O projecto do viaduto entre as Zonas A e B vai mesmo avançar, sendo que o Chefe do Executivo indicou que o design está a ser aperfeiçoado. Recorde-se que a UNESCO tinha exigido uma “avaliação de impacto ambiental abrangente” e a submissão de “documentação detalhada” em relação a este projecto. “Proteger o Centro Histórico é uma missão importante”, frisou Sam Hou Fai, garantindo que a ideia é encontrar um “equilíbrio” entre património e transportes
O Chefe do Executivo disse ontem que o
Governo “está a aperfeiçoar o design” do projecto do viaduto entre as Zonas A e
B, “de acordo com as exigências do Centro de Protecção do Património Mundial”,
sendo que o objectivo é encontrar um “equilíbrio” entre património e a
necessidade de transportes. Sam Hou Fai falava à margem da recepção
comemorativa do 26.º aniversário da RAEM quando garantiu ainda que o Executivo
mantém uma “atitude aberta” em relação às opiniões da sociedade.
“Em Abril, já mencionei que os Serviços de Obras Públicas
estão a levar a cabo o design sobre o viaduto entre as Zonas A e B, sendo que o
Governo irá manter uma atitude aberta para ouvir as opiniões do público, com o
objectivo de resolver a longo prazo a procura pela deslocação entre a Zona A e
a Península e ao mesmo tempo contemplar a protecção do património cultural”,
afirmou Sam Hou Fai em declarações aos jornalistas.
Lembrando que este ano marcou os 20 anos da inscrição do
Centro Histórico de Macau no Património Mundial da UNESCO, o líder da RAEM
frisou que “proteger o Centro Histórico é uma missão importante”. Sam Hou Fai
apontou que a tutela dos Assuntos Sociais e Cultura, liderada pela Secretária O
Lam, “está a manter contacto estreito com a Administração Estatal do Património
Cultural da China e com o Centro de Protecção do Património Mundial”.
O objectivo, vincou Sam, é “garantir a continuação das
vantagens de Macau de fusão cultural entre o Oriente e o Ocidente e desempenhar
o papel de Macau enquanto plataforma de integração de culturas do Oriente e do
Ocidente na região da Ásia-Pacífico e até em todo o mundo”.
Recorde-se que, apesar do viaduto entre as Zonas A e B
dos Novos Aterros seguir o princípio “colina-mar-cidade”, o Comité do
Património Mundial da UNESCO considerou que uma parte do projecto poderia
violar as restrições de altura na zona do Farol da Guia, tendo instado a RAEM a
realizar uma “avaliação de impacto ambiental abrangente” e submeter
“documentação detalhada”. Um mês depois, em Agosto deste ano, o Instituto
Cultural disse estar a acompanhar o pedido da UNESCO.
Ontem, o Chefe do Executivo notou ainda que a Zona A dos
Novos Aterros vai acolher mais de 100 mil habitantes, sendo “necessário”
construir um acesso entre essa nova zona e a Península. “A tutela dos
transportes e obras públicas está a estudar uma ligação através do Metro
Ligeiro”, afirmou.
Nas Linhas de Acção Governativa para
2026, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas voltou a abordar o
plano de desenvolvimento do Metro, indicando que está prevista uma extensão a
Coloane. Raymond Tam falou ainda nas diversas linhas, incluindo a Linha Sul,
que poderá ligar o posto fronteiriço de Macau na Ponte do Delta à estação ES5
da Zona A, passando pelo NAPE, lote A9 em Nam Van, Sai Van e Barra. Catarina
Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”
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