Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Portugal – Porto fluvial de Castanheira do Ribatejo operacional no início de 2019

O porto fluvial de Castanheira do Ribatejo, em Vila Franca de Xira, começará a movimentar contentores até ao princípio do próximo ano, afirmou Pedro Virtuoso, da ETE, a empresa promotora.

“Neste momento estamos na fase de consultar os empreiteiros para começar a obra e esperamos, no final deste ano ou no princípio de 2019, começar a operar”, disse.

De acordo com o responsável, o porto fluvial, localizado junto à plataforma logística de Lisboa Norte (100 hectares), disporá de uma área de apoio de dois hectares.

O cais será construído sobre estacas e terá de 23 metros de frente por 23 metros de profundidade, acrescentou.

O porto funcionará diariamente, durante todo o ano, sendo o transporte dos contentores entre Castanheira do Ribatejo e os terminais do porto de Lisboa feito com recurso a barcaças com capacidade para cerca de 100 contentores.

A distância a percorrer pelo Tejo é de 41 quilómetros, por comparação com o percurso rodoviário, que é de 51 quilómetros, salientou.

O projecto de Castanheira do Ribatejo aumentará, na prática, a capacidade do porto de Lisboa, funcionando como um terminal de segunda linha, libertando espaço nos terminais da capital e aliviando o tráfego rodo-ferroviário de encaminhamento dos contentores.

O Grupo ETE opera há muito no transporte fluvial de mercadorias no Tejo e posiciona-se para fazer o mesmo no Douro.

Pedro Virtuoso falava no Congresso do Tejo III – Mais Tejo, Mais Futuro, em Lisboa.

Também a presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), Lídia Sequeira, na sua intervenção na sessão de abertura do congresso, falou acerca da importância de promover a navegabilidade do Tejo, como aconteceu no passado.

Conseguir que “se possa subir até ao interior do país em condições ambientalmente mais favoráveis é o nosso grande objetivo”, disse a responsável, referindo a possibilidade de transferir para o Tejo uma parte do transporte que se faz por estrada. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 15 de abril de 2017

Portugal – Espécies exóticas que vivem no rio Tejo

Se por estes dias vir, junto ao Tejo, um peixe com uma boca enorme, com, pelo menos, mais de um metro e meio de comprimento e com 50 ou mais quilos de peso a galgar a margem e engolir um pombo ou um pato saiba que acabou de ver um siluro a caçar. Este peixe, vulgarmente conhecido como peixe-gato europeu, é uma das 57 espécies exóticas a viverem no Tejo e uma das mais recentes a ser detectada. Pode vir a revelar-se uma ameaça para as espécies naturais do rio.

Na última semana, investigadores do Mare - Centro de Ciência do Mar e Ambiente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que estudam as espécies não naturais nos rios portugueses, principalmente no Tejo, capturaram 12 Siluros nas regiões de Abrantes, Vila Franca e Castelo Branco. O maior tem 1,7 metros de comprimento e pesa 31 quilos.

O Siluro (Silurus glanis) é uma espécie originária da Europa Central e pode atingir mais de 2,5 metros de comprimento e mais de 100 quilos de peso. Foi detectado pela primeira vez na Península Ibérica no Rio Ebro, em Espanha, em 1974. Na parte espanhola do Tejo a primeira identificação data de 1998 e na parte portuguesa apenas foi observado em 2014, embora se julgue que tenha chegado em 2006.

Peixe com 58 quilos em Santarém

O maior siluro apanhado em Portugal foi capturado em Santarém por um pescador há cerca de um mês. Media dois metros e pesava 58 quilos. Já o maior espécime apanhado na Europa foi encontrado em 2015, no rio Ródano, em França: tinha 2,73 metros e pesava 130 quilos.

A espécie é classificada como oportunista e necrófaga, por se alimentar de outros peixes mortos no fundo dos rios, embora coma outros peixes e até aves ou outros animais que estejam junto às margens. “Basicamente come tudo o que lhe caiba na sua enorme boca”, explicou ao Público Filipe Ribeiro, um dos investigadores do Mare que coordena parte da investigação às espécies não naturais dos rios portugueses.

O trabalho da equipa visa detectar as rotas de invasão das espécies exóticas, elaborar um mapa de risco tendo em conta a pressão da pesca desportiva, monitorizar o movimento dos peixes e detectar alguma forma de controlar a sua expansão. Os investigadores também divulgam junto de pescadores e da população em geral os perigos ambientais que algumas espécies não naturais de Portugal podem representar.

No que respeita ao siluro, o principal perigo é poder dizimar as espécies naturais do Tejo, como enguias, lampreias e sáveis, entre outras, pelo facto de praticamente “comer tudo o que mexe” e também por poder transmitir doenças “às quais as restantes espécies autóctones não sejam imunes”, como explicou Filipe Ribeiro.

Os perigos ambientais que esta espécie representa, levaram a que o Tribunal Supremo espanhol tenha decidido em Julho do ano passado que todos os siluros capturados não serão devolvidos aos rios.

Carne mole mas comestível

Uma das perguntas mais frequentes sobre este peixe é se a sua carne é comestível. Sim, é comestível, embora a sua carne seja bastante mole. Nos países da Europa Central, situados longe do mar, o seu consumo é mesmo muito frequente. Nos pratos portugueses ainda são pouco presentes, até porque o seu aspecto causa alguma repulsa. Mas já é por cá, porém, um troféu de pesca desportiva muito procurado, tal como acontece em muitos outros países.

Nos ecossistemas aquáticos da bacia hidrográfica do Tejo estão identificadas 57 espécies exóticas. As plantas, algas e peixes, com 16 espécies cada, são as mais numerosas.

No mês passado realizou-se o primeiro o 1.º Encontro Sobre Espécies Exóticas Aquáticas no Tejo, que envolveu diversos investigadores. Pretendeu alertar o público em geral para esta problemática e dar mais um passo para o avanço na gestão e priorização do controlo das espécies exóticas nos ecossistemas aquáticos.

Há muito tempo que investigadores do Mare e de outros institutos colaboram para monitorizar estas espécies de modo a avaliar os efeitos na biodiversidade e o impacto económico (negativo ou positivo) destas espécies.

Não deite o seu peixinho ao rio

As águas de lastro que os navios despejam, a incrustação em cascos de barcos e a pesca desportiva são, segundos os investigadores, as principais causas para a chegada aos nossos rios de espécies não naturais.

O siluro, por exemplo, terá chegado à Península Ibérica na sequência de uma introdução propositada desta espécie por pescadores alemães que a queriam pescar no Tejo.

Há ainda outra razão para a chegada de espécies exóticas: a aquariofilia. Por isso, se não quer ter mais um aquário em casa, se entende que os peixes devem viver livres nos rios e mares ou se simplesmente se fartou dos seus peixes há uma regra muito importante: não os lance aos rios, pode estar a introduzir mais uma espécie exótica. Os investigadores detectaram a existência de 259 peixes não indígenas à venda em lojas especializadas em aquariofilia só na zona de Lisboa.

Actualmente, a taxa de detecção de espécies exóticas aquáticas no rio Tejo é de cerca de duas novas espécies por ano. Luciano Alvarez – Portugal in “Público”

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Portugal - Ostreicultura no Estuário do Tejo é tema de Colóquio

A Associação Naval Sarilhense (ANS), em parceria com o Instituto de Dinâmica do Espaço (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa), promovem, no próximo dia 30 de abril, a partir das 15h00 na Sede Social da ANS (Sarilhos Pequenos), o Colóquio “A Ostreicultura no Estuário do Tejo: Passado, Presente e Perspetivas de Futuro”.

O Colóquio pretende contribuir para a discussão sobre o papel histórico da ostreicultura no Estuário do Tejo e sobre os desafios inerentes à reintrodução desta atividade neste estuário. Para o efeito, contará com intervenções de António Antunes Dias (ex-Diretor das Reservas Naturais do Estuário do Tejo e do Estuário do Sado), Francisco Ruano (Investigador do Instituto Português do Mar e da Atmosfera) e Fernando Gonçalves (Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Aquacultores). No final do evento haverá ainda lugar a uma prova de ostra portuguesa. Associação Naval Sarilhense - Portugal