Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Estadão

Faleceu ontem, dia 21 de Maio de 2013, o jornalista brasileiro Ruy Mesquita director de “O Estado de São Paulo”. Filho do jornalista Júlio Mesquita Filho, formou-se na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, após ter cursado na Faculdade de Direito.

Dedicou toda a sua vida ao jornalismo, assumindo a direcção do “Estadão” em 1996, após o falecimento do seu irmão Júlio de Mesquita Neto. As palavras do “Estadão” sobre o seu Director, poderá aceder aqui. Baía da Lusofonia

Em memória de Ruy Mesquita (São Paulo, 16 de abril de 1925 — São Paulo, 21 de maio de 2013) 

Cortiça

O Município de Coruche organiza pela quinta vez consecutiva a FIPOR, Feira Internacional de Cortiça, que inicia-se hoje, 22 de Maio de 2013, Dia Internacional da Biodiversidade e decorrerá até ao próximo dia 26 de Maio de 2013 no Parque do Sorraia e no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, em Coruche.


O certame que foi apresentado oficialmente em Lisboa no passado dia 08 de Maio teve nessa data, a inauguração de uma exposição de fotografia e natureza denominada “Coruche, Capital Mundial da Cortiça” que terminará no dia 08 de Junho de 2013. A exposição está patente no Palácio Quintela, na rua do Alecrim em Lisboa.


Um dos principais temas da feira é a “Água” dando sentido ao apelo das Nações Unidas que elegeu o ano de 2013 como o “Ano Internacional da Cooperação pela Água”, realçando a importância dos montados de sobro para a conservação do solo, para a regularização do ciclo hidrológico e para a qualidade da água.


 O sobreiro, que passou a ser considerada como a “Árvore Nacional de Portugal”, após uma petição patrocinada pelas associações ambientalistas Transumância e Natureza e Árvores de Portugal, veio valorizar a Feira Internacional da Cortiça com este estatuto, consciencializando a população para a importância desta árvore e para os seus produtos.


Nos cinco dias em que Coruche será a capital mundial da cortiça, os profissionais do sector poderão participar em conferências e debates de carácter científico, mas a população em geral terá a oportunidade de participar nas mais diversas actividades lúdicas.


Hoje, dia 22 de Maio de 2013, destacamos o Lançamento da Plataforma de Transacção da Cortiça 2013 e amanhã a conferência “O Montado de Sobro em Portugal – Que Futuro?” e o Fórum Infanto-Juvenil: Festa da Água e do Montado. Na sexta-feira, 24 de Maio de 2013, salientamos a conferência “Montado de Sobro: Água e Biodiversidade”, a visita pelas escolas à indústria corticeira e a mesa redonda “Sobreiro, Inovação e Silvicultura”, no sábado a conferência “Sanidade dos Montados: Obstáculos a vencer”, no domingo a apresentação do livro “O Montado. Um lugar poético”. Baía da Lusofonia

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ascensores

Na semana passada, ingloriamente, a Carris começou, uma vez mais, a recuperar a pintura dos ascensores da Glória em Lisboa. Um fim de semana bastou, para voltarem a estar como anteriormente, borrados, havendo um grande desrespeito por estes famosos funiculares, classificados em 2002 como Monumento Nacional.


Estes ascensores que ligam os Restauradores ao Bairro Alto junto ao Jardim de São Pedro de Alcântara percorrem um trajecto de 265 metros, transportando ao longo do ano milhares de passageiros, principalmente turistas que ficam deslumbrados por estes veículos que foram electrificados em 1915, estando próximos de alcançar o centenário.


Desde 24 de Outubro de 1885 que os funiculares da Calçada da Glória fazem um constante sobe e desce, sendo o sistema original de cremalheira e cabo por contrapeso de água, passando mais tarde a ser por vapor. A construção coube ao engenheiro nortenho de origem francesa Raoul Mesnier du Ponsard (1848 – 1914).


Infelizmente, os funiculares que foram respeitados durante décadas, agora estão sujeitos a constantes maus tratos realizados sempre pela calada da noite, quando não há ninguém a guardar os veículos que ficam parados a meio da calçada.


Estes actos fazem-me recordar umas palavras proferidas há dias por alguém responsável, o Prof. Jorge Olímpio Bento que perante um cenário muito mais grave afirmou: “Diz-se que temos a juventude com melhor nível de formação de sempre; todavia a afirmação vê-se desmentido pelos factos. Afinal temos, sim, a juventude com maior grau de “instrução” de sempre. “Formação” é outra coisa bem diferente: tem a ver com índice de consciência, competência, sensibilidade e responsabilização cívica, ética e estética.” Baía da Lusofonia


Para mais informações históricas sobre o ascensor da Glória aceda aqui



                                              Fonte: mariamacaréu.blogspot.com


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Salinas


                                       A homenagem a Salinas devida

                                                                                                                                       
                                                           I

A Voz a Ti Devida/La Voz a Ti Debida, um dos melhores livros de poesia de Pedro Salinas (1891-1951), está desde agosto de 2012 no mercado brasileiro em edição bilíngue castelhano-portuguesa, graças aos esforços de José Jeronymo Rivera (1933), que se tem destacado como um dos grandes tradutores das poesias espanhola e francesa para a Língua Portuguesa. Lançado pela Thesaurus Editora, de Brasília, a edição traz um extenso e elucidativo ensaio à guisa de prefácio, “Pedro Salinas e La Voz a Ti Debida”, de autoria do escritor e professor José Antonio Pérez-Montoro, assessor cultural da Embaixada da Espanha em Brasília e tradutor de autores brasileiros para o espanhol, além de apresentação do poeta João Carlos Taveira, notícias biobibliográficas do autor e do tradutor e texto de contracapa do poeta Anderson Braga Horta.


Para quem desconhece a história da Literatura Espanhola, é preciso que se diga que Salinas fez parte da Geração de 27, que inclui, entre outros, Rafael Alberti (1902-1999), Jorge Guillén (1893-1984), Luis Cernuda (1902-1963), Vicente Aleixandre (1898-1984) e Federico García Lorca (1898-1936), o mais famoso deles. E que A Voz a Ti Devida é o seu título mais conhecido, sendo considerado o melhor livro de poesia amorosa do século XX da Literatura Espanhola, na opinião de muitos estudiosos. Esta bela tradução, portanto, é uma homenagem que as letras brasileiras deviam à memória de Salinas e à Literatura Espanhola.


Graduado em Direito, Letras e Filosofia, Salinas dedicou-se à docência universitária. De 1914 a 1917, atuou como leitor de Espanhol na Sorbonne, em Paris, onde se doutorou em Letras. De sua afinidade com a cultura francesa resultou a vontade de traduzir para o espanhol Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust (1871-1922), tarefa que não chegou a concluir, tendo vertido alguns volumes.


Depois, Salinas ensinou na Universidade de Sevilha e, em 1922-23, em Cambridge.  Passou para a Universidade de Múrcia e, em seguida, para a de Madri. A guerra civil espanhola o obrigou a mudar-se para os Estados Unidos, onde passou a lecionar na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Em 1943, transferiu-se para a Universidade de Porto Rico, mas reassumiu mais tarde a cátedra na Johns Hopkins. Morreu em Boston e está sepultado em San Juan de Puerto Rico.



                                                           II
A Voz a Ti Devida é um poema longo e unitário e não uma antologia de 70 poemas, como se pode supor a princípio. Inclusive, na Espanha, houve uma edição póstuma da obra completa do autor que trouxe alguns poemas deste livro com títulos, o que nunca foi a intenção do poeta.


É preciso que se diga também que Salinas é um poeta modernista, na acepção espanhola do termo, o que não corresponde à brasileira. Está ligado à Belle Époque e, no Brasil, o seu fazer poético corresponde ao Parnasianismo e ao Simbolismo, o que nada tem a ver com Mário de Andrade (1893-1945) e seus modernistas. Mesmo assim, a sua poesia já se apresenta livre das amarras da rima, embora siga a métrica, para manter o cômputo silábico, como observa José Antonio Pérez-Montoro no estudo introdutório.


Trata-se, portanto, de um poeta ao mesmo tempo clássico e moderno, como ressalta na apresentação João Carlos Taveira, lembrando que o poema A Voz a Ti Devida é quase todo construído em versos de seis sílabas e redondilha maior, com pouquíssima utilização da métrica decassilábica. Aqui, ao contrário do que fez em outros livros, Salinas nunca recorre ao verso livre. Eis aqui um exemplo da poesia de Salinas, exatamente a parte final do poema, na tradução bem medida de José Jeronymo Rivera:

                                   (...) Ouves como elas pedem realidades,
                                   elas, descabeladas, feras,
                                   elas, as sombras que nós dois forjamos
                                   neste tão grande leito de distâncias?
                                   Cansados já de infinitude e tempo
                                   sem medida, do anônimo, feridas
                                   por imensa saudade de matéria,
                                   pedem limites, dias, nomes.
                                   Não podem
                                   viver assim, não mais; estão à beira
                                   do desmaiar das sombras, que é o nada.
                                   Acode, vem comigo.
                                   Estende as mãos, estende-lhes teu corpo.
                                   Os dois lhe buscaremos
                                   uma cor, uma data, um peito, um sol.
                                   Que descansem em ti, sê tu sua carne.
                                   Calmar-se-á seu grande ansiar errante,
                                   enquanto ávidamente
                                   as estreitamos entre os corpos nossos
                                   onde encontrem seu pasto e seu repouso.
                                   E dormirão enfim em nosso sono
                                   abraçado, abraçadas. E assim logo,                              ,
                                   ao separar-nos, ao nutrir-nos só
                                   de sombras, em distâncias,
                                   elas
                                   terão lembranças já, terão passado
                                   de carne e osso,
                                   o tempo que viveram dentro em nós.
                                   E seu sono afanoso
                                   de sombras, outra vez, será o retorno
                                   a esta rósea e mortal corporeidade
                                   onde inventa o amor seu infinito.



                                                           III
Quem compulsa a tradução e o original pode enganosamente atribuir ao tradutor neste caso um trabalho fácil. É que Salinas não é um poeta rebuscado; pelo contrário, busca a singeleza como ideal. Por isso, encontrou em Rivera um “poeta disfrazado de traductor”, na perfeita definição de Pérez-Montoro, ou seja, o interlocutor certo não só pelo conhecimento que tem da língua espanhola como pelo respeito que devota à sintaxe original.


Como bem observa o poeta Anderson Braga Horta, Rivera tem dado uma contribuição inestimável ao enriquecimento das letras nacionais com criações originais de outras línguas, como é bom exemplo a tradução que fez de Gaspard de la Nuit, de Aloysius Bertrand (1807-1841). Sem contar as versões que fez do português para o castelhano, algumas já publicadas em Poetas Portugueses y Brasileños de los Simbolistas a los Modernistas, obra organizada pelo professor José Augusto Seabra (1937-2004), ao tempo em que era embaixador de Portugal em Buenos Aires, publicada pelo Instituto Camões. Traduziu também poemas do belga Émile Verhaeren (1855-1916), de quem tem previsto para enviar ao prelo a versão de Les Heurs. Traduziu ainda o clássico Rimas, de Gustavo Adolfo Bécquer (1836-1870).


Engenheiro, economista e administrador, Rivera foi professor universitário e de ensino médio. É membro da Academia de Letras de Brasília. De sua lavra, publicou Aprendizado de poesia: 1951-1953 (Brasília: Thesaurus Editora). Adelto Gonçalves - Brasil

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A VOZ A TI DEVIDA, de Pedro Salinas. Tradução de José Jeronymo Rivera. Brasília: Thesaurus Editora, 2012, 208 págs. E-mail: editor@thesaurus.com.br Site: www.thesaurus.com.br

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Adelto Gonçalves, mestre em Letras na área de Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor  na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage - o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003) e Tomás Antônio Gonzaga (Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, 2012), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br


domingo, 19 de maio de 2013

Direito

 
“São vários os fatores que importam a quem olha um país como um potencial parceiro. Um investidor estrangeiro não valoriza apenas o custo e a formação da mão-de-obra, as imposições fiscais sobre as empresas e trabalhadores, a legislação e o modelo vigente nas relações laborais, o peso da burocracia, os riscos de corrupção, o caráter mais ou menos expedito do funcionamento do serviço da Justiça, os incentivos fiscais ou os estímulos financeiros aos projetos que apresenta. Importa-lhe também o grau de estabilidade política e a possibilidade da sua alteração no tempo, as tensões sociais, as questões de segurança, a existência ou não de uma real equidade no tratamento dos operadores económicos nacionais ou estrangeiros, etc. Mas, tanto ou mais importante do que tudo isso, um empresário procura ter a certeza de que aquilo que é subscrito pela administração do Estado que com ele lida não vai ser, em nenhuma circunstância, unilateralmente posto em causa por uma legislação posterior elaborada por esse mesmo Estado. Chama-se a isso segurança jurídica e a colocação dos países no "ranking" internacional de confiança tem esse elemento no seu centro.
 
O mais importante e sacrossanto princípio da segurança jurídica, como aprende qualquer aluno de Direito, é a não retroatividade das leis. Em termos simples, isto significa que, num Estado de direito, nenhuma lei pode vir a alterar o quadro de relações jurídicas pré-estabelecidas. Porquê? Porque se assim não for, nenhum cidadão sentirá confiança no momento em que estabelece uma nova relação jurídica, porque existe o perigo de a ver alterada por uma lei futura. E, quebrada a confiança, o investimento retrai, porque ninguém quer correr riscos estúpidos, se acaso pressente que tem à sua frente um parceiro que é capaz de mudar as regras a meio do jogo.
 
Mas, perguntará o leitor, como é que se poderá ter essa certeza? Não pode, em absoluto. Porém, pode sempre olhar-se - e a comunidade internacional fá-lo - para o comportamento dos Estados, no tocante ao respeito face àquilo a que se comprometeram, na observância das leis em vigor, e daí extrair as necessárias ilações para o futuro. Se um país coloca em causa, na sua ordem jurídica interna, o princípio da não retroatividade das leis, então a possibilidade desse desrespeito pelos princípios do Estado de direito poder vir a ocorrer com parceiros estrangeiros não pode deixar de ser seriamente considerada. Um investidor estrangeiro pensará duas vezes antes de colocar dinheiro num país cujas autoridades, num ato de desrespeito pela palavra dada, comprometeram seriamente a relação de confiança entre o Estado e os seus cidadãos. E legitimamente poderá pensar que, se esse Estado o faz face aos cidadãos que elegem os seus titulares, muito mais facilmente o poderá fazer face a entidades oriundas do mundo exterior. É assim que, ao afastarem o Estado da sua imagem de pessoa de bem, as autoridades podem comprometer decisivamente a credibilidade do seu país à escala internacional. Para a perda dessa credibilidade, basta um único ato político-jurídico. Para a voltar a recuperar é preciso muito mais tempo. E, claro, outras pessoas.” Seixas da Costa – Portugal in “duas ou três coisas”


sábado, 18 de maio de 2013

ACOLOP

 
A ACOLOP (Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa) exprimiu a sua satisfação nos preparativos para os jogos da Lusofonia que terão lugar em Goa, de 2 a 10 de Novembro de 2013. Alex Wong, Presidente da ACOLOP, após a reunião da assembleia geral da associação realizada em Goa a 11 de maio, exprimiu a sua satisfação nos progressos dos trabalhos em curso relacionados com as infra-estruturas dos jogos. Os membros do Conselho Directivo da ACOLOP disseram que acreditavam no comité organizador local que lhes assegurou que a infra-estrutura estaria pronta a tempo. “Sim, nós estamos satisfeitos até agora, mas esta manhã colocámos várias perguntas ao Comitê Organizador (liderada pelo CEO Keshav Chandra, secretário (esportes), governo de Goa). Desde o ano passado até agora, tem havido progressos embora o processo tenha sofrido algum atraso,” comentou Wong antes de acrescentar que “todos os membros da ACOLOP reconhecerem os esforços de GOA (Goa Olymic Association – Associação Olímpica de Goa), da Comissão Organizadora do Jogos e do governo de Goa” relata o diário Times of India.
 
 
 
 
 
 
Wong admitiu que o Comitê Técnico da ACOLOP, que visitou Goa há duas semanas atrás tinha listado alguns problemas que têm sido avaliados diferentemente.
 
O ministro-chefe de Goa Manohar Parrikar apresentou as cartas-convite a todos os delegados da ACOLOP para assistir os jogos.
 
Enquanto isso, o Comitê Organizador dos jogos da Lusofonia em Goa apresentou o logotipo oficial dos jogos. in “Lusophone Society of Goa (LSG)” /Times of India /Herald - GOA


Poeta


Para escrever o poema

 
O poeta quer escrever sobre um pássaro:
e o pássaro foge-lhe do verso.

O poeta quer escrever sobre a maçã:
e a maçã cai-lhe do ramo onde a pousou.

O poeta quer escrever sobre uma flor:
e a flor murcha no jarro da estrofe.

Então, o poeta faz uma gaiola de palavras
para o pássaro não fugir.

Então, o poeta chama pela serpente
para que ela convença Eva a morder a maçã.

Então, o poeta põe água na estrofe
para que a flor não murche.

Mas um pássaro não canta
quando o fecham na gaiola.

A serpente não sai da terra
porque Eva tem medo de serpentes.

E a água que devia manter viva a flor
escorre por entre os versos.

E quando o poeta pousou a caneta,
o pássaro começou a voar,
Eva correu por entre as macieiras
e todas as flores nasceram da terra.

O poeta voltou a pegar na caneta,
escreveu o que tinha visto,
e o poema ficou feito.

Nuno Júdice – Portugal – Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana

Galardão atribuído pelo Património Nacional Espanhol e pela Universidade de Salamanca, celebra este ano a sua XXII edição e é considerado o mais prestigiado deste género no universo Ibero-americano.