Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Cabo Verde - Nota de 2000 escudos com face de Cesária Évora eleita melhor nota africana de 2026

Cidade da Praia - A nota de 2000 escudos emitida pelo Banco de Cabo Verde (BCV), em 2024, em homenagem à cantora Cesária Évora, foi eleita “Melhor Cédula Africana em Circulação de 2026”, num concurso internacional, anunciou o BCV.



"A nota de 2000 escudos de Cabo Verde avançou com sucesso em ambas as fases e alcançou um resultado de 80,85 pontos, conquistando o primeiro lugar", lê-se num comunicado do BCV.

A nota ficou em primeiro lugar entre as notas de 42 países africanos que participaram no concurso, promovido pela IBNS Mosaic, uma divisão da International Bank Note Society (IBNS), que distingue anualmente notas em circulação no continente africano.

Segundo o diretor regional da IBNS, Serhiy Trushyn, a "distinção destaca o desenho e o valor cultural da nota, bem como a forma como o Banco de Cabo Verde representa a história e a identidade do país através da moeda".

A International Bank Note Society foi fundada em 1961 por um grupo de colecionadores interessados em promover o conhecimento e o estudo das notas de todo o mundo.

Emitida em 2024, a nota presta homenagem a Cesária Évora, que o banco central descreve como "figura incontornável da cultura cabo-verdiana e embaixadora além-fronteiras".

A cantora morreu aos 70 anos, em 17 de Dezembro de 2011, em São Vicente. In “Inforpress” – Cabo Verde


Angola - Participa na inauguração de monumento da família Tucker nos EUA

Angola participou, este sábado, em Fort Monroe, nos Estados Unidos da América, na cerimónia de inauguração de um monumento dedicado a Antoni, Isabela e ao filho William, ancestrais da família Tucker e figuras ligadas à história dos primeiros africanos documentados que chegaram à Virgínia, no início do século XVII


Angola esteve representada pelo ministro da Cultura, Filipe Zau, e pelo embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Van-Dúnem, acompanhados por membros da comunidade angolana residente naquele país.

O acto, realizado no âmbito das celebrações do African Landing 2026, constituiu um momento de elevado significado histórico e simbólico, ao perpetuar a memória dos africanos levados para a Virgínia em circunstâncias marcadas pela violência, privação da liberdade e sofrimento, mas cuja trajectória representa também resiliência, dignidade, sobrevivência e esperança.

Este monumento em Fort Monroe reveste-se de particular importância pela ligação do local à chegada, em 1619, dos primeiros africanos documentados à então colónia inglesa da Virgínia, entre os quais se encontravam pessoas oriundas da região que corresponde à actual Angola.

A homenagem a Antoni, Isabela e William confere nomes e dimensão humana a uma história com mais de quatro séculos. Através dos seus descendentes, particularmente da família Tucker, essa memória permanece viva e constitui um importante património histórico partilhado entre Angola e os Estados Unidos da América.

Para Angola, a história evidencia igualmente que os laços entre os dois países são anteriores ao estabelecimento das relações diplomáticas formais. Antes da diplomacia, já existia uma ligação humana e histórica construída pelas vidas e pelo legado dos africanos que chegaram àquelas terras e dos seus descendentes.

A participação de Angola nas celebrações do African Landing insere-se no esforço de preservação e valorização da memória comum, bem como no aprofundamento do conhecimento sobre as raízes históricas que unem os povos angolano e americano.

A inauguração do monumento representa, assim, não apenas um acto de memória sobre um dos períodos mais dolorosos da história, mas também uma afirmação da capacidade humana de resistir, preservar a dignidade e transmitir, através das gerações, um legado que o tempo não conseguiu apagar.

Mais de quatro séculos depois, Fort Monroe mantém-se como lugar de memória e reencontro com uma história que aproxima Angola e os Estados Unidos da América. In “Jornal de Angola” - Angola


Barómetro de negócios revela pessimismo entre empresas de Moçambique e Portugal

O ambiente de negócios entre Moçambique e Portugal é marcado por incertezas e desafios, apesar das perspectivas de recuperação da economia moçambicana e do potencial para o reforço das relações empresariais. Cerca de 88% dos empresários inquiridos pelo Barómetro de Negócios entre Moçambique e Portugal apresentam uma percepção pessimista sobre o actual ambiente de negócios.

Entre os principais factores estão a instabilidade pós-eleitoral registada no final de 2024 e início de 2025, as limitações orçamentais, a escassez de divisas e a contracção da actividade económica. A estes juntam-se riscos externos, como conflitos armados e alterações nas tarifas comerciais.

Na apresentação dos resultados, o Partner da PwC, João Veiga, explicou que estes factores acabam por reforçar-se mutuamente, afectando a confiança e o investimento.

“Primeiro, a instabilidade pós-eleitoral no final de 2024, início de 2025, que afectou a confiança, o comércio e a execução de determinadas decisões de investimento. Depois, temos limitações a nível orçamental, que diminuem a capacidade de realizar investimento público e financiar projectos. Por último, a escassez de divisas. E estes três factores reforçam-se mutuamente. Ou seja, uma menor confiança reduz o investimento, a redução do investimento limita o crescimento.”

Veiga considera ainda que as empresas enfrentam dois níveis de incerteza, resultantes das fragilidades internas e dos riscos internacionais.

“Os riscos internacionais chegam a uma economia que já enfrenta algumas fragilidades estruturais e, consequentemente, as empresas têm que gerir dois níveis de incerteza. Por um lado, a instabilidade da economia global e, por outro lado, os constrangimentos específicos do país.” Acrescentou.

Apesar do cenário negativo, 41% dos inquiridos esperam uma evolução favorável dos negócios e 57% antevêem um cenário positivo para o investimento. As projecções apontam igualmente para uma aceleração da economia moçambicana a partir de 2030, impulsionada pela entrada em produção de projectos de gás natural.

Para o Secretário de Estado do Comércio de Portugal, João Rui Ferreira, a transformação das oportunidades em negócios depende da existência de mercados e do contacto directo entre os agentes económicos.

“Nós podemos ter o melhor produto do mundo. Se não tivermos clientes, a nossa empresa não vai ter sucesso. Portanto, o maior desafio que temos é sempre encontrar clientes.”

O governante defende que o conhecimento dos mercados exige também contacto humano. “É impossível conhecermos a realidade de um mercado, de uma cultura, de um país ou de uma região sentados, por mais IA que nós tenhamos. Não há nada que substitua o contacto entre as pessoas e o conhecimento humano.”

O Embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, defende uma mudança de enfoque na agenda económica bilateral, com maior aposta no investimento e na produção conjunta.

“A questão que nos devemos colocar hoje não é saber qual é o valor das trocas comerciais, quanto é que comerciamos, mas quanto podemos investir juntos, quanto podemos produzir juntos e quanto valor podemos criar juntos. Esta é de facto a agenda económica que eu vejo para a próxima década.”

A posição é acompanhada pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, que defende uma relação empresarial orientada para o longo prazo.

“Não procuramos apenas empresas que venham para Moçambique. Procuramos parceiros que inovem e que produzam com Moçambique numa perspectiva de longo prazo.”

Valá defende ainda que a planificação deve traduzir-se em resultados concretos, com impactos mensuráveis e sustentáveis.

Já o Presidente da Câmara de Comércio Portugal-Moçambique, Rui Moreira de Carvalho, considera que a relação bilateral deve assentar numa lógica de benefícios partilhados.

“Se um ganhar, os dois ganham. Se um perder, o outro também vai perder. E, portanto, esta perspectiva é trabalhar a longo prazo.”

Actualmente, mais de 500 empresas portuguesas operam em Moçambique, enquanto cerca de 25 empresas moçambicanas têm capitais portugueses. Para os intervenientes, esta presença constitui uma base para uma nova fase da cooperação económica.

Para além de surgir como um sinal de alerta, o Barómetro de Negócios entre Moçambique e Portugal apresenta-se também como uma oportunidade para a redefinição das parcerias económicas entre os dois países. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 1 de setembro de 2026

UCCLA - Lança Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA para distinguir projetos das cidades

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) lança, no dia 1 de setembro, a primeira edição do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA, criado para reconhecer, valorizar e divulgar projetos de mérito desenvolvidos pelas cidades que integram a organização.


Com periodicidade anual, o prémio homenageia Nuno Krus Abecasis, presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1980 e 1990 e mentor da criação da UCCLA, instituição que, ao longo de quatro décadas, tem contribuído para o fortalecimento de relações duradouras entre cidades de língua portuguesa.

O galardão contempla quatro categorias - Cultura e Língua Portuguesa, Desenvolvimento Social, Transição Verde e Turismo -, correspondentes a áreas fundamentais da atuação da UCCLA e das suas cidades-membro.

Excecionalmente, nesta primeira edição, será atribuída apenas a categoria Cultura e Língua Portuguesa, destinada a distinguir uma cidade que tenha promovido ações de particular relevância nesta área, atendendo à sua especificidade, originalidade e projeção.

Podem candidatar-se todas as cidades efetivas, associadas ou observadoras da UCCLA. As candidaturas deverão apresentar, de forma sucinta, clara e fundamentada, a iniciativa que se pretende ver reconhecida, de acordo com os requisitos estabelecidos no regulamento.

Em 2026, as candidaturas decorrem entre 1 de setembro e 15 de novembro. A cidade vencedora será anunciada no dia 15 de dezembro.

Com a criação do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA, a instituição presta homenagem ao seu mentor e reafirma o compromisso de dar visibilidade às boas práticas, à capacidade de inovação e ao trabalho desenvolvido pelos seus membros em prol das respetivas comunidades. UCCLA

Aviso de abertura do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA

Regulamento do Prémio Nuno Krus Abecasis - Cidades UCCLA



Macau - James Chu apresenta sete anos de trabalho artístico no Lisboeta Macau

Sete anos de um mesmo gesto diário transformaram-se em escultura, instalação e matéria. A Associação Cultural da Taipa apresenta a partir de 16 de Setembro, no Lisboeta Macau, a exposição “A Prática do Tempo”, do artista James Chu. A mostra reúne obras que partem da caligrafia repetida ao longo do tempo sobre papel tridimensional e se expandem para outras linguagens, num percurso que cruza o património artesanal com a instalação contemporânea


O que acontece quando um gesto diário se repete durante sete anos? Se o tempo é, por definição, algo que escapa à fixação, James Chu encontrou uma forma de o capturar. Nesse lapso temporal, dedicou-se a uma labuta diária: escrever à mão textos em caligrafia chinesa durante 2556 dias. A nova colecção de trabalhos, que ocupa a galeria R70 do Lisboeta Macau até ao final de Novembro, procura concentrar o pensamento nesse gesto repetitivo do ofício e devolvê-lo ao público em formato físico. Esse exercício, aparentemente simples, está no centro da mostra que a Associação Cultural da Taipa apresenta a partir de 16 de Setembro.

A obra principal, uma escultura de papel tridimensional, materializa a passagem do tempo em apenas 260 caracteres, projectados em todas as direções. As páginas escritas ao longo dos mais de dois mil dias foram sobrepostas, transformando um texto breve numa estrutura física imponente, onde a linguagem se torna matéria para uma escultura. Na contínua repetição, o gesto tornou-se ritual, deixando de ser apenas escrita para ser lida. A disciplina Zen e a contrectação metódica, transformou o acto num registo visual sobre a própria passagem do tempo.

A exposição, que reúne caligrafia, escultura, instalação, técnicas mistas, luz e sombra, leva o visitante por uma proposta de contemplação. O percurso expositivo inclui várias obras criadas nos últimos 7 anos que ocupam o espaço de forma a “abrandar” o olhar.

João Ó, curador da exposição, explica que a mostra “considera como uma prática criativa contínua pode transformar um gesto simples numa experiência física e contemplativa”. Cada peça parece exigir tempo, e o tempo, por sua vez, parece dilatar-se perante a repetição e o detalhe. É nesse espaço entre o gesto e a sua repetição que a obra de James Chu encontra a sua força. A curadoria sublinha ainda que, em vez de apresentar as formas históricas da escrita e da criação como tradições fixas, a exposição aborda-as como “linguagens visuais em evolução”, onde a memória, o material, o tempo e a contemplação convergem.

Para lá da obra central escultórica, a exposição desdobra-se em suportes artísticos como grandes figuras em papel e mãos em escala ampliada, que foram produzidas recorrendo a técnicas artesanais tradicionais de património cultural imaterial, que dialogam com a linguagem contemporânea da instalação escrita. Os textos manuscritos são iluminados de forma a revelar a relação “entre a escrita, a transparência, a sombra e o espaço”. Noutras peças, também são utilizadas técnicas de pintura sobre tela e tijolos recuperados de construções antigas que cruzam-se com a delicadeza da obra mais recente, numa camada extra de leitura sobre o que é o tempo acumulado.

James Chu, natural de Macau, estudou gravura na Academia de Artes Visuais de Macau nos anos 90 e completou um mestrado em Estudos Culturais na Universidade de Lingnan, em Hong Kong, em 2008. A sua carreira inclui dez exposições individuais e mais de cem colectivas em vários países. Foi o artista seleccionado para representar Macau no Pavilhão de Macau da 54.ª Bienal de Veneza, em 2011, e já recebeu mais de 50 prémios internacionais. As suas obras fazem parte de colecções como a Fundação Macau, a Fundação Oriente, o Museu de Arte de Macau e a Philippe Charriol Foundation.

Para além da criação artística, Chu tem um papel activo na dinamização da cena cultural de Macau, sendo um dos fundadores do Macau Design Centre e coordenador do Macau Art Garden, e tem contribuído para a organização de mais de uma centena de exposições em cidades como Lisboa, Nova Iorque, Paris e Tóquio.

James Chu já tinha deixado pistas sobre a sua filosofia de trabalho. “Ser criativo todos os dias é difícil, mas ao mesmo tempo, gosto de desafios. […] Não esperes demasiado dos outros, pergunta sempre a ti mesmo primeiro. Tudo deve começar de dentro”, afirmou o artista em entrevista à Macau Lifestyle em 2016, resumindo a atitude que parece atravessar toda a sua prática, culminando neste trabalho actual.

A abertura oficial da exposição “A Prática do Tempo” está marcada para as 17h30 do dia 18 de Setembro. Fica patente até 27 de Novembro, com entrada livre, no piso L1 da R70, no Lisboeta Macau. O horário é das 12h00 às 20h00. Mais informações podem ser encontradas na página oficial da Associação Cultural da Taipa. A mostra leva consultoria artística da Impromptu Projects e conta com o patrocínio do Fundo de Desenvolvimento Cultural. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


China - Como a falta de mulheres faz homens caírem em fraudes

Aos 37 anos, Wang Zhuang quase havia perdido a esperança de encontrar uma esposa, até que viu anúncios de agências matrimoniais. Elas prometiam que ele não precisaria de perder anos a construir um relacionamento sem futuro e ofereciam-se para apresentá-lo a uma mulher recatada e dedicada.


“As agências disseram que as mulheres de Guizhou são frugais”, conta Wang. “Disseram que são boas em administrar uma casa, capazes de fazer os trabalhos domésticos e que as suas famílias são muito pobres. Por isso, depois de se casarem, elas estabelecer-se-iam e viveriam uma vida comigo”.

Então Wang viajou para Guiyang, cidade na província de Guizhou, no sudoeste da China, na esperança de encontrar a sua alma gémea. E realmente pensou tê-la encontrado quando foi apresentado a uma mulher que parecia preencher todos os requisitos.

Encontraram-se algumas vezes e acabaram por casar. Mas, quase tão rapidamente como a sua nova vida começou, tudo acabou. “A minha família inteira ficou num caos”, diz, balançando a cabeça. Ainda está a tentar recuperar-se mais de um ano depois de descobrir que era mentira tudo o que a esposa lhe havia dito. Afinal, ela trabalhava num karaoke, tinha-se casado três vezes, tinha três filhos, uma grave infecção sexualmente transmissível e estava profundamente endividada.

Agora, Wang luta pelo divórcio e não pode retomar a sua antiga vida, pelo menos até recuperar parte das economias, que, segundo ele, pagou à agência poucas horas depois de ser apresentado a várias pretendentes em potencial. “Os meus pais culpam-me. Tenho insónias e ansiedade. Não consigo concentrar-me no trabalho”, conta.

A história de Wang é um sintoma extremo da crise demográfica que se formou na China. Durante décadas, o Partido Comunista decretou que os casais só poderiam ter um filho. Reverteu essa decisão em Janeiro de 2016, mas, até então, a política do filho único, juntamente com a preferência por meninos, produziu um número cada vez menor de mulheres e um gritante desequilíbrio de género.

Agora, há 30 milhões de homens a mais do que mulheres no país. Isso deixou homens como Wang, que estão perto dos 40 anos e vivem em cidades menores ou áreas rurais remotas, com poucas opções. As mulheres nesses locais podem dar-se ao luxo de ser exigentes, pois sabem que são desejadas.

“Os requisitos para os homens são muito altos na minha cidade. Precisam de ter um carro, uma casa e a família deve ter um negócio”, queixa-se.

Muitas famílias também exigem um alto “preço da noiva”, um antigo costume chinês em que a família do noivo dá dinheiro à noiva. Nalgumas partes da China, onde os homens superam em muito o número de mulheres, isso tornou-se um fardo financeiro significativo.

Daí o apelo de agências de encontros como as de Guizhou, que propõem uma solução rápida e completa, um “casamento relâmpago”.

O ramo de encontros não é novidade na China, mas muitas agências parecem ter encontrado alvos vulneráveis em homens que têm dificuldade em encontrar parceiras à medida que envelhecem. Tanto que a mídia estatal noticiou recentemente que o sector teve um “crescimento rápido” que “gerou práticas ilegais e caos”.

É difícil determinar a dimensão desse tipo de fraude em toda a China, mas ela cresceu o suficiente para chamar a atenção das autoridades chinesas.

No entanto, Wang estava convencido de que podia confiar na agência depois de esta garantir fazer uma verificação completa de antecedentes e que ele teria direito a indenização caso fosse vítima de fraude. Então, ele pagou, e as apresentações começaram.

Wang conheceu sete mulheres em diferentes salas de “encontros às cegas” ao longo de alguns dias, sob a supervisão atenta da equipa da agência. Fazia perguntas sobre a origem delas, se já haviam sido casadas e se tinham filhos.

Ele apaixonou-se pela oitava mulher que conheceu. Ela vestia-se de forma muito simples, “parecia introvertida e honesta”, lembra.

Encontraram-se quatro ou cinco vezes, por apenas oito a 10 minutos cada vez. Wang diz que receberam instruções rigorosas para não trocarem números de telefone ou quaisquer detalhes em mensagens privadas, sob pena de serem multados.

Depois de dois ou três dias, Wang decidiu que ela era a pessoa certa e concordou em pagar um dote substancial. “Gastei mais de 300 mil yuans”, diz, com uma pilha de documentos legais na mão para comprovar. “Se incluir o banquete de casamento e tudo mais, gastei entre 400 e 500 mil yuans”.

Porém, apenas alguns meses após o casamento, cobradores de dívidas começaram a ligar, alegando que ela lhes devia dinheiro. Wang ficou desconfiado e quis saber o que mais ela lhe escondera. No telemóvel dela encontrou detalhes da sua vida anterior como a certidão de nascimento e documentos de um casamento anterior.

Quando a confrontou, ela ofereceu-lhe o divórcio, mas recusou devolver um único centavo do dote. Quando voltou ao escritório, a agência tinha desaparecido.

Agora, Wang passa o tempo a fazer vídeos para as redes sociais, tentando alertar outros homens. E encontrou outros homens que também caíram na fraude. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências internacionais”


Macau - Jardim Infantil da Caritas integrado na Escola São João de Brito

O Jardim Infantil da Caritas passa a integrar a Escola São João de Brito, também da Caritas, a partir de hoje, revelou o secretário-geral da instituição. Assim, os alunos matriculados no jardim de infância vão poder passar directamente para a secção inglesa do ensino primário da escola. Simultaneamente, a escola abriu mais uma turma para o 1.º ano do ensino secundário geral, da secção inglesa, em resposta à carência de vagas do género no território


A partir de hoje, no arranque do novo ano lectivo, o Jardim Infantil da Caritas, com uma história de 30 anos, passa a integrar a Escola São João de Brito, estabelecimento de ensino católico da mesma instituição que completou quatro décadas de funcionamento, revelou Paul Pun, secretário-geral da Caritas e presidente dos Comités de Gestão das duas unidades de ensino.

A transformação do agora designado Jardim Infantil da Caritas Afiliado da Escola São João de Brito representa um processo de “integração”, “o desenvolvimento de uma nova área” e o início do “funcionamento integrado”, afirmou ao Jornal Tribuna de Macau.

Paul Pun explicou que a instituição aproveitou os aniversários dos dois estabelecimentos de ensino para concretizar a integração, trabalho que coincidiu com a tarefa de fusão de escolas que tem sido preconizada pelo Governo. Recorde-se que o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, Kong Chi Meng, revelou que, entre nove e 11 escolas estariam disponíveis para fusão ou transformação, prevendo que quatro unidades escolares tenderiam a fundir-se no ano lectivo 2026/2027.

Para Paul Pun, uma das vantagens da integração reside no facto de os alunos matriculados no jardim de infância poderem passar directamente para a secção inglesa do ensino primário da Escola São João de Brito. Isso “facilita pouco a pouco os estudantes e os seus pais que decidam escolher a secção inglesa”, até porque as propinas adoptadas por esta secção não seguem os padrões das escolas internacionais. “As propinas são mais acessíveis e adequadas para as famílias comuns de Macau”, vincou.

Além do aspecto pedagógico, Paul Pun também mencionou a vantagem dos contactos e interacções interculturais entre alunos de diferentes nacionalidades da secção inglesa, incluindo com várias culturas europeias. Actualmente, esta secção conta com alunos de mais de 10 países e regiões.

Concomitantemente, a Escola São João de Brito abriu mais uma turma para o 1.º ano do ensino secundário geral, da secção inglesa, em resposta à escassez de vagas para esta fase de ensino em Macau.

Ao mesmo tempo, “recorremos à inteligência artificial e à programação, apostando no pensamento lógico, nas actividades lectivas do jardim infantil”, indicou Paul Pun, assumindo a intenção de “melhorar gradualmente os resultados da escola nos trabalhos relacionados com o Exame Unificado de Acesso”, para que os alunos possam prosseguir os estudos na universidade.

Reunindo centenas de alunos no total, a Escola São João de Brito dispõe das secções chinesa, inglesa e nocturna. Segundo o secretário-geral da Caritas, a escola não possui condições para abrir uma secção portuguesa, sobretudo devido ao reduzido espaço físico. “Não é que não queiramos ter [a secção de] Português. Cada turma conta com duas dezenas de alunos e as salas de aula são pequenas”, lamentou.

O responsável destacou que, nesta escola da Caritas, as interacções com os alunos portugueses e o interesse fomentado através deste tipo de contacto também constituem um aspecto que propicia o desenvolvimento dos estudantes.

Por outro lado, Paul Pun realça o apoio concedido pelo Fundo Educativo, que permitiu concluir a renovação das salas de aula e a remodelação das casas de banho, entre outras obras de optimização. In “jornal Tribuna de Macau” - Macau