A doença está presente em 31 dos 168 municípios como resultado da queda de novas notificações no atual surto. A Unicef acredita que a baixa percepção de risco e desafios de saneamento continuam a ampliar o risco de transmissão
Angola registou uma redução de casos
de cólera no mês de Novembro, mas o país continua a ter focos de contaminação
que mantêm em alerta as províncias de Huíla, no Sul, e Uíge, no Norte.
Novembro fechou com 35.451 notificações de cólera e 880 óbitos
representando uma taxa de letalidade de 2,5%.
Recursos externos
O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, atua no terreno
com centenas de mobilizadores comunitários, ações de comunicação e financiando
a atuação com parceiros na resposta.
Recentemente, a intervenção no Uíge envolveu pelo menos
566 mobilizadores que visitaram quase 24 mil famílias em porta a porta. Para travar a disseminação da doença, eles
ajudaram a alcançar acima de 86 mil pessoas com mensagens de prevenção da
cólera.
Outro aumento nos casos aconteceu nos municípios de
Malanje e Xandel e levou ao envio de mais pessoal para apoiar as autoridades
locais e a Equipa de Resposta Rápida com artigos de água, saneamento e higiene
para a contenção do surto.
Desafios de saneamento
A agência ressalta, no entanto, que apesar dos esforços
que se empreendem há ainda uma baixa percepção de risco entre as famílias e
desafios de saneamento que continuam a sustentar o risco de transmissão em
vários bairros.
Em relação à questão humanitária, mais de 2,5 milhões de
pessoas precisam de ajuda devido à situação. Destas, acima de 1,3 milhão são
menores de idade.
A intervenção da Unicef tem sido feita
com fundos aplicados desde o início do surto de cólera visando dar uma resposta
imediata com uma série de contribuições para intervenções essenciais nas
províncias afetadas. ONU News – Nações Unidas
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