Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Demografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Demografia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

São Tomé e Príncipe – População estimada em 209 607 habitantes

O resultado provisório do 5º recenseamento geral da população e da habitação, foi divulgado no dia 31 de dezembro pelo Presidente do Instituto Nacional de Estatísticas, Gueitt Almeida.



Em 2012 e no quadro do IV recenseamento geral São Tomé e Príncipe tinha 178.379 habitantes. 12 anos depois a realização do quinto recenseamento geral da população e da habitação em 2024, actualizou os dados demográficos do país. A população aumentou para 209.607 pessoas. 99.820 são homens e 109.787 são mulheres.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas nos últimos 12 anos o crescimento populacional foi de 1,3%.

95,3 % da população do arquipélago reside na ilha maior, São Tomé. A outra ilha habitada é o Príncipe com 9830 habitantes, cerca de 4,7% da população do país. O distrito de Caué no sul da ilha de São Tomé é a região menos populosa com 3,5% da população.

Os dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatísticas indicam que 62,7% da população reside na região centro da ilha de São Tomé, que engloba os distritos de Mé-Zochi e Água Grande.

Os dados revelam também o impacto do êxodo rural, sobre o índice populacional. 140.801 pessoas residem na zona urbana equivalentes a 62,7% da população total e nas roças ou zonas rurais só restaram 68.806 habitantes, 32,8% da população.

O Instituto Nacional de Estatísticas avisou que os dados divulgados no dia 31 de dezembro de 2024, são provisórios. Os trabalhos de avaliação do recenseamento geral da população e da habitação prosseguem até ao primeiro semestre de 2025, altura em que será divulgado o relatório definitivo e detalhado. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”




quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Brasil - Vai incluir na contagem do Censo 2022 refugiados da Venezuela e apátridas

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, celebrou um acordo de cooperação técnica com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Ibge, para apoiar entrevistas. A iniciativa considera especialmente a população venezuelana nos estados de Roraima, Amazonas e Pará e as perguntas serão formuladas em castelhano e na língua Warao

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Ibge, e a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, assinaram um acordo de cooperação técnica e ações conjuntas durante a realização do Censo Demográfico deste ano, lançado nesta segunda-feira.

Com a assinatura do documento, o Acnur apoiará o Ibge na recolha e análise de dados sobre a população refugiada, solicitante da condição de refugiado e apátrida que vive no Brasil, especialmente a população venezuelana nos estados de Roraima, Amazonas e Pará.

Deslocação forçada

Um dos tópicos de atuação conjunta é o apoio do Acnur para que o Ibge realize o Censo num contexto de deslocação forçada.

Para isso, a agência da ONU apoiará equipas de recenseadores para garantir o acesso a abrigos que acolhem pessoas refugiadas e acompanhará a realização das entrevistas, garantindo o respeito às normas culturais e à organização social, de maneira especial das pessoas refugiadas e migrantes de diferentes etnias indígenas.

No Pará, o Acnur já realizou formação para os coordenadores da pesquisa demográfica deste ano a fim de garantir uma abordagem culturalmente qualificada aos indígenas venezuelanos da etnia Warao.

Perguntas feitas na língua local e em castelhano

Além disso, apoiou a elaboração de um vídeo sobre o Censo no idioma Warao, com legendas em castelhano, e a identificação de intérpretes que serão contratados para auxiliar a realização do recenseamento no Estado junto a essa população.

No Amazonas, os promotores comunitários e voluntários da Caritas Arquidiocesana de Manaus, capital do estado, estão a facilitar o entendimento das pessoas de outras nacionalidades sobre o que é o Censo 2022, traduzindo materiais informativos e apoiando os recenseadores a incluírem pessoas refugiadas na pesquisa.

Em Roraima, o Acnur forneceu formação para os recenseadores e apoiará as entrevistas nos abrigos da Operação Acolhida.

Estruturar políticas públicas

O representante interino do Acnur no Brasil, Federico Martinez, comentou sobre os ganhos a serem conquistados pelo compromisso do Ibge de integrar as pessoas refugiadas no Censo 2022.

Para ele, é por meio do levantamento de dados de qualidade que será possível compreender o perfil da população refugiada acolhida no Brasil e estruturar políticas públicas que dialoguem com as solicitações de cada segmento.

Martinez acrescentou que, considerando a ampla área do território brasileiro e o potencial de deslocamento das pessoas refugiadas na procura de oportunidades em diferentes cidades, a realização do Censo nos abrigos possibilita expandir o conhecimento de necessidades e contribui para as ações de integração nas cidades de acolhimento. ONU News – Nações Unidas com “Acnur Brasil”


sábado, 22 de junho de 2019

Moçambique - Lançada base de dados georeferenciada de infraestruturas e demográficos

Foi lançada esta quinta-feira, 20 de Junho corrente, um projecto de dados georreferenciados, que pretende apresentar informação relevante sobre as infraestruras económicas e sociais, existentes no território nacional. Designada base de “Dados Geo-Referenciados das Infraestruturas e Demográficos, para o Desenvolvimento, (GRID3 EM Inglês) a plataforma, pretende colocar à disposição das instituições e dos utilizadores interessados, uma ferramenta que irá contribuir para facilitar a tomada de decisões, quer por parte dos gestores do sector público, quer do sector privado, com base em factos reais

Financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, pelo Reino Unido (departamento para o desenvolvimento internacional DFID). Este projecto é implementado pelo Fundo das Nações Unidas para o desenvolvimento da População (FNUAP) e pelo WorldPop / Flowminder. Trata-se de um projecto coordenado pela Universidade de Culumbia, Centro da Rede Internacional de Informação Científica da Terra (CIESIN).

Este projecto foi lançado sob o lema “Mapear um caminho para o desenvolvimento sustentável para todos”.

O objectivo principal do programa, é construir soluções de dados espaciais para alcançar as metas de desenvolvimento Sustentável. Para o efeito, e com base na informação recolhida pelo censo populacional, nomeadamente a informação georeferenciada, o programa centra a sua acção no mapeamento de assentamentos e de infraestruturas e, não menos importante, na criação de condições para o fortalecimento das capacidades técnicas das instituições públicas envolvidas na iniciativa.

De acordo com explicações colhidas junto da Direcção de Censos e Inquéritos, o GRID disponibiliza dados espaciais relevantes, sobre a localização das comunidades e das infraestruturas tais como, unidades sanitárias, escolas, fontes de abastecimento de água. Disponibiliza, igualmente, informação que permite avaliar as distâncias que os cidadãos percorrem, por exemplo, para alcançarem uma unidade sanitária ou um estabelecimento de ensino, ou uma fonte de água. Com base nesses dados, torna-se possível desenhar soluções de aproximação entre as infraestruturas e o cidadão.

“Para assegurar a sustentabilidade de uma iniciativa desta envergadura, cujos resultados terão um impacto significativo, primeiro na elaboração de políticas públicas realistas e, segundo, junto das comunidades beneficiárias, é determinante o desenho e financiamento de programas de formação. É importante que o País passe a dispôr de um quadro de técnicos de cartografia de gabarito reconhecido, por forma a podermos responder aos desafios estratégicos de médio e longo prazos”, afirmou o Presidente do INE, Dr. Rosário Fernandes, na sua breve alocução, no lançamento da iniciativa, perante directores, técnicos das Delegações Provinciais, entre outros quadros da instituição, representantes de alguns ministérios, representante-adjunta do FNUAP, Jenny Karlsen e a equipa executora do projecto, constituída por técnicos das Universidades de Columbia, Southampton e do FNUAP.

Por seu turno, a representante do FNUAP, Jenny Karlsen, começou por destacar, na sua intervenção, a colaboração de longa data, entre o INE e aquela agência da ONU, sublinhando de seguida o facto de as instituições precisarem de ferramentas para a avaliação das tendências demográficas, bem como as condições sócio-económicas, para a elaboração de estratégias de combate à pobreza.

Num outro passo, Jenny Karlsen acrescentou que ao nível nacional, o GRID procura “fortalecer a capacidade geoespacial nacional e promover uma coordenação eficaz entre os sectores do governo, doadores, sector privado, universidades e organizações não governamentais, na geração e uso desses dados para o desenvolvimento nacional”.

Para operacionalização do GRID no País, foi criado um conselho de coordenação, encabeçado pelo Presidente do INE e integrando representantes dos Ministérios da Saúde, Educação, Administração Estatal e Função Pública, Agricultura e Segurança Alimentar, Instituto Nacional de Gestão das Calamidades, Universidade Eduardo Mondlane e CENACARTA. Instituto Nacional de Estatística - Moçambique