Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

França - Startup constrói fábrica de mosquitos para combater dengue na Austrália

A startup francesa InnovaFeed anunciou que vai construir na Austrália uma fábrica destinada a criar mosquitos à escala industrial com o intuito de combater doenças transmitidas por estes insetos aos humanos, como a dengue.

O projeto faz parte de uma parceria com o Programa Mundial sobre Mosquitos (WMP) – um programa de investigação australiano sem fins lucrativos.

As instalações, cuja localização não foi divulgada, serão o "primeiro local de reprodução de mosquitos à escala industrial", afirmaram os dois parceiros em comunicado conjunto, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

O programa desenvolveu há quase dez anos um processo para inocular fêmeas de mosquitos com uma bactéria naturalmente presente em "60% dos insetos do mundo", chamada Wolbachia, destinada a "eliminar a transmissão de vírus [dengue, em particular] aos humanos", disse o porta-voz do WMP, Bruno Col.

O programa de investigação, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, já realizou várias libertações de mosquitos portadores desta bactéria na Austrália, Brasil, Nova Caledónia e Indonésia.

Na Indonésia, o WMP realizou um estudo de impacto numa população de cerca de 300 mil pessoas, indicando a redução em 77% da incidência de dengue nas áreas onde a bactéria foi introduzida, informou o porta-voz.

Com a proliferação de mosquitos e a propagação cada vez mais rápida de doenças transmitidas aos humanos por estes insetos – além de dengue, também zika, Chikungunya e febre amarela -, o programa quer passar a uma velocidade superior.

"A ideia é poder ajudar cidades maiores com vários milhões de pessoas", disse Aude Guo, cofundadora do InnovaFeed, à AFP.

Cerca de 600 pessoas morreram de dengue no Brasil, em 2019. A doença provoca febres altas, dores articulares e fadiga e pode ser fatal, numa pequena percentagem de casos. In “Jornal Médico” - Portugal

sábado, 22 de junho de 2019

Moçambique - Lançada base de dados georeferenciada de infraestruturas e demográficos

Foi lançada esta quinta-feira, 20 de Junho corrente, um projecto de dados georreferenciados, que pretende apresentar informação relevante sobre as infraestruras económicas e sociais, existentes no território nacional. Designada base de “Dados Geo-Referenciados das Infraestruturas e Demográficos, para o Desenvolvimento, (GRID3 EM Inglês) a plataforma, pretende colocar à disposição das instituições e dos utilizadores interessados, uma ferramenta que irá contribuir para facilitar a tomada de decisões, quer por parte dos gestores do sector público, quer do sector privado, com base em factos reais

Financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, pelo Reino Unido (departamento para o desenvolvimento internacional DFID). Este projecto é implementado pelo Fundo das Nações Unidas para o desenvolvimento da População (FNUAP) e pelo WorldPop / Flowminder. Trata-se de um projecto coordenado pela Universidade de Culumbia, Centro da Rede Internacional de Informação Científica da Terra (CIESIN).

Este projecto foi lançado sob o lema “Mapear um caminho para o desenvolvimento sustentável para todos”.

O objectivo principal do programa, é construir soluções de dados espaciais para alcançar as metas de desenvolvimento Sustentável. Para o efeito, e com base na informação recolhida pelo censo populacional, nomeadamente a informação georeferenciada, o programa centra a sua acção no mapeamento de assentamentos e de infraestruturas e, não menos importante, na criação de condições para o fortalecimento das capacidades técnicas das instituições públicas envolvidas na iniciativa.

De acordo com explicações colhidas junto da Direcção de Censos e Inquéritos, o GRID disponibiliza dados espaciais relevantes, sobre a localização das comunidades e das infraestruturas tais como, unidades sanitárias, escolas, fontes de abastecimento de água. Disponibiliza, igualmente, informação que permite avaliar as distâncias que os cidadãos percorrem, por exemplo, para alcançarem uma unidade sanitária ou um estabelecimento de ensino, ou uma fonte de água. Com base nesses dados, torna-se possível desenhar soluções de aproximação entre as infraestruturas e o cidadão.

“Para assegurar a sustentabilidade de uma iniciativa desta envergadura, cujos resultados terão um impacto significativo, primeiro na elaboração de políticas públicas realistas e, segundo, junto das comunidades beneficiárias, é determinante o desenho e financiamento de programas de formação. É importante que o País passe a dispôr de um quadro de técnicos de cartografia de gabarito reconhecido, por forma a podermos responder aos desafios estratégicos de médio e longo prazos”, afirmou o Presidente do INE, Dr. Rosário Fernandes, na sua breve alocução, no lançamento da iniciativa, perante directores, técnicos das Delegações Provinciais, entre outros quadros da instituição, representantes de alguns ministérios, representante-adjunta do FNUAP, Jenny Karlsen e a equipa executora do projecto, constituída por técnicos das Universidades de Columbia, Southampton e do FNUAP.

Por seu turno, a representante do FNUAP, Jenny Karlsen, começou por destacar, na sua intervenção, a colaboração de longa data, entre o INE e aquela agência da ONU, sublinhando de seguida o facto de as instituições precisarem de ferramentas para a avaliação das tendências demográficas, bem como as condições sócio-económicas, para a elaboração de estratégias de combate à pobreza.

Num outro passo, Jenny Karlsen acrescentou que ao nível nacional, o GRID procura “fortalecer a capacidade geoespacial nacional e promover uma coordenação eficaz entre os sectores do governo, doadores, sector privado, universidades e organizações não governamentais, na geração e uso desses dados para o desenvolvimento nacional”.

Para operacionalização do GRID no País, foi criado um conselho de coordenação, encabeçado pelo Presidente do INE e integrando representantes dos Ministérios da Saúde, Educação, Administração Estatal e Função Pública, Agricultura e Segurança Alimentar, Instituto Nacional de Gestão das Calamidades, Universidade Eduardo Mondlane e CENACARTA. Instituto Nacional de Estatística - Moçambique