Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 17 de maio de 2021

Angola - Plataforma BayQi permite a artistas nacionais venderem obras em mais de 25 países

Artistas angolanos já podem vender as suas obras em todo o mundo, através da BayQi, plataforma nacional de comércio electrónico que recentemente lançou o serviço VISA


A empresa angolana BayQi, primeira plataforma de comércio electrónico no País, acaba de lançar um serviço que vai permitir aos artistas nacionais comercializarem obras em qualquer parte do mundo. Escritores, músicos, artistas plásticos, cineastas, entre outros, têm agora uma "janela" aberta para mostrar os seus talentos.

Em declarações ao Novo Jornal, Fátima Almeida, fundadora e CEO da BayQi, explicou que a empresa lançou o serviço VISA para permitir aos seus clientes procederem pagamentos, pela internet, de bens ou serviços, que estejam disponíveis na plataforma, a partir de qualquer parte do mundo.

Esclareceu que, para uma obra ou outro produto estar disponível na referida plataforma e ser comercializada fora de Angola, o artista ou a empresa só precisa de entrar em contacto com a BayQi, quer através do seu sítio (www.bayqi.com), quer por via telefónica (939 725 027).

O novo serviço, que marca mais uma etapa da internacionalização da BayQi, tem uma logística para mais de 25 países, com destaque para Portugal, Brasil, Estados Unidos da América, República Democrática do Congo, São Tomé, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Senegal, África do Sul, Cabo Verde e Etiópia.

"O serviço VISA, que acabámos de lançar, marca mais uma etapa no processo de globalização da BayQi e é, ao mesmo tempo, uma oportunidade que os nossos artistas têm para comercializar as suas obras. A BayQi sempre deu uma singular importância às artes nacionais. Muito recentemente, por exemplo, promovemos uma feira do livro que contou com a participação de escritores e editoras nacionais", destacou a responsável.

Livros como "Predadores", "O Cão e os Caluandas", "Crónicas Mal Dispostas", do escritor angolano Pepetela, "Uma Escuridão Bonita", de Ondjaki, "O Reino das Casuarinas", "Teoria Geral do Conhecimento", de José Eduardo Agualusa, e outros de João Melo, José Luís Mendonça e Victor Hugo Mendes já estão a ser comercializados na plataforma e podem ser adquiridos, via VISA, por qualquer pessoa e em qualquer parte do mundo.

Para além das obras literárias, a plataforma está preparada para comercializar pelo mundo outras modalidades artísticas, como pinturas, artesanato e CD, basta, para isso, que os autores contactem a startup angolana, com sede em Luanda.

Serviço também vai beneficiar famílias e empresas

Para além das obras de arte, explica a CEO da BayQi, o serviço vai permitir que cidadãos no exterior possam comprar produtos diversos para ajudar amigos e famílias que residem numa das 18 províncias do País. Fátima Almeida garante que a startup também tem logística para fazer entrega nos países referenciados.

"O maior objectivo é conectar África com o mundo. Com esse serviço, como já referimos, vamos poder conectar pessoas singulares e famílias. Há muitas famílias que estão fora de Angola, que querem, por exemplo, comprar telefones ou alimentação para parentes no País e já o podem fazer através da BayQi", frisou.

Disponibilizando o VISA, a BayQi abre, igualmente, uma oportunidade às micro, pequenas, médias e grandes empresas angolanas interessadas em expandir os seus negócios no mundo. Os produtos Made in Angola podem agora ser comercializados por toda a parte do mundo, a partir do sítio ou do aplicativo BayQi.

"Os empresários têm agora uma grande oportunidade de actuar no mercado internacional, uma vez que os produtos na plataforma BayQi ficam disponíveis para mais de 25 países, como já frisamos. Para isso, basta contactarem-nos através da nossa linha de apoio ao cliente ou por e-mail", detalhou.

A BayQi, empresa de direito angolano, é uma plataforma de comércio electrónico (B2C) que permite ao empreendedor, em qualquer parte do mundo, vender os seus produtos de forma segura e simples, directamente ao consumidor final em África.

Fundado a 26 de Abril de 2016, o sítio da BayQi congrega mais de 50 empresas nacionais e internacionais, com operações no mercado, nos sectores do vestuário, materiais electrónicos, alimentação, bebidas, imobiliários, entre outros. Hélder Caculo – Angola in “Novo Jornal”

 


quinta-feira, 8 de abril de 2021

China - Administração Geral de Alfândega analisou com representantes de Macau a implementação de facilidades para os géneros alimentícios dos países lusófonos

Representantes de vários organismos de Macau estiveram em Pequim para discutir com a Administração Geral de Alfândega a implementação de facilidades de desalfandegamento para géneros alimentícios dos países lusófonos e produtos de comércio electrónico transfronteiriço


Uma delegação do Governo da RAEM, organizada pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e composta por representantes da DSEDT, dos Serviços de Alfândega (SA), Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) e Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) rumou recentemente a Pequim para visitar a Administração Geral de Alfândega da China, com o intuito de abordar a instituição de facilidades de desalfandegamento para produtos alimentares dos países de língua portuguesa e do comércio electrónico transfronteiriço. Além disso, as duas partes trocaram opiniões sobre questões ligadas à inspecção, quarentena e segurança alimentar dos produtos de Macau.

Durante o encontro, realizado a 1 de Abril, a comitiva da RAEM apresentou à Administração Geral de Alfândega “as dificuldades e os problemas encontrados pelo sector empresarial de Macau na entrada no Interior da China dos géneros alimentícios dos Países de Língua Portuguesa e dos produtos de comércio electrónico transfronteiriço”, refere uma nota da DSEDT. Em concreto, foram mencionadas questões sobre a entrada no Interior da China de produtos alimentares lusófonos “após serem processados de forma aprofundada em Macau”, bem como “a separação e o trânsito” dos géneros alimentícios dos países de língua portuguesa na RAEM e a “amostragem aleatória dos produtos de comércio electrónico transfronteiriço”.

Em análise estiveram ainda o alargamento da lista de produtos sujeitos ao controlo no âmbito do Acordo de Cooperação de Supervisão da Segurança de Géneros Alimentícios Fabricados em Macau e Fornecidos para o Interior da China e a optimização do regime de supervisão da inspecção e quarentena dos produtos de origem de flora e fauna de Macau. As duas partes “procederam ao intercâmbio e à discussão aprofundada” sobre esses temas, indica a mesma nota, sem adiantar eventuais conclusões.

“A Administração Geral de Alfândega da China reconheceu o empenho de Macau na promoção do comércio entre a China e os Países de Língua Portuguesa” e na construção da “plataforma” de serviços para a cooperação comercial sino-lusófonas, “agradecendo as opiniões manifestadas por RAEM e levando-as em consideração”, pode ler-se no comunicado. “No futuro, a Administração Geral de Alfândega irá apoiar proactivamente os trabalhos relacionados com a zona de cooperação aprofundada de Hengqin e colaborar com a RAEM na promoção da diversificação industrial”, acrescenta.

A delegação, que integrou o director da DSEDT, Tai Kin Ip, o presidente do IPIM, Lau Wai Meng, o adjunto do director-geral dos SA, Vong Vai Man, e a Administradora do Conselho de Administração do IAM, Ung Sau Hong, foi recebida pelo chefe do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong, Macau e Taiwan da Administração Geral de Alfândega, Zhang Baofeng. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau