Os chefes de Estado e de Governo dos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa analisaram a situação política na Guiné-Bissau após o golpe de Estado de 26 de novembro e reiteraram a sua rejeição ao colapso da ordem constitucional
Os Estados-membros da Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa (CPLP) realizaram uma teleconferência na
terça-feira, 16 de dezembro, para abordar a crise política e institucional na
Guiné-Bissau, que teve origem após o golpe de Estado de 26 de novembro.
A reunião contou com a presença dos chefes de Estado e de
governo de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal,
São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, países membros da organização.
O Presidente da República da Guiné Equatorial, Obiang
Nguema Mbasogo, concordou com os seus homólogos sobre a necessidade de
preservar o firme compromisso com os valores fundamentais da paz, da democracia
e do Estado de Direito, bem como o respeito pelos direitos humanos e pelos
estatutos da CPLP, assinados por todos os Estados-membros.
Durante a conferência, os chefes de Estado expressaram a sua
profunda preocupação com a evolução da situação política na Guiné-Bissau e
condenaram veementemente a interrupção do processo eleitoral, considerando esse
facto uma grave violação dos princípios democráticos e da vontade soberana do
povo guineense.
Tal como a CEDEAO, a CPLP exigiu o restabelecimento da
ordem constitucional e a reconstrução nacional como condições essenciais para
garantir a paz, a estabilidade e o desenvolvimento no país. Exigiu também a
libertação imediata e incondicional de todos os detidos no contexto da atual
crise política.
Os Chefes de Estado acolheram com satisfação o comunicado
final da 17.ª Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP,
realizada em 5 de dezembro em Luanda, e tomaram nota da decisão de enviar uma
missão de alto nível à Guiné-Bissau num futuro próximo.
Durante a cúpula extraordinária, também foi feita
referência ao comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana,
adotado na sua 1315.ª sessão, que encarrega a Comissão da União Africana, em
coordenação com a CEDEAO, a CPLP e parceiros internacionais, de prestar apoio à
Guiné-Bissau para garantir um rápido retorno à ordem constitucional.
Por fim, a reunião de chefes de Estado
ratificou as resoluções do Conselho de Ministros de 5 de dezembro, que
estipulam a suspensão da Guiné-Bissau de todas as atividades da CPLP até ao
restabelecimento da ordem constitucional, bem como a obrigação de transferir a
presidência da organização para outro Estado-membro. Nesse contexto,
Timor-Leste foi designado para assumir a presidência provisória da CPLP. Catalina
Nchama – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”
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