Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Timor-Leste - Relatório do Programa Alimentar Mundial mostra que a maioria da população consome alimentos pouco nutritivos

DÍLI – O Relatório Fill the Nutrient Gap (FNG) do Programa Alimentar Mundial (PAM) e Conselho Nacional de Segurança e Soberania de Alimentos e de Nutrição em Timor-Leste (KONSSANTIL, em tétum) lançado no Hotel Timor, indica que a esmagadora maioria dos agregados familiares timorenses, principalmente as mulheres, crianças e adolescentes, consome alimentos pouco nutritivos e com pouca variedade.

O documento é o resultado da análise feita sobre o tipo de alimentos consumidos por parte da população timorense mais vulnerável, com destaque para o acesso aos alimentos ricos em proteínas.

“As mulheres grávidas e as que amamentam estão em risco de má nutrição, enquanto as adolescentes podem sofrer da deficiência de micronutrientes”, refere a nota do PAM.

Apesar dos dados avançados, o relatório mostra que o Governo timorense tem posto em prática uma política que visa combater a má nutrição e fortalecer a proteção social no país.

“O KONSSANTIL e o WFP esforçar-se-ão para apoiar o Executivo a fim de erradicar a fome em Timor-Leste. Esperamos que o relatório possa constituir uma espécie de guia que permite ao Governo timorense criar uma política mais efetiva de modo a que seja melhorada a situação nutritiva e a segurança alimentar da população”, referiu Dagen Liu, representante do PAM.

Já Justino dos Santos, Secretário do KONSSATIL, mostrou-se convicto de que o relatório permitirá ao Governo a execução de medidas que visam proporcionar aos diferentes agregados familiares o acesso a alimentos nutritivos.

O estudo foi patrocinado por várias organizações mundiais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização Mundial da Saúde (OMS), União Europeia (UE), Agência Coreana de Cooperação Internacional (KOICA) e Agência de cooperação norte-americana (USAID). Antónia Gusmão – Timor-Leste in “Tatoli”

Portugal - Investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto lidera invenção de bateria revolucionária

A investigação está a ser vista como muito sólida e a tecnologia anunciada tem fortes possibilidades de ser industrializada rapidamente



O artigo publicado na revista Energy & Environmental Science está a criar grande entusiasmo junto da comunidade científica internacional e a razão prende-se essencialmente com o facto de se poder estar perante uma nova geração de baterias sólidas, capazes de armazenar muito mais energia do que as de ião de lítio, com uma vida muito mais longa, mais seguras e não poluentes. A garantia chega-nos através de Maria Helena Braga, investigadora do Departamento de Engenharia Física da Faculdade de Engenharia da U. Porto (FEUP), que há mais de dois anos se dedica ao estudo de materiais para o armazenamento de energia em baterias.

A principal inovação destas novas baterias é fazer depender a capacidade de armazenamento de energia a partir do ânodo, em vez do tradicional cátodo, através de um eletrólito sólido de vidro, que permite a utilização de um ânodo construído em metais alcalinos sem a formação de “dendritos” (curto-circuitos internos). Estes elementos podem surgir em baterias de lítio tradicionais, que usam eletrólitos líquidos, levando a curtos circuitos internos que provocam incêndios rápidos e até mesmo explosões.

A tecnologia de eletrólitos em vidro foi desenvolvida por Maria Helena Braga e tem ainda a vantagem de poder operar em temperaturas muito baixas, outro benefício relativamente às baterias de lítio atuais. Isso poderá revolucionar todo o paradigma dos carros elétricos, por exemplo, uma vez que com estas novas baterias vão poder operar a temperaturas de -60 graus celsius.

Maria Helena Braga, 45 anos, publicou pela primeira vez sobre a tecnologia de eletrólitos de vidro em 2014 quando desenvolvia investigação na FEUP. De imediato recebeu inúmeros telefonemas e pedidos de contacto, um deles de Andy Murchison, investigador norte-americano da Universidade do Texas, que conhecia bem John Goodenough, o inventor das baterias de iões de lítio. Com 94 anos de idade e ainda no ativo, Goodenough desafiou a investigadora portuguesa a trabalhar com ele de maneira a provar que a tecnologia de eletrólitos de vidro funcionava, de facto.

“Durante um ano vim muitas vezes a UT-Austin e em fevereiro de 2016 pedi equiparação a bolseiro para fazer trabalho em baterias com lítio-metálico que não podia fazer na FEUP porque à data não tinha laboratório e muito menos caixa de luvas que é absolutamente essencial para este trabalho, uma vez que o lítio reage violentamente na presença de humidade e oxida facilmente”, explica Maria Helena Braga.

Até julho, o objetivo será aproveitar esta estadia nos EUA e a possibilidade de trabalhar de perto com tecnologia e equipamento de ponta. A adaptação correu bem, a forma de fazer investigação não é muito diferente da que se faz na Europa, o que realmente faz a diferença é “a velocidade a que as coisas acontecem”, admite a investigadora. “Fui muito bem-recebida pelo Prof. Goodenough. Ele, apesar dos seus 94 anos é um exemplo de abertura a novas ideias! O Andy também sempre acreditou no que fazíamos”, conclui.

Apesar de os anúncios sobre novas tecnologias de baterias serem frequentes, esta investigação está a ser vista como muito sólida e a tecnologia anunciada tem fortes possibilidades de ser industrializada rapidamente, de acordo com o comunicado divulgado pela Universidade do Texas.

Com a possibilidade de entrar para a história mundial da engenharia física com esta inovação e de a sua vida poder dar uma volta de 180 graus, Maria Helena Braga quer voltar a Portugal e continuar o seu trabalho a partir daqui. No entanto, não deixa de ser crítica do sistema português no que toca à progressão na carreira docente: “As universidades/faculdades têm que reconhecer os talentos antes que as notícias venham de fora… Dito isto, têm que fazer tudo o que estiver ao seu alcance para proporcionar condições a quem quer fazer. Quando sentimos que estão a fazer o que podem por nós, respondemos imediatamente com um sentimento de lealdade… As Universidades teriam que ter mais poder discricionário para poder dar condições a quem quer trabalhar em Portugal. Talvez por exemplo, reduzindo a carga horária e atribuindo mais licenças sabáticas a quem quer fazer investigação”. Universidade do Porto “Faculdade de Engenharia” - Portugal

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Cabo Verde – Agricultores do município de Santa Cruz receberam painéis solares de ONG espanhola

Assomada – Os agricultores de Cova de Barro, em Ribeira dos Picos, no município de Santa Cruz, receberam 28 painéis solares, com capacidade de produção de 35 volts, doados pela associação espanhola “Ayuda de Contenedores”, avaliados em 30 mil Euros, pouco mais de três mil contos.

A iniciativa, que contou com envolvimento da Associação “Nós Saúde”, beneficia 30 agricultores dessa ribeira considerada uma das ribeiras com “maior” potencial agrícola de Cabo Verde, que visa ajudar os homens do campo na mitigação da seca e reduzir o custo da energia eléctrica.

Segundo o representante da associação espanhola “Ayuda Contenedores”, Daniel Borges, filho de cabo-verdianos, que lidera a ajuda para o arquipélago, essa iniciativa é um exemplo para as ribeiras onde se pratica a agricultura e que enfrenta problema de falta de água.

Daí que pediu o envolvimento do Governo e da Câmara Municipal de Santa Cruz para que juntos possam abranger mais camponeses.

Na ocasião, lembrou que essa é a segunda entrega efectuada, recordando que em 2019 foram instalados mais 36 painéis solares em Ribeira dos Picos.

Os agricultores, que a partir de agora passam a utilizar o sistema fotovoltaico para a irrigação, destacaram a redução nos custos com a energia eléctrica.

Aliás, os contemplados não têm dúvidas de que se fossem ajudados na implementação do sistema gota-a-gota os produtos vão chegar ao mercado a “preços acessíveis”.

O acto da entrega oficial do sistema fotovoltaico para a irrigação em Cova Barro contou ainda com a presença do vereador da Agricultura, Belmiro Fonseca, e do presidente da Associação “Nós Saúde”, Raimundo Monteiro.

Estes responsáveis manifestaram a intenção de continuarem a procurar mais parceiros para a execução desse projecto que visa melhorar as condições de vida dos homens do campo, reduzir custos com a energia eléctrica e aumentar a produção sem prejudicar o meio ambiente. In “Inforpress” – Cabo Verde

Fundação Calouste Gulbenkian - Candidaturas para a 2ª edição dos estágios científicos avançados em Matemática para os PALOP

Dirigido a:

Docentes e investigadores do ensino superior dos PALOP

Candidatura aberta

Concurso para a realização de estágios científicos avançados de curta duração (3 ou 4 meses) para docentes e investigadores do ensino superior, nacionais e residentes nos PALOP que pretendam efetuar estágios científicos avançados em instituições de ensino superior e centros de investigação em Portugal.

Os estágios deverão ser selecionados com base nas opções apresentadas no documento “Lista de Estágios”. Devem ter início até 14 de setembro e estar concluídos até 20 de dezembro de 2020.

Apoio

A Fundação Calouste Gulbenkian assegura as despesas com a viagem de ida e volta entre o país de origem e Lisboa/Porto, seguro de viagem e acidentes pessoais e uma bolsa mensal.

Candidaturas

As candidaturas devem ser obrigatoriamente submetidas através do formulário online, disponível de 13 de janeiro a 6 de março 2020, conforme Regulamento.

Faça login para criar uma conta (guarde os seus dados para posteriormente acompanhar o seu processo)

Leia atentamente o regulamento e junte toda a documentação necessária antes de submeter a candidatura.

As candidaturas só são aceites até dia 6 de março de 2020. Aconselhamos a que não deixe a sua candidatura para os últimos dias do prazo. Fundação Calouste Gulbenkian Portugal

Brasil - Cátedra da Unesco analisa relações de gênero nas universidades

A professora Nina Ranieri coordena a Cátedra Unesco de Direito à Educação, da Universidade de São Paulo. Ela conversou com Ana Paula Loureiro sobre o funcionamento das Cátedras e os temas desenvolvidos na universidade brasileira, como liberdade acadêmica e disparidade de gênero



Bem, para começar eu queria que você explicasse o que é a Cátedra Unesco de Direito à Educação.

A Cátedra Unesco foi criada em 2008, no conjunto de várias Cátedras criadas no mundo inteiro. Esse ano de 2008 marcou a criação da Unitwin, que é uma rede de cátedras universitárias, que se interconectam nessa rede Unitwin. Portando nós temos 12 anos de existência. Dessa cátedra inteiramente dedicada a estudar educação do ponto de vista do Direito. O que o Direito pode fazer para melhorar a qualidade da educação, para oferecer uma educação equânime para todos. As nossas atividades são sobretudo atividades acadêmicas. São cursos de pós-graduação, seminários, workshops. E a grande maioria das pessoas que nos procuram trabalham diretamente com Direito. Como juízes, promotores, defensores públicos, advogados. E o que é muito bom e muito importante, porque a legislação de educação no Brasil é muito complexa, muito detalhada, exaustiva, é praticamente um Pantanal. Então pra você saber andar naquilo, precisa uma certa experiência. Então a gente se dedica a isso, a ensinar a legislação de educação para aqueles que vão aplicá-la. E além disso, nós procuramos melhorar essa legislação, propondo novas legislações para assegurar qualidade para todos.

E qual é o foco da Cátedra agora? O que está sendo desenvolvido lá por vocês?

Olha, nesse último ano de 2019, nós tivemos como foco liberdade de ensino. Isso porque alguns alunos me procuraram tendo em vista diversos acontecimentos no país, do ponto de vista de censura, censura de livros, censura dentro das universidades. Eu não sei se você se lembra, no último turno da eleição de 2018, houve uma determinação da justiça eleitoral para que nas universidades não fizessem nenhum tipo de reunião com finalidade política. E foi isso que desencadeou esse desejo dos alunos de entender melhor o que significa essa liberdade de ensino, pesquisa, manifestação dentro das universidades. E depois, ainda acentuando esse desejo de conhecer os limites jurídicos da liberdade, de expressão e liberdade acadêmica, o fato daquele projeto de lei que você deve ter ouvido falar da “Escola Sem Partido”, onde se estabelece um decálogo, uma série de regras que os professores devem seguir para não transmitir para os alunos nenhuma opinião que possa ser considerada digamos assim politicamente incorreta. E com isso, nós no ano passado nos dedicamos no primeiro semestre a estudar essa temática, e produzimos um livro que a Unesco publica até o final do ano que se chama “Liberdade de Ensino Em Perspectiva Comparada”. Então tem a pesquisa de diversos alunos, e além disso artigos de diversos colaboradores de outras Cátedras no exterior. Então a gente tem colaboração da Austrália, do Chile, dos Estados Unidos, de Portugal, pensando a liberdade de ensino. Qual é o objetivo prático? É fornecer, para quem vai aplicar o direito, um guia que deve ser entendido como liberdade de Cátedra. Até onde ela vai, o que pode ser feito. E depois no segundo semestre, nós partimos para um assunto inesperado, de uma certa forma, novo, que são as relações de gênero dentro da escola. Tanto no que diz respeito à educação básica, quanto no que diz respeito às universidades. Começamos e já temos material pronto em relação à USP, especificamente em relação à faculdade de Direito, pensando a trajetória das mulheres como alunas e como professoras. E o que nós sentimos, mas que ficou comprovado, é que continua sendo uma escola majoritariamente masculina e majoritariamente presa a padrões masculinos. E agora o nosso objetivo é entender bem essa questão e trabalhar para que ela seja superada. ONU News – Nações Unidas



França – Peça de teatro portuguesa na região parisiense



No próximo dia 8 de março, um domingo, às 15h45, o grupo de teatro “Os Teimosos” fará a sua estreia na região parisiense – mais precisamente em Nanterre, na Maison de la Musique (8 rue des Anciennes Mairies) – com a peça “Os vizinhos do rés-do-chão”, uma comédia escrita em 1947 por Fernando Santos e Almeida Amaral e logo nesse ano transformada em filme pelas mãos do realizador espanhol Alejandro Perla, uma película que teve a participação de Eunice Muñoz.

A primeira parte do espetáculo, que antecede a entrada em palco de “Os Teimosos”, está a cargo do humorista “frantuguês” José Cruz. Será, então, como está fácil de ver, uma tarde de muitas gargalhadas.

O grupo teatral “Os Teimosos”, fundado em 1989, pertence à Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense, da vila de Montelavar, no concelho de Sintra, e esta vinda a Nanterre serve também para comemorar os 130 anos da Sociedade.

A vinda de “Os Teimosos” a Nanterre é promovida pelas associações ARCOP (Association Récréative et Culturelle des Originaires du Portugal) e APAPF (Association pour la Promotion des Artistes Portugais en France).

Os vizinhos do rés-do-chão” que subirá ao palco no dia 8 é encenada por Gil Matias, ator com uma vasta experiência na área do teatro de revista e que apareceu em alguns formatos televisivos, embora a sua grande paixão sempre tenha sido o teatro e a revista portuguesa. Entretanto começou a encenar vários grupos de teatro do concelho de Sintra, nomeadamente os “Cintrões”, o grupo de teatro de Almoçageme e, claro, “Os Teimosos”.

Os vizinhos do rés-do-chão” é uma comédia típica dos anos 40 portugueses onde se retrata a vida num prédio onde vivem três famílias de classes sociais distintas: a aristocrata vive no primeiro andar, a de classe média no rés-do-chão e a proletária na cave. As três famílias vão vivendo juntas, apesar dos preconceitos e das óbvias diferenças na instrução, cultura e tendências, mas sempre no mútuo “respeitinho” e nos brandos costumes idealizados pela ditadura católica e conservadora de Salazar. Um mundo em que os mais pobres eram sufocados pela opressão do regime de extrema-direita e obrigados a aceitar o status quo, tal como se a impossibilidade de sair da pobreza fosse um fado, a ordem natural das coisas. Nesta peça, todavia, disfarçado de humor e de ligeireza, surge um elemento quase “subversivo” sob a forma de o amor entre jovens de diferentes origens sociais. É então que o “respeitinho” é mandado às urtigas e rompem as hostilidades em forma de “luta de classes”… Mas, como se trata de Portugal, país de “brandos costumes” – ou, dir-se-á hoje, país de “brancos costumes” – tudo é sanado graças a um cristianíssimo perdão recíproco, mantendo-se tudo igual, sem ondas, na paz dos anjos.

Será então sob a batuta de Gil Matias que entrarão em palco os onze atores e atrizes que darão corpo às personagens. Uma delas é Graziela, que ganhará vida graças à jornalista e atriz Joana Marques Alves.

Joana o que significa para “Os Teimosos” esta viagem até Nanterre?

Para nós é uma oportunidade única! É uma forma de levar o nosso grupo de teatro além-fronteiras e de poder pisar um palco internacional. Nem todos os grupos têm essa sorte e nós estamos muito entusiasmados e felizes com isso! Mas temos também a noção do peso da responsabilidade: além de estarmos a representar as nossas raízes – a Sociedade Filarmónica Boa União Montelavarense e a vila de Montelavar em si -, queremos também trazer um bocadinho de ‘casa’ à Comunidade portuguesa que reside em Nanterre e arredores. Queremos que recordem o que era Portugal nos anos 40 e 50 e que façam uma viagem no tempo connosco.

Esta peça foi escrita há quase 75 anos. Qual é a sua atualidade?

Apesar de ser uma peça com alguns aninhos, continua a ser atual. Se pensarmos bem, continua ou não a existir um fosso entre classes? Continua ou não a haver preconceito em relação a todas as classes? Mas as relações humanas conseguem ou não ultrapassar tudo e todos? Esta peça continua a fazer todo o sentido. Seja hoje, seja daqui a 100 anos.

Fale-nos um pouco de Graziela.

A Graziela é como todas as meninas de hoje em dia, quer crescer rápido, ter a sua independência e procurar a sua felicidade fora de portas. Mas as coisas nem sempre são fáceis e a relação entre pais e filhos pode por vezes ser um pouco conturbada. Como vê, poderia ser um retrato de uma jovem de hoje em dia. Nuno Garcia – França in “LusoJornal”

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Timor-Leste – Presidente pede ao Parlamento que aprove Lei Anti-Corrupçăo


DÍLI – O Presidente da República timorense, Francisco Guterres “Lú Olo”, pediu ao Parlamento Nacional (PN) que fosse aprovado o projeto da Lei Anti-Corrupção (LAC).

“Eu peço aos deputados que aprovem rapidamente o projeto da LAC, que se encontra em cima da mesa do Parlamento Nacional, desde o dia 09 de julho de 2018”, disse o Chefe de Estado, no seu discurso, no âmbito dos dez anos da existência da Comissão Anti-Corrupção (CAC).

Questionado sobre o assunto relacionado com o reforço do combate à corrupção, Lú Olo referiu ser necessário dar enfoque à agenda nacional, ao plano estratégico de desenvolvimento nacional bem como dar orientações a cada instituição do Estado no sentido de cooperar com a CAC.

Francisco Guterres reconheceu ainda dificuldades no que toca à luta contra a corrupção, pelo que, apelou, em nome do Estado de Timor Leste, a todas as instituições para se responsabilizarem pelos seus atos em prol do desenvolvimento com vista ao combate da corrupção.

Segundo Lú Olo, cabe ao CAC prestar apoio aos órgãos de soberania, nomeadamente ao PN que cumpre os seus deveres como fiscalizador e legislador.

O Chefe de Estado recomendou ainda a todas as entidades que dessem prioridade às instituições do Estado que têm sido alvo de críticas no que diz respeito à sua gestão. Deu como exemplo os serviços de alfândega, o trabalho de aprovisionamento, infraestruturas e investimento público, pelo que, como refere Lú Olo, a CAC necessita da participaçăo de todos os intervenientes, em particular da sociedade civil, média e setor privado. Cipriano Colo – Timor-Leste in “Tatoli”