Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Timor-Leste – Quer reforçar ligação à China com consulado na Grande Baía

O delegado de Timor-Leste junto de um fórum sino-lusófono disse que recomendou ao Governo de Díli a abertura de uma representação diplomática em Macau ou Hong Kong, com um olho na Grande Baía


António Ramos da Silva defendeu que o país deveria criar um consulado ou consulado honorário, “considerando a importância estratégica“ das duas regiões no projeto da Grande Baía.

Este é um projeto de Pequim para criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, uma região com cerca de 86 milhões de habitantes e com uma economia superior a um bilião de euros.

O delegado timorense junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) disse que o cargo deveria ter uma missão alargada.

Num relatório dirigido ao executivo de Timor-Leste e enviado à Lusa, Ramos da Silva apontou para os “novos desenvolvimentos” da Grande Baía nas áreas comerciais, culturais e tecnológica. In “Plataforma” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Macau - Aposta na captação de investimento através da Exposição Global de Máquinas e Produtos Electrónicos de Inteligência Artificial

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) estreou um novo modelo de promoção durante a primeira Exposição Global de Máquinas e Produtos Electrónicos de Inteligência Artificial (AIE)


O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) tem vindo a reforçar a estratégia de captação de investimento através de exposições internacionais, apostando num modelo integrado que combina a participação em feiras, visitas de estudo e prospecção e sessões de bolsas de contactos. A primeira iniciativa prática desta abordagem ocorreu na semana passada, com a realização da Exposição Global de Máquinas e Produtos Electrónicos de Inteligência Artificial (AIE), organizada em simultâneo em Macau e Zhuhai, reunindo empresas tecnológicas de renome mundial e milhares de compradores internacionais.

Aproveitando a dinâmica do evento, o IPIM coordenou a presença de empresas locais e promoveu contactos estratégicos, tendo visitado mais de 350 empresas tecnológicas do Interior da China, Portugal e Brasil, das quais 45 manifestaram interesse em estabelecer-se em Macau. Para ampliar as oportunidades de cooperação, o instituto organizou ainda uma visita empresarial à Província de Guangdong, permitindo a representantes dos setores da tecnologia, ‘big health’, convenções e restauração conhecer parques industriais e incubadoras, bem como aprofundar contatos com empresas de comércio eletrónico e tecnologia.

O recinto da AIE em Zhuhai, com 30 mil metros quadrados e 455 expositores, apresentou equipamentos de ponta, incluindo robôs industriais, drones, veículos inteligentes, carros autónomos e voadores, sistemas domésticos inteligentes e dispositivos de monitorização da saúde. As empresas tecnológicas do Interior da China mostraram otimismo em relação ao desenvolvimento do setor em Macau, destacando o interesse pelo Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento Científico e Tecnológico e pelas vantagens proporcionadas pela Plataforma Sino-Lusófona.

Também empresas de países lusófonos sublinharam a eficiência dos procedimentos administrativos de Macau e o apoio oferecido no âmbito da cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Para empresas tecnológicas locais, a AIE revelou-se uma plataforma eficaz para expandir contactos internacionais, incluindo com compradores do Médio Oriente, Rússia e Tailândia. Empresários que visitaram os pavilhões de Macau e Zhuhai destacaram a complementaridade das áreas expositivas das duas cidades e o impacto das bolsas de contactos e visitas de prospecção no apoio à internacionalização, inovação e reconversão das empresas de Macau. In “Plataforma” - Macau


segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

100 pessoas, 100 fotografias: Contar “Histórias de Macau” através da luz e da sombra

Para comemorar o 75.º aniversário da fundação da República Popular da China e o 25.º aniversário do regresso de Macau à Pátria, foi inaugurada no dia 16 de Dezembro, na Galeria Lisboa, na Doca dos Pescadores de Macau, uma exposição multimédia interactiva e de histórias fotográficas de Macau intitulada “Histórias de Macau: As aspirações de 100 pessoas de Macau”. Com 100 vídeos de residentes de Macau que partilham as suas aspirações e 100 trabalhos fotográficos que captam as histórias de Macau, a exposição oferece aos visitantes uma selecção requintada de imagens.



Sob a orientação do departamento cultural do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na R.A.E. de Macau e do Gabinete de Informação da Província de Guangdong, a exposição é organizada pelo Nanfang Media Group e pela Associação Internacional de Intercâmbio Artístico Lotus, e co-organizada pelo GDToday, pela Macau Lotus TV, pela Biblioteca da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e pela Galeria de Imagens de Macau.

Dividida em duas áreas principais – interacção multimédia e exposições fotográficas – a exposição mostra as transformações de Macau ao longo do último quarto de século desde o seu regresso à China. Os visitantes podem mergulhar na experiência do desenvolvimento contínuo pelo qual Macau tem passado, obtendo uma compreensão abrangente da implementação bem-sucedida da política “um país, dois sistemas” em Macau.

Um mosaico vibrante dos 25 anos de desenvolvimento de Macau

Na área de interacção multimédia, um ecrã de grandes dimensões apresenta retratos de 100 residentes de Macau, cada um ligado a um pequeno vídeo. Os visitantes podem utilizar um painel táctil para seleccionar e ver as suas histórias, aprendendo como os cidadãos de Macau cresceram ao lado da cidade e da pátria nos últimos 25 anos e partilhando as suas esperanças para Macau e para o seu próprio futuro.

A área fotográfica exibe 73 fotografias (ou séries), incluindo comparações de paisagens antigas e novas, retratos íntimos da vida quotidiana nos bairros e imagens de marcos icónicos. Juntamente com as 27 fotografias (ou séries) expostas no recinto da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, estas retratam vividamente as notáveis realizações de Macau no seu desenvolvimento social e económico.

“É verdadeiramente alegre e comovente assistir a estes pequenos vídeos e fotografias e ver como os residentes de Macau partilham, de forma activa e entusiasta, os seus processos de perseguição de sonhos e realizações”, disse Liu Qiyu, Presidente do Nanfang Media Group (Nanfang Daily). Liu enfatizou que esta exposição visa não só explorar novos paradigmas para uma colaboração profunda com os meios de comunicação social no âmbito do desenvolvimento integrado da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, mas também demonstrar as rápidas mudanças que Macau sofreu nos 25 anos desde o seu regresso à China, transmitindo aspirações colectivas para o futuro promissor da cidade.

Li Zisong, Presidente da Macau Lotus TV, referiu que Macau, após 25 anos de reunificação, é uma cidade de juventude, vitalidade e milagres. “Através desta exposição e da divulgação nos meios de comunicação social, esperamos apresentar as histórias mais fascinantes de Macau ao público nacional e estrangeiro.”

Tirar fotografias com as “lojas de especialidades tradicionais” de Macau

A exposição também cria uma área criativa para tirar fotografias, onde estão dispostas recriações em tamanho real de lojas de especialidades tradicionais das ruas antigas de Macau. Os visitantes podem sentar-se em pequenos bancos e posar para fotografias contra o cenário especial, que mistura fantasia e realidade, criando uma memória inesquecível de Macau.

Em simultâneo, decorre na Biblioteca da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau uma sub-exposição com trabalhos fotográficos. Estas fotografias, centradas no Centro Histórico de Macau, Património Mundial da UNESCO, narram “Paisagens de Macau” e “Histórias de Macau”, caracterizadas pela fusão das culturas chinesa e ocidental. A exposição está patente ao público, de forma gratuita, até 31 de Dezembro de 2024. In “Ponto Final” – Macau com “Guangdong Today”


sábado, 4 de abril de 2020

China – Cidade de Shenzhen proíbe permanentemente a criação e consumo de animais selvagens

Uma das mais prósperas cidades chinesas, Shenzhen, emitiu hoje a proibição mais abrangente até à data de criação e consumo de animais selvagens, num esforço para evitar um surto futuro do coronavírus.

A covid-19 foi detectada pela primeira vez na cidade de Wuhan, centro da China, em dezembro passado, entre pacientes relacionados com um mercado da cidade que vendia animais selvagens, incluindo pangolim e civeta, além de carnes mais convencionais, como frango e peixe. O consumo de animais selvagens é sobretudo popular no sul da China, onde Shenzhen está situado.

Situada na fronteira com Hong Kong, Shenzhen tornou-se num centro global para fabrico de componentes eletrónicos e sede das principais firmas tecnológicas do país. Em 2002, o surto da pneumonia atípica, ou SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), foi inicialmente disseminado por pessoas que consumiam ou criavam e vendiam animais selvagens em áreas próximas de Shenzhen.

Os regulamentos estipulados pelas autoridades da cidade proíbem permanentemente o comércio e o consumo de animais selvagens, o que vai além da proibição temporária emitida pelo Governo central, em fevereiro passado, após o início do surto.

Para além de cobras, lagartos e outros animais selvagens, a diretriz, que cita razões humanitárias, proíbe ainda o consumo de carne de cão e gato, que são há muito tempo especialidades locais.

A proibição prevê multas a partir dos 150 mil yuans, valor que aumentou consideravelmente, dependendo da quantidade de animais apreendidos.

A medida não restringe a criação de animais selvagens para fins medicinais, que tem sido criticada como cruel e perigosa para a saúde pública, embora o consumo desses animais para alimentação passe a ser proibido. In “Hoje Macau” - Macau

terça-feira, 18 de junho de 2019

China - 5º Fórum de Ensino da Língua Portuguesa

A capital da Província de Guangdong receberá no próximo mês o 5º Fórum de Ensino da Língua Portuguesa, que contará com professores “de toda a China”, avançou o coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM, à margem do lançamento de cinco obras dedicadas ao ensino do Português



O Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa (CPCLP) do Instituto Politécnico de Macau (IPM) organizará no próximo mês, em conjunto com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Cantão, “o 5º Fórum de Ensino da Língua Portuguesa”, avançou o coordenador do CPCLP, Gaspar Zhang, à margem do lançamento de obras didáticas ligadas ao ensino da língua portuguesa.

“O encontro será realizado em Cantão e irão participar professores de toda a China”, continuou. O IPM apoia cerca de 30 cursos de licenciatura na China, onde 40 instituições de ensino superior ensinam Língua Portuguesa. “O CPCLP está em contacto com quase todas estas instituições, portanto, temos contactos, fazemos formações, enviamos livros, organizamos eventos académicos”, sublinhou.

Divulgar a Língua Portuguesa e promover o seu ensino são os objectivos do lançamento dos cinco livros direccionadas a alunos e professores, explicou Gaspar Zhang. “Abordam temáticas diferentes mas complementares. Há dois sobre fonética e fonologia, um sobre a aquisição de vocabulário, outro sobre a literatura dos países de língua portuguesa e um sobre a certificação DAPLE”, prosseguiu, acrescentando que o objectivo é “apoiar o ensino do Português em Macau mas também na China”.

“Fonética e Fonologia para o Ensino do Português como Língua Estrangeira” e “Exercícios Práticos de Fonética de Português Língua Estrangeira”, da autoria de Adelina Castelo e “Português com Textos 2 – Textos narrativos para o ensino do Português como Língua Estrangeira”, de Sara Augusto e Caio Christiano são três dos títulos publicados. Também “Português em Uso”, de Rui Pereira, e “Guia de Preparação para o DAPLE – Diploma Avançado de Português”, de Liliana Inverno foram lançados na sexta-feira, numa sessão de apresentação que integrou o programa oficial das comemorações “Junho, Mês de Portugal”.

Sobre as acções de colaboração entre o IPM e o Instituto Português do Oriente (IPOR), Gaspar Zhang disse que são cada vez maiores e apontou como exemplo a organização do congresso internacional “Macau e a língua portuguesa: Novas pontes a Oriente”, que se realizará a 27, 28 e 29 de Novembro.

Ao Jornal Tribuna de Macau, o director do IPOR, Joaquim Coelho Ramos, disse ser ainda cedo para revelar nomes, mas realçou que a ideia subjacente a esse evento “é discutir a evolução da língua portuguesa nesta região do globo e fazer uma intercepção com a sua evolução noutros pontos” do mundo. São esperados tradutores, professores, editores e investigadores da área.

Outro objectivo, sublinhou, passa por debater os desafios que se colocam ao ensino do Português e arranjar metodologias e soluções para os ultrapassar. “Como são os 30 anos do IPOR e como existe um protocolo com o Instituto Camões e com o IPM entendemos que seria uma oportunidade de o reforçar”, concluiu. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

China - Guangdong quer hub tecnológico com Macau e Hong Kong em 2019



O governador da província de Guangdong, Ma Xingrui, pretende aprofundar uma aliança científica com Macau e Hong Kong através da construção de laboratórios de tecnologia de ponta necessárias ao sucesso das indústrias locais. A notícia, publicada pelo “South China Morning Post”, cita um relatório anual divulgado ontem pelo Governo provincial onde Ma Xingrui categoriza o projecto como uma “oportunidade de importância histórica” e uma prioridade para 2019.

A proposta do Governo da província vizinha surge ao abrigo do projecto de cooperação da Grande Baía e tem a ambição tornar a região num hub internacional de inovação e tecnologia. O governador de Guangdong elenca a elevada capacidade de conectividade de transportes como um dos trunfos logísticos, além de se basear num conceito algo polémico: a co-localização, que permite o desenvolvimento de empresas em mais de um país. Para que tal aconteça será necessário promover processos burocráticos dos serviços de imigração nas fronteiras mais suaves. Algo que está em funcionamento na estação ferroviária de Hung Hom em Kowloon, infra-estrutura que motivou polémica desde que foi anunciada.

Durante o discurso perante o órgão legislativa de Guangdong, Ma referiu que pretende “abrir e partilhar com Hong Kong e Macau mais instalações laboratoriais, mecanismos de pesquisa científica de larga-escala e de tratamento de dados”.

Dores de crescimento

Em contrapartida, as previsões de crescimento económico para Guangdong são de abrandamento, em linha com o que é expectável para a economia chinesa. Ainda assim, a província que é o principal motor industrial chinês espera um crescimento entre 6 e 6,5 por cento do Produto Interno Bruto em 2019. A tendência de queda verifica-se desde o ano passado, quando o crescimento se cifrou nos 6,8 pontos percentuais, valor abaixo dos 7,5 por cento registados em 2017. Analistas políticos e económicos apontam a guerra comercial com os Estados Unidos para o abrandamento económico. In “Hoje Macau” - Macau