As celebrações do jubileu dos 50 anos da Rádio Moçambique, primeira estação de radiodifusão do país, continuam a ser assinaladas por diversos eventos de carácter cultural e académico. Entre os momentos de maior destaque figura o lançamento da obra literária de Crónicas africanas do jornalista Ortega Teixeira.
O autor, amplamente conhecido pela sua trajectória na
Rádio Moçambique, estreou-se oficialmente como escritor na sexta-feira, 12 de
Dezembro, na cidade de Chimoio, província de Manica, durante uma cerimónia
solene que contou com a presença de familiares, amigos, colegas de profissão,
académicos, figuras políticas e convidados diversos.
Intitulada A África Deve Ser Estudada, a obra é
prefaciada pela Governadora da província de Manica, Francisca Tomás, que
sublinha, no texto introdutório, a importância da valorização do conhecimento
tradicional africano, questionando: “Qual feiticeiro, qual curandeiro e qual
profeta não ficaria satisfeito com a valorização de seus feitos numa obra
escrita?”.
Com 194 páginas, o livro reúne histórias vividas e
investigadas por Ortega Teixeira ao longo de sete anos, segundo dados avançados
pela Rádio Moçambique. As crónicas abordam temas ligados aos mistérios,
superstições, mitos e expressões culturais africanas, muitas das quais já são
conhecidas do público através do espaço radiofónico “Crónicas”, transmitido
todas as quartas-feiras, às 7h20, no Jornal da Manhã.
De acordo com o autor, a publicação de A África Deve
Ser Estudada tem como principal objectivo estimular estudos contínuos e
aprofundados sobre o continente africano, contribuindo para a valorização da
sua identidade, saberes e património cultural.
Para além da sua actividade como
jornalista, escritor e cronista, Ortega Teixeira exerce actualmente funções de
assessor de imprensa da Governadora da província de Manica, Francisca Tomás. In “Moz
Entretenimento” - Moçambique
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