Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Brasil – Unilab termina as inscrições para o Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros Unilab 2017

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) torna pública a abertura de inscrições para o Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros Unilab 2017, no período de 1º a 14 de julho de 2017, para ingresso no 2º período letivo do calendário universitário do ano letivo de 2017 e no 1º período letivo do calendário universitário do ano letivo de 2018, em seus cursos de graduação, para candidatos nacionais de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Mais informações aqui. Unilab - Brasil


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Bolívia – Numa década duplicou o número de estudantes universitários

La Paz - Durante a última década o número de estudantes bolivianos inscritos nas universidades duplicou e o investimento em educação aumentou três vezes, informou o vice-presidente Álvaro García Linera em ato no departamento de Tarija.

O vice-mandatário inaugurou uma dependência da universidade autônoma Juan Misael Saracho, em Villa Montes, com um custo de dois milhões e 400 mil dólares.

Este centro, onde se formarão estudantes de engenharia de petróleo, gás e petroquímica, consta de 12 salas, duas bibliotecas, dois laboratórios, áreas técnicas, salas de instrumentos e plantas de tratamento de resíduos químicos.

Ao falar no ato, o vice-mandatário recordou que há 10 anos o número de alunos nos centros de altos estudos era de 12 mil, no entanto, em 2015 aumentou para 23 mil e agora chega a quase 25 mil.

“Há uma incorporação crescente e em massa de estudantes às universidades”, disse.

Quanto ao investimento no ensino, o total triplicou e hoje chega a 13 por cento do Produto Interno Bruto, um parâmetro similar ao de países desenvolvidos, assinalou.

García Linera recordou que desde a chegada ao poder do presidente Evo Morales, em 2006, foram destinados três bilhões e 600 milhões de dólares à construção de obras em Tarija.

Para o período 2017-2020 a cifra será de três bilhões e 900 milhões de dólares, informou.

Tarija celebrará neste 15 de abril o bicentenário da Batalha da Tablada, na luta por sua independência. In “Prensa Latina” - Bolívia

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Casamansa – Universidade Assane Seck tenta preservar herança cultural portuguesa

Os apelidos de habitantes de Ziguinchor testemunham a presença da cultura portuguesa no coração de Casamansa, região sul do Senegal.

Eles são Carvalho, Mendes ou Gomes, entre outros, alguns transformados “em Mendy ou Gomis”, explicou Eugène Tavares, diretor da Unidade de Artes e Letras da Universidade Assane Seck, de Ziguinchor, uma instituição pública.

Casamansa foi cedida a França em 1886, após 241 anos de presença portuguesa que depois recuou as fronteiras e se ficou pela Guiné-Bissau, a sul, mas os apelidos são apenas um dos sinais da cultura que ainda hoje existe e que se tenta preservar.

“Os portugueses deixaram aqui um património que devemos valorizar” uma vez que continua a ser “desconhecido pela população de Ziguinchor e do Senegal”, disse Eugène Tavares à Lusa.

A herança lusófona é uma das suas paixões e levou-o a presidir à organização de um colóquio de três dias, que terminou na sexta-feira, sobre a presença lusófona em Casamansa.

O Senegal “é o único país francófono que tem um crioulo de base lexical portuguesa”, porque embora Casamansa tenha sido entregue aos franceses, os luso-africanos cujos laços se estendiam a Cacheu, Bissau e Bolama, mantiveram-no vivo, até hoje.

Da mesma forma há edifícios com arquitetura portuguesa, gastronomia (como os caldos, semelhantes aos da Guiné-Bissau), trajes, usos e costumes que descendem da tradição portuguesa e que se mantiveram como sinais identitários apesar das mudanças políticas.

“Parece-me que o nosso país não tem consciência desta grande riqueza”, lamentou Eugène Tavares, que encara o colóquio como “um primeiro passo”.

“Queremos continuar este trabalho de pesquisa”, porque “a partir do momento em que vamos identificar este património, é uma parte da nossa memória que vamos descobrir”.

Para Leopoldo Amado, diretor-geral do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) da Guiné-Bissau e um dos oradores convidados, África é feita de diferentes linhas históricas que se cruzam e a colonização portuguesa é uma dessas linhas – por mais desagradável que seja recordar o comércio de escravos, por exemplo.

“Houve gente que herdou a cultura, descendentes de colonos portugueses que adotaram a língua portuguesa no processo de escolarização, que se diferenciaram da restante população africana e passaram a ter uma posição de predomínio ao nível político, mas também ao nível comercial. Isto produziu-se ao longo de vários séculos”, destacou à Lusa, ao explicar como foi possível preservar a herança cultural até hoje.

Faltam dados que mostrem de quantos luso-africanos ainda é feita a Casamansa – por entre outros povos locais, como os Diola ou Bainounck -, mas há um número que mostra o interesse pela lusofonia: o número de estudantes de Português está a crescer em todo o Senegal – a língua é uma das seis que os alunos têm que escolher no percurso escolar público.

Natália Pires, docente na Escola Superior de Educação de Coimbra, foi a única convidada que viajou expressamente de Portugal para participar no colóquio organizado pela Universidade de Ziguinchor e encara o legado como “parte da história” de Portugal e da identidade lusófona.

“Nós somos um povo cuja identidade foi construída a propósito daquilo que conheceu fora das fronteiras portuguesas. Nós somos também fruto do contacto que mantivemos com os outros povos”, sublinhou.

Eugène Tavares espera organizar novas edições do colóquio que este ano foi sobretudo “uma reunião científica”, que juntou especialistas em diferentes disciplinas, da História à Sociologia, passando pela Literatura.

Em certa medida, há a noção de que se trata de uma corrida contra o tempo, porque “a nova geração não conhece esta parte da história da região e do Senegal”, mas ter o anfiteatro cheio durante três dias de debate talvez seja um bom augúrio. In “Observatório da Língua Portuguesa” com “Lusa”

sábado, 20 de agosto de 2016

Brasil – Unilab abre 640 vagas para estudantes estrangeiros

A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) abre, de 19 a 26 de agosto, as inscrições para o Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros (PSEE 2016). São ofertadas 640 vagas, em dez cursos de graduação, para candidatos de Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. As inscrições são feitas pela internet, por meio do Sistema de Seleção de Estrangeiros (Selest).



Para os campi situados no estado do Ceará, há vagas para Administração Pública, Agronomia, Ciências Biológicas, Enfermagem, Engenharia de Energias, Física, Humanidades, Letras-Língua Portuguesa, Matemática e Química. Para o campus situado no estado da Bahia, as vagas são para Humanidades e Letras-Língua Portuguesa.

As vagas se dividem entre ingresso em fevereiro de 2017 (período letivo 2016.2) e em agosto de 2017 (período letivo 2017.1)

As informações sobre este processo seletivo estão disponíveis no endereço eletrônico www.unilab.edu.br/psee-2016 e nas dependências das Missões Diplomáticas brasileiras nos países parceiros. UNILAB - Brasil


segunda-feira, 4 de julho de 2016

AULP - Cooperação com Timor reforçada em encontro das universidades de língua portuguesa












Foi com a doação de 3600 publicações e de vários equipamentos desportivos à Universidade Nacional de Timor Lorosa’e que o Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, encerrou a sua participação no 26.º Encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) que decorreu em Díli, de 29 de junho a 1 de julho de 2016.

A oferta, possível graças ao espírito solidário das diferentes faculdades da Universidade do Porto e, em particular da Faculdade de Desporto, é apenas um exemplo das relações de cooperação entre as universidades do Porto e de Timor Lorosa’e que, nas palavras de Sebastião Feyo de Azevedo, “envolve naturalmente uma dimensão de solidariedade para com uma nação que está desenvolvimento e para com um povo muito fustigado pela história recente”.

Reunindo mais de 200 líderes e docentes universitários dos vários países de língua portuguesa, o 26.º Encontro da AULP realizou-se sob o propósito da “Mobilidade académica e globalização no espaço da CPLP e Macau”. Ao Reitor da Universidade do Porto coube a presidência da sessão de debate dedicado ao “Ciências: Difusão e Desenvolvimento(s) em Língua Portuguesa” e a intervenção na sessão de encerramento do encontro.

O encontro terminou precisamente com a assinatura formal do Memorando de Entendimento entre a Universidade Nacional de Timor Lorosa’e e 29 universidades da AULP – U.Porto incluída –, um acordo que pretende promover da cooperação lusófona, difusão da língua portuguesa e mobilidade académica com a mais recente nação da CPLP.

De facto, este que foi o primeiro encontro da AULP realizado em território timorense em mais de 30 anos de atividade, foi uma oportunidade de reafirmar a língua portuguesa em Timor Lorosa’e, país que se comprometeu a impulsionar a promoção da língua portuguesa através da formação inicial e contínua de professores e ainda da expansão do ensino da língua às escolas privadas.

E se dúvidas houvesse quanto à ligação umbilical que Timor ainda mantém com Portugal, elas ficariam totalmente dissipadas em plena madrugada do dia 1 de julho quando, aos delegados da AULP ali presentes, se juntou uma pequena multidão de timorenses com bandeiras portuguesas para, às seis da manhã (hora local), festejar nas ruas a vitória da seleção portuguesa de futebol sobre a sua congénere polaca, que ditou a passagem de Portugal às meias-finais do Euro 2016. Raúl Santos – Portugal in “Universidade do Porto”

quinta-feira, 17 de março de 2016

Brasil – ENEM pode ser usado para entrar em universidades no exterior

Instituições de Portugal já aceitam a prova brasileira como processo de seleção de estudantes

São Paulo – O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) já é utilizado em muitas universidades brasileiras como forma de seleção dos candidatos, em outras a prova é uma das etapas do processo seletivo. Agora os estudantes brasileiros terão a possibilidade de utilizar o Enem fora do País.

Três universidades de Portugal – Universidades de Coimbra, Algarve, Beira Interior e os Institutos Politécnicos de Leiria e Beja – anunciaram a aceitação do Enem como método de seleção para as instituições.

Ao utilizar o Enem, os estudantes brasileiros são dispensados dos exames nacionais portugueses. Porém, o acesso à universidade não é tão fácil assim: as notas exigidas do candidato são muito altas.

As notas do Enem têm pesos diferentes para cada curso e as notas são convertidas para uma escala da universidade. Em Coimbra, por exemplo, no curso de Direito a redação vale 45%, a parte de Ciências Humanas e suas Tecnologias também 45% e Nota Global do ENEM é de 10%. Já para o curso de Engenharia Civil, Matemática e suas Tecnologias vale 45%, assim como Ciências da Natureza e suas Tecnologias; enquanto que Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação valem 5%.

Na universidade de Beira Interior para entrar no curso de Economia, a redação vale 10%, Ciências Humanas e suas Tecnologias 50% e Matemática e suas Tecnologias 40%.

Entenda

No início do ano passado, a legislação portuguesa foi alterada e passou a permitir que as universidades criassem processos seletivos para estrangeiros – já que não existe vestibular em Portugal e a seleção é feita por meio de uma prova nacional -, aceitando alunos de fora da comunidade europeia no primeiro ano de graduação.

Segundo o vice-reitor de Relações Internacionais da Universidade de Coimbra, Joaquim Ramos de Carvalho, “o Enem tem as características que nós procuramos: é nacional, abrange todas as áreas do conhecimento e tem resultados amplamente divulgados, discutidos e aceitos por grandes universidades brasileiras”.

Preços

Vale ressaltar que o Enem não garante bolsa de estudo para os universitários. A anuidade dos cursos oferecidos pelas universidades gira em torno de 5 mil euros, o equivalente a R$17 mil, de acordo com a cotação do Banco Central. Há também opções que incluem mensalidade, alojamento e alimentação por 7,5 mil euros (R$ 25,5 mil) ao ano. Juliana Silva – Brasil In “InfoMoney”

domingo, 5 de julho de 2015

AULP – XXV Encontro, Praia, Cabo Verde

Novos desafios para o Ensino Superior após os objetivos de desenvolvimento do milénio (ODM) - 15, 16 e 17 de julho de 2015.

A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que reúne mais de 150 universidades e instituições de Ensino e Investigação dos países da CPLP, vai realizar no próximo mês de julho o seu XXV Encontro. Este ano a AULP conta com o acolhimento da Universidade de Cabo Verde.

A agenda do Encontro, que se realizará de 15 a 17 de julho de 2015, abordará diversos aspetos em torno do tema central: “Novos desafios para o Ensino Superior após os objetivos de desenvolvimento do milénio (ODM)”, sendo este tema distribuído por várias sessões dedicadas aos seguintes temas:

1) Políticas e estratégias de cooperação para o desenvolvimento nos países de língua oficial portuguesa e perspetivas para o pós-ODM;

2) A difusão e desenvolvimento da língua e literatura portuguesa;

3) A plataforma continental marítima;

4) A presença do mar na cultura expressa em português;

5) Novos desafios das Universidades membros da AULP;

Paralelamente ao Encontro, estão previstas atividades de índole cultural nomeadamente o lançamento de edições AULP 2014 e da edição comemorativa do Encontro.

Por decisão da Universidade de Cabo Verde (UniCV), dada a dimensão do Encontro, o mesmo vai realizar-se no Hotel Vulcão da Cidade Velha, na ilha de Santiago, Cabo Verde. Poderá aceder amais informação aqui. AULP


sábado, 31 de agosto de 2013

Hangzhou

 
Universidade chinesa em Hangzhou abre licenciatura em português
 
Mais uma universidade chinesa, situada em Hangzhou, costa leste do país, terá uma licenciatura em português a partir de Setembro, ilustrando o crescente interesse pela língua portuguesa.
 
Não contando com Macau e Hong Kong, passará a haver 18 universidades chinesas com licenciaturas em português, contra apenas duas no final da década de 1990. O português é ensinado em duas outras universidades, uma em Pequim, outra em Cantão, mas como língua de opção.
 
A nova licenciatura será ministrada na Universidade de Estudos Estrangeiros de Zhejiang (ZESU), uma das províncias mais prósperas da China, com cerca de 52 milhões de habitantes.
 
Criada em 1955 em Hangzhou e contando actualmente com cerca de 6.000 alunos, a ZESU tem um acordo de cooperação com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (BEIWAI), onde desde há 62 anos funciona a mais antiga licenciatura de português do país.
 
A maioria das licenciaturas apareceu na última década, coincidindo com a criação do Fórum Macau para a Cooperação e Comercial entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2003.
 
Segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, a China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil e centenas de empresas chinesas operam em Angola.
 
Em 2012, a China Three Gorges pagou 2.700 milhões de euros por 21,3% do capital da EDP, tornando-se o maior accionista da eléctrica portuguesa. Foi uma das maiores aquisições feitas pela China na Europa.
 
A presença chinesa em Moçambique, Timor-Leste e outros países da CPLP é também cada vez mais forte.
 
Xangai, Cantão, Tianjin, Xian, Jilin, Dalian, Harbin, Haikou, Chongqing e Shijiazhuang são as outras cidades chinesas onde há licenciaturas em português. In “Diário Notícias Madeira” - Portugal


terça-feira, 3 de julho de 2012

Culturas


«Foi muito complicado deixar a família, temos que fazer sacrifícios pelos estudos, mas nós africanos são muito unidos, por aqui vemos os moradores muito sozinhos, como se estivessem abandonados neste bairro do Barreiro, estranhamos e perguntamos-lhes pelos filhos. Notamos que os idosos estão sempre à procura de conversa.» Popular - Angola