Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 2 de julho de 2019

UCCLA - Lançamento de “O Pequeno Livro dos Grandes Heróis”



Os homens que ficaram na história pela coragem, força de carácter e ideais que defenderam, pondo muitas das vezes a sua vida em risco, é o propósito da obra “O Pequeno Livro dos Grandes Heróis” de Sofia Cochat-Osório que será lançado no dia 4 de julho, às 18 horas, na UCCLA.

Com a chancela da Editora Guerra e Paz, a obra será apresentada por Maria do Céu Roldão - doutorada em Teoria e Desenvolvimento Curricular pela Simon Fraser University, Vancouver, Canadá e agregada em Educação pela Universidade de Aveiro, Portugal.

A obra, com 208 páginas, reúne as histórias épicas de vinte e cinco personalidades que ajudaram a mudar o nosso mundo.

Sinopse do livro:

Este é um livro de heróis universais, que se destacaram pela coragem, valentia e força de carácter e que, com os seus feitos, contribuíram para grandes mudanças na humanidade. Foram exploradores, líderes, visionários, que lutaram pela liberdade ou pela conquista de novos mundos. Muitas vezes, correram risco de vida, tendo mesmo, nalguns casos, morrido pelos ideais que defendiam. Dos feitos militares de Ramsés II à luta pela liberdade e justiça de Nelson Mandela, percorremos o tempo e o espaço em busca dos homens que ficaram para a história pelos ideais por que se bateram. Num livro de heróis de todo o mundo, destacamos os portugueses Vasco da Gama, Fernão de Magalhães e Aristides de Sousa Mendes, mas também homens da ciência, como Galileu Galilei ou Charles Darwin. E ainda grandes líderes: George Washington, Napoleão Bonaparte, Simón Bolívar, Abraham Lincoln, Winston Churchill, Mahatma Gandhi. Foi no exemplo pacifista de Gandhi que se inspirou outro dos nossos heróis, Martin Luther King. Redescubra as histórias de ousadia e auto-superação.

Biografia da autora:


Sofia Cochat-Osório nasceu em Luanda, Angola, a 22 de Março de 1976. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou em imprensa e televisão como jornalista, repórter, guionista, editora e coordenadora de conteúdos. Integrada numa missão diplomática, desempenhou funções de assessora de cooperação, no âmbito de uma organização internacional. Gosta de escrever, de contar histórias e de pisar folhas secas.



Morada:

Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

Malaca - Portugal tenciona abrir consulado honorário




O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas anunciou à Lusa que o Governo português pretende abrir um consulado honorário em Malaca, onde existe um legado patrimonial e imaterial desde a chegada de Afonso de Albuquerque, em 1511. “O senhor embaixador está a elaborar uma proposta que irá submeter ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (…) para criarmos aqui, em Malaca, um consulado honorário, disse à Lusa José Luís Carneiro, à margem da 2.ª Conferência das Comunidades Portuguesas na Ásia. O encontro juntou no Bairro Português de Malaca representantes das comunidades asiáticas descendentes de portugueses, numa iniciativa de partilha das raízes culturais, com cerca de 300 luso-asiáticos, de várias comunidades do continente. “Depois de ser apreciado pelas autoridades portugueses [pretensão de abrir consulado honorário em Malaca] irá ser submetido às autoridades malaias”, explicou o responsável português, que esteve reunido na sexta-feira com o secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Malásia, Muhammad Shahrul Ikram Yaakob, em Kuala Lumpur. “Tratar-se-á de um consulado honorário e naturalmente para que possa ser criado é necessário que haja condições físicas, materiais, para que possa funcionar como um consulado honorário”, revelou José Luís Carneiro, não apontando, contudo, uma possível data de abertura.

Acompanhado pelos artistas das comunidades de herança portuguesa da Indonésia, Malásia, Tailândia e Sri Lanka, que actuaram durante a conferência, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas assumiu o compromisso de ajudar estas comunidades através de apoio financeiro para actividades culturais e de preservação do legado deixado pelos portugueses, durante a época dos descobrimentos. José Luís Carneiro lembrou ainda o trabalho feito por dois portugueses em Malaca que querem identificar todo o património imaterial deixado por Portugal, desde o século XVI na cidade costeira da Malásia, onde ainda vive uma forte comunidade que diz ser portuguesa, e disse que o Governo os vai ajudar na candidatura à UNESCO, para que esta organização reconheça este património único. In “Ponto Final” - Macau


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Malaca – Bairro português pode desaparecer



O presidente da AMI Portugal, Fernando Nobre, alertou no passado sábado que o Bairro português em Malaca, cidade costeira da Malásia onde ainda vive uma forte comunidade que se assume portuguesa, “pode já não existir” em 25 ou 30 anos.

“Eles mantiveram-se unidos enquanto permaneceram fechados isso durou cerca de três séculos e meio, mas atualmente com a revolução cultural, o mundo está a voltar a uma sociedade nómada e as “novas gerações vão procurar novos destinos onde eles se poderão melhor desenvolver”, afirmou Fernando Nobre, em Malaca.

Em entrevista à Lusa à margem da 2.ª Conferência das Comunidades Portuguesas na Ásia, que juntou no Bairro Português de Malaca representantes das comunidades asiáticas descendentes de portugueses, numa iniciativa de partilha das raízes culturais, com cerca de 300 luso-asiáticos, de várias comunidades do continente, Fernando Nobre disse que não é só a comunidade luso-malaia que “pode já não existir” em 25 ou 30 anos.

Todas as comunidades de descendentes de portugueses um pouco por toda a Ásia “estão em perigo de implosão, de dissolução”, frisou.

Defende que cabe ao Governo perceber a importância destas comunidades para a afirmação de Portugal como nação. Acrescenta instituições “como a AMI e outras” que possam vir e dar carinho e apoio financeiro para que sejam desenvolvidos projetos, é o caminho apontando por Fernando Nobre para que os luso-asiáticos continuem a praticar a sua cultura, língua e rituais, que herdaram dos portugueses durante a época dos descobrimentos.

“Eles sobreviveram 350 anos sozinhos, no espaço de duas gerações podem desaparecer. Desintegração total”, disse.

A 2.ª Conferência das Comunidades Portuguesas na Ásia decorreu hoje em Malaca, com vários alertas dos participantes sobre o risco de extinção que enfrentam comunidades herdeiras do período colonial português no século XVI, mas também com mostras musicais e de dança de algumas destas comunidades. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo com “Lusa”

Malaca - Descendentes de portugueses na Indonésia animam ao som de “Malhão malhão”


Os descendentes de portugueses na Indonésia animaram no passado sábado, ao longo do dia, a 2.ª Conferência das Comunidades Portuguesas na Ásia ao som do “Malhão malhão” e músicas em crioulo, que juntou no Bairro Português de Malaca representantes das comunidades luso-asiáticas.

Cerca de 300 pessoas das comunidades de herança portuguesa da Indonésia, Singapura, Malásia, Timor-Leste, Austrália, Tailândia e Sri Lanka juntaram-se no Bairro Português em Malaca, Malásia, para reforçar um legado histórico com mais de 500 anos e apresentar as suas tradições imateriais.

Na cidade onde em 1509 Diogo Lopes Sequeira, enviado do rei D. Manuel, aportou para estabelecer relações e dois anos mais tarde Afonso de Albuquerque desembarcou, demoliu a Grande Mesquita, e levantou no local uma fortaleza que seria um importante entreposto comercial, o grupo musical “Krontjog Toegoe’ foi animando os restantes convidados, entre os quais o secretário de Estado das comunidades portuguesas, José Luís Carneiro, e o presidente da AMI Portugal, Fernando Nobre.

“Somos mais de 200 pessoas com sangue português em Kampung Tugu”, o bairro de descendentes de portugueses em Jacarta, contou à Lusa Lisa Michiels, durante um dos intervalos das atuações do seu grupo musical”, equipada a rigor com trajes que fazem lembrar os grupos folclóricos portugueses.

Os moradores do bairro, disse, sentem-se portugueses, “filhos dos valentes descobridores portugueses”.

Depois de mais de 500 anos desde a chegada dos primeiros navios portugueses à Indonésia, Lisa Michiels, garante que sentem que são de igual forma, portugueses e indonésios.

“Nós tocamos com cavaquinho”, disse, orgulhosa a luso-indonésia, acrescentando que foram há três anos tocar em Lisboa no Museu do Fado e que foi nessa viagem que perceberam que o crioulo que falam no bairro é muito parecido com o português atual.

“Esperamos poder visitar Portugal mais uma vez, os portugueses adoraram a nossa música”, concluiu.

Para além de terem atuado na 2.ª Conferência das Comunidades Portuguesas na Ásia, os Krontjog Toegoe animaram ainda as festividades do São Pedro que arrancaram na sexta-feira em Malaca e que decorreram até este domingo. In “SapoMag” - Portugal

Malaca - Lusodescendente do Sri Lanka descontente com a falta de apoio das autoridades portuguesas

O representante da comunidade de descendentes de portugueses do Sri Lanka, um legado com mais de 500 anos, queixou-se da falta de apoio de Portugal em arranjar vistos para o seu grupo tradicional atuar num festival em Cantanhede



“Estou muito triste" com Portugal, disse Earl Barthelot, em entrevista à Lusa à margem da 2.ª Conferência das Comunidades Portuguesas na Ásia, que juntou no Bairro Português de Malaca, Malásia, representantes das comunidades asiáticas descendentes de portugueses, numa iniciativa de partilha das raízes culturais, com cerca de 300 luso-asiáticos, de várias comunidades do continente.

"No dia 6 de julho há um festival em Cantanhede e o meu grupo foi convidado, dançarinos e músicos, 17 no total, tínhamos de voar para Portugal no dia 3 de julho", afirmou o descendente luso, referindo-se ao festival "Culturas do Mundo", que decorre até dia 14 de julho e cujo um dos altos patrocínios é o Governo português.

O grupo canta e dança o estilo Kaffringha que, segundo Earl Barthelot, é proveniente do sul de Portugal, vem desde 1506 quando o capitão e líder da expedição Portuguesa, Lourenço de Almeida chegou ao Ceilão (agora Sri Lanka) em 1505. Todos os membros do grupo são Burghers Portugueses, grupo étnico do Sri Lanka descendentes de portugueses, que falam português antigo e são católicos, explicou.

"A intenção de irmos era sensibilizar os portugueses que há descendentes de portugueses a viverem no Sri Lanka e que dão vida às tradições, à língua e à cultura", apontou o responsável. No cartaz do festival pode ler-se que o Sri Lanka é um dos convidados para atuar.

"Pedimos visto através da Embaixada francesa porque a Embaixada de Portugal em Nova Deli disse que a Embaixada francesa representa a Embaixada portuguesa no Sri Lanka, mas estamos a ter muita dificuldade em arranjar o visto ou mesmo em conseguir uma marcação para pedir o visto", denunciou.

Earl Barthelot afirmou que tem escrito para as embaixadas portuguesas e francesas e que "a francesa nunca respondeu e a portuguesa disse, que apesar de serem os representantes legais, não podem influenciar e fazer recomendações à embaixada francesa".

Não existe representação diplomática portuguesa permanente, os assuntos relacionados com este país são acompanhados pela Embaixada de Portugal em Nova Deli, apesar disso existe uma cônsul honorária, Preenie Kariyawasan Pinto.

"Ela nunca comunica connosco, tenho tentado comunicar com ela nos últimos seis anos e nada", afirmou. In “Expresso” – Portugal com “Lusa”

Galiza - Presidente do parlamento galego quer participar na comunidade lusófona



O presidente do Parlamento da Galiza, Miguel Anxo Santalices, manifestou-se a favor de um reforço dos vínculos com Portugal e com a lusofonia.

Miguel Anxo Santalices quer que a Galiza possa “por direito próprio, sem renúncias nem complexos de inferioridade, fazer parte da grande comunidade que é a lusofonia”.

O político galego falava este sábado em Cambados (Pontevedra), onde participou no ato de entrega do IV Recoñecemento Fundación Manolo Paz de Arte Contemporánea ao arquiteto luso Álvaro Siza Vieira. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

domingo, 30 de junho de 2019

Portugal - Investigadores da Universidade de Coimbra premiados pela Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes



Um consórcio de vários grupos de investigação da Universidade de Coimbra (UC) foi premiado pela Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes (EFSD) com um financiamento de 100 mil euros para um projeto que visa estudar novos marcadores das complicações dessa doença.

O projeto de natureza interdisciplinar – que congrega investigadores do Coimbra Institute for Biomedical Imaging and Translational Research/Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (CIBIT/ICNAS), do Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra/Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (iCBR/FMUC), do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC) – vai combinar a imagem médica com abordagens bioquímicas, para explorar três novas formas de medir ou identificar alterações na diabetes. “Este projeto permitirá identificar marcadores precoces de complicações da diabetes, com impacto claro na qualidade de vida dos doentes”, sublinha Miguel Castelo-Branco, coordenador do estudo científico – que envolve também Leonor Gomes e Carolina Moreno (investigadoras clínicas), Paulo Matafome (de investigação básica em modelos de animais de diabetes) e Bruno Manadas (das áreas emergentes de metabolómica e proteómica).

Os três novos marcadores, que vão ser estudados pela equipa de investigação da UC, permitirão explorar caminhos muito diferentes para medir ou identificar alterações na diabetes. A primeira medida identifica alterações muito iniciais da regulação nervosa da irrigação sanguínea. A segunda explora novos métodos de imagem – baseados em ressonância magnética e PET (Tomografia por Emissão de Positrões) – para estudar o metabolismo e o stress celular. A terceira usa abordagens bioquímicas para analisar os efeitos perniciosos do excesso de ligação de glicose a proteínas e lípidos (glicação). O objetivo da equipa multidisciplinar é que, com recurso à inteligência artificial, seja possível potenciar a deteção precoce destas alterações no organismo dos doentes diabéticos.

O prémio da EFSD “vem também salientar a relevância do trabalho colaborativo entre várias entidades que, ao longo dos últimos anos, têm estudado as complicações da diabetes (tanto em modelos humanos como animais, incluindo o coração, cérebro, fígado, tecido adiposo e a retina)”, conclui Miguel Castelo-Branco. Rui Simões – Portugal in “Universidade de Coimbra”