Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 27 de dezembro de 2025

Guiné-Bissau - Soltos 6 membros da oposição depois de detenção arbitrária pós-eleição

O Escritório de Direitos Humanos saudou a libertação e apelou à junta militar que coloque todos os presos do grupo do candidato presidencial e do líder do maior partido de oposição PAIGC, Domingos Simões Pereira, em liberdade. As famílias pedem mais apoio e ação para trazer parentes de volta a casa


O Escritório do Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos considera a libertação de seis membros da oposição na Guiné-Bissau, um passo encorajador, mas diz que “é preciso fazer mais” para resolver a crise das prisões arbitrárias, ocorridas após as eleições presidenciais de Novembro.

A junta militar, que governa o país, anunciou a libertação de alguns membros da oposição política e colaboradores próximos de Domingos Simões Pereira, líder do partido PAIGC. Segundo as agências de notícias, os seguranças dele teriam sido libertados.

Especialistas do escritório

Na altura, Domingos Simões Pereira, que lidera o partido que conduziu o país à independência de Portugal, em 1974, ficou preso com Octávio Lopes, Roberto Mbesba, Marciano Indi e outros políticos.


De acordo com a nota do Escritório, as autoridades devem acabar com as detenções arbitrárias e a todas as formas de intimidação, incluindo ataques físicos a defensores dos direitos humanos e restrições às liberdades de expressão, associação e reunião pacífica.

Na semana passada, especialistas do Escritório visitaram quatro detidos no que consideram “um passo importante”.

Familiares dos detidos

Falando à ONU News, de Bissau, antes da libertação, a filha do líder do PAIGC, Denisa Simões Pereira descreveu sobre a situação dos familiares frente à falta de contacto direto com os detidos.

“Eu falo hoje não apenas como filha de Domingos Simões Pereira, mas como cidadã. Não peço favores e exijo justiça. Exijo o cumprimento da lei, o respeito pelos direitos humanos e a reposição do Estado de direito na Guiné-Bissau.”

O Escritório de Direitos Humanos ressalta haver famílias de vários outros detidos que “continuam sem informações sobre o seu paradeiro, o seu destino ou as acusações contra eles”.

A nota destaca que essa medida “pode configurar desaparecimento forçado”.

O comunicado termina com um apelo aos responsáveis ​​para que garantam a libertação imediata e incondicional de todos os detidos pelo exercício dos seus direitos humanos.

No final de Novembro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o golpe na Guiné-Bissau e pediu a restauração da ordem constitucional. Na semana passada, uma reunião no Conselho de Segurança sobre o tema reiterou o pedido de retorno ao Estado de direito. ONU News – Nações Unidas





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