Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Honduras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Honduras. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de março de 2023

Honduras - Espécie de esquilo-voador redescoberta depois de mais de 40 anos ‘desaparecida’

O esquilo-voador da espécie Glaucomys volans há 43 anos que não era avistado nas Honduras, que se considera ser o limite mais a sul da sua distribuição geográfica. O pequeno roedor foi redescoberto numa exploração silvícola, no município de Concordia.


Apesar de estar classificado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como ‘pouco preocupante’, o seu estado de ameaça não está avaliado na lista vermelha das espécies ameaçadas das Honduras por não existirem dados suficientes, embora a sua conservação seja considerada uma prioridade para o país.

A ‘redescoberta’ do esquilo G. volans, divulgada num artigo publicado na ‘Check List’, aconteceu em terrenos detidos pela empresa hondurenha El Aserradero Sansone e é considerada sinal de esperança face à recuperação desta espécie, que, por agora, se mantém confinada a essa única população.

A empresa assume agora o compromisso de priorizar a conservação desse esquilo no seu terreno e está a estudar a possibilidade da instalação de abrigos artificiais para promover a segurança e a reprodução desses animais.

A espécie é facilmente distinguível das demais espécies de esquilo por possuir uma membrana entre os membros anteriores e posteriores e uma causa achatada que lhe conferem a capacidade para planar de uma árvore para a outra, evitando, assim, deslocar-se no solo, onde está mais vulnerável aos predadores.

Apesar de saudarem a redescoberta do G. volans, os autores do artigo dizem que ainda pouco se sabe sobre a sua ecologia e história natural, bem como acerca das principais ameaças que colocam em risco essa espécie, apontando que estes esquilos são provavelmente dos mamíferos arborícolas mais vulneráveis à destruição de florestas naturais e a outras pressões humanas. In “Green Savers Sapo” - Portugal



sexta-feira, 22 de abril de 2022

Honduras - Ex-presidente Juan Orlando Hernandez foi extraditado para os Estados Unidos

O ex-presidente das Honduras, Juan Orlando Hernandez, foi extraditado para os Estados Unidos na quinta-feira, onde um tribunal de Nova York pretende julgá-lo pela sua participação num gigantesco tráfico de 500 toneladas de cocaína entre 2004 e 2022. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.

Escoltado e algemado, Juan Orlando Hernandez, no poder entre 2014 e 2022, embarcou num avião da Agência Antidrogas Americana, que descolou de uma base do exército hondurenho em Tegucigalpa.

Presidente das Honduras entre 2014 e 2022, Juan Orlando Hernandez é acusado por um juiz americano de ter participado num enorme tráfico de drogas.

O autoproclamado presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalò arrisca o mesmo tratamento por parte da justiça americana nos próximos meses. Ibou Câmara – Casamansa in “Journal du Pays”

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Honduras - Herança Maia está sob ameaça

A deterioração natural das estruturas antigas e a pressão demográfica constituem crescentes factores de risco para o Parque Arqueológico de Copán, legado da civilização maia que integra a lista do Património Mundial da UNESCO desde 1980



A escadaria dos hieróglifos é a estrela do Parque Arqueológico de Copán, um sítio do Património Mundial deixado pelos maias no oeste de Honduras, que sobrevive ao desafio da degradação das estruturas antigas. Com 63 degraus e uma altura de 12 metros, a massa de 1100 blocos monolíticos ergue-se neste parque embutido numa floresta localizada a cerca de 300 km ao noroeste da capital hondurenha, Tegucigalpa.

O valor universal da escadaria, que levou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) a declará-la Património Mundial em Setembro de 1980, assenta na “combinação excepcional de arquitectura, escultura e escritura”, destacou o arqueólogo francês René Viel, durante uma visita com a AFP pela floresta.

A civilização maia, que viveu numa área de 324.000 km2 no que hoje é o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras, tinha um centro político, civil e religioso no Vale do Copán.

Em Copán, “há outros monumentos: o campo de bola; nos túneis estão as tumbas reais e o templo de Rosalila”, mas “a escadaria hieroglífica é o monumento mais emblemático”, frisou René Viel.

No chamado grupo principal, ou área urbana, o parque abrange cerca de 1000 edifícios, entre os quais se destaca a acrópole, com duas pequenas praças rodeadas de templos e monumentos.

Os investigadores chegaram à conclusão de que, em Copán, existia uma sociedade teocrática avançada, com conhecimentos de matemática, astrologia, arquitectura, escultura e escritura, e com um sistema político de uma dinastia de 16 reis “divinos”.

Este esplêndido legado milenar tem sobrevivido no meio da deterioração natural das estruturas antigas e sob pressão do crescimento demográfico nos arredores, principalmente nas últimas duas décadas. Por isso, René Viel alerta que está na hora de “começar a planear uma estratégia de protecção” do local.

“A pressão demográfica é grande” na zona tampão do Parque Arqueológico de Copán, concorda o seu director, Eliud Guerra. A declaração de Património Mundial representa “uma grande responsabilidade” para preservar o local e evitar a perda da classificação atribuída pela UNESCO, reconheceu Guerra.

A principal protecção da escadaria é uma lona que a abriga do sol e da chuva. A pandemia do coronavírus arruinou um projecto que visava melhorar o sistema de protecção.

De acordo com Eliud Guerra, foram instalados cerca de 500 sensores para medir a temperatura, humidade, vento e iluminação. Os especialistas admitem que a lona ajudou a proteger a estrutura, mas é preciso melhorá-la. No entanto, terão de esperar dois anos para instalar a nova lona, com 16 velas transparentes que darão uma melhor protecção e apresentação, explicou. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Agências Internacionais”


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Brasil - Ganha prémio da ONU sobre combate à malária em época de pandemia

Iniciativas do estado do Pará e Amazonas foram as escolhidas ao lado de projetos da Honduras, Colômbia e Haiti. A distinção “Campeões contra a Malária nas Américas” contou com vídeos selecionados pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e pela Organização Pan-Americana da Saúde, Opas



Dois projetos brasileiros de combate à malária durante a crise global do novo coronavírus receberam o prémio “Campeões contra a Malária nas Américas”, concedido por duas agências da ONU.

As iniciativas dos municípios de Atalaia do Norte, no Amazonas, e Oeiras, no estado do Pará, foram escolhidas ao lado de outros projetos da Colômbia, do Haiti, e da Honduras.

Indígenas

Os prémios foram entregues no Dia de Combate à Malária nas Américas pela Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, e pela Organização Mundial da Saúde, OMS. A Fundação das Nações Unidas e outros parceiros da ONU também apoiaram a distinção.

A escolha foi feita com base em vídeos dos projetos apresentados no fórum “Zerar a malária começa comigo: combata a Covid-19, proteja os trabalhadores de saúde e acabe com a malária.”

O projeto de Atalaia do Norte, no Amazonas, mostra a participação da comunidade na vigilância e controle do vetor, além de ajudar a detectar a infecção e a buscar o tratamento com a população indígena.

Já a iniciativa de Oeiras do Pará ajudou a cortar o fardo da malária em 11 mil casos de 2018 para menos de 1 mil casos este ano. Com isto, o município pulou do 27 lugar na lista de novas infecções para o terceiro.

Parasitas

Um dos diretores da Opas, Jarbas Barbosa, disse que apesar de tempos sem paralelo, por causa da pandemia, o apoio da agência para combater a malária permanece mais forte que nunca.

A doença, que pode ser letal, é causada por parasitas transmitidos às pessoas pela picada de mosquitos infectados. Quase metade da população mundial corre risco de contágio especialmente os que vivem em países de baixo rendimento. Nas Américas, 132 milhões de pessoas moram em áreas de risco de malária. ONU News – Nações Unidas

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Honduras – Olimpíada Ibero-Americana de Matemática

Realizou-se entre 19 e 27 de Setembro de 2014 na cidade de San Pedro Sula, Honduras, a 29ª Olimpíada Ibero-Americana de Matemática (OIAM), uma organização da Universidade Pedagógica Nacional Francisco Morazán através do Departamento de Matemáticas.

82 estudantes de vinte e dois países participaram neste evento que teve a presença do Brasil e Portugal como representantes da língua portuguesa e 20 países de língua castelhana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Enquanto no ano anterior os países lusófonos ficaram nos dois primeiros lugares, com a liderança a pertencer ao Brasil, este ano o país vencedor foi o México, 149 pontos, o Brasil foi segundo, 140 pontos, a Espanha a 3ª classificada, 124 pontos, seguindo-se o Perú, 122 pontos e Portugal no 5º lugar com 107 pontos. Em termos individuais, o brasileiro Murilo Corato Zanarella, de São Paulo (SP), terminou a competição no primeiro lugar, conquistando a medalha de ouro com a pontuação máxima da prova, 42 pontos.


 A Taça Porto Rico, troféu outorgado desde 1990 pela delegação de Porto Rico ao país de maior progresso na competição, e que tem como objetivo estimular o desenvolvimento das equipes olímpicas, foi entregue ao México. Este ano foram entregues 8 medalhas de ouro, três ao México, duas ao Brasil e Portugal e uma ao Perú, 14 de prata, 22 de bronze e 14 menções honrosas.

A equipa brasileira liderada pelos professores Carlos Gustavo Tamm de Araujo Moreira, do Rio de Janeiro (RJ) e Marcelo Tadeu de Sá Oliveira Sales, de São Paulo (SP), além da medalha de Murilo Zanarella, conquistou ouro através de Alessandro de Oliveira Pacanowski, do Rio de Janeiro (RJ), prata através de Daniel Lima Braga e Ana Karoline Borges Carneiro, ambos de Fortaleza (CE), que obtiveram 31 e 29 pontos respectivamente. O Brasil que iniciou a participação neste evento em 1985 é o país mais medalhado com um total de 105 medalhas, sendo 53 de ouro, 41 de prata e 11 de bronze.


A equipa portuguesa ganhou duas medalhas de ouro, David Martins da Escola Secundária de Mirandela, aluno do 12º ano, já obtivera o mesmo resultado há dois anos na Bolívia, Francisco Andrade da Escola Secundária do Padrão da Légua, Matosinhos, aluno do 11º ano, foram os autores da proeza, pois Portugal até agora apenas tinha conquistado três medalhas de ouro. Henrique Aguiar da Escola secundária José Estevão, Aveiro, aluno do 11º ano ganhou uma medalha de bronze. A presença portuguesa ficou completa com o estreante David Andrade da Escola Secundária de Albufeira, aluno do 10º ano. Portugal que teve a primeira participação em 1990, já conquistou 50 medalhas, sendo 5 de ouro, 13 de prata e 32 de bronze, além de 10 menções honrosas.


David Martins, David Andrade e Francisco Andrade            Foto: Jorge Paula
A 30ª edição da OIAM terá como sede Porto Rico. Para participar no evento os jovens seleccionados terão entre os 13 e os18 anos de idade e não podem ter participado na competição nas duas edições anteriores.

A participação brasileira na competição é uma organização da Olimpíada Brasileira de Matemática, iniciativa que tem desempenhado um importante papel em relação à melhoria do ensino e descoberta de talentos para a pesquisa em matemática nas modalidades de ensino fundamental, médio e universitário nas instituições públicas e privadas de todo o país.

A OBM é um projecto conjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (IMPA), da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), do Ministério de Educação (MEC) por intermédio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCT-Mat).

Francisco Andrade                                      David Martins
A participação de Portugal nesta competição é organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática, e a preparação dos alunos é assegurada pelo Projeto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra. As Olimpíadas 2013/2014 foram apoiadas pelo Ministério da Educação e Ciência, pela Ciência Viva, pelo Banco Espírito Santo, pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Pathena. Baía da Lusofonia

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Honduras – Projecto para impulsionar a produção de cacau

Um projeto para melhorar a produção de cacau beneficiando cerca de 1800 famílias foi lançado no passado dia 22 de Setembro de 2014 em Omoa, departamento de Cortés nas Honduras, com o apoio da Agência Suíça para o Desenvolvimento (COSUDE), informou uma fonte oficial em Tegucigalpa.

O projeto, que na verdade começou em 1 de agosto de 2013 e vai durar mais de três anos, estará concluído em 31 de dezembro de 2017, vai investir R$ 4,9 milhões, informou o Ministério da Agricultura do país centro-americano num comunicado.

Além disso, contará com um Fundo de Desenvolvimento do Cacau como mecanismo de investimento para facilitar o desenvolvimento dos serviços financeiros através de parcerias de crédito rural com os bancos nacionais.

O Lançamento do "Projecto de Melhoria do Rendimento e Empregos para Produtores e Produtoras de Cacau nas Honduras (PROCACAHO) esteve a cargo da directora da delegação da COSUDE, Geneveive Federspiel, e o gerente da Associação de Produtores de Cacau nas Honduras, Aníbal Ayala.

Participaram também o coordenador regional da Secretaria de Agricultura e Pecuária Roberto Paz; o director da Fundação para o Desenvolvimento Empresarial Rural (FUNDER), Miguel Angel Bonilla, e o responsável da Fundação Hondurenha de Investigação Agrícola (FHIA), Adolfo Martínez.

Através deste projecto, aumentará em 300 dólares o lucro líquido anual de pelo menos 1800 famílias de agricultores de cacau distribuídos por 2000 hectares, das quais 1000 já estão estabelecidas, que vão melhorar a sua produtividade no Sistema Agroflorestal Sustentável (SAF).

A criação de postos de trabalho associados à produção de cacau aumentará 20%, numa atividade em que as mulheres também estão envolvidas, acrescentou o comunicado.

Observa ainda que as atividades do projecto estão inicialmente concentradas nos departamentos de Santa Bárbara, Cortes, Atlântida, Comayagua, Colon e Yoro Olancho, no oeste, norte e leste, e que outras áreas podem ser incorporadas de acordo com a disponibilidade de financiamento.

O cacau é um sector com oportunidades de gerar empregos e rendimentos que contribuam para a redução da pobreza rural, de acordo com especialistas do sector.

Segundo o Ministério da Agricultura, as Honduras tem actualmente cerca de 4200 hectares de plantações reabilitadas, o que representa uma oferta para a colheita de 2014 de 1400 toneladas de cacau com um valor comercial estimado de quatro milhões dólares.

Além disso, o produto terá um mercado internacional deficitário, procurando comprar nas Honduras um volume de pelo menos 5000 toneladas de cacau de qualidade, disse a mesma fonte.

Um projeto semelhante, que inclui as comunidades indígenas no norte do Honduras, é patrocinado com um fundo de cooperação japonesa coordenado pelo Escritório do Banco Mundial em Tegucigalpa. in “El Economista” – Honduras