Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Internacional - Lama pegajosa em ilha "recém-nascida" no Pacífico intriga cientistas

É uma das mais recentes ilhas do mundo e agora tem mais uma razão de interesse para os cientistas: uma espécie de lama viscosa que ainda não se conseguiu explicar



Localizada no Pacífico Sul, a ilha, que nasceu depois de uma erupção vulcânica no final de 2014, é, segundo a NASA a primeira do seu género a formar-se desde que há imagens por satélite da Terra.

A Hunga Tonga, como foi batizada, tem sido acompanhada precisamente com recurso a satélites, mas só quando foi visitada por cientistas, em outubro no ano passado, é que se revelou portadora de novos motivos de interesse: a sua vegetação "única" e uma lama misteriosa e pegajosa.

"Parecíamos todos crianças inebriadas", recorda Dan Slayback, do Goddard Space Flight Center da NASA, no blogue acerca da expedição.

"A maior parte [da ilha] é cascalho preto, não lhe chamaria areia - cascalho do tamanho de ervilhas - e a maioria de nós usava sandálias por isso é bastante doloroso quando se enfia debaixo dos pés", acrescenta.

Mas a surpresa não foi esta característica, mas sim uma "lama de argila clara". "Era muito pegajosa" e os cientistas ainda não sabem de onde vem. Cinza é que não é, assegura Slayback.

A vegetação que começava, então, a crescer num istmo da ilha também intrigou a equipa, que acredita que a fertilização está a cargo das aves das ilhas nas imediações.



Inicialmente, os cientistas pensavam que a ilha acabaria por desaparecer em alguns meses, mas um estudo divulgado em 2017 pela agência espacial norte-americana atualizou a previsão para um período entre 6 a 30 anos.

Agora, Slayback diz que a ilha para estar a sofrer os efeitos da erosão mais rapidamente do que se previa. "Estavamos focados na erosão da costa sul, onde as ondas batem, o que está a acontecer. Mas toda a ilha está a desaparecer também". Clara Cardoso – Portugal in  "Visão"

quinta-feira, 15 de março de 2018

Internacional – O mistério por esclarecer do desaparecimento da aviadora Amelia Earhart

A ossada que pode esclarecer mistério do desaparecimento da aviadora Amelia Earhart



Uma ossada descoberta em 1940 na ilha do Pacífico Nikumaroro, cerca de 3 mil km a sudoeste do Havaí, pode ser a da famosa pilota americana Amelia Earhart, conhecida por ser a primeira mulher a voar sozinha sobre o Atlântico.

 Earhart, seu avião e seu navegador, Fred Noonan, desapareceram sem deixar rastros em 1937 sobrevoando o oceano Pacífico rumo à ilha Howland. A explicação oficial é que ela não encontrou a ilha, perdeu a comunicação e ficou sem combustível, caindo no oceano.

 Embora essa seja uma versão amplamente difundida, não há evidências - como destroços da aeronave - para sustentá-la. Desde então, muitas teorias procuram explicar seu desaparecimento.

Mas um novo estudo publicado na revista científica Forensic Anthropology diz que a ossada encontrada bate 99% com o tipo físico de Earhart.

Intitulado “Amelia Earhart e a Ossada de Nikumaroro”, o estudo foi primeiramente publicado pela Universidade da Flórida e conduzido pelo professor Richard Jantz, da Universidade do Tennessee.

Sabe-se que Earhart estava perto da ilha quando desapareceu na tentativa de voar ao redor do globo.



Análise errada

Um grupo britânico que explorava a ilha em 1940 para verificar se ela era habitável encontrou uma caveira humana, um sapato de mulher, um instrumento naval usado pelo navegador Fred Noonan, que desapareceu junto com Earhart, e uma garrafa do licor Benedictine, bebida que a pilota costumava sempre levar.

"Havia a suspeita na época de que os ossos pudessem ser de Amelia Earhart", escreveu Jantz.

O grupo encontrou um total de 13 ossos, os quais foram então enviados às ilhas Fiji para serem analisados pelo doutor DW Hoodless, que disse que eles eram de um corpo masculino.

Jantz diz que, pelo fato de a osteologia forense (estudo dos ossos) estar em estágio inicial à época, Hoodless provavelmente errou em sua análise. "A osteologia forense não estava bem desenvolvida no início do século 20", diz o texto publicado na revista científica.

Como a ossada desapareceu, Jantz usou as medidas dos ossos feitas por Hoodless e um software moderno para compará-los com o peso e estatura de Earhart.

Os pesquisadores também usaram fotografias antigas, assim como suas habilitações para dirigir e pilotar avião, para determinar se as proporções do corpo da americana batiam com as dos ossos.

Uma costureira com experiência em vestimentas históricas também foi consultada para analisar as roupas de Earhart, incluindo o comprimento das pernas e a circunferência da cintura de uma das calças da pilota.

"Essa análise revela que Earhart é mais parecida com a ossada de Nikumaroro do que 99% dos indivíduos em uma ampla amostragem de referência", diz o estudo.

A pesquisa descobriu que os ossos pertenciam a uma mulher descendente de europeus e com altura acima da média, como era o caso da pilota.

"Isso dá um forte suporte à conclusão de que os ossos de Nikumaroro pertenciam a Amelia Earhart".

"Até que evidências definitivas sejam apresentadas dizendo que os restos mortais não são os de Amelia Earhart, o argumento mais convincente até o momento é de que são dela", escreve Jantz.

Earhart é frequentemente homenageada como uma das pioneiras do empoderamento feminino e recentemente foi escolhida para ser retratada como uma boneca Barbie. In “Defesanet” - Brasil



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Peru - Construção da Ferrovia Transoceânica Atlântico - Pacífico

A ligação ferroviária transcontinental que poderá vir a ligar o Brasil ao Peru – e que deverá contar com a ajuda financeira da China – deverá custar US$60 mil milhões, de acordo com a agência de notícias Reuters.

A estimativa foi avançada pelas autoridades chinesas a representantes do Peru, durante a visita do Presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, e do Vice-Presidente peruano, Martín Vizcarra, à China, na semana passada.

O segmento peruano da ligação ferroviária – que deverá ter mais de 3.000 quilómetros de comprimento na sua totalidade – deverá custar US$35 mil milhões, enquanto o segmento brasileiro deverá custar US$25 mil milhões, referiu Martín Vizcarra, citado pela agência noticiosa.

De acordo com a Reuters, caso se confirme o valor total de US$60 mil milhões, esta ligação ferroviária constituirá um dos projectos de infra-estruturas mais caros do mundo.

Em Maio do ano passado, a China, o Brasil e o Peru concordaram em realizar um estudo de viabilidade relativo à proposta de desenvolvimento da ligação ferroviária transcontinental. O acordo foi alcançado durante uma visita do Primeiro-Ministro chinês, Li Keqiang, à América Latina. In “Fórum Macau” – Macau

Mais informação publicada no blogue, aqui.

sábado, 19 de março de 2016

Brasil - Porta para o Pacífico, estratégica para Goiás

Porto Seco Centro-Oeste cresceu 9 mil por cento em 10 anos

Paralelamente à retomada da navegação para a exportação de grãos da Região Centro-Oeste, em direção aos portos do Sudeste do País, sob a liderança de Goiás, os governos do Brasil e do Equador discutem a conexão naval e rodoviária entre Manaus e Manta, no Equador, para reduzir o tempo de transporte de produtos, em até 10 dias, em comparação com a via do Canal do Panamá. O eixo multimodal seria estratégico para o aumento substancial das exportações e importações brasileiras para o Equador, Peru e Bolívia, mas o grande foco do Brasil através da criação de uma porta para o Pacífico é a ampliação das relações comerciais com a China, o Japão, a Índia e outras potências asiáticas.

Na esteira deste projeto estruturante para a economia sul-americana, a expectativa de criação do eixo rodo-ferro-naval de oito mil quilômetros entre o Porto Seco Centro-Oeste, em Anápolis, e o Porto de Manta potencializaria a criação de um gigantesco corredor agrícola nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil e a consolidação da operação comercial da Ferrovia Norte-Sul. Com a aproximação dos mercados asiáticos, através da porta para o Pacífico, Anápolis seria o marco zero de um dos maiores corredores multimodais do mundo.

Estrategicamente localizado no centro geográfico do Brasil, o Porto Seco Centro-Oeste cresceu 9 mil por cento em 10 anos e ganhará mais competitividade com a abertura de uma porta para o Pacífico, passo decisivo para consolidação da Plataforma Multimodal de Goiás e do Centro de Distribuição de Anápolis, distante de 70 por cento do PIB brasileiro num raio de apenas 1.300 quilômetros.

Com o advento do modal aéreo, através do Aeroporto Internacional de Cargas, cuja pista para operação dos maiores aviões do mundo já está concluída, Anápolis consolidará um competitivo hub logístico multimodal interligado ao entreposto da Zona Franca de Anápolis. Tão importante para o Centro-Oeste quanto para o Norte do Brasil, este projeto estruturante deverá sair do papel com a operação comercial da Ferrovia Norte-Sul.

A expectativa de abertura de uma porta para o Pacífico, assim como a retomada da navegação, é um desafio para a aceleração do desenvolvimento da Região Centro-Oeste e para o crescimento das exportações e importações do Estado de Goiás, conquanto estratégica para a inserção de Anápolis no seleto grupo de cidades globalizadas. Manoel Vanderic – Brasil in “Diário da Manhã”

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Brasil – Construção da Ferrovia Transoceânica Atlântico - Pacífico

Goiás terá rota para o Oceano Pacífico

Acordo entre os governos brasileiro, chinês e peruano dá início à construção da Ferrovia Transoceânica, ligando o Atlântico ao Pacífico, iniciando no Rio de Janeiro, passando por Uruaçu até os portos de San Juan, Matarini e Llo, no Peru.

Reduzir para US$ 30 o preço da tonelada de grãos exportado para a Ásia. Essa é uma das metas do governo brasileiro e do governo chinês com a Ferrovia Transoceânica, ou Ferrovia Transcontinental, que terá 5,3 mil km, dos quais 2,9 mil km passando pelo Brasil. A ferrovia será construída em seis anos e ligará o litoral norte do Rio de Janeiro à malha ferroviária do Peru passando pelas cidades de Uruaçu (GO), Vilhena (RO), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC) e Boqueirão da Esperança (Fronteira Brasil-Peru). A Ferrovia Transcontinental ainda integra a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fiol) que sai de Ilhéus (BA) ligando-se à Ferrovia Norte-Sul em Figueirópolis (TO).

A ideia do trecho ferroviário ligando os oceanos Atlântico e Pacífico surgiu em 2007. Já em 2009 o trecho entre Uruaçu (GO) e Vilhena (RO) teve seu pré-projeto concluído e foram estimados que a extensão desse trecho será de 1.500 quilômetros a um custo de R$ 5,25 bilhões em bitola larga permitindo uma velocidade de até 120 km/hora.

A Ferrovia Transoceânica teve início com protocolo assinado entre os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram em novembro de 2014 um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho trilateral, que permitirá o avanço do projeto de conexão ferroviária bioceânica entre Peru e Brasil com participação chinesa.

Este foi um dos sete acordos que Xi e Humala assinaram na reunião realizada no Grande Palácio do Povo de Pequim. O roteiro faz parte da visita oficial que o líder peruano realiza à China após sua participação na cúpula do fórum da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na sigla em inglês).

Corredor

Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e o Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico. O acordo trilateral foi assinado pelo Ministério de Transportes e Comunicação do Peru, o Ministério dos Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China.

Em julho do ano passado, os presidentes da China, Xi Jinping, e do Brasil, Dilma Roussef (PT), já haviam assinado um memorando que permite o investimento de empresas chinesas em ferrovias brasileiras. A CRCC (China Railway Construction Corporation) assinou com a Camargo Corrêa um termo de acordo para estudar a formação de consórcios para disputar leilões de concessões de trechos de ferrovias.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o primeiro negócio que o futuro consórcio pode disputar é o leilão do trecho de ferrovia que liga Lucas de Rio Verde (MT) a Campinorte (GO), na Ferrovia Norte-Sul. Outros cinco trechos despertam o interesse dos chineses nos próximos anos, entre eles a Ferrovia Transoceânica e outros ramais da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), com 1.527 km de extensão, estabelecerá à comunicação entre o porto em Ilhéus e as cidades baianas de Caetité e Barreiras a Figueirópolis, no Tocantins, ponto de interligação dessa ferrovia com a FNS. (Com informações da Valec e jornal Folha de S.Paulo). Marcus Vinícius – Brasil in “Diário da Manhã”