Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Angola - Terminal da Barra do Dande pronto 13 anos depois da sua apresentação

Fim do armazenamento de combustíveis no mar. A infraestrutura vai ter uma capacidade para armazenar 580 mil metros cúbicos de combustíveis e será a plataforma logística de distribuição para todo o País. O custo foi estimado em 700 milhões USD, teve três empreiteiros e uma história complicada desde que o projecto foi apresentado em 2012



O Terminal Oceânico da Barra do Dande (TOBD) será o entreposto nacional de armazenagem e distribuição de combustíveis do País, sendo que quando estiver operacional, os barcos irão descarregar directamente no local os combustíveis refinados onde serão armazenados, e a partir daqui serão distribuídos para todo o País. Em termos de infraestruturas, o terminal comporta 16 tanques de combustíveis líquidos (8 de gasóleo e 8 de gasolina), 34 tanques de LPG, com capacidade para 580 mil metros cúbicos (320 mil metros cúbicos de gasóleo, 160 mil de gasolina e 102 mil de LPG (gás de uso doméstico)).

Um valor que em situação de crise "possibilita uma autonomia de abastecimento em todo o País de 30 dias", explicou o ministro Diamantino de Azevedo, reforçando que o PDN 2023-2027 prevê que Angola tenha uma capacidade de armazenamento de combustíveis em terra de 1,26 milhões de metros cúbicos. Para isto acontecer, vai ser necessário construir outras unidades logísticas no território nacional.

O projecto conta ainda com a "unidade 200", um conjunto de pipelines que interliga as várias unidades de projecto, os vários tanques, e a movimentação de produto recepcionado para o mar, para os tanques, e dos tanques para os camiões. Tem ainda uma unidade de captação de água a partir do rio Dande, laboratórios, armazéns, oficina, sistemas de energia, etc. Toda esta infraestrutura é gerida por uma Sala de Controlo.

Vão também nascer no seu perímetro diversos projectos industriais, sendo que nesta altura já está contratualizada a implantação de fábricas de azulejos, mosaico e papel, indústrias de silício de quartzo, alumínio, plásticos e material hospitalar descartável, além do grande projecto imobiliário Dubai Investements Park Angola. Antes da cerimónia de inauguração, o PCA da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, assinou contratos de parceria com a BP, Vitol Trafigura, Sahara, Gemcorp, Sinochem, Glencore, Antenoc e Total.

De acordo com Mauro Graça, gestor do projecto, o grande benefício da operacionalidade do terminal é a eliminação permanentemente do armazenamento flutuante. "Com esta infraestrutura, o País passa a ter a capacidade para receber todo o produto que for consumido internamente, armazená-lo por inteiro no TOBD, e a partir daqui fazer todo o processo logístico de distribuição entre as várias instalações e pontos de consumo do Terminal", sublinha.

Já o presidente da República, destacou a auto-suficiência no sector do petróleo e gás como maior objectivo, destacando a importância estratégica do TOBD e da refinaria do Lobito. "Se nos próximos anos concluirmos as obras da Refinaria do Lobito, aí sim, poderemos dizer que em termos de auto-suficiência na produção de combustíveis, estaremos bem, e o País estará igualmente bem", sustentou.

A propósito do combate ao contrabando de combustíveis, e para além das medidas de carácter policial, João Lourenço falou também da necessidade do ajustamento do preço dos combustíveis ao preço real. "Importamos a um preço e vendemos a um preço inferior ao da importação. Ou seja, o País está a perder dinheiro. Compra a 10 e vende a seis. Isto é uma situação que, uma vez resolvida, com certeza vai desencorajar todos aqueles malfeitores que estão envolvidos no contrabando de combustíveis", reforçou. In “Expansão” - Angola


sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Portugal - Governos negociam acordo para o porto de Sines ser o centro logístico do Brasil na Europa

Nesta sexta-feira em Lisboa, o ministro dos Portos e Aeroportos brasileiro disse que o Brasil espera assinar no início de 2025 um acordo de cooperação com Portugal para tornar o porto de Sines uma plataforma logística do Brasil para a Europa.


Sílvio Costa Filho, que se encontra em visita oficial a Portugal, revelou que este foi um dos assuntos debatidos com o Ministro das Infraestruturas e da Habitação de Portugal, Miguel Pinto Luz, durante o encontro que ambos tiveram na quinta-feira.

Segundo o ministro brasileiro, trata-se de “um acordo comercial” que está a ser, e “em nenhum momento foi discutida a possibilidade de empresas brasileiras participarem no porto” português.

“O que discutimos é que grandes operadores que já têm portos no Brasil (…) possam exportar produtos para o porto de Sines e este servir como parte do ‘hub’ internacional para outros portos aqui na Europa”, frisou.

“Portugal tem o porto de Sines, que representa mais de 40% da agenda portuária do Estado”, além de outros portos, salientou Sílvio Costa Filho, e do seu lado o Brasil quer dialogar com o porto de Santos, de Paranaguá, de Pecém, de Suape e de Pernambuco”, especificou.

O plano logístico deverá contar com essas rotas de integração e devem ser identificados parceiros comerciais que operam no Brasil e em Portugal, bem como outros, que possam fazer essas operações conjuntas, explicou o ministro, lembrando que “é uma prioridade do Presidente Lula [Luis Inácio Lula da Silva] ampliar o diálogo com Portugal e, cada vez mais, com o mercado europeu”.

“Lisboa hoje tornou-se num ‘hub’ internacional de aviação (…) e a ideia é que também o porto de Sines possa se transformar em parte do ‘hub’ logístico do Brasil na Europa”, concluiu.

Nos próximos meses as equipas dos dois ministérios vão estruturar o texto conjunto, para o acordo poder ser assinado numa visita do ministro português ao Brasil, o que poderá ocorrer durante a próxima cimeira Luso-Brasileira, provavelmente realizar-se em fevereiro de 2025, admitiu o governante brasileiro.

O Brasil vive “um momento muito fértil do ponto de vista de oportunidade económicas”, frisou.

“Temos mais de 50 leilões que estarão programados para os próximos 30 meses, na área portuária, aeroportuária e hidroviária. Concessões que serão feitas (…) nos próximos três anos”, destacou.

Na sua visita de dois dias a Portugal, o ministro teve também como objetivo apresentar essa carteira de investimento e concessões a investidores portugueses, num jantar na quinta-feira.

Em entrevista à Lusa, lembrou que o seu país quer “ampliar essas parcerias com o mercado europeu”, para que cada vez mais os investidores destas origens possam investir no Brasil, “em portos, aeroportos, rodovias, em petróleo e gás e na aviação”.

Os investidores, garantiu, podem participar nas concessões portuárias “integralmente, sem a participação de empresas brasileiras, porque o Brasil hoje tem um livre mercado na agenda portuária” e terão “segurança jurídica, estabilidade e, se for preciso, crédito” para os seus negócios.

O Brasil também está a fazer “um grande volume de investimentos nos portos públicos” na ordem de mais cinco mil milhões de euros, acrescentou, referindo que os leilões e concessões que estão a ser feitos nas áreas que tutela equivalem a aproximadamente sete mil milhões de euros.

“Este é o maior programa de investimentos da história do Brasil na área portuária”, sublinhou.

Além disso, “o Brasil teve um crescimento nos portos públicos brasileiros na ordem de mais de 6%”, referiu.

Quanto a interesses já manifestados por investidores portugueses para futuras concessões de portos, Sílvio Costa Filho adiantou que tem havido conversas com a “Mota Engil, Teixeira Duarte e outros grupos”, que “abriram o diálogo” com o Governo e querem fazer investimentos, mencionando ainda conversas com a Acciona, grupo espanhol que com investimentos em Portugal.

Aeroporto

O encontro serviu também para tratar sobre a ampliação de voos comerciais entre os dois países. Com quase 2 milhões de passageiros transportados, Portugal é o país europeu com maior movimentação de viajantes. O número corresponde a 32% de turistas que viajam para o exterior.

Para aumentar o fluxo de turistas, o governo brasileiro mostrou-se favorável em ampliar a conectividade entre Brasil e Portugal. Nesse contexto, o Brasil tem acompanhado o pedido de companhia aérea brasileira para aumentar o número de slots no Aeroporto Internacional de Lisboa, principal do país. A iniciativa visa expandir a atuação em empresas brasileiras em território português, contribuindo significativamente para o fortalecimento das relações bilaterais e ampliando as opções de conectividade entre as nações, o que beneficiará tanto o comércio quanto o turismo.

No âmbito da gestão portuária, os dois governantes consideraram prioritário e de comum interesse potenciar o reforço das ligações entre os dois países por meio do modal marítimo, tendo sempre como compromisso cumprir os princípios da sustentabilidade, digitalização e formação como vetores de orientação desta colaboração. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Espanha - Terminal ferroviário de Badajoz concluído em 2020


O terminal ferroviário da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, em Badajoz, estará concluído em Fevereiro de 2020, de acordo com a conselheira de Meio Ambiente e Rural, Políticas Agrárias e Território da Junta da Extremadura, Begoña Garcia.

O governo regional espanhol confia que as obras do terminal ferroviário, um investimento de 12,16 milhões de euros, que integra a segunda fase da plataforma logística de Badajoz, estarão concluídas em Fevereiro de 2020, ficando a plataforma logística com ligação directa à rede ferroviária de Portugal e Espanha.

“Espero, deseje e confio que até essa data também haverá uma melhoria radical, ou seja, de raiz, nas nossas linhas ferroviárias, que ainda estão em um estado lamentável e vergonhoso”, afirmou a conselheira Junta da Extremadura.

Begoña Garcia fez o anúncio numa visita à conclusão das obras relativas à primeira fase da plataforma, na qual foram infra-estruturados 60 hectares para as companhias aí se instalarem.

As obras da primeira fase arrancaram em Março do ano passado e terminaram no final de Junho último, dentro do prazo. Representaram um investimento de 13,5 milhões de euros. In “Transportes & Negócios” - Portugal