Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Hong Kong - Gonçalo Lobo Pinheiro reúne passado e presente nas paredes do Foreign Correspondents’ Club

O fotógrafo Gonçalo Lobo Pinheiro apresenta a partir de 2 de Julho, no Foreign Correspondents’ Club (FCC), o seu projecto “O que foi não volta a ser…”, desta vez em exposição. Com curadoria do fotógrafo e professor canadiano Ben Marans, a mostra reúne 30 imagens impressas seleccionadas de um conjunto mais vasto de 80 fotografias publicadas em dois volumes, em 2022 e 2025.


A cerimónia oficial de inauguração terá lugar no dia 7 de Julho, às 18h30, na Van Es Wall do FCC, um espaço dedicado à apresentação de trabalhos de fotógrafos e artistas de referência. A exposição estará patente até 31 de Julho.

O trabalho de Gonçalo Lobo Pinheiro, que tem vindo a construir uma obra centrada na memória, na impermanência e na transformação dos territórios, oferece um olhar documental e sensível sobre paisagens culturais e urbanas. O projecto nasceu da recolha de imagens antigas de Macau, captadas entre as décadas de 1930 e 1990, a preto e branco, adquiridas em leilões, na internet, a particulares, em lojas e até em Portugal. Nas palavras do fotógrafo, “cada imagem é uma tentativa de reconstituir o que já pouco ou nada existe, mas que continua a habitar o espaço como fantasma, como sombra que insiste em permanecer”.

Durante pouco mais de um ano, o fotógrafo foi juntando esses registos de épocas passadas, confrontando-os com a paisagem actual da cidade. Se alguns cenários ainda são reconhecíveis, outros simplesmente já não existem. Quando questionado sobre o acto de “fotografar fotografias”, Gonçalo Lobo Pinheiro diz ser “quase performativo”. Ao Ponto Final, descreveu o trabalho como “um diálogo silencioso entre o fotógrafo e a cidade, uma coreografia de paciência e insistência. A fotografia torna-se ponte entre tempos distintos, revelando que o espaço urbano é sempre reescrito e nunca definitivo”, referiu.

O fotógrafo, nascido em 1979 e radicado em Macau há mais de 12 anos, passou por várias publicações portuguesas e estrangeiras, incluindo Público, Expresso, Washington Post, BBC e The Guardian, antes de se fixar em Macau, onde contribui actualmente para a agência Lusa. Vencedor de vários prémios ao longo da carreira, publicou também diversos livros de fotografia, incluindo os da actual exposição. É membro fundador da associação Halftone.

A exposição actual surge após o encerramento do projecto, em finais de 2025, e convida o público a reflectir sobre a inevitabilidade da mudança e a certeza de que o que foi não volta a ser, “mesmo que muito se queira”… Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”




quarta-feira, 13 de maio de 2026

Moçambique - Vence “Somos Imagens da Lusofonia” pelo segundo ano consecutivo

O fotógrafo moçambicano Hamir da Silva é o grande vencedor da sétima edição do concurso “Somos Imagens da Lusofonia”, que distinguiu também dois fotógrafos portugueses. A exposição fotográfica relativa a esta edição terá lugar no dia 29 de Maio, nas Casas da Taipa, com a presença do vencedor e a inclusão de cerca de 40 fotografias


O primeiro lugar do concurso “Somos Imagens da Lusofonia” voltou a ser conquistado por um fotógrafo moçambicano, pelo segundo ano consecutivo. A imagem “Resiliência da Comunicação”, de Hamir da Silva, foi distinguida pelo júri da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP) com um prémio pecuniário de dez mil patacas e a oferta de uma viagem a Macau.

A sétima edição teve como tema “O Hoje do Passado”, propondo uma homenagem aos elementos “antigos” do mundo lusófono que ainda hoje perduram como testemunhos culturais, apesar do célere desenvolvimento sócio-económico e tecnológico que se observa a nível global. A imagem de Hamir da Silva ecoa esta tema ao representar um homem a sintonizar um rádio antigo, “que resiste ao tempo”, e crianças a brincar com latas unidas por um fio, “numa reinvenção da infância e da cultura de brincar que atravessa gerações”.

De acordo com a apreciação da Somos – ACLP, a fotografia “remete para a intemporalidade” destas actividades e demonstra que “o simples pode ser extraordinário e que a memória tem o poder de unir pessoas”. Para além do prémio numerário, o vencedor terá também direito a viagem e estadia em Macau para garantir a sua presença na cerimónia de inauguração da exposição fotográfica, a decorrer no final do mês.

O pódio de vencedores completa-se com duas imagens de fotógrafos portugueses. O segundo prémio foi conquistado por Adão Salgado, autor da fotografia “O mar como legado vivo”, que representa a arte xávega – uma técnica de pesca artesanal secular que vai sobrevivendo no litoral português, embora cada vez menos visível. “Apoiado pelo esforço dos pescadores, assiste-se à vitalidade de um ofício que resiste à globalização”, escreve a organização, que atribuiu a esta obra um prémio de sete mil patacas.

O terceiro prémio foi para Carlos Júlio Teixeira, com a fotografia “A fé cantada”. Tirada no interior de uma igreja, a imagem retrata um grupo de fiéis que participa numa festa devotada a São Vicente. “São as mulheres que cantam e é na sua voz que permanecem vivas as memórias de um povo que canta para não esquecer”, lê-se no comunicado. Os jurados recompensaram este trabalho com um prémio de cinco mil patacas.

Para além dos três premiados, o júri, composto por fotojornalistas a trabalhar em Macau, Portugal, Brasil e Moçambique, nomeou ainda três menções honrosas através de certificados. Os destaques foram para o português Carlos Costa, com uma representação da tradicional “Festa dos Rapazes” em Trás-os-Montes (“Varge”); a brasileira Clarice Carvalho, com uma imagem sobre a força da escrita a atravessar o tempo (“Presente do passado”); e ainda o moçambicano Marcos Júnior, vencedor da edição anterior, que desta vez apresentou uma fotografia de crianças a brincar à frente de uma casa com um passado colonial (“Crescer entre memórias”).

O fotógrafo Gonçalo Lobo Pinheiro, presidente do júri, refere que esta edição do concurso “voltou a ser um sucesso ao nível da participação”, reunindo “centenas de fotografias” provenientes de diferentes países e regiões do mundo lusófono. A decisão do júri quanto aos premiados foi “unânime”, revela o representante da associação, realçando “a solidez e a clareza dos critérios aplicados”.

A par dos três vencedores e das três menções honrosas, foram ainda escolhidas 34 outras fotografias, “pela sua relevância ou valor para o tema do concurso fotográfico”, para integrar a exposição “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/2026: O Hoje do Passado”. A inauguração decorre dia 29 de Maio, nas Casas Museu da Taipa, com curadoria do arquitecto e fotógrafo Francisco Ricarte.

Perspectivando já a próxima edição, a Somos – ACLP diz esperar que “o número de participantes aumente” continuamente e que a iniciativa continue a afirmar-se como “um concurso plural, vivo e representativo da fotografia contemporânea em língua portuguesa”.

No ano passado, recorde-se, o concurso foi subordinado ao tema “O Homem e o Divino”, propondo uma exploração sobre as várias tradições religiosas e filosofias teístas existentes nos países de língua portuguesa. O fotógrafo moçambicano Marcos Júnior arrecadou o primeiro prémio com uma imagem intitulada “Onde há fez, há luz que guia”, tornando-se assim o primeiro fotógrafo deste país a vencer o concurso. Carolina Baltasar – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Macau - Concurso fotográfico da Associação Somos reflecte sobre o passado que perdura

“O Hoje do Passado” é o tema da nova edição do concurso de fotografia da Somos – ACLP, cujo processo de candidatura decorre até 28 de Fevereiro. Os participantes deste ano são convidados a encontrar símbolos, ofícios ou elementos históricos que ainda perdurem no mapa lusófono contemporâneo, como fragmentos de tradição num mundo em permanente mudança


A Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP) lança a sétima edição do concurso fotográfico “Somos Imagens da Lusofonia”. O tema deste ano, “O Hoje do Passado”, propõe uma homenagem às “coisas antigas” do mundo lusófono que ainda hoje perduram como testemunhos vivos da identidade, cultura e forma de vida de determinadas sociedades ou espaços geográficos. As candidaturas permanecem abertas até 28 de Fevereiro.

Em comunicado, a associação sediada em Macau explica que, “nos dias que correm, com o rápido desenvolvimento socio-económico e tecnológico, o nosso foco tende a virar-se para o que é mais moderno, evoluído, para o que é novo”. A transformação urbana, apesar de inevitável, vem metamorfosear as “características distintivas” de alguns dos territórios do mundo lusófono – desde cidades e províncias até vilas e aldeias, estas últimas particularmente enraizadas em velhos costumes e práticas.

O desafio da Somos – ACLP passa por perscrutar o mundo actual e descobrir, dentro dele, os vestígios da tradição que ainda subsistem e se mantêm relevantes, apesar da passagem do tempo e da recontextualização do mundo moderno. Algumas destas representações poderão, inclusive, ser “transversais ao universo lusófono” e não circunscritas a um determinado espaço geográfico.

De acordo com a associação, trata-se de um convite para que os participantes reflictam “sobre as realidades dos seus países ou regiões” e expressem, “por meio da fotografia, o seu ponto de vista sobre o peso e o valor dos costumes, práticas e tradições antigas nas sociedades actuais do universo lusófono”. O tema escolhido para esta edição “permitirá a apresentação de trabalhos com dimensões artísticas, históricas e simbólicas, que servirão de testemunhos materiais da interacção entre o passado e o presente, evidenciando que o antigo poderá ter futuro”.

Mais do que um exercício individual, esta edição vem fomentar uma reflexão colectiva sobre “a importância do património histórico, artístico, etnográfico e imaterial de cada território geográfico da lusofonia, bem como o valor social da cultura e dos elementos históricos enquanto veículos de conexão social, reforços da identidade comunitária e portais para a evocação de tempos passados”.

Como habitual, o concurso destina-se a todos os cidadãos dos países e regiões onde a língua portuguesa é falada, incluindo residentes de Macau. As fotografias submetidas – que devem respeitar o tema e os critérios do regulamento – podem ser tiradas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu. Cada fotografia deve vir acompanhada de título e de uma breve legenda explicativa.

A escolha das imagens vencedoras fica ao critério de um júri de profissionais da área da fotografia, presidido por Gonçalo Lobo Pinheiro, que terá como critérios de selecção a criatividade e originalidade, a composição fotográfica, a qualidade artística, e a relevância e qualidade em relação ao tema.

Os três grandes vencedores vão receber prémios pecuniários no valor de 10.000, 7000 e 5000 patacas, respectivamente, havendo também espaço para eventuais menções honrosas. Caso o vencedor do primeiro prémio não resida em Macau, será contemplado com uma viagem e estadia no território para garantir a sua presença na cerimónia de inauguração da subsequente exposição fotográfica. Foi, aliás, o que aconteceu na edição do ano passado, subordinada ao tema “O Homem e o Divino”, que teve como grande vencedor o fotógrafo moçambicano Marcos Júnior.

Para além das fotografias vencedoras, a exposição vai ainda integrar outras imagens seleccionadas pelos jurados “pela sua relevância ou valor para o tema do concurso” e para o propósito da própria associação, assente na valorização e projecção da dimensão cultural da lusofonia. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 18 de novembro de 2025

Macau - Gonçalo Lobo Pinheiro e EXIT homenageiam as corridas de carros com “Race Series”

O fotojornalista português Gonçalo Lobo Pinheiro e a loja EXIT voltaram a colaborar na criação de uma colecção exclusiva de tábuas de skate, desta vez alusiva aos momentos mais emblemáticos do universo das corridas de carros de Macau.


Intitulada de “Race Series”, a linha de lançamento inclui três tábuas principais, cada uma delas inspirada numa imagem específica captada pelo fotógrafo: “Crashed”, “Edge of Turn” e “Finish Line”. “As primeiras tábuas chegam ao mercado trazendo fotografias que captam movimento, velocidade e emoção pura das lendárias cenas de corrida da cidade”, lê-se numa nota enviada às redacções. “Cada tábua combina arte e asfalto numa homenagem visual ao ritmo urbano de corridas de Macau”.

Gonçalo Lobo Pinheiro salienta que esta nova colaboração com a EXIT é como “voltar a casa”, quatro anos depois da colecção “My City”. Se a série anterior celebrou a arquitectura e a fusão dos elementos chineses e portugueses no espaço urbano de Macau, o projecto mais recente “é uma forma de eternizar a energia única de Macau durante as corridas” – “não se trata apenas de velocidade, mas de cultura, identidade e paixão”, assinala o fotógrafo.

Por sua vez, um porta-voz da EXIT refere que esta colaboração tem como propósito valorizar as expressões culturais locais. “Acreditamos que o skate também é uma forma de contar histórias. As imagens do Gonçalo têm vindo a capturar a verdadeira alma de Macau, e isso é o que queremos trazer para debaixo dos pés de quem anda de skate”.

A mesma nota desvenda ainda alguns dos projectos colaborativos previstos para os próximos meses. No próximo mês de Dezembro, será revelada ao público uma colecção inspirada no livro “O que foi não volta a ser…”, em que Pinheiro justapôs fotografias antigas de Macau nos cenários contemporâneos correspondentes. No início de 2026, segue-se uma nova linha dedicada ao património de Macau, também fruto desta parceria. Carolina Baltazar – Macu in “Ponto Final”


sábado, 18 de outubro de 2025

Hungria - Gonçalo Lobo Pinheiro vence competição internacional de fotografia

O fotojornalista português Gonçalo Lobo Pinheiro foi distinguido com o prémio Gold na categoria “Editorial/Political” dos prémios Budapest International Foto Awards (BIFA), uma competição fotográfica que premeia anualmente os melhores trabalhos fotográficos a nível global.


O trabalho premiado consiste numa colecção de fotografias captadas aquando da visita do presidente chinês Xi Jinping a Macau, em Dezembro do ano passado, durante as comemorações do 25.º aniversário da RAEM. A foto-reportagem, realizada para a Agência Lusa, retrata alguns dos momentos mais representativos da visita presidencial – incluindo, para além de Xi Jinping, fotografias do antigo Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, do actual líder do Governo, Sam Hou Fai, e de residentes e turistas chineses na região.

“Estou muito feliz com esta conquista”, afirma o fotógrafo português, radicado em Macau há mais de 15 anos, numa nota enviada às redacções. “Com imagens do presidente e das autoridades que o acompanham, a reportagem retrata o ambiente formal das celebrações, sublinhando o peso político da visita”.

O ex-fotojornalista do Ponto Final salienta ainda o cuidado em espelhar os “laços persistentes ente Macau e a China continental” nas fotografias. “Através de composições cuidadas e um olhar próximo, procurei reflectir a encenação cerimonial e a importância do momento para Macau e para a sua relação com Pequim”.

De acordo com a lista dos vencedores divulgada na página dos BIFA, repartida em dez categorias diferentes, Gonçalo Lobo Pinheiro é o único fotógrafo de Macau premiado na edição deste ano. Este é o quarto ano consecutivo em que o fotojornalista português é distinguido na competição e a segunda vez que recebe o prémio Gold, que já tinha arrecadado em 2022 com a série de fotografias Close to Me, em que retratou o seu quotidiano familiar. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 7 de abril de 2025

Macau – Associação Somos! anuncia vencedores de concurso fotográfico sobre o Homem e o divino

Pela primeira vez na história da iniciativa da Somos – ACLP, o grande vencedor é um jovem oriundo de Moçambique, Marcos Júnior. De acordo com o presidente do júri, Gonçalo Lobo Pinheiro, esta sexta edição do “Somos Imagens da Lusofonia” foi a “mais memorável” e aquela que contou com o maior número de participantes na história do concurso fotográfico



Um fotógrafo moçambicano conquistou, pela primeira vez, o primeiro lugar do concurso “Somos Imagens da Lusofonia”, da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP), naquela que foi a edição com mais participantes de sempre. Marcos Júnior obteve o primeiro lugar com uma imagem intitulada “Onde há fé, há luz que guia”, sendo o pódio de vencedores completado pelos fotógrafos portugueses Adelino Meireles, com “Saudades”, e João Carlos, autor de “Madonna da Sabedoria Descrição”.

A sexta edição do concurso era subordinada ao tema “O Homem e o Divino”, convidando a uma reflexão sobre as várias tradições religiosas e filosofias teístas existentes nos países de língua portuguesa. O jovem fotógrafo moçambicano Marcos Júnior arrecadou o primeiro prémio do concurso, no valor de dez mil patacas, com uma imagem intitulada “Onde há fé, há luz que guia”, retratando um sacerdote a abençoar um fiel numa igreja.

Em comunicado, a associação organizadora refere que este gesto ultrapassa um mero significado ritualista, construindo “uma ponte simbólica entre a humanidade e o divino” que “liga o terreno ao celestial”. As duas figuras, envoltas na “penumbra reverente da igreja”, contrastam com “uma luz que desponta ao fundo”, num jogo de luzes e sombras que remete à “procura incessante do ser humano pelo transcendente”. Para além do prémio numerário, o vencedor terá também direito a viagem e estadia em Macau para garantir a sua presença na cerimónia de inauguração da subsequente exposição fotográfica, a decorrer em final de Maio.

O segundo lugar foi atribuído ao português Adelino Meireles, com uma fotografia captada no Porto. Aptamente denominada de “Saudades”, a obra retrata um momento de prece da comunidade ucraniana numa das várias igrejas improvisadas na cidade portuguesa, onde habitualmente os fiéis se reúnem. “Ali, entre orações e tradições, encontram conforto e recriam o sentido de pertença, numa casa que agora é a sua”, interpreta a Somos – ACLP, que atribuiu à fotografia um prémio de sete mil patacas.

Encerrando o pódio, encontra-se a fotografia “Madonna da Sabedoria Descrição”, uma versão da iconografia clássica da Madonna e do Menino reimaginada pelo português João Carlos. A figura “simultaneamente contemporânea e intemporal” da mãe, retratada a ler enquanto amamenta, evoca “a tradição renascentista que une a educação ao cuidado” e faz uma leitura sobre “a dualidade entre o conhecimento e o instinto materno”. Os jurados recompensaram esta obra com um prémio de cinco mil patacas.

Além da nomeação dos três vencedores, o júri, composto por fotojornalistas a trabalhar em Macau, Portugal e Guiné-Bissau e presidido por Gonçalo Lobo Pinheiro, nomeou também um trio de menções honrosas. Os destaques foram para a brasileira Ana Cláudia Talieri, com um retrato de um homem seropositivo que redescobriu a fé (“Prece no relento”), o português Bruno Taveira, com uma fotografia de um compasso pascal em Trás-os-Montes (“Cruz nas mãos, Fé no coração”), e o concidadão Bruno Pedro, que concorreu com uma imagem de um idoso à porta de uma mesquita (“O Guardião do Tempo e da Tradição”).

A selecção dos vencedores foi dificultada pela “elevada qualidade” das mais de três centenas de fotografias submetidas a concurso – o maior número já registado ao longo das seis edições da iniciativa. “A escolha final dos vencedores, das menções honrosas e das fotografias que farão parte da exposição do concurso anual da Somos! não foi nada fácil”, reconhece o fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro. “Este ano, batemos todos os recordes de participação, com imagens vindas de diferentes cantos do mundo lusófono, revelando olhares diversos e narrativas visuais potentes. O nível das obras submetidas surpreendeu o júri, que enfrentou o difícil desafio de selecionar entre tantas propostas criativas e sensíveis”.

Embora o prémio máximo tenha sido atribuído ao moçambicano Marcos Júnior, cuja fotografia “capturou com força e poesia o espírito do tema proposto”, todos os participantes são parabenizados pelo presidente do júri “pela qualidade dos trabalhos enviados”, que contribuíram para tornar esta edição “a mais memorável até agora”.

As fotografias premiadas, bem como uma selecção de “cerca de quatro dezenas de outras” seleccionadas por critérios de pertinência e relevância ao tema “O Homem e o Divino”, irão integrar uma exposição a ocorrer em finais de Maio, no Parisian Macau, em data a definir. In “Ponto Final” - Macau


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Portugal - Gonçalo Lobo Pinheiro apresenta “Poética Urbana” na Galeria Malangatana em Lisboa

“Todos os fotojornalistas contam histórias, mas alguns fotografam com uma graça lírica” é uma das descrições dadas à obra “Poética Urbana”, de Gonçalo Lobo Pinheiro, que será exibida pela primeira vez em Portugal no dia 20 de Fevereiro. Com 20 fotografias que capturam a vida quotidiana de Macau ao longo de cinco anos, esta mostra convida os visitantes a explorar a beleza dos momentos efémeros da vida. A exposição estará disponível na Galeria Malangatana do ISPA-Instituto Universitário até 7 de Maio de 2025



O fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro está prestes a levar a sua mais recente obra, “Poética Urbana”, para Lisboa. O livro com o mesmo nome, que foi lançado em Dezembro de 2024, reflecte cinco anos de observação sensível sobre vida nas ruas de Macau, onde o fotógrafo tem residido e trabalhado há mais de 14 anos. Através da colaboração com a Galeria Malangatana do ISPA-Instituto Universitário em Lisboa, a nova exposição irá trazer ao público português uma selecção de 20 fotografias que aprofundam ainda mais a experiência imersiva proposta na publicação criada pelo fotógrafo.

A mostra, intitulada “Poética Urbana – Deambulações pelo quotidiano de Macau”, inaugura no próximo dia 20 de Fevereiro, às 18h00, e estará aberta para visitas até 7 de Maio. Durante este período, os visitantes terão a oportunidade de perceber não apenas a estética das imagens, mas também o contexto emocional e cultural que essas fotografias carregam. Gonçalo Lobo Pinheiro, cuja carreira se estende por mais de duas décadas, é um habitual narrador da vida quotidiana de Macau. Através da sua lente, consegue oferecer uma nova perspectiva sobre a cidade, com um foco especial nos bairros antigos que ainda respiram a identidade cultural e histórica da região.

A singularidade do trabalho de Gonçalo Lobo Pinheiro procura residir na sua capacidade de capturar a beleza nos detalhes mais simples do quotidiano, transformando o ordinário em algo especial.  “Há fotografias mais instantâneas e outras mais idealizadas”, descreve o antigo fotojornalista do jornal Ponto Final. O seu estilo distintivo, conforme descrito pela fotojornalista norte-americana Andrea Star Reese no seu prefácio, revela a abordagem poética do autor, que tem o dom de contar histórias através de imagens. Reese denomina-o um “poeta visual”, ressaltando a sua habilidade em evocar emoções profundas e memórias universais através de imagens que falam por si mesmas.

Com vários anos de trabalho, Gonçalo Lobo Pinheiro estabeleceu uma ligação íntima com a cultura local. O seu envolvimento com a Halftone – Associação Fotográfica de Macau e as suas colaborações com várias publicações internacionais reforçam ainda mais a sua posição como uma referência na fotografia contemporânea da região.

A exposição “Poética Urbana” é um convite para que o público se envolva e reflicta sobre a relação entre fotografia e emoção, segundo Gonçalo Lobo Pinheiro. “Eu acho que a fotografia pode ser uma forma de lembrar às pessoas que a vida é cheia de pequenos momentos, que nem sempre são visíveis, mas que são fundamentais para o nosso bem-estar”. Durante o processo de criação de “Poética Urbana”, o fotógrafo não se limitou a explorar a cidade; viveu-a, capturando a dinâmica entre as pessoas, os espaços e as histórias que se entrelaçam.

Ao longo dos últimos cinco anos, Lobo Pinheiro deambulou pelas ruas de Macau em busca de momentos efémeros da vida quotidiana. Aliado ao olhar eficiente de um fotojornalista, registou “pedaços de vidas que nos lembram de nós mesmos e outros que vimos ou conhecemos”, como descreve Andrea Star Reese. Um convite aberto à apreciação da arte que se esconde na vida corriqueira do dia a dia.

A apresentação na Galeria Malangatana servirá como uma amostra do talento de Lobo Pinheiro para o público de Lisboa e visitantes. As portas estarão abertas de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 23h00, e aos sábados, das 9h00 às 18h00, com entrada livre. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Macau - “Poética Urbana” em 100 fotografias

Intitula-se “Poética Urbana” e é o novo livro do fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro, que vai ser lançado no sábado, às 18h30, na Livraria Portuguesa. “Este projecto é o resultado de cinco anos – três dos quais em plena pandemia de Covid-19 – a divagar pelas ruas de Macau. De manhã à noite, com sol ou com chuva, com mais ou menos luz, estas 100 fotografias representam a escolha final da minha visão do quotidiano contemporâneo citadino do território que me acolheu há mais de 14 anos”, disse o autor, citado em comunicado.



Com design desenvolvido por Marta Gregório, a obra reúne fotografias de rua a cores que “revelam o olhar sensível e artístico do autor sobre a vida urbana do território chinês”. O livro conta ainda com um prefácio assinado pela fotojornalista norte-americana Andrea Star Reese, que descreve o trabalho de Gonçalo Lobo Pinheiro como “uma exploração poética do quotidiano”.

“Poética Urbana é a súmula de momentos diversos, maioritariamente vividos e captados nos bairros antigos do território, onde ainda se consegue sentir aquele pulsar especial de uma Macau que pouco ou quase nada existe, mas que, ainda assim, teima, e bem, em desaparecer por completo. A minha forma de estar e encarar as ruas de Macau, 25 anos depois da transferência de administração de Macau, de Portugal para a China, é mais um testemunho do meu amor pelo território”, referiu ainda Gonçalo Lobo Pinheiro.

Em simultâneo ao lançamento, será inaugurada uma exposição com 20 imagens seleccionadas do livro, também na galeria da Livraria Portuguesa. A mostra estará patente ao público até 29 de Dezembro.

O livro e a exposição terão também um momento especial em Portugal, com um evento agendado para Fevereiro de 2025, na Galeria Malangatana do ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, localizado em Alfama, o bairro de Lisboa de onde é natural o autor. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Macau - Gonçalo Lobo Pinheiro apresenta novo livro fotográfico pessoal num formato diferente

Na próxima sexta-feira, 13 de Setembro, Gonçalo Lobo Pinheiro, fotojornalista português radicado em Macau, apresenta o seu novo livro “Close to Me” na Casa de Portugal. Este trabalho, resultado do seu Mestrado em Nova Fotografia Documental, destaca-se pelo seu formato inovador, semelhante a uma carteira, e pelas evocativas fotos a preto e branco que capturam momentos da vida familiar. A apresentação promete ser uma celebração da fotografia e das relações familiares, convidando o público a explorar a visão pessoal do autor nesta série limitada


O fotojornalista português Gonçalo Lobo Pinheiro, radicado em Macau há 13 anos, irá apresentar a sua mais recente obra, intitulada “Close to Me”, na próxima sexta-feira, dia 13 de Setembro, às 18h30, na sede da Casa de Portugal. Este livro, concebido no âmbito do seu Mestrado em Nova Fotografia Documental na LABASAD – School of Arts & Design, em Barcelona, destaca-se não apenas pelas suas fotografias a preto e branco, mas também pelo seu formato incomum, que lembra uma carteira, com as pequenas dimensões de 10,3 cm por 7,7 cm.

“Close to Me” é uma edição limitada, com apenas 150 exemplares numerados e assinados, um verdadeiro convite ao coleccionismo. Na obra, o autor procurou capturar a energia matinal da sua família, como foco nos seus filhos, que acordam despertos e prontos para enfrentar o dia entre as 6 e as 7 da manhã. No entanto, Gonçalo revela que a narrativa se estende à hora de dormir, criando assim um contraste e uma fusão entre os dois momentos.

“Facto é que, na hora de dormir, as coisas acabam por não ser muito diferentes em alguns aspectos e acabei por misturar os dois momentos do dia, começando à noite…”, explica. O resultado foi a mistura dos dois instantes em que a vida familiar se desenrola.

O autor, que lançou o seu primeiro livro “Macau 5.0” em 2015, refere que este novo projecto demorou mais tempo do que o inicialmente previsto para ser concluído, visto que o lançamento estava agendado para 2022, e representa um esforço cuidadoso para apresentar uma proposta diferenciada. Esta edição é mais pessoal e específica, retratando a família, sublinhando a singularidade da sua nova abordagem.

A escolha do formato de carteira para a edição “Close to Me” não é aleatória. “Este formato permite manter as fotos próximas de mim e de quem adquirir o livro, tal como fazemos ao levar fotografias dos nossos entes queridos na carteira”, afirma o fotojornalista. Para além deste lançamento, Gonçalo Lobo Pinheiro já prepara um novo livro para Dezembro, focado na fotografia de rua em Macau, que deverá seguir um estilo mais familiar para os seguidores do seu trabalho.

O lançamento de “Close to Me” será seguido de um momento simples, em linha com a própria concepção da obra, que conta com o design da ilustradora local Yang Sio Maan e a chancela da Ipsis Verbis. O livro estará disponível por 150 patacas no website oficial do autor, www.goncalolobopinheiro.com, bem como em várias livrarias em Macau e Portugal.

A apresentação terá lugar na Casa de Portugal, situada em frente ao Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, prometendo ser uma ocasião de celebração da arte fotográfica e da experiência familiar retratada por Gonçalo Lobo Pinheiro. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 4 de junho de 2024

Macau - Exposição da Halftone vai mostrar as marcas portuguesas presentes em Macau

A Galeria da Residência Consular vai receber, a partir deste sábado, a exposição “A Presença da Matriz Portuguesa em Macau, nas Imagens Entre Tempos”, organizada pela associação Halftone. Nesta mostra, estarão patentes registos fotográficos de 12 fotógrafos locais que propõem diferentes visões sobre as marcas da presença portuguesa na região


“A Presença da Matriz Portuguesa em Macau, nas Imagens Entre Tempos” é o título da exposição da Halftone que vai ser inaugurada no sábado, pelas 17h, na Galeria da Residência Consular. A exposição estará patente até ao dia 30 de Junho. Nesta mostra, 12 fotógrafos membros da associação de fotografia vão expor as suas obras sob o prisma da marca lusa no território.

André Ritchie, presidente da Halftone, explicou ao Ponto Final que a associação lançou um ‘open call’ aos seus membros, deixando em aberto a forma como interpretar o tema. Isto resultou num “leque bastante rico de obras, que vão desde o mais material e evidente, até situações em que se trata de uma presença portuguesa de forma imaterial”. Salientando que é nessa variedade de interpretações que está a grande mais-valia desta exposição, afirmou: “É interessante fazer uma comparação entre diversos trabalhos, para vermos como é que cada autor abordou e interpretou esse tema, para depois reflectir a sua ideia através da fotografia”.

Os membros da Halftone que vão expor na Residência Consular são: André Ritchie, Catarina Cortesão Terra, Eloi Scarva, Francisco Ricarte, Gonçalo Lobo Pinheiro, Joana Freitas, João Palla, Mide Plácido, Ricardo Meireles, Rusty Fox, Sara Augusto e Wu Haozheng.

André Ritchie descreveu as suas fotografias como sendo uma “celebração da vulgaridade”. O presidente da associação apresenta três imagens de dentro de uma casa em Macau onde está patente uma “componente religiosa, uma forma de estar num espaço que é muito atípica, mas que também pode ser vista como uma coisa normalíssima em Macau”. João Palla, por exemplo, apresenta retratos de lusodescendentes, que “é uma forma muito interessante de mostrar o ADN português”, comentou Ritchie. Por outro lado, Francisco Ricarte mostra fotografias mais conceptuais de pormenores de um edifício de Macau.

No texto introdutório sobre esta exposição, a Halftone questiona: “Sob o prisma do olhar da fotografia enquanto prática de arquivo diacrítico, subordinado ao tema da memória e identidade, faz sentido olhar a cidade hoje e reflectir sobre os seus traços identitários de Matriz Portuguesa? Quais os marcos históricos e patrimoniais, os registos culturais e persistências humanas nela existentes? Como têm as diversas comunidades olhado para a presença do ‘outro’ neste território em constante transição e transformação? Como são essas marcas, físicas ou imagéticas, entendidas por outras comunidades? São essas marcas também parte integrante da sua memória colectiva e individual, ou apresentam-se como extemporâneas?”.

“Macau é, historicamente, um território em transição. Na sua cartografia constrói lugares novos, desdobra-se, aprofunda, concentra novas camadas de memórias colectivas no mapa da cidade”, pode ler-se na nota de apresentação da exposição, que assinala ainda que as imagens a serem expostas revelam-se “na afirmação da identidade do exercício da memória individual de cada um de nós – afinal memória colectiva, através do que vivenciamos ou experienciamos ou, de forma subjectiva, através do exercício da ‘pós-memória’, as memórias e registos visuais que outros nos convocam”.

Esta exposição tem o patrocínio do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal – Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas. A associação Halftone, actualmente com perto de 50 membros, tem como objectivo promover e divulgar a fotografia contemporânea nos seus mais diversos aspectos. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 20 de maio de 2024

Macau – Associação Somos! propõe abordagem ao retrato em concurso fotográfico lusófono

A Somos – ACLP vai lançar um concurso de fotografia dirigido às comunidades lusófonas que propõe uma abordagem ao retrato, com foco na “herança identitária e cultural”, disse à Lusa a presidente da associação


“Em cada rosto, um legado colectivo” é o tema da 5.ª edição do concurso fotográfico da Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos – ACLP), a ser lançada esta segunda-feira.

A proposta para este ano vai, pela primeira vez, para a fotografia de retrato, com destaque para a “herança identitária e cultural” do universo de países ou regiões onde se fala português, explicou à Lusa Marta Pereira. “Não é só o retrato em si, gostaríamos que as fotografias fossem além dos próprios rostos e identificassem os elementos que compõem a comunidade lusófona”, indicou.

A organização desafia ainda os concorrentes a evidenciarem “os elementos distintivos que vão além dos limites geográficos e são comuns e transversais a todo o universo lusófono”, lê-se num comunicado da Somos – ACLP.

“Simultaneamente, devem ser reflectidos os elementos intergeracionais, o legado cultural, herdado e mantido pelas comunidades lusófonas, cativados em aspetos do quotidiano, tradições e costumes, ou mesmo características físicas”, afirma-se na nota.

O concurso destina-se “a todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia ou residentes de Macau” com trabalhos realizados em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu.

Às três imagens vencedoras vão ser atribuídos prémios no valor de dez mil patacas, cinco mil patacas e 3500 patacas, prevendo-se ainda a atribuição de menções honrosas. A avaliação dos trabalhos cabe a um júri de seis profissionais da fotografia, presidido pelo fotojornalista português radicado em Macau Gonçalo Lobo Pinheiro e que conta ainda com Osvaldo Silva (Angola), Maria João Gala, António Azevedo (Portugal), Paulo Salgado (Brasil) e Alan Leon (Macau).

As imagens vão integrar uma exposição da associação, em setembro, em Macau, com curadoria de Francisco Ricarte, e que vai incluir outras fotografias selecionadas pelo júri “pela sua relevância ou valor para o tema do concurso fotográfico e para o propósito da Somos – ACLP, de projectar a dimensão cultural da lusofonia, assim como o papel de Macau enquanto plataforma que une a China e os países/regiões de língua portuguesa”, ainda de acordo com a associação.

Para “assinalar o sucesso” da iniciativa fotográfica anual, a Somos – ACLP vai ainda editar um catálogo de fotografia que reúne as melhores imagens dos últimos cinco anos”, refere-se no comunicado.

A inscrição no concurso fotográfico é gratuita e pode ser efectuada através do formulário que se encontra no ‘sítio’ da associação entre 20 de Maio e 20 de Junho. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 15 de abril de 2024

Estados Unidos da América - Gonçalo Lobo Pinheiro distinguido nos prémios Picture of the Year Asia 2024

O fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro, radicado em Macau há mais de 13 anos, foi distinguido ontem com o “Award of Excellence” nos prémios de fotojornalismo POY Asia – Pictures of the Year Asia 2024 na categoria de Desporto em Acção.


Em representação de Macau e de Portugal, o antigo fotojornalista do Ponto Final recebeu o prémio devido a uma fotografia da atleta Loveth Omoruyi, voleibolista italo-nigeriana de 21 anos, em acção num jogo durante a jornada de Hong Kong da Liga das Nações de Voleibol, em 2023.

Os resultados foram anunciados ontem pela organização do POY Asia – Pictures of the Year Asia, considerado um dos mais importantes prémios do fotojornalismo asiático. O grande prémio de “Photographer of the year” foi atribuído ao espanhol Diego Ibarra Sánchez por um trabalho realizado no Líbano. A maioria dos trabalhos premiados na edição deste ano incidem em trabalhos fotográficos realizados na Palestina, Israel, Turquia, Rússia, Líbano ou Índia, entre outros países e regiões.

O POY Asia – Pictures of the Year Asia é um programa do Donald W. Reynolds Journalism Institute da Missouri School of Journalism, que tem como missão aumentar a representação de fotógrafos e histórias asiáticas, celebrando e compartilhando a excelência em narrativas visuais documentais e artísticas em toda a Ásia.

A imagem de Gonçalo Lobo Pinheiro que foi agora distinguida encontra-se, em paralelo, em exibição na exposição “Women in Sports” da série anual de exposições “Shining A Light” do Muhammad Ali Center, em Louisville, nos Estados Unidos da América. In “Ponto Final” - Macau



segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Macau - Ensaio fotográfico da autoria de Gonçalo Lobo Pinheiro distinguido no Brasil

“O que foi não volta a ser…”, ensaio fotográfico de Gonçalo Lobo Pinheiro que acompanha as transformações de Macau ao longo das décadas, foi o vencedor da edição deste ano do Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia, no Brasil, na categoria de ensaio. O antigo fotojornalista do Ponto Final diz-se “sem palavras perante esta distinção”


O ensaio fotográfico do fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro, “O que foi não volta a ser…” venceu, na categoria de ensaio, a edição deste ano do Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia, no Brasil. As obras vencedoras estarão expostas no centro histórico da cidade de Paraty, no Estado do Rio de Janeiro, entre os dias 13 e 17 de Setembro.

Em comunicado, o antigo fotojornalista do Ponto Final expressou a sua gratidão ao júri do festival, afirmando estar “sem palavras perante esta distinção”. “É uma honra inigualável ser reconhecido neste prestigiado evento de fotografia. Agradeço do fundo do meu coração por esta distinção, que representa anos de trabalho e dedicação à arte da fotografia”, afirmou Gonçalo Lobo Pinheiro, citado no comunicado.

“Quero também parabenizar todos os vencedores e finalistas deste incrível festival, que vai já na sua 19.ª edição. A qualidade das obras apresentadas é verdadeiramente inspiradora. Estou orgulhoso de fazer parte desta comunidade de talento global”, acrescentou Lobo Pinheiro.

Recorde-se que Gonçalo Lobo Pinheiro já havia arrecadado uma menção honrosa na edição de 2019 do mesmo festival brasileiro com o retrato de Ratna Khaleesy, uma migrante indonésia residente em Macau.

Nesta série, o fotógrafo, radicado em Macau há mais de 12 anos, juntou, ao longo de mais de um ano, fotografias antigas de Macau – captadas a preto e branco, entre os anos de 1930 e 1990 – mostrando como é hoje em dia o local preciso onde foram tiradas. “Este livro e uma exposição representam um encontro entre o passado e o presente”, explicou, aquando da apresentação do projecto, o fotógrafo.

“O que foi não volta a ser…” acompanha, então, a evolução do território ao longo das últimas décadas. “Imaginem fotografias captadas há 70 ou 80 anos. E agora, o que fazer com elas? Se, por um lado, ainda é possível recriar alguns cenários, por outro lado, é impossível obter pontos de contactos noutras fotografias, porque simplesmente as coisas já não existem no território. Tudo mudou. Por isso, na grande maioria dos casos, o que foi não volta a ser”, destacou.

O projecto “O que foi não volta a ser…” deu origem a um livro editado no ano passado e a uma exposição que foi apresentada em Macau, na Fundação Rui Cunha, em Novembro. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

Sobre este tema leia:

Macau – Livro documental fotográfico “O que foi não volta a ser…” arrecada bronze em concurso


segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Macau – Livro documental fotográfico “O que foi não volta a ser…” arrecada bronze em concurso

O mais recente livro do fotojornalista português Gonçalo Lobo Pinheiro “O que foi não volta a ser…” foi distinguido com Bronze na categoria de Livros Documentais na edição deste ano dos prémios “PX3 – Prix de La Photographie Paris”.


O livro, publicado em Novembro de 2022 e que já vai na sua segunda edição, revela o último projecto documental fotográfico. “O que foi não volta a ser…” é o resultado de um trabalho de mais de um ano em que o autor, radicado em Macau há 13 anos, procurou adquirir ou pedir emprestado fotografias antigas de Macau, captadas a preto e branco, entre os anos de 1930 e 1990, em diversos formatos.

Gonçalo Lobo Pinheiro recorda, uma vez mais, que fazer este trabalho não foi fácil, por inúmeras razões. “Estou muito feliz. É um concurso de fotografia importante, com muita visibilidade. Sempre disse desde que findei o projecto que não tinha sido fácil executá-lo, por isso, esta distinção deixa-me muito contente”, começou por dizer.

“Adquiri as fotografias em leilões, na Internet, a particulares, em lojas e até em Portugal. Poucas me foram dadas ou emprestadas. Aliás, acabei por fazer, por diversas vezes, vários apelos nas redes sociais para ter em minha posse imagens antigas de Macau, o que não aconteceu. As pessoas saudavam a iniciativa, mas quase ninguém me disponibilizou imagens. E depois, claro, estávamos em plena pandemia de Covid-19”, lamentou.

Livro bem recebido

O autor destaca o facto de o livro ter tido uma “óptima recepção” por parte das pessoas, algo que, assume, “não esperava” apesar de considerar que o tema e a abordagem “são atractivos”. Macau mudou muito nos últimos anos, é certo. “Imaginem fotografias captadas há 70 ou 80 anos. E agora, o que fazer com elas? Se, por um lado, ainda é possível recriar alguns cenários, por outro lado, é impossível obter pontos de contactos noutras fotografias, porque simplesmente as coisas já não existem no território. Tudo mudou. Por isso, na grande maioria dos casos, o que foi não volta a ser”, referiu, deixando a porta aberta para fazer nos próximos anos uma espécie de segundo volume do projecto com fotografias novas.

O livro, patrocinado pelo Banco Nacional Ultramarino (BNU) e pela Fundação Rui Cunha, tem o prefácio da jurista e política portuguesa Maria de Belém Roseira, antiga Ministra da Saúde e Ministra para a Igualdade, igualmente deputada à Assembleia da República Portuguesa, que passou por Macau durante os anos de 1980, onde foi administradora da TDM – Teledifusão de Macau.

No mesmo concurso, Gonçalo Lobo Pinheiro arrecadou ainda uma menção honrosa na categoria Reportagem de Imprensa com o trabalho “O Último Tributo” que mostra a despedida da população de Macau à Rainha Isabel II na Capela Morrison, localizada junto ao Cemitério Protestante, publicado no jornal Ponto Final e na revista Macau Closer. In “Hoje Macau” - Macau


 

domingo, 23 de julho de 2023

Macau - Somos! lança concurso de fotografia sob o tema da solidão da pandemia

A Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa (Somos — ACLP) lança a quarta edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia”. Esta edição, atrasada cerca de dois anos devido à epidemia de Covid-19, é subordinada ao tema “Na Solidão dos Dias”.

Desta vez a associação desafia os participantes a “fazerem uma autorreflexão” e a submeterem fotografias que simbolizem “o tipo de solidão vivido naqueles dias de restrições impostas globalmente pelas autoridades sanitárias”.

Com a declaração, em Maio, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), do fim da pandemia de Covid-19, as interacções sociais, bem como as actividades conjuntas parecem ter definitivamente normalizado, mas fica ainda a marca indelével dos dias de encerramento, afastamento e circunscrição. A pandemia de Covid-19 marcou o nosso quotidiano nos últimos anos, agravando a solidão e o isolamento social, em todo o mundo, o que inevitavelmente distanciou povos, nomeadamente dos países de língua portuguesa e Macau”, lê-se no comunicado da Somos!, que acrescenta: “Fortes medidas restritivas, como confinamentos e encerramento de fronteiras, limitaram as viagens, e também a movimentação de pessoas dentro dos próprios países e áreas de residência. Estas políticas causaram medo, solidão e deixaram-nos órfãos de afectos”.

Por isso, a associação pretende reunir imagens que retratem como a pandemia mudou a nossa vida e mesmo fragmentos desses momentos de solidão originados pela pandemia: “As fotografias devem ser capazes de transbordar o que sentiram as comunidades dos países de língua portuguesa e de Macau nesse período e – agora com o devido distanciamento – dar uma visão de como se vai fechando esse ciclo de solidão. Por outro lado, podem igualmente destacar o que não voltou ao que era, os aspectos aos quais a pandemia atribui um carácter de imutabilidade”.

Este concurso destina-se a todos os cidadãos dos países e regiões da lusofonia ou residentes de Macau que possuam fotografias enquadradas no tema, tiradas em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Goa, Damão e Diu. As fotografias que respeitem os critérios do regulamento serão admitidas a concurso e caberá posteriormente ao júri de profissionais da área da fotografia – Gonçalo Lobo Pinheiro (presidente do júri), Márcio Pimenta, Henry Milleo, Rui Miguel Pedrosa e Francisco Ricarte – a escolha das três vencedoras, às quais serão atribuídos prémios pecuniários no valor de 10 mil patacas ao primeiro classificado, 5 mil patacas ao segundo e 3500 patacas ao terceiro. Essas fotografias farão depois parte de uma exposição a ser organizada pela Somos!, com a curadoria do fotógrafo António Sanmarful. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Macau - Mostra de fotografias de Gonçalo Lobo Pinheiro expostas na Galeria Hold On to Hope

Mostrar a Macau antiga, mesclada com lugares do presente, é o mote da mostra de fotografia “O que foi não volta a ser”, do fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro. Depois da exposição inaugural na Fundação Rui Cunha, as imagens regressam à galeria Hold On to Hope, na antiga leprosaria de Ka-Hó a convite da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau


“O que foi não volta a ser…”, exposição de fotografia de Gonçalo Lobo Pinheiro, poderá ser vista novamente na galeria Hold On to Hope, nas casas amarelas da antiga leprosaria de Ka-Hó, a convite da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM), entre os dias 5 e 26 de Fevereiro. A inauguração acontece dia 5 de Fevereiro às 16h. De frisar que 50 por cento da venda das fotografias reverte para a ARTM.

Esta exposição resulta de um trabalho desenvolvido pelo jornalista e fotojornalista durante mais de um ano, em que se estabelece um contraste entre o passado de várias zonas icónicas de Macau e o presente. Em cada imagem, surge uma fotografia antiga da mesma zona fotografada, podendo ver-se as alterações que o tempo e as transformações sócio-económicas ocorridas no território provocaram em cada local. Além da mostra, foi também editado um livro com o mesmo nome.

O autor pretende, com este projecto mostrar as mudanças sofridas por Macau nos últimos 50 anos. Esta exposição, conforme disse Gonçalo Lobo Pinheiro, aquando da primeira inauguração na Fundação Rui Cunha, no final do ano passado, representa “um encontro entre o passado e o presente”.

Sobre o regresso da mostra, Gonçalo Lobo Pinheiro disse ao HM que sempre teve o objectivo de tornar esta exposição itinerante, além de abraçar um projecto solidário.

“Não vai ser possível colocar toda a exposição em Ka-Hó porque as molduras são muito grandes, mas uma grande parte estará exposta. É com muito orgulho que, uma vez mais, me junto à ARTM com um carácter solidário. O meu livro também estará à venda no local.” O fotojornalista adiantou ainda que está na fase de negociação para levar a mostra a Hong Kong e Portugal.

Uma adaptação

“A ideia, que não é pioneira no mundo, acaba por ser em Macau. E o entusiasmo começou por aí. Durante pouco mais de um ano fui recolhendo imagens antigas do território, captadas entre os anos de 1930 e 1990, a preto e branco, com diferentes formatos. Adquiri em leilões, na Internet, a particulares, em lojas e até em Portugal”, explicou.

O fotojornalista diz ter sido “ambicioso nos primeiros meses de execução do projecto”. “Idealizei um trabalho final que contemplasse, pelo menos, 100 fotografias. Não consegui, assumo. Ou melhor. Consegui ter em minha posse cerca de 100 imagens, mas, dessas, apenas optei por editar e publicar 40, expondo 20”. E o autor explica que, se há cenários que ainda são reconhecíveis, outros simplesmente já não existem. “Tudo mudou. Por isso, na maioria dos casos, o que foi não volta a ser…”.

Gonçalo Lobo Pinheiro é um fotojornalista português, nascido a 4 de Abril de 1979 e radicado em Macau há mais de 12 anos. Começou por estudar Engenharia Geológica, mas formou-se em Ciências da Comunicação, variante Jornalismo, na Universidade Autónoma de Lisboa. Passou por várias publicações portuguesas e estrangeiras como colaborador, incluindo A Bola, o I, o Público, Correio da Manhã, O Comércio do Porto, Expresso, Washington Post, BBC, The Guardian, entre outros. Em Macau ingressou no jornal Hoje Macau, onde trabalhou como redactor, fotojornalista e editor entre 2010 e 2014. Vencedor de vários prémios ao longo da sua carreira, publicou também diversos livros de fotografia. Actualmente faz parte da redacção do jornal Ponto Final e tem uma colaboração com a agência noticiosa portuguesa Lusa. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”


terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Portugal - Fotojornalistas portugueses unem-se para promover documentalismo em exposição

A Galeria Santa Maria Maior, em Lisboa, juntou-se à Associação CC11 e ao projecto Narrativa para tentar “afirmar a fotografia documental e o fotojornalismo português nas galerias e nas colecções de arte”. Um total de 66 fotojornalistas e fotógrafos documentais portugueses uniram-se na proposta “Edição Limitada”, uma exposição onde Gonçalo Lobo Pinheiro, fotojornalista do Ponto Final, é um dos convidados com uma fotografia das Ruínas de São Paulo


Um total de 66 fotojornalistas e fotógrafos documentais portugueses juntaram-se para, no próximo sábado, dia 17 de Dezembro, pelas 15h30, “afirmar a fotografia documental e o fotojornalismo português nas galerias e nas colecções de arte” em exposição na Galeria Santa Maria Maior intitulada “Edição Limitada”, anunciou a organização em comunicado de imprensa, revelando ainda que a mostra ficará patente até 21 de Janeiro do próximo ano.

A galeria, gerida pela Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, e a Associação CC11 juntaram-se para apresentar anualmente uma exposição colectiva com o intuito de criar um ambiente favorável para que a fotografia jornalística e documental portuguesa, também seja vista como um objecto adquirível e coleccionável, por particulares e instituições. “Ao contrário de outros países, nunca se conseguiu afirmar e ganhar uma posição de relevo nas galerias e nas coleções de arte”, pode ler-se no mesmo comunicado.

O fotojornalista do Expresso Tiago Miranda, coordenador deste projecto, reflecte um pouco sobre o projecto que uniu, quiçá, os principais nomes do fotojornalismo e da fotografia documental portuguesa da actualidade. “Apesar do mercado da arte viver da transacção de objectos que nos são emocionalmente próximos, originais, únicos e com potencial histórico. Apesar de uma imagem fotojornalística nos ser por definição emocionalmente próxima, única, original e histórica, o circuito das galerias de arte e das colecções públicas e privadas, há muito tempo que em Portugal coexistem de costas voltadas para com o fotojornalismo. Esta exposição colectiva de 66 fotojornalistas portugueses, pretende ser uma nova proposta de entendimento sobre esse espaço comum e reclamar um direito tão antigo quanto a própria invenção da fotografia.”

A CC11, juntamente com a Narrativa, instituições que têm como finalidade a promoção e divulgação do fotojornalismo e da fotografia documental em Portugal, lançaram o repto à Galeria Santa Maria Maior, que tem apresentado nos últimos anos inúmeras exposições de reputados fotógrafos, nacionais e internacionais. “Repto aceite, vamos agora em conjunto trilhar esse rumo, apresentando 66 obras de outros tantos autores, que representam diversas gerações e estilos”, referiu a organização.

Como constata Emília Ferreira, directora do Museu Nacional de Arte Contemporânea, no texto de apresentação da exposição, “muitos dos representados nesta exposição veem há muito as suas imagens expostas e estudadas em espaços institucionais”, interrogando-se depois “porque resistiremos a considerar arte esta disciplina da fotografia”. A responsável admite que não tem resposta para o sucedido.

A exposição “Edição Limitada” tem o apoio da Fineprint e mostrará trabalhos de Adriano Miranda, Alexandre Almeida, Alfredo Cunha, Ana Baião, Ana Brígida, André Dias Nobre, António Pedro Ferreira, Arlindo Camacho, Bruno Portela, Carlos A. Costa, Céu Guarda, Clara Azevedo, Daniel Rocha, Daniel Rodrigues, Diana Quintela, Diana Tinoco, Enric Vives-Rubio, Fernando Ricardo, Fernando Veludo, Filipe Amorim, Francisco Romão Pereira, Gonçalo Delgado, Gonçalo Lobo Pinheiro, Horácio Villalobos, Hugo David, Hugo Delgado, Igor Martins, João Porfírio, José Carlos Carvalho, José Fernandes, José Pedro Santa-Bárbara, José Sarmento Matos, Leonel de Castro, Luís Filipe Catarino, Luísa Ferreira, Manuel Almeida, Manuel Moura, Manuel Portugal, Mariline Alves, Marisa Cardoso, Marisol González, Matilde Fieschi, Miguel Madeira, Miguel Manso, Miguel Riopa, Natacha Cardoso, Nuno André Ferreira, Nuno de Santos Loureiro, Nuno Fernandes, Paulo Alegria, Paulo Alexandrino, Paulo Nunes dos Santos, Paulo Petronilho, Paulo Pimenta, Paulo Vaz Henriques, Ricardo Lopes, Rodrigo Cabrita, Rui Caria, Rui Duarte Silva, Rui Gaudêncio, Rui Oliveira, Rui Soares, Sara Matos, Tiago Miranda, Tomás Silva e Vitor Mota. In “Ponto Final” - Macau


quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Macau - Gonçalo Lobo Pinheiro mostra como a Região mudou ao longo dos anos em exposição e livro


Gonçalo Lobo Pinheiro, fotojornalista do Ponto Final, apresenta “O que foi não volta a ser…”, um projecto fotográfico que acompanha a evolução de Macau ao longo das décadas. O resultado final é editado em livro e será exibido numa exposição na galeria da Fundação Rui Cunha, a partir de 15 de Novembro.

O fotógrafo, radicado em Macau há mais de 12 anos, juntou, ao longo de mais de um ano, fotografias antigas de Macau – captadas a preto e branco, entre os anos de 1930 e 1990 – mostrando como é hoje em dia o local preciso onde foram tiradas. “Este livro e uma exposição representam um encontro entre o passado e o presente”, diz o fotógrafo, citado em nota de imprensa.

“O que foi não volta a ser…” acompanha, então, a evolução do território ao longo das últimas décadas. “Imaginem fotografias captadas há 70 ou 80 anos. E agora, o que fazer com elas? Se, por um lado, ainda é possível recriar alguns cenários, por outro lado, é impossível obter pontos de contactos noutras fotografias, porque simplesmente as coisas já não existem no território. Tudo mudou. Por isso, na grande maioria dos casos, o que foi não volta a ser”, destaca Lobo Pinheiro.

O fotojornalista considera que este é um projecto “muito importante” dado que “Macau mudou muito nos últimos 50 anos”. “A minha intenção também é mostrar essas mudanças a partir de uma narrativa diferente, colocando fotos antigas em novos lugares”, explica.

O livro, patrocinado pelo Banco Nacional Ultramarino (BNU), terá o prefácio da jurista e política portuguesa Maria de Belém Roseira, antiga Ministra da Saúde e Ministra para a Igualdade, igualmente deputada à Assembleia da República Portuguesa, que passou por Macau durante os anos de 1980, onde foi administradora da TDM – Teledifusão de Macau. In “Ponto Final” - Macau