Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotojornalista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotojornalista. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de outubro de 2025

Hungria - Gonçalo Lobo Pinheiro vence competição internacional de fotografia

O fotojornalista português Gonçalo Lobo Pinheiro foi distinguido com o prémio Gold na categoria “Editorial/Political” dos prémios Budapest International Foto Awards (BIFA), uma competição fotográfica que premeia anualmente os melhores trabalhos fotográficos a nível global.


O trabalho premiado consiste numa colecção de fotografias captadas aquando da visita do presidente chinês Xi Jinping a Macau, em Dezembro do ano passado, durante as comemorações do 25.º aniversário da RAEM. A foto-reportagem, realizada para a Agência Lusa, retrata alguns dos momentos mais representativos da visita presidencial – incluindo, para além de Xi Jinping, fotografias do antigo Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, do actual líder do Governo, Sam Hou Fai, e de residentes e turistas chineses na região.

“Estou muito feliz com esta conquista”, afirma o fotógrafo português, radicado em Macau há mais de 15 anos, numa nota enviada às redacções. “Com imagens do presidente e das autoridades que o acompanham, a reportagem retrata o ambiente formal das celebrações, sublinhando o peso político da visita”.

O ex-fotojornalista do Ponto Final salienta ainda o cuidado em espelhar os “laços persistentes ente Macau e a China continental” nas fotografias. “Através de composições cuidadas e um olhar próximo, procurei reflectir a encenação cerimonial e a importância do momento para Macau e para a sua relação com Pequim”.

De acordo com a lista dos vencedores divulgada na página dos BIFA, repartida em dez categorias diferentes, Gonçalo Lobo Pinheiro é o único fotógrafo de Macau premiado na edição deste ano. Este é o quarto ano consecutivo em que o fotojornalista português é distinguido na competição e a segunda vez que recebe o prémio Gold, que já tinha arrecadado em 2022 com a série de fotografias Close to Me, em que retratou o seu quotidiano familiar. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Portugal - Gonçalo Lobo Pinheiro apresenta “Poética Urbana” na Galeria Malangatana em Lisboa

“Todos os fotojornalistas contam histórias, mas alguns fotografam com uma graça lírica” é uma das descrições dadas à obra “Poética Urbana”, de Gonçalo Lobo Pinheiro, que será exibida pela primeira vez em Portugal no dia 20 de Fevereiro. Com 20 fotografias que capturam a vida quotidiana de Macau ao longo de cinco anos, esta mostra convida os visitantes a explorar a beleza dos momentos efémeros da vida. A exposição estará disponível na Galeria Malangatana do ISPA-Instituto Universitário até 7 de Maio de 2025



O fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro está prestes a levar a sua mais recente obra, “Poética Urbana”, para Lisboa. O livro com o mesmo nome, que foi lançado em Dezembro de 2024, reflecte cinco anos de observação sensível sobre vida nas ruas de Macau, onde o fotógrafo tem residido e trabalhado há mais de 14 anos. Através da colaboração com a Galeria Malangatana do ISPA-Instituto Universitário em Lisboa, a nova exposição irá trazer ao público português uma selecção de 20 fotografias que aprofundam ainda mais a experiência imersiva proposta na publicação criada pelo fotógrafo.

A mostra, intitulada “Poética Urbana – Deambulações pelo quotidiano de Macau”, inaugura no próximo dia 20 de Fevereiro, às 18h00, e estará aberta para visitas até 7 de Maio. Durante este período, os visitantes terão a oportunidade de perceber não apenas a estética das imagens, mas também o contexto emocional e cultural que essas fotografias carregam. Gonçalo Lobo Pinheiro, cuja carreira se estende por mais de duas décadas, é um habitual narrador da vida quotidiana de Macau. Através da sua lente, consegue oferecer uma nova perspectiva sobre a cidade, com um foco especial nos bairros antigos que ainda respiram a identidade cultural e histórica da região.

A singularidade do trabalho de Gonçalo Lobo Pinheiro procura residir na sua capacidade de capturar a beleza nos detalhes mais simples do quotidiano, transformando o ordinário em algo especial.  “Há fotografias mais instantâneas e outras mais idealizadas”, descreve o antigo fotojornalista do jornal Ponto Final. O seu estilo distintivo, conforme descrito pela fotojornalista norte-americana Andrea Star Reese no seu prefácio, revela a abordagem poética do autor, que tem o dom de contar histórias através de imagens. Reese denomina-o um “poeta visual”, ressaltando a sua habilidade em evocar emoções profundas e memórias universais através de imagens que falam por si mesmas.

Com vários anos de trabalho, Gonçalo Lobo Pinheiro estabeleceu uma ligação íntima com a cultura local. O seu envolvimento com a Halftone – Associação Fotográfica de Macau e as suas colaborações com várias publicações internacionais reforçam ainda mais a sua posição como uma referência na fotografia contemporânea da região.

A exposição “Poética Urbana” é um convite para que o público se envolva e reflicta sobre a relação entre fotografia e emoção, segundo Gonçalo Lobo Pinheiro. “Eu acho que a fotografia pode ser uma forma de lembrar às pessoas que a vida é cheia de pequenos momentos, que nem sempre são visíveis, mas que são fundamentais para o nosso bem-estar”. Durante o processo de criação de “Poética Urbana”, o fotógrafo não se limitou a explorar a cidade; viveu-a, capturando a dinâmica entre as pessoas, os espaços e as histórias que se entrelaçam.

Ao longo dos últimos cinco anos, Lobo Pinheiro deambulou pelas ruas de Macau em busca de momentos efémeros da vida quotidiana. Aliado ao olhar eficiente de um fotojornalista, registou “pedaços de vidas que nos lembram de nós mesmos e outros que vimos ou conhecemos”, como descreve Andrea Star Reese. Um convite aberto à apreciação da arte que se esconde na vida corriqueira do dia a dia.

A apresentação na Galeria Malangatana servirá como uma amostra do talento de Lobo Pinheiro para o público de Lisboa e visitantes. As portas estarão abertas de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 23h00, e aos sábados, das 9h00 às 18h00, com entrada livre. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 15 de abril de 2024

Estados Unidos da América - Gonçalo Lobo Pinheiro distinguido nos prémios Picture of the Year Asia 2024

O fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro, radicado em Macau há mais de 13 anos, foi distinguido ontem com o “Award of Excellence” nos prémios de fotojornalismo POY Asia – Pictures of the Year Asia 2024 na categoria de Desporto em Acção.


Em representação de Macau e de Portugal, o antigo fotojornalista do Ponto Final recebeu o prémio devido a uma fotografia da atleta Loveth Omoruyi, voleibolista italo-nigeriana de 21 anos, em acção num jogo durante a jornada de Hong Kong da Liga das Nações de Voleibol, em 2023.

Os resultados foram anunciados ontem pela organização do POY Asia – Pictures of the Year Asia, considerado um dos mais importantes prémios do fotojornalismo asiático. O grande prémio de “Photographer of the year” foi atribuído ao espanhol Diego Ibarra Sánchez por um trabalho realizado no Líbano. A maioria dos trabalhos premiados na edição deste ano incidem em trabalhos fotográficos realizados na Palestina, Israel, Turquia, Rússia, Líbano ou Índia, entre outros países e regiões.

O POY Asia – Pictures of the Year Asia é um programa do Donald W. Reynolds Journalism Institute da Missouri School of Journalism, que tem como missão aumentar a representação de fotógrafos e histórias asiáticas, celebrando e compartilhando a excelência em narrativas visuais documentais e artísticas em toda a Ásia.

A imagem de Gonçalo Lobo Pinheiro que foi agora distinguida encontra-se, em paralelo, em exibição na exposição “Women in Sports” da série anual de exposições “Shining A Light” do Muhammad Ali Center, em Louisville, nos Estados Unidos da América. In “Ponto Final” - Macau



sexta-feira, 22 de março de 2024

Internacional - Português venceu prémio de fotógrafo do ano 2023 e agora lança livro

O fotógrafo português Edgar Martins vai publicar em livro um projeto premiado de homenagem ao amigo Anton Hammerl na guerra civil líbia, trabalho que descreveu como o “mais complexo e mais ambicioso até a data”


Intitulado “Anton’s Hand is made of Guilt. No Muscle of Bone. He has a Gung-ho Finger and a Grief-stricken Thumb”, o livro vai ser publicado em abril e é caracterizado como “um trabalho de pesquisa, um lipograma e um estudo antropológico imaginário”.

“A metodologia e linguagem adotada e a sensibilidade com que o tema foi abordado tornou possível abrir um diálogo sobre como representamos a guerra, a morte e o trauma”, afirmou à agência Lusa.

O trabalho é uma sequência do projeto que iniciou em 2019 quando, frustrado com a falta de informação, decidiu investigar a morte do amigo fotojornalista Anton Hammerl durante a guerra civil líbia, em 2011.

Além de viagens ao norte de África, fez investigação na Internet, que abrangeu espaços encriptados, conhecidos como ‘dark web’, reservados a extremistas islamitas ou a apoiantes de Mohammar Khadaffi, com o objetivo de encontrar referências ao amigo.

A série de fotografias que produziu na sequência deste projeto, chamada “A Nossa Guerra”, mereceu a Edgar Martins, que vive e trabalha no Reino Unido, o prémio de Fotógrafo do Ano na categoria Retrato dos Prémios Mundiais de Fotografia Sony 2023.

Ao publicar o trabalho fotográfico decidiu adicionar imagens recolhidas durante a pesquisa e textos do escritor britânico Will Self e do académico David Campany.


O livro de 328 páginas será acompanhado por um álbum de paisagens sonoras “que explora, de forma tátil e sensorial a experiência da guerra”, e incluirá, numa edição limitada da obra, a reprodução de desenhos encomendados a um combatente líbio.

Esta produção também está na base de várias exposições sobre este projeto em Londres, durante a Sony World Photography Awards Exhibition 2024, a decorrer até 06 de maio, e em Lisboa, na Galeria Filomena Soares, em setembro.

Além das fotografias e das instalações sonoras, a exposição conta com uma tecnologia desenvolvida propositadamente para programar, sincronizar e apresentar projeções em equipamento visual específico.

O artista pretende que o livro e exposição levem o leitor ou visitante a reposicionar-se na forma como se relaciona com o tema da fotografia em situação de conflito.

“Incita uma leitura experimental. Ela exige uma mudança epistemológica: a renúncia da predisposição automática do espectador/leitor para a certeza e clareza na forma como nos relacionamos com imagens e sobretudo imagens de guerra”, explicou à Lusa.

Além das fotografias que tirou com combatentes líbios, dissidentes ou outros locais, livro e exposição incluem fotografias tirada por civis em telefones móveis que estes partilharam em fóruns na Internet e em redes sociais.

Algumas destas imagens parecem mostrar crimes e atos de violência na Líbia, o que acentua a consciência do conflito, bem como a dificuldade de documentar e testemunhar a guerra, sendo acompanhadas por um texto ficcional de Will Self.

“O desafio que coloquei ao Will foi abordar o tema indiretamente de forma a conectar com as experiências de perda e trauma a que mais estamos habituados, como a morte de um ente querido”, referiu o fotógrafo português.

“O projeto apela à razão, ao sentido, ao sentimento, mas também ao nosso sentido de descoberta, ao nosso sentido de indignação, à nossa capacidade de empatia. É um livro que faz com que questionemos constantemente as nossas expectativas e convicções e o que esperamos de imagens e a forma como nos relacionamos com elas”, resumiu. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”


segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Macau - Ensaio fotográfico da autoria de Gonçalo Lobo Pinheiro distinguido no Brasil

“O que foi não volta a ser…”, ensaio fotográfico de Gonçalo Lobo Pinheiro que acompanha as transformações de Macau ao longo das décadas, foi o vencedor da edição deste ano do Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia, no Brasil, na categoria de ensaio. O antigo fotojornalista do Ponto Final diz-se “sem palavras perante esta distinção”


O ensaio fotográfico do fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro, “O que foi não volta a ser…” venceu, na categoria de ensaio, a edição deste ano do Paraty em Foco – Festival Internacional de Fotografia, no Brasil. As obras vencedoras estarão expostas no centro histórico da cidade de Paraty, no Estado do Rio de Janeiro, entre os dias 13 e 17 de Setembro.

Em comunicado, o antigo fotojornalista do Ponto Final expressou a sua gratidão ao júri do festival, afirmando estar “sem palavras perante esta distinção”. “É uma honra inigualável ser reconhecido neste prestigiado evento de fotografia. Agradeço do fundo do meu coração por esta distinção, que representa anos de trabalho e dedicação à arte da fotografia”, afirmou Gonçalo Lobo Pinheiro, citado no comunicado.

“Quero também parabenizar todos os vencedores e finalistas deste incrível festival, que vai já na sua 19.ª edição. A qualidade das obras apresentadas é verdadeiramente inspiradora. Estou orgulhoso de fazer parte desta comunidade de talento global”, acrescentou Lobo Pinheiro.

Recorde-se que Gonçalo Lobo Pinheiro já havia arrecadado uma menção honrosa na edição de 2019 do mesmo festival brasileiro com o retrato de Ratna Khaleesy, uma migrante indonésia residente em Macau.

Nesta série, o fotógrafo, radicado em Macau há mais de 12 anos, juntou, ao longo de mais de um ano, fotografias antigas de Macau – captadas a preto e branco, entre os anos de 1930 e 1990 – mostrando como é hoje em dia o local preciso onde foram tiradas. “Este livro e uma exposição representam um encontro entre o passado e o presente”, explicou, aquando da apresentação do projecto, o fotógrafo.

“O que foi não volta a ser…” acompanha, então, a evolução do território ao longo das últimas décadas. “Imaginem fotografias captadas há 70 ou 80 anos. E agora, o que fazer com elas? Se, por um lado, ainda é possível recriar alguns cenários, por outro lado, é impossível obter pontos de contactos noutras fotografias, porque simplesmente as coisas já não existem no território. Tudo mudou. Por isso, na grande maioria dos casos, o que foi não volta a ser”, destacou.

O projecto “O que foi não volta a ser…” deu origem a um livro editado no ano passado e a uma exposição que foi apresentada em Macau, na Fundação Rui Cunha, em Novembro. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

Sobre este tema leia:

Macau – Livro documental fotográfico “O que foi não volta a ser…” arrecada bronze em concurso


quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Macau - Mostra de fotografias de Gonçalo Lobo Pinheiro expostas na Galeria Hold On to Hope

Mostrar a Macau antiga, mesclada com lugares do presente, é o mote da mostra de fotografia “O que foi não volta a ser”, do fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro. Depois da exposição inaugural na Fundação Rui Cunha, as imagens regressam à galeria Hold On to Hope, na antiga leprosaria de Ka-Hó a convite da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau


“O que foi não volta a ser…”, exposição de fotografia de Gonçalo Lobo Pinheiro, poderá ser vista novamente na galeria Hold On to Hope, nas casas amarelas da antiga leprosaria de Ka-Hó, a convite da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM), entre os dias 5 e 26 de Fevereiro. A inauguração acontece dia 5 de Fevereiro às 16h. De frisar que 50 por cento da venda das fotografias reverte para a ARTM.

Esta exposição resulta de um trabalho desenvolvido pelo jornalista e fotojornalista durante mais de um ano, em que se estabelece um contraste entre o passado de várias zonas icónicas de Macau e o presente. Em cada imagem, surge uma fotografia antiga da mesma zona fotografada, podendo ver-se as alterações que o tempo e as transformações sócio-económicas ocorridas no território provocaram em cada local. Além da mostra, foi também editado um livro com o mesmo nome.

O autor pretende, com este projecto mostrar as mudanças sofridas por Macau nos últimos 50 anos. Esta exposição, conforme disse Gonçalo Lobo Pinheiro, aquando da primeira inauguração na Fundação Rui Cunha, no final do ano passado, representa “um encontro entre o passado e o presente”.

Sobre o regresso da mostra, Gonçalo Lobo Pinheiro disse ao HM que sempre teve o objectivo de tornar esta exposição itinerante, além de abraçar um projecto solidário.

“Não vai ser possível colocar toda a exposição em Ka-Hó porque as molduras são muito grandes, mas uma grande parte estará exposta. É com muito orgulho que, uma vez mais, me junto à ARTM com um carácter solidário. O meu livro também estará à venda no local.” O fotojornalista adiantou ainda que está na fase de negociação para levar a mostra a Hong Kong e Portugal.

Uma adaptação

“A ideia, que não é pioneira no mundo, acaba por ser em Macau. E o entusiasmo começou por aí. Durante pouco mais de um ano fui recolhendo imagens antigas do território, captadas entre os anos de 1930 e 1990, a preto e branco, com diferentes formatos. Adquiri em leilões, na Internet, a particulares, em lojas e até em Portugal”, explicou.

O fotojornalista diz ter sido “ambicioso nos primeiros meses de execução do projecto”. “Idealizei um trabalho final que contemplasse, pelo menos, 100 fotografias. Não consegui, assumo. Ou melhor. Consegui ter em minha posse cerca de 100 imagens, mas, dessas, apenas optei por editar e publicar 40, expondo 20”. E o autor explica que, se há cenários que ainda são reconhecíveis, outros simplesmente já não existem. “Tudo mudou. Por isso, na maioria dos casos, o que foi não volta a ser…”.

Gonçalo Lobo Pinheiro é um fotojornalista português, nascido a 4 de Abril de 1979 e radicado em Macau há mais de 12 anos. Começou por estudar Engenharia Geológica, mas formou-se em Ciências da Comunicação, variante Jornalismo, na Universidade Autónoma de Lisboa. Passou por várias publicações portuguesas e estrangeiras como colaborador, incluindo A Bola, o I, o Público, Correio da Manhã, O Comércio do Porto, Expresso, Washington Post, BBC, The Guardian, entre outros. Em Macau ingressou no jornal Hoje Macau, onde trabalhou como redactor, fotojornalista e editor entre 2010 e 2014. Vencedor de vários prémios ao longo da sua carreira, publicou também diversos livros de fotografia. Actualmente faz parte da redacção do jornal Ponto Final e tem uma colaboração com a agência noticiosa portuguesa Lusa. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”


quinta-feira, 21 de abril de 2022

Portugal - Fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro representa Macau no festival iNstantes


A convite da organização do iNstantes – Festival Internacional de Fotografia de Avintes, o fotojornalista português Gonçalo Lobo Pinheiro, radicado em Macau há 12 anos, representará o território na nona edição do evento. O profissional apresenta-se em Portugal com a série a preto e branco intitulada “Perto de mim”, captada em 2021. “Em tempos de pandemia de Covid-19, a ideia inicial seria captar a loucura matinal com os meus filhos que acordam todos os dias entre as seis e as sete da manhã, frescos, prontos para mais um dia cheio de energia. O facto é que, na hora de dormir, as coisas acabam não sendo muito diferentes em alguns aspectos e acabei misturando os dois momentos do dia, começando, por enquanto, pela noite”, refere o autor.

A mesma série, entretanto premiada e finalista em alguns concursos internacionais de fotografia, foi realizada para o seu mestrado em Nova Fotografia Documental na Labasad – School of Arts & Design, em Barcelona, Espanha, que espera terminar em Maio próximo. A exposição de Gonçalo Lobo Pinheiro, pode ser visitada na Academia Sénior de Vilar de Andorinho.

Para além do residente de Macau, a lista inclui ainda nomes como Ana Robles, do Brasil, João Ferreira, de Portugal, Jorge Velhote, também de Portugal, Queila Fernandes, de Cabo Verde, André Motta, do Brasil, Clara Delrio, da Argentina, Jurate Vaiciukaite, da Lituânia, Larry Dunn, dos Estados Unidos da América, Orlando Azevedo, do Brasil, Zoltan Vanczo, da Hungria, Maria Tudela, de Espanha, entre muitos outros.

Música e livros

O festival, organizado pela iNstantes – Associação Cultural em parceria com os Municípios de Vila Nova de Gaia e de Arcos de Valdevez, bem como da Junta de Freguesia de Avintes, entre outros apoios, também terá uma componente musical que começa logo no primeiro dia, 29 de Abril, com o violinista albanês Florian Vlashi. Depois, no dia 7 de Maio, no auditório da Casa da Cultura de Avintes, toca José Pereira e o grupo Sim Somos Capazes.

Antes do encerramento do festival, a 29 de Maio, haverá ainda lugar ao lançamento do livro “Comunidades, Emigração e Lusofonia” da autoria de Daniel Bastos, no auditório da Casa da Cultura de Avintes e, também no mesmo espaço, mas a 28 de Maio, Franklim Cardoso declama poesia.

A edição deste ano do iNstantes – Festival Internacional de Fotografia de Avintes conta com fotógrafos de 14 países ou regiões e vai acontecer entre os dias 29 de Abril e 29 de Maio. Terá ainda, pela primeira vez, um pólo em Cabo Verde. In “Hoje Macau” - Macau


 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Macau - Gonçalo Lobo Pinheiro lança novo livro de fotografia sobre o lago Tonle Sap no Cambodja


O fotojornalista Gonçalo Lobo Pinheiro acaba de lançar um novo livro de fotografia. Com o nome “Tonle Sap”, a obra retrata as vivências no lago com o mesmo nome, localizado no Cambodja, e que tem uma extensão de 2590 quilómetros quadrados. Na estação das chuvas, o lago pode atingir os 24605 quilómetros quadrados, tornando-se, desta forma, na maior extensão de água doce da região do sudeste asiático.

Gonçalo Lobo Pinheiro fotografou este local em 2015, sendo que algumas das imagens integraram a exposição colectiva “Photography Now”, que aconteceu em 2018 na Brick Lane Gallery em Londres, Inglaterra. Algumas fotografias foram também pré-seleccionadas para o Festival de Fotografia Paraty em Foco, também em 2018, e receberam menções honrosas em concursos internacionais de fotografia.

O lago, que na língua khmer significa água fresca, localiza-se na planície central do país. As províncias que o rodeiam são, ao norte, Siem Reap e Kompung Thom, e ao sul Battambang, Pursat e Kompung Chinang. Desde 1997 que o lago é Reserva da Biosfera da UNESCO, fazendo parte de um grande ecossistema hídrico, o maior do sudeste asiático.

O Tonle Sap é vital para a economia regional pela sua riqueza em pesca e a fertilidade das suas terras para o cultivo do arroz. Está intimamente associado ao complexo arqueológico e religioso de Angkor Wat, no qual se estende na sua área noroeste, próximo da cidade de Siem Reap, a segunda maior cidade do Camboja. A obra, com 28 páginas e fotografias a preto e branco, é editada pela Artisan Raw Books, editora brasileira. In “Hoje Macau” - Macau


 

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Macau – “Rostos de Macau” alertam para a importância do uso de máscara

“Faces of Macau” é o nome do mais recente projecto de Gonçalo Lobo Pinheiro, que procura retratar várias pessoas de Macau para alertar para a importância do uso de máscara em tempos de Covid-19. O fotojornalista radicado em Macau publica diariamente novos retratos no Instagram, mas o projecto poderá vir a transformar-se mais tarde numa exposição ou num livro



São, para já, 10 retratos, mas o objectivo de Gonçalo Lobo Pinheiro é ultrapassar os 100. Em “Faces of Macau”, o fotojornalista português quer destacar a importância do uso de máscara na actualidade, tendo decidido retratar pessoas de Macau que vai publicando diariamente na rede social Instagram. Mais tarde, o projecto poder-se-á desenvolver numa exposição ou na publicação de um livro.

“O fio condutor é a máscara, quero ter essa mensagem subliminar de que uma das formas de combater esta pandemia é usando a máscara. Enquanto não houver tratamento, o grande acessório da nossa vida diária é a máscara”, disse ao Ponto Final. “Numa altura em que se está sempre a discutir se se deve usar máscara achei que gostaria de ficar com um registo para memória futura de alguns retratos também com alguma diversidade, embora nem sempre é fácil”, prosseguiu.

Inicialmente, e para fazer arrancar o projecto que conta com menos de duas semanas de existência, Gonçalo Lobo Pinheiro começou por recorrer a pessoas conhecidas, passando depois para abordagens na rua, um processo que nem sempre é fácil. “Há pessoas que não estão interessadas em ser fotografadas, é complicado abordar os chineses na rua para os fotografar, e a ideia é um bocado mostrar esses rostos com máscara, os rostos da pandemia de Macau. A abordagem na rua tem um interesse especial, mas tem resultado”, disse.



Apesar das 10 imagens publicadas, Gonçalo Lobo Pinheiro revela que já conseguiu reunir perto de 40 retratos, um número que rapidamente se vai aproximando da meta mínima que pretende atingir. “Tenho que ter 100, depois para a frente logo se vê. As pessoas têm aderido, tenho recebido mensagens de pessoas que gostariam de participar no projecto e eu aceito. Faço isto de várias formas, abordo pessoas na rua e pergunto se querem ser fotografadas. Tenho um papel traduzido em chinês e mostro aos chineses, é mais difícil porque às vezes ficam meio assustados, ainda mais com fotografias. A outra forma que tenho é convidar pessoas”, explicou o fotojornalista.

O número 100, porém, não é “um número fixo”, mas um valor mínimo para a iniciativa ter alguma projecção. Relativamente ao período de recolha de imagens, Gonçalo Lobo Pinheiro não se mostra preocupado. “Acho que o projecto tem pernas para andar, vamos ter pandemia para os próximos meses, isto não é uma questão que vai acabar já amanhã. Vamos continuar a andar de máscara por muito mais tempo, portanto acho que pode continuar. Mas também não tenho interesse em ter números exorbitantes, com 500 ou 1000 retratos, não faz sentido”, disse.

Ho Iat Seng na agenda

Ao longo do projecto, Gonçalo Lobo Pinheiro quer apostar na diversidade, reunindo rostos de Macau dos mais diversos quadrantes. Já retratou pessoas de várias nacionalidades, mas há um nome em particular que gostaria de fotografar: Ho Iat Seng. “O Chefe de Executivo actual faria todo o sentido e não está posto de parte, vou tentar fazer esse contacto”, contou ao Ponto Final. “Gostaria também de ter pessoas desconhecidas, gostaria de ter alguém do mercado, gostaria de ter uma foto de um ‘croupier’, mas são precisas autorizações especiais. Vou tentando”, acrescentou.



Numa fase posterior, Gonçalo Lobo Pinheiro conta que gostaria de fazer uma exposição ou publicar um livro, mas tudo dependerá também da recolha de material que for fazendo. “A ideia mais tarde era poder fazer um álbum ou um livro disto, ou até expor. E para ter um livrinho com alguma envergadura teria que ser sempre acima de 100 fotografias. Em exposição já não funciona tão bem esses valores, já teria que fazer uma escolha mais criteriosa de alguns retratos. Mas isso é no futuro, primeiro é focar-me no projecto e tentar perceber para onde posso ir e que formas de retrato posso fazer. A ideia é tentar fazer qualquer coisa para ficar marcado que a pandemia também passou por aqui”, concluiu. Pedro Santos – Macau in “Ponto Final”

pedrosantos.pontofinal@gmail.com

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Internacional – Fotojornalista português brilha com foto de Macau



Dois homens, de costas voltadas, olham para os seus telemóveis enquanto estão enquadrados num cenário enaltecido pelas imponentes Ruínas de São Paulo. Esta é a composição fotográfica geometricamente captada pela lente de Gonçalo Lobo Pinheiro, vencedor de uma menção honrosa na vertente profissional dos “International Photography Awards” (IPA), na categoria “Arquitectura: Histórico”.

O fotojornalista português submeteu três fotografias a concurso mas foi com a “Stay Tuned” que viu o seu trabalho reconhecido. Ainda que já tenha participado neste concurso, foi a primeira vez que viu uma fotografia sua de Macau a ser premiada. “Este prémio foi muito mais gratificante por ser de facto uma fotografia de Macau. Já há muito tempo que estava a tentar isso e deixou-me muito mais contente”, disse Gonçalo Lobo Pinheiro ao Jornal Tribuna de Macau.

“A fotografia tinha alguma qualidade e por isso decidi pô-la a concurso. Com isso também quero obviamente mostrar Macau porque daquelas centenas e milhares de fotografias não deve haver muitas de Macau”, disse.

Além de ajudar divulgar o território ao nível internacional, este prémio serve também para “enaltecer a classe”. “Estamos a falar de um prémio internacional, que a cada ano que passa tem cada vez mais participações – este ano teve quase 15.000 – e é sempre bom participar e ser agraciado com estes prémios”, afirmou Gonçalo Lobo Pinheiro.

Foi há pelo menos um ano que esta imagem foi captada, e nunca tinha sido divulgada. “Nunca competi com ela, nunca tinha sido publicada e estava no meu acervo. Na altura em que abriram as inscrições fui ver o que tinha para enviar e comecei a ver o que tinha de Macau e dei de caras com aquela fotografia”, recordou.

Por norma há sempre uma história por detrás de cada imagem e esta não é excepção à regra. “Tinha ido dar uma volta às Ruínas de São Paulo ao final da tarde, por volta das 18:00, e quando lá cheguei comecei a tirar fotografias das Ruínas à noite. Ainda havia turistas e quando vi aquilo assim achei que seria esteticamente perfeito”, contou.

A imagem premiada foi escolhida de entre uma série de pelo menos cinco fotografias que Gonçalo Lobo Pinheiro captou naquele final de tarde. “Uma já tem o homem com o telemóvel para baixo, noutra já não estão de costas voltadas e essa foi a melhor da sequência”, disse.

“Estava a ver aquilo tudo muito perfeitinho geometricamente. Fiz outras fotos mas naquele momento quando vi aquilo pensei logo que tinha de disparar. Achei que aquela composição estava interessante”, explicou Gonçalo Lobo Pinheiro, que é actualmente coordenador fotográfico da Revista Macau.

A Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM) parabenizou o fotógrafo – também associado e membro da direcção da AIPIM – pela atribuição da menção honrosa pela fotografia. “Esta distinção enche-nos de alegria e confirma a qualidade do trabalho desenvolvido pelo Gonçalo Lobo Pinheiro, sendo também um tributo ao fotojornalismo em Macau”, destaca a AIPIM em comunicado. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau” com “Lusa”