Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 24 de março de 2026

Angola - Artistas exibem “100tenário de Camilo Pessanha” em exposição colectiva no Camões Centro Cultural Português

O Camões Centro Cultural Português, em parceria com o literArte, realiza hoje, a partir das 17h30, a inauguração da 14.ª Exposição colectiva “100tenário de Camilo Pessanha”, uma mostra que reúne uma selecção de 14 artistas, inspiradas em três poemas do poeta e escritor português Camilo Pessanha. Depois da abertura oficial, a mesma estará patente ao público até 15 de Abril do corrente ano


Inspirada nos poemas “Caminho”, “Vénus” e “Voz Débil que Passas”, trata-se não apenas de uma exposição de artes plásticas, mas de uma mostra que representa um encontro entre gerações, unindo uma nova geração de artistas angolanos a um dos maiores nomes da literatura portuguesa.

A exposição apresenta 28 obras, entre pintura, escultura, gravura e cerâmica, explorando diferentes correntes artísticas, como o surrealismo ou o realismo, entre outras abordagens contemporâneas.

Em declaração à imprensa, o assessor de cooperação-cultura do Camões-Centro Cultural Português, João Azeredo, disse que o grupo é composto por 14 artistas diferentes que vão colocar os seus trabalhos à disposição da comunidade, alguns com mais experiência na área e outros com menos tempo de carreira. Maria Custódia – Angola in “O País”


sábado, 17 de janeiro de 2026

Angola - Artistas plásticos homenageiam Fernando Lucano em exposição colectiva

O artista plástico Fernando Lucano, falecido em 2024, vai ser homenageado a título póstumo, pela primeira vez, por um grupo de quatro artistas plásticos angolanos, numa exposição colectiva a ter lugar na próxima Quarta-feira, 21, do corrente mês, na Galeria Tamar Golan, concretamente na Fundação Arte e Cultura, a partir das 19h00


Segundo informações avançadas pela Assessora de Comunicação e Imagem da Fundação Arte e Cultura, Antónia Paulo, a amostra surge como uma iniciativa de quatro artistas plásticos, nomeadamente Wilson Belas, Saitido Sa damy, Nelo Teixeira e Paulo Amaral, que conviveram com o artista, para homenagear e agradecer a generosidade de Lucano, que durante muito tempo dedicou a sua vida à arte plástica.

Antónia Paulo referiu que Lucano foi um dos artistas com quem a instituição manteve mais proximidade, e acompanhou de perto a sua evolução artística, facto que culminou com a apresentação da sua primeira exposição no referido espaço.

“A Fundação Arte e Cultura quer agradecer e, sobretudo, honrar a memória e a arte de Lucano, uma vez que o artista sempre fez parte desta família, e já é falecido”, destacou. In “O País” - Angola


quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Angola - Exposição valoriza nomes da arte contemporânea

A exposição colectiva “Constelação Angola” inaugurada, na noite da passada sexta-feira, no Espaço Luanda Arte (ELA), na capital do país, reúne obras de nomes incontornáveis e emergentes da arte contemporânea angolana que formam uma galáxia de vozes visuais, expressões criativas e afirmações identitárias


Entre os artistas que têm obras na exposição constam os nomes de Vitex, Maria Belmira, António Olé, Francisco Van-Dúnem “Van”, Vidal dos Santos, Nelo Teixeira, Uolofé, Ricardo Kapuka, Yola Balanga, Lord Cave e Alcides Malaika.

Para essa exposição, os artistas usaram várias técnicas, nomeadamente a tinta acrílica, tinta de óleo, fotografias, colagens e papel. Além desses materiais, os artistas também usaram bidons, cadeiras e caixas, que Dominick Maia Tanner, director do ELA, considera fundamentais e peças de museu, que são vendidas para a sustentabilidade dos criadores.

As obras ficam patentes na galeria do ELA, até ao próximo dia 29 de Novembro.

Em declarações ao Jornal de Angola, Dominick Maia Tanner, curador e responsável pela exposição, disse que esta exposição não é apenas um agrupamento de artistas, é na sua óptica o reflexo vivo de meio século da Independência, resistência cultural e de permanente reivindicação criativa.

Os artistas angolanos, avançou, enfrentam desafios profundos fruto do contexto político instável, escassez de infra-estruturas culturais, dificuldades no acesso aos materiais, mercados e falta de políticas culturais sustentáveis.

Para o curador, a resiliência transformou-se em marca e a arte angolana floresceu com uma força própria, pois a geração pioneira abriu caminhos e conseguiu construir narrativas visuais que acompanharam a reconstrução nacional. Por outro lado, os artistas jovens trouxeram novas linguagens, experimentações, conceitos e diálogos com a contemporaneidade global para as artes visuais e plásticas.

O produtor reforçou que as obras expostas são reflexos da qualidade dos trabalhos que os artistas têm apresentado, apelando ao Ministério da Cultura e demais entidades a apoiarem as artes plásticas que têm se destacado muito nos últimos anos no mundo criativo.

O Ministério da Cultura, reforçou, precisa incentivar também as artistas mães, pois as mesmas têm muitas dificuldades para desenvolver as suas actividades por causa dos filhos menores.

Durante a sua abordagem, Dominick Maia Tanner disse que a arte contemporânea angolana é um testemunho de resistência e de afirmação, por traduzir a luta pela minoria, a valorização da diversidade cultural e o desejo de proteger Angola de forma local endógena e além-fronteiras.

As obras reunidas nesta exposição, acrescentou, são fragmentos luminosos de um mesmo “corpo “que simboliza a arte angolana, afirmando que é urgente que a arte angolana conquiste o lugar que merece no universo da arte africana e internacional. Elisabete Ferraz – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Artistas de Macau expõem na galeria da UCCLA

Encontra-se patente ao público, na galeria da UCCLA, em Lisboa, até 20 de dezembro, uma vibrante exposição coletiva de 25 artistas macaenses, intitulada “Aqui e Agora”, numa linha de contemporaneidade marcada, quase paradoxalmente, pelos longos e longínquos passos da História, de filosofias e de ritos orientais que se entrecruzam com as tradições do Ocidente.



A mostra percorre diversas formas de expressão artística, como a escultura, a pintura e a fotografia, mas sem perder um fio condutor que não só nos transporta, em polícromas moções, para novéis destinos, mas que também nos oferece dons e verdades de Macau, de par com dons e verdades portuguesas, nesses tempos de ontem, como nos de hoje.  

A curadoria pertence a James Chu e a José Drummond.  

Organizada pela UCCLA e pela Art For All Society (AFA), no âmbito do 25.º aniversário do retorno da Região Administrativa Especial de Macau à China, a exposição conta com o patrocínio do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e Fundo de Desenvolvimento da Cultura, e foi apoiada pelo Instituto Cultural de Macau, com parceria institucional da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP, da Câmara Municipal de Lisboa e do Observatório da China.

Fotografias da exposição “Aqui e Agora”


quarta-feira, 17 de abril de 2024

Macau - Fundação Rui Cunha comemora 12 anos com nova exposição colectiva

“Doze Anos Brilhantes” com 51 artistas locais das mais diversas áreas criativas deu início a um novo ciclo de actividades na galeria da Fundação Rui Cunha, que já conta com mais de 1600 eventos ao longo destes últimos 12 anos de produção cultural


A galeria da Fundação Rui Cunha abre as suas portas ao público com uma exposição comemorativa que marca os 12 anos de actividades culturais e educacionais da organização. Intitulada “Doze Anos Brilhantes”, a colecção conta com mais de 50 obras de diferentes artistas locais que já estiveram anteriormente associados a exposições organizadas pela fundação.

A selecção, embora com tema livre e inclusivo, destaca o auspicioso ano do Dragão como símbolo do fim de um ciclo e o desejo ainda mais “forte e determinado” de continuar a colaborar no desenvolvimento da arte e cultura de Macau.

Foi em 2012 que Rui Cunha e os seus filhos decidiram criar uma nova plataforma de promoção cultural, onde fosse possível não só fortalecer a divulgação da arte contemporânea de Macau, mas também abrir um espaço que pudesse albergar diversos tipos de actividades filantrópicas. Formalizaram o projecto com a abertura de uma nova galeria de arte no dia 28 de Abril do mesmo ano, ano do dragão de água, coincidentemente caracterizado na cultura tradicional chinesa pelo balanço entre a criatividade e a lógica.

Desde então a Fundação Rui Cunha tem vindo a organizar debates, palestras, workshops e concertos na sua sede localizada no coração da cidade, destacando-se como uma importante entidade por entre os membros da comunidade artística, académica e jurídica.

Com o passar destes últimos 12 anos, acumularam-se mais de 1600 eventos multidisciplinares entre a galeria de arte e o pequeno auditório da fundação, que hoje comemora a ocasião com uma exposição organizada não por um curador, mas sim por toda a sua equipa da área cultural, num esforço colectivo que exprime bem o motivo desta reunião, a celebração da multiculturalidade e diversidade de Macau.

Neste marco histórico para a fundação, reúnem-se 51 artistas de diferentes áreas das artes visuais. Será possível contemplar obras de caligrafia, pintura, escultura e fotografia, por entre outros novos meios de expressão artística.

Entre os nomes mais conhecidos da lista apresentada é possível encontrar Lam Po Leung, professor de artes visuais com especialização em pintura e director do recém-constituído Departamento de Comunicação da Universidade de Macau. Também se destaca outro nome conhecido na comunidade artística, o taiwanês Cai Guo Jie, que com o seu trabalho de pintura expressiva baseada na caligrafia chinesa tem recebido distinção em exposições internacionais. Haverá também a oportunidade de ver trabalhos de artistas da comunidade lusófona, como as criações de joelharia de Cristina Vinhas e a fotografia de Gonçalo Lobo Pinheiro.

A cerimónia de abertura contará com uma performance musical e dá oportunidade ao público para conhecer pessoalmente alguns dos artistas presentes. A Fundação Rui Cunha convida todos os interessados a visitarem a exposição que fica patente até ao dia 4 de Maio. Elói Carvalho – Macau in “Ponto Final”


quarta-feira, 6 de março de 2024

Angola - Exposição “África é Mulher” retrata o género feminino

A exposição colectiva intitulada “África é Mulher”, enquadrada na oitava edição do projecto LiterArte, vai ser inaugurada, quinta- feira, a partir das 18h00, no Hotel Fórum, em Luanda


De acordo com a mentora do projecto, Alzira Simões, em declarações, ao Jornal de Angola, a exposição serve para homenagear as mulheres pelo contributo dado à sociedade nos mais variados domínios do saber.

A amostra, explicou, foi inspirada num poema da autoria da escritora Bel Neto. Para esta edição, frisou, vão participar um total de 14 artistas, todas do género feminino. O LiterArte, assegurou, pretende dedicar esta exposição colectiva a todas as mulheres, por ser um mês dedicado a elas. Alzira Simões referiu que cada artista vai fazer parte da exposição com apenas uma criação, totalizando 14 obras em telas e esculturas.

A mentora do projecto revelou que a oitava edição conta com um leque bastante variado e representativo das diferentes gerações de artistas femininas, com destaque para Tânia Ana, Silva Vaz, Renata Cadete, Dyú-Arte, Helena Garcia, Laysa Marques, Imanni da Silva, Isabel Apolinário, Letícia Nguizani, Maria Brandão, Mariana Kumenda, Oksanna Dias, Raquel Vaz, e a própria Alzira Simões, mentora do LiterArte, que também se desafiou a pintar um quadro.

Alzira Simões ressaltou que o projecto LiterArte foi pensado com o objectivo de aliar a literatura e a poesia de autores específicos às mais diversas artes plásticas nas múltiplas vertentes, desde a pintura, escultura e o spoken Word.

A curadora realçou que a exposição "África é Mulher”, não é apenas um espaço para dar a conhecer o potencial artístico das artistas. Porém, o projecto  LiterArte visa essencialmente, a troca de experiências, a promoção de debates sobre os mais variados assuntos ligados às artes, bem como a realização de oficinas. Armindo Canda – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Moçambique - Fundação Fernando Leite Couto inaugura colectiva “daqui e dali”

A Fundação Fernando Leite Couto inaugurou, esta quarta-feira, a exposição colectiva intitulada “Daqui e dali”, juntando os artistas plásticos, António Mucavele, Bruno Chichava, Miguel Levy, Nhongwene e Simbraz.


Na nota de imprensa da Fundação Fernando Leite Couto, lê-se que os cinco artistas se reúnem na exposição para levantar reflexões sobre o contexto social moçambicano em diferentes perspectivas. Todos eles, de diferentes passados e presentes, até divergentes nos anos de experiência e de vida, têm como factor de interesse os desencontros ou as discordâncias entre as cenas representadas.

A temática escolhida, de acordo com a curadora Yolanda Couto, embora abordada em diferentes vertentes quer na técnica utilizada quer ainda na forma de interpretação pessoal é, contudo, nesta exposição a sociedade em geral numa uni-multiplicidade de aspectos daqui e dali. Por isso o título escolhido que procura conferir a liberdade de interpretação que nos desafia nesta mostra eclética, mas também a maturidade do que persegue cada um dos artistas, enquanto narrativa e estilo.

António Mucavele (n.1997) apresenta um trabalho curioso de aplicação de técnicas mistas e materiais para a construção das suas esculturas. Utilizando o carvão vegetal como “matéria-prima”, as suas esculturas ganham formas que representam verdadeiras personagens em plena acção.

Bruno Chichava (n.1990), conhecido pelas paredes transformadas em telas, suas obras gravitam numa combinação de cores e símbolos que nos remetem para as relações com o imaginário, mas com a natureza em diálogo com uma África mítica.

Miguel Levy (n. 1957, Portugal) é tem no pincel as texturas da cidade, do dia-a-dia das pessoas nos passeios, nas ruas e até na sua intimidade. Na sua pintura destacam-se personagens que se aproximam de imediato das nossas curtas memórias e relações com espaços e personagens.

Nhongwene (n.1978) as suas obras fazem uma introspecção sobre o sujeito artístico, os dilemas e meditações do interior que se socorrem da inspiração artística para representar “retratos” ou figuras anónimas, mas que deambulam na mente e na alma do artista.

Simbraz (n.1992) apresenta as cores e as gentes quase como elas são, cabe a nós conferir-lhes narrativas. Fica o desafio, diante da inspiração e do talento artístico. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 10 de maio de 2023

Macau - Fundação Rui Cunha apresentou colectiva de Caligrafia e Pintura

A Fundação Rui Cunha inaugurou, dia 10 de Maio pelas 17h, a exposição colectiva de Caligrafia e Pintura “Eventful Years”, uma mostra conjunta dos membros da Associação de Amizade das Artes, Pintura e Caligrafia de Macau, com curadoria do mestre Lee Chau Ping.

Lee Chau Ping reuniu 43 obras de 28 artistas, entre mestres e aprendizes desta arte tradicional chinesa. Os trabalhos, a maioria dos quais expostos pela primeira vez, são principalmente pinturas a tinta-da-china, todas de alto padrão. Os temas incluem flores e pássaros, peixes e insectos, paisagens e elementos caligráficos.

Desde a sua criação, em 2000, a Associação de Amizade das Artes, Pintura e Caligrafia de Macau tem-se empenhado em promover actividades artísticas em Macau. As exposições anuais colectivas dos membros “são a oportunidade perfeita para unir a força centrípeta dos artistas envolvidos, permitindo a partilha de diferentes estilos de pintura e caligrafia, a aprendizagem, a observação e a consolidação da qualidade cultural. A nossa Associação, que tem membros em todo o mundo, pretende desenvolver um trabalho que estimule os associados para que cultivem o sentimento artístico, enriqueçam a vida espiritual e levem adiante a cultura tradicional chinesa”, pode ler-se no manifesto do curador.

Lee Chau Ping, calígrafo e pintor local, é conhecido como discípulo do estilo artístico da Escola de Pintura de Lingnan. Nascido em 1959, o artista começou a sua carreira como designer de interiores, formado pelo Instituto de Design e Indústria de Hong Kong. A paixão pelas artes vem da infância, tendo aprendido pintura e caligrafia chinesas por influência do pai, quando tinha seis anos de idade. O percurso académico levou-o depois para o mundo do design e da gestão de negócios. Seguiu para a Canadian Public Royal University, onde fez um Master of Business Administration, passou pela Princeton University, onde obteve um PhD em Gestão, e ainda pela Renmin University of China, para uma graduação em Administração de Empresas. Aos 64 anos, o espírito incansável do artista é admirável, sendo igualmente licenciado e praticante de Medicina Tradicional Chinesa desde 1999. In “Ponto Final” - Macau

 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Macau – Exposição colectiva itinerante nas ruas de Taipa

“Walking Culture – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” é o nome da nova mostra itinerante promovida pelo espaço Taipa Village Art Space e que pode ser visitada a partir da próxima quarta-feira, dia 3 de Fevereiro. O público poderá ver cartazes nas ruas da vila da Taipa com obras de arte de artistas como Ana Aragão e Maxim Bessmertny, entre outros



Levar uma exposição para fora de portas de uma galeria de arte era um objectivo que João Ó queria atingir há muito. Mas só agora foi possível ao espaço Taipa Village Art Space cumprir esta ideia, que se materializa com a exposição itinerante “Walking Culture – Outdoor and Indoor Collective Exhibition”, inaugurada na próxima quarta-feira, dia 3 de Fevereiro, às 17h30, e que se mantém até ao dia 31 de Março.

Naquela que é a primeira exposição colectiva promovida pela galeria, a ideia é também mostrar a génese da vila da Taipa, do ponto de vista cultural e também do património. Desta forma, serão exibidos cartazes em locais como a rua dos mercadores, largo Camões ou rua dos clérigos.

“O próprio cartaz terá uma imagem da obra de arte e será maior do que a obra de arte em si”, descreveu João Ó, curador da mostra, ao HM. “A parte interessante desta exposição é a ampliação da obra e a sua exposição pública, o contacto inesperado com o visitante. Há esta ideia de uma vila que é única, a sua dimensão fora da cidade. As pessoas sentem-se à vontade”, apontou.

O visitante terá acesso a um mapa itinerante que explica a localização dos cartazes pelas ruas, e que ao mesmo tempo revela os edifícios emblemáticos da vila da Taipa. “Há uma mistura de toda a parte cultural que existe na vila. Estamos muito habituados a ir a uma exposição dentro de um espaço, e eu queria que as pessoas fossem a uma mostra fora, que tivesse uma natureza diferente”, frisou João Ó, que é também arquitecto.

Mas esta exposição não se fará apenas fora de portas, uma vez que na galeria Taipa Art Village serão exibidos as obras de arte originais, que passam por expressões artísticas tão diferentes como a impressão, pintura a aguarela, fotografia ou graffiti.

Trabalhos de fora

Nesta exposição colaboram artistas como P.I.B.G, Hugo Teixeira, Fan Sai Hong, Tong Chong, Allen Wong, Ana Aragão, Maxim Bessmertny, Lio Man Cheong, Chan Hin Io, Zinecoop (Hong Kong), Un Chi Wai, Bonnie Leong & Kitty Leung. Muitos deles já expuseram em Macau.

“Dos três artistas que já expuseram e vão estar na colectiva, alguns não estão cá e consegui pedir algumas obras. A Ana Aragão, que está no Porto, enviou um trabalho inédito para esta exposição, o Hugo Teixeira que foi estudar fotografia para os EUA também enviou um trabalho fotográfico e temos um ilustrador de Macau que foi viver para Taiwan e que enviou uma colagem. Todos eles têm a experiência deste território, mas há alguns artistas que estão a morar fora”, disse o curador.

As expectativas de sucesso desta mostra são muitas num território praticamente fechado ao exterior e onde há uma grande vontade de iniciativas culturais. “Estamos todos um pouco confinados e fartos de estar no mesmo sítio, e penso que vai haver bastante aceitação e as visitas vão ser muitas, porque há falta de actividades. Quando tivemos a última exposição em tempos de covid-19 atraímos muita gente”, concluiu João Ó. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”


segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Angola - Salão Internacional de Exposições apresenta uma exposição colectiva de artes, intitulada Plasticidades Anti-Covid-19


Uma exposição colectiva de artes, intitulada Plasticidades Anti-Covid-19, está patente até ao dia 31 de Janeiro no Salão Internacional de Exposições (SIEXPO) - situado no Museu de História Natural, em Luanda.

A amostra, que reúne obras de 34 artistas, foi inaugurada a 4 de Janeiro, no âmbito das celebrações do Dia Nacional da Cultura, assinalado a 8 do corrente mês, e visa, entre outros aspectos, prestar um tributo a Paulo Jazz, artista plástico angolano falecido em Dezembro do ano passado, vítima de doença.

Aberta de segunda a sexta-feira, a exposição reúne obras de escultura, instalações, pintura, desenho e vídeo de artistas de diversas gerações e escolas, de Álvaro Macieira a Etona, passando por Guilherme Mampuya, Marcela Costa, Kapela, Cristiano Mangovo, António Ole, Sabby e do próprio homenageado, o malogrado Paulo Jazz.

Organizada pelo Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA), com o apoio da Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), a exposição possui três características, designadamente "comemorativa, antológico-histórica e de homenagem [a Paulo Jazz]", conforme explica ao Novo Jornal Dom Sebas Cassule, o curador da amostra, que realça que o termo "plasticidades" surge no tema da exposição para "simbolizar algo concreto como uma ideia, situação ou denúncia". Onélio Santiago – Angola in “Novo Jornal”