica Rodrigo. “Pode ir tão longe quanto a criatividade ditar”.

Piano Para Piano é por isso mesmo uma viagem ao maravilhoso desconhecido com assinatura de um dos mais celebrados compositores portugueses.

Nos dias 01, 07, 08 e 18 de Novembro Rodrigo Leão, integrado no Festival Misty Fest 2023, vai estar no Centro Cultural de Belém em Lisboa, no Teatro Académico Gil Vicente em Coimbra, na Casa da Música no Porto e no Teatro Virgínia em Torres Novas para apresentar o espectáculo Piano Para Piano, onde poderemos assistir a um diálogo entre dois pianos acústicos, tocados por Rodrigo e pela sua filha Rosa. Baía da Lusofonia


Meus bons amigos


 






Vamos aprender português, cantando

 

Meus bons amigos

 

Meus bons amigos, onde estão

notícias de todos quero saber

cada um fez sua vida de forma diferente

às vezes me pergunto: Malditos ou inocentes?

 

Nossos sonhos, realidades

todas as vertigens, crueldades

sobre os nossos ombros aprendemos a carregar

toda a vontade que faz vingar

 

No bem que fez pra mim

assim, assim, me fez feliz, assim

o amor sem fim

não esconde o medo

de ser completo e imperfeito

 

Meus bons amigos, onde estão

notícias de todos quero saber

sobre os nossos ombros aprendemos a carregar

toda a vontade que faz vingar

 

No bem que fez prá mim

assim, assim, me fez feliz, assim

o amor sem fim

não esconde o medo

de ser completo e imperfeito

 

O amor sem fim

não esconde o medo

de ser completo e imperfeito

 

Barão Vermelho – Brasil

 

Composição:

Flávio Marquesini – Brasil

Fernando Magalhães – Brasil

Maurício Carvalho de Barros - Brasil


sábado, 2 de setembro de 2023

Alemanha - 17 de setembro é dia dos mais pequenos em Ludwigshafen

A Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha e.V. (ASPPA e.V.) vai organizar dia 17 de setembro, às 11 horas, um evento para meninas e meninos dos 3 aos 8 anos, o Mini-ASPPAs, encontro à volta de livros em português


Neste encontro os participantes vão ouvir o livro “A Árvore”, uma história intemporal sobre novos começos… Os participantes vão poder espreitar pelos buracos na árvore e descobrir um mundo natural em constante mudança, através da chuva e do sol, do vento e da neve. A autora do livro dá vida a cada estação do ano através das suas magníficas ilustrações.

Segue-se uma discussão sobre a natureza e as estações do ano e de uma atividade manual com materiais naturais.


Depois do Mini-ASPPAs acontece, às 13 horas, um segundo evento para meninas e meninos dos 9 aos 14 anos, o Midi-ASPPAs – Encontro de Jovens Cientistas Em Português.

“Pequeno, pequeníssimo, infinitesimal”: os participantes vão conhecer o trabalho de um cientista que desenvolve detectores de partículas e fazer experiências divertidas sobre a estrutura da matéria com Elisabete Braga.

Os dois eventos acontecem no Wildpark Rheingönheim, Neuhöfer Str. 48, Ludwigshafen.

Os participantes são convidados a levarem um farnel, se quiserem almoçar lá.

Inscrições aqui. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




Galiza e Norte de Portugal apostam no “turismo policêntrico e de autor”

O Eixo Atlântico (EA) quer avançar entre os próximos três a cinco anos com dois novos conceitos de turismo, o policêntrico e o de autor, anunciou em Ermesinde, distrito do Porto, o secretário-geral, Xoán Mao


A revelação foi feita durante a apresentação da Expoval – Mostra do Concelho de Valongo e da Expocidades, Mostra de Turismo dos Municípios do Eixo Atlântico, que decorrerão entre quarta-feira e 10 de setembro no Parque Urbano de Ermesinde, numa parceria com a Câmara de Valongo.

“Nos próximos dias irei ter uma reunião com a área do Turismo [da União Europeia], em Bruxelas, porque eles estão muito interessados em alguns dos nossos conceitos depois de termos criado e registado o conceito de turismo de fronteira ‘dois países, um destino’ e que hoje está em uso em muitas partes da Europa. E agora vamos lançar três novos conceitos”, começou por dizer o responsável do EA.

Sobre o primeiro, a que chamou turismo policêntrico, disse Xoán Mao ser pensado para quem vai a uma grande cidade do território “e só lá fica dois dias, quando há tanto para ver na periferia, noutras cidades”, abrindo a porta a que visite outros zonas do território e conheça a oferta cultural e gastronómica de um território que abrange sete milhões de pessoas.

Do segundo conceito, turismo de autor, disse o dirigente galego “é como a cozinha de autor, algo que se forma com criatividade e se torna num elemento de competitividade (…) algo que mostre a vida das pessoas, a natureza”, evitando “ficar cativo das refeições nas cadeias de hotéis, conhecendo mais do que o centro das principais cidades”.

“Por último, isto já não é novo, mas estamos a trabalhar intensamente, queremos melhorar o turismo acessível, assegurando que haja sempre uma cadeira para instalar na mesa onde colocar o bebé, ou uma cadeira de rodas para um familiar deficiente, ou acessibilidade para quando queres visitar um familiar e o elevador não funciona, tudo para que consigamos ter um turismo de qualidade”, descreveu o secretário-geral do Eixo.

Sublinhando não estarem contra o “turismo low-cost”, enfatizou que a “qualidade tem sempre de estar presente e isso não significa que seja caro e que tem de haver um turismo que respeite o património e o ambiente e seja um motor qualificado da economia”.

Questionado sobre quando pensa poderem estar no terreno os conceitos hoje revelados, Xoán Mao começou por responder que a “qualidade leva tempo”, explicando que, para já, “importa definir o conceito, para o qual contam com o apoio de especialistas e de peritos”, seguindo-se “a formação, o que significa falar com universidades, institutos politécnicos para definir de que forma esta poderá desenvolver-se”.

Depois, continuou, “chegar ao mercado”, atingir a “sensibilidade dos operadores (…) dando uma oportunidade às pequenas empresas, à gente que tenha capacidade empreendedora”.

“Sinto, que, com um pouco de sorte, entre três a cinco anos isto poderá ser uma realidade. A Comissão Europeia está muito interessada e se der apoio ganharemos um novo alento”, revelou o dirigente do EA. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


França – Pianista João Costa Ferreira é o novo director da Casa de Portugal na Cité Internationale universitaire de Paris

O pianista português João Costa Ferreira assume as funções de Director da Casa de Portugal André de Gouveia na Cité internationale universitaire de Paris, substituindo Ana Paixão, que vai passa a assumir novas funções também na Cité universitaire.


João Costa Ferreira fica responsável pelo acolhimento e acompanhamento de cerca de 170 estudantes universitários que residem na “Casa portuguesa” e pela programação da Sala Pessoa, “montra privilegiada das culturas portuguesa e lusófonas em Paris”.

“Abraço esta missão com determinação, sentido de responsabilidade e humildade, pela importância das funções que me são confiadas e pela consciência de que o caminho a trilhar será longo” diz o novo Diretor da Casa de Portugal, ao elogiar o trabalho que Ana Paixão desempenhou nos últimos 12 anos à frente daquela instituição, “um trabalho exemplar, fazendo da Casa de Portugal um espaço de convivência científica, cultural e artística, um espaço de diálogo e de tolerância, fiel aos ideais fundadores deste campus único no mundo”.

Natural de Leiria, João Costa Ferreira está radicado há 17 anos em Paris e tem-se dedicado ao estudo da obre do compositor português Vianna da Motta. Começou a estudar música no Conservatório de Leiria com o professor de piano Luís Batalha e depois decidiu continuar na École Normale de Musique de Paris. Entretanto inscreveu-se na Sorbonne, em musicologia, fez a Licenciatura, o Mestrado, com investigação. Já no Mestrado estudou a obra de Vianna da Motta, nomeadamente sobre as influências que Franz Liszt exerceu sobre a obra de Vianna da Motta.

“Quando acabei o primeiro ano da Licenciatura e que decidi prosseguir os meus estudos no Mestrado em investigação, decidi estudar a obra de Vianna da Motta. Mas na verdade, eu tinha pensado estudar Franz Liszt, porque era um compositor com o qual me identificava muito. Tocava muitas obras de Franz Liszt. Mas muito depressa percebi que talvez tivesse mais interesse em trabalhar sobre um compositor que tivesse mais coisas por descobrir. Na verdade, já muitas coisas foram escritas sobre Franz Liszt e pensei: porque não dedicar-me a estudar a obra de um compositor português?” disse numa entrevista ao LusoJornal.

Inaugurada em 1967 pela Fundação Calouste Gulbenkian, a Casa de Portugal tem acolhido desde então importantes gerações de artistas, investigadores e responsáveis políticos. Todos os anos realiza dezenas de eventos, em parceria com a Cátedra Lindley Cintra da Université Paris Nanterre, com o Leitorado de Língua e Cultura Portuguesa da Université Paris VIII Vincennes – Saint-Denis, com o Instituto Camões e com várias autarquias e instituições culturais e associativas portuguesas, francesas e internacionais.

Na Sala Vieira da Silva, a Casa de Portugal André de Gouveia acolhe a Bibliothèque Gulbenkian, o maior acervo de língua portuguesa em França. Carlos Pereira – França in “LusoJornal”


Cabo Verde - Cantora nova-iorquina Kavita Shah lança “Jóia” em homenagem às mulheres cabo-verdianas

A cantora nova-iorquina Kavita Shah lançou nas plataformas digitais o seu mais novo vídeo-single denominado “Jóia” em homenagem às mulheres cabo-verdianas


“Jóia” é o segundo single do novo álbum “Capeverdean Blues” da vocalista norte-americana de jazz, que será lançado a 15 de setembro, pela nova editora musical global, Folkalist Records, segundo um comunicado enviado à Inforpress.

O referido vídeo-single foi gravado em São Vicente e Santo Antão e mostra a mulher cabo-verdiana nas suas diferentes facetas, “amabilidade e sorriso fácil”.

O álbum “Cape Verdean Blues”, segundo a mesma fonte, é a colaboração de Shah com os antigos colegas de banda de Cesária Évora (incluindo o mestre guitarrista e multi-instrumentista Bau), onde a sua “confiança audaciosa” permitiram-lhe alcançar um feito raro: criar um álbum de world music com sensação de lar.

“Cape Verdean Blues” é uma homenagem a Cesária Évora e ao país, composta por mornas e coladeiras tradicionais cabo-verdianas.

Treinada como cantora de jazz, Shah expande elegantemente as canções com improvisações vocais “sensuais”, entrelaçando texturas vocais e percussão vocal.

Kavita Shah inicia a apresentação do álbum ao público cabo-verdiano residente nos dias 10 e 11 de Novembro na cidade da Praia e 17 de Novembro em Mindelo.

Para a divulgação e promoção do álbum Kavita lança dois singles: “Angola” internacionalizado na voz da Cesária Évora, e “Jóia” do Boy Gê Mendes em videoclipe. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde