Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Feira do Livro de Maputo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Feira do Livro de Maputo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Moçambique - 20 autores brasileiros participam na Feira do Livro de Maputo

A 10ª edição da Feira do Livro de Maputo, que decorre de 24 a 26 deste mês de Outubro, no Jardim Tunduro e em vários espaços culturais da Cidade de Maputo, vai contar com escritores, ilustradores, educadores, artistas visuais e pesquisadores. Entre os convidados, contam-se 20 autores brasileiros.


A iniciativa do Conselho Municipal de Maputo inclui sessões de debate, oficinas e conferências sobre literatura, cinema e artes plásticas, juntando escritores em vários espaços da Cidade de Maputo e homenageando os escritores João Albasini e Nelson Saúte.

A grande novidade deste ano é a chegada da Comitiva Brasil, com escritores baianos de diversos géneros e linguagens das áreas de literatura, e bibliodiversidade, das quais se destacam: Adijane Ribeiro, Ananda Santana, Cissa Dias,  Eliane Oliveira, Fátima Santana, Helena Nascimento, Ivanildes Moura, Jessika Oliveira, Katarine Maria, Katiane Gomes, Ladjane Alves, Laiana Alves, Laurita de Sousa, Lorena Ribeiro, Luma Flores, Luzitânia Silva, Manoela Barbosa, Marcos Cajé, Mileide Souza, Nathalia Ribeiro, Rafael Rocha e o Colectivo Liberinas.

A participação dos autores brasileiros na Feira do Livro de Maputo acontece graças à Plataforma Curatorial Flotar, em colaboração com instituições de cultura brasileira. A Plataforma Curatorial Flotar, que foi criada com o objectivo de promover o diálogo internacional entre as diferentes disciplinas da arte contemporânea, vem há mais de 15 anos, actuando na construção de acervos e arquivos na área editorial e literatura afro-brasileira.

Segundo a curadora Juci Reis, cofundadora da Flotar, 2010 (Brasil/México): “A participação da comitiva Bahia na Feira do Livro é uma resposta às acções continuadas da bibliodiversidade no Brasil, a cadeia produtiva do livro, que possibilita a democratização da informação e garante a representatividade, neste caso, da voz e escrita afrodescendente.

“A circulação de autoras afro-brasileiras significa resistência, para promover produções independentes e o reconhecimento de novas produções da literatura feita na Bahia, em suas mais variadas formas e expressões e o seu valor para a construção de relações com a literatura africana”, lê-se na nota de imprensa.

Com a participação dos escritores brasileiros na Feira do Livro de Maputo, espera-se que as autoras baianas possam dialogar com a cena contemporânea de literatura em Moçambique e fazer trocas significativas com o público leitor, especialmente promover o discurso sobre bibliodiversidade potencializando temáticas até pouco tempo atrás raras na ficção brasileira. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 7 de novembro de 2023

Moçambique - Feira do Livro de Maputo no Mercado de Indústrias Criativas do Brasil

A organização da Feira do Livro de Maputo foi convidada a participar na terceira edição do Mercado de Indústrias Criativas do Brasil (MICBR), evento a ser realizado de 8 a 12 deste mês de Novembro, em Belém. O evento inclui rodadas de negócios, actividades de networking, showcases, mentorias, conferências, mesas de debate e actividades culturais.

Segundo o Ministério da Cultura do Brasil, o Mercado de Indústrias Criativas do Brasil pretende fomentar e impulsionar o crescimento dos sectores criativos, facilitar a circulação de bens e serviços culturais, estimular a internacionalização da produção cultural nacional e promover a profissionalização dos agentes culturais brasileiros.

O evento vai reunir criadores e empreendedores dos sectores culturais e criativos do Brasil, além de convidados de outros países, abrangendo 15 sectores em sua programação.

A programação inclui, também, rodadas de negócio, apresentações para venda de ideia, projecto ou negócio, apresentações artísticas curtas com fins comerciais e actividades de formação de redes de contactos. Também são realizadas actividades formativas como mentorias, oficinas, palestras magnas (key-notes), mesas redondas e painéis e apresentações artísticas.

A participação da Feira do Livro de Maputo é resultado do trabalho abnegado do certame literário na internacionalização da literatura moçambicana e na criação de um espaço fértil para a mobilidade editorial e diálogo permanente entre os escritores dos países falantes da língua portuguesa, para além de firmar a cooperação que desde a primeira edição da Feira se assumiu “eterna” entre o Conselho Municipal de Maputo e a Embaixada do Brasil em Moçambique, por meio do Instituto Guimarães Rosa.

De acordo com a Coordenadora-Adjunta da Feira do Livro de Maputo e Directora Municipal-Adjunta de Bibliotecas e Arquivos, Verónica Chequele, diversas acções foram realizadas para atender ao convite feito pelo Ministério da Cultura do Brasil. A Coordenadora-Adjunta da Feira do Livro de Maputo, enquanto representante do Conselho Municipal de Maputo e de Moçambique, tem diversos compromissos oficiais durante o evento, participar em reuniões, debates e palestras.

“A presença da Feira do Livro de Maputo no MICBR 2023 reforça a reconstrução das pontes literárias e do importante papel da língua e do livro na valorização, divulgação e internacionalização das letras, artes, culturas e toda rede criativa da comunidade dos países da CPLP. Para nós, o fortalecimento das parceiras oferecerá uma oportunidade de estabelecer um diálogo permanente entre os criadores e a indústrias envolvidas nesta missiva cultural “, afirmou Verónica Chequele.

“Esta é uma excelente oportunidade para elevar a cultura moçambicana para além fronteira, promover os nossos fazedores das artes e fomentar o desenvolvimento da economia criativa na cidade capital. Estes mercados têm a capacidade de potencializar a produção, dar visibilidade e fortalecer as indústrias culturais, gerar empregos de qualidade e promover a comercialização de produtos nacionais e serviços no mundo” apontou a Coordenadora-Adjunta da Feira do Livro de Maputo. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 1 de agosto de 2023

Moçambique - Mia Couto deseja que Feira do Livro de Maputo beneficie jovens artistas

O escritor foi homenageado este sábado à tarde, na Feira do Livro de Maputo. Na sua intervenção, Mia Couto manifestou o desejo de que o evento organizado pelo Conselho Municipal beneficie jovens artistas, que muitas vezes não têm qualquer apoio para criar


A literatura é um lugar de encontros. Segundo entende Mia Couto, é na arte da palavra que se estabelece essa linha de costura de tempos e de diferenças entre pessoas. Logo, um escritor nunca se apresenta sozinho. Pelo contrário, “O escritor é feito a partir de outros, é feito a partir dessa costura, desse ponto de encontro que o faz ser, ao mesmo tempo, ele próprio e tanta outra gente, tantas outras histórias, tantas outras vozes e tantos outros silêncios”.

Numa intervenção a oscilar entre o poético e o filosófico, bem a condizer com as características das suas obras, Mia afirmou que não vê a homenagem do Conselho Municipal de Maputo como um gesto que se destina a si, “mas a todos os que me fizeram ser quem sou. Alguns deles estão aqui. Portanto, eu tenho de partilhar esse mérito com a família, em primeiro lugar, com os amigos, com os colegas escritores e colegas biólogos, que me ajudam a ser quem eu sou”. E ainda reforçou: “Nós só somos quem somos se estivermos disponíveis para escutar os outros”.

Na sua intervenção, o escritor não se esqueceu do seu berço. “Eu não sou desta cidade, sou da Cidade da Beira. Como sabem, esse é o meu território fundador. A Cidade de Maputo recebeu-me quando eu tinha 17 anos e é como se esta cidade me tivesse adoptado”.

Adoptado ou não, Mia Couto vive na capital do país há 51 anos, o que lhe permite analisar as tendências redutoras dos munícipes locais. “Pensamos que a cidade termina ali, onde começa a periferia, mas esta cidade tem duas cidades, quase como todas as cidades do mundo, e há um grande risco de a outra cidade, que começa do outro lado, nessa outra fronteira, se tornar invisível. Mas nós temos de saber que há milhares de pessoas que cruzam essa fronteira, da periferia para o centro da cidade, como se fossem emigrantes, porque não encontram nesse outro lugar onde vivem uma maneira de sobreviver com emprego ou um lugar para se fazerem existir”. Disse, Mia, sem deixar de se incluir entre os munícipes que pensam dessa maneira: “Eu próprio avalio o trabalho do senhor Presidente do Conselho Municipal por este território pequeno, e esqueço-me que Maputo é bem maior, que este Conselho Municipal tem de tratar também desse outro território que, para muitos maputenses, é um lugar não visível”.

Na opinião do escritor, Maputo tem vivacidade cultural que poucas cidades possuem. Também por essa razão, “Uma festa como esta, uma feira do livro como esta, deve ajudar que se tornem visíveis esses que vivem na sombra, que fazem cultura, que fazem arte. São centenas de jovens e que não têm apoio de ninguém, mas que não desistem de lutar, de fazer. Porque não podem cruzar os braços. As pessoas da cultura, infelizmente, não podem entrar em greves, porque isso seria como desistir da nossa própria existência”.

Sem deixar de se referir ao precursor da poesia moçambicana, Mia Couto sublinhou que “A obra de Rui de Noronha nos diz que a literatura é produtora de eternidade. É por isso que o Rui, por causa das palavras que ele fez, está aqui e venceu a barreira do tempo”.

Na sessão de homenagem, o escritor foi acompanhado pela esposa Patrícia, pelo irmão Fernando, pelos filhos Madyo, Luciana e Rita, e pelos netos. Tendo-lhes agradecido por contribuírem para pessoa que é, advertiu: “Estes meus familiares que estão aqui são poucos. Disseram-me que tinha de trazer alguns. Mas os Coutos são muitos. Estou a dizer isto quase como um alerta, porque o meu amigo Ungulani ba ka Khosa disse-me que tinha criado este nome literário porque, Ungulani ba ka Khosa quer dizer diminuam os Khosas. Eu acho que é preciso tomar atenção e, talvez, adoptar a expressão Ungulani ba ka Couto, porque os Coutos já são muitos demais”. José dos Remédios – Moçambique in “O País”




Moçambique - Mia Couto e Lourenço do Rosário defendem diplomacia cultural a favor da CPLP

Na principal mesa-redonda da Feira do Livro de Maputo, Mia Couto, Lourenço do Rosário e Ademar Seabra da Cruz Júnior, Embaixador do Brasil em Moçambique, defenderam que os países de língua oficial portuguesa precisam de fazer da diplomacia cultural um veículo de aproximação permanente entre os povos.


No dia de abertura da nona edição da Feira do Livro de Maputo, Mia Couto, Lourenço de Rosário e Ademar Seabra da Cruz Júnior juntaram-se numa mesa-redonda para reflectir sobre os desafios actuais da diplomacia cultural na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Durante o debate, o professor de literatura e ensaísta, Lourenço do Rosário, lembrou que, no passado, os países da CPLP se comprometeram em investir no conhecimento mútuo através dos conteúdos preparados para o ensino. No entanto, o compromisso quase que não se concretizou.

“O compromisso previa que todos os países da CPLP deviam introduzir no ensino primário e secundário elementos de cultura e história dos outros países de língua portuguesa. O único país que cumpriu foi o Brasil. Inclusive, o presidente Lula introduziu, através de um decreto, a obrigatoriedade do ensino de cultura e história dos outros países africanos nos manuais de ensino. Não me parece que o nosso sistema de educação tenha seguido o mesmo exemplo, o que significa um desconhecimento total”.

O desconhecimento total a que Lourenço do Rosário se refere, entretanto, não é apenas em relação aos países da CPLP. Segundo Mia Couto, há também um desconhecimento interno que se deve superar através de uma diplomacia cultural voltada para o território nacional moçambicano. “Começando pelo nosso próprio país, precisamos de fazer uma espécie de trabalho diplomático interno, porque nós também nos desconhecemos na nossa própria diversidade. Num país como Moçambique, é quase como se houvesse muitas nações. Não devemos ignorar essa grande e profunda diversidade e como é que, nas nossas próprias escolhas, se ignora essa riqueza. Muitas vezes, olhamos para a diversidade como um problema”, afirmou Mia Couto, escritor homenageado nesta nona edição da Feira do Livro de Maputo.

Numa mesa-redonda moderada pelo professor de Literatura e ensaísta, Francisco Noa, o Embaixador do Brasil em Moçambique explicou por que é importante investir nas artes e na cultura como elementos de aproximação entre os países da CPLP. “A questão da cultura exige uma reflexão sobre qual é o seu papel de antecipar transformações sociais e de movimentos que se traduzem em identidade possível de transmitir ao outro”.

O tema de conversa que juntou Mia Couto, Lourenço do Rosário, Ademar Seabra da Cruz Júnior e Francisco Noa foi “Diplomacia cultural em questão: desafios e perspectivas de uma integração comunitária por meio da cultura”.

No sábado, terceiro e último dia da Feira do Livro de Maputo, Mia Couto foi homenageado no Conselho Municipal de Maputo. José dos Remédios – Moçambique in “O País”


quinta-feira, 27 de julho de 2023

Moçambique - Espólio de Rui de Noronha doado à Biblioteca Municipal de Maputo

Os herdeiros do poeta e nacionalista Rui de Noronha – a sua filha, Elsa de Noronha, e seus netos, André de Noronha e Magda de Noronha – vão doar o espólio do poeta à Biblioteca Municipal Central de Maputo, uma oferta que será formalizada sexta-feira, com a entrega de um primeiro lote de documentos, entre os quais se contam os apontamentos e notas, revistas, jornais, poemas, correspondências, crónicas, cadernos e álbuns de música, que futuramente serão disponibilizados “online”.


O espólio do poeta Rui de Noronha vai ser doado no dia 28 à Biblioteca Municipal Central de Maputo, cumprindo-se uma vontade da família, revelou à coordenação da Feira do Livro de Maputo.

A coordenação da Feira do Livro de Maputo refere que esta será uma doação “sem contrapartidas”, ficando a Biblioteca Municipal Central de Maputo responsável pelo “tratamento, gestão, conservação e disponibilização do espólio literário para leitores, pesquisadores e munícipes”.

“Rui de Noronha possuiu, em alto grau, o desejo de perfeição formal, uma verdadeira consciência de artista e do seu ofício o que, aliado ao pendor esteticista, pode explicar algumas alterações que têm sido contestadas como autênticas traições aos originais”, afirmou Fátima Mendonça, professora de literatura moçambicana, pesquisadora e organizadora da obra completa de Rui de Noronha reunida em Os meus versos, publicada pela Textos Editores, 2006.

A sessão formal de doação acontece no dia 28, com as presenças do Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, membros do Governo, corpo diplomático acreditado em Moçambique e a representante da família, Magda de Noronha, no ano em que se comemoram os 80 anos da morte do poeta Rui de Noronha.

“Ao examinar pela primeira vez o espólio, que me foi facultado em 1987 por Elsa Noronha, pude verificar a existência das alterações manuscritas, atribuídas ao Dr. Reis Costa, sobre os dactiloescritos, tendo grande parte dos sonetos ficado praticamente ilegível. À margem, e com a mesma caligrafia apareciam por vezes anotações do tipo Bom ou Fraco que confirmam o espírito classificativo que animaria o seleccionador e prefaciador dos poemas…”, sublinha a crítica literária Fátima Mendonça. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 1 de maio de 2023

Moçambique - Feira do Livro de Maputo vai homenagear Mia Couto

A 9ª edição da Feira do Livro de Maputo, marcada para os dias 27 e 29 de Julho, vai ser dedicada ao escritor Mia Couto.

A Feira do Livro incluirá conferências e debates com vários convidados ligados a Mia Couto e à literatura em língua portuguesa.

A Feira do Livro de Maputo é uma organização do Conselho Municipal de Maputo, em colaboração com várias instituições e destaca-se por homenagear escritores em vida bem como patronos homenageados a título póstumo.

Para este ano, o evento escolheu como patrono o precursor da poesia moçambicana, Rui de Noronha, que morreu ainda jovem. Tinha 34 anos, em 1943.

A organização revela que na edição deste ano, além do homenageado, estarão presentes em Maputo escritores e embaixadores dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), acreditados em Moçambique.

Para Cristina Manguele, coordenadora da Feira do Livro de Maputo, “a escolha tanto do patrono como do homenageado deve-se ao facto de estes terem escrito livros que são muito celebrados na literatura moçambicana, espelhando, de forma muito peculiar, a situação da segregação racial, negritude, moçambicanidade, guerra civil e o renascimento que se operou depois do fim dos conflitos”.

Mia Couto é considerado hoje um dos principais nomes da literatura em língua portuguesa. Com premiações nacionais e estrangeiras, publicações em diversos géneros e países, a sua obra é lida e estudada por um número significativo de pessoas ao redor do mundo.

“Atento ao trânsito de sua escrita e à potência do texto literário enquanto possibilidade de escuta do outro, a obra tanto do escritor homenageado, como do patrono, subverte silenciamentos da História e (re)elabora narrativas que representam sujeitos subalternizados, invisibilizados e estereotipados deste Moçambique”, lê-se na nota de imprensa que cita a directora dos Serviços Municipais de Arquivos e Bibliotecas, Cristina Manguele: “A homenagem prende-se pela observação quase imediata dos temas que apoquentam a sociedade moçambicana, a problematização de algumas questões pertinentes à História de Moçambique, e, com isso, ampliar o nosso olhar sobre a produção literária de Mia Couto e de Rui de Noronha, tentando compreendê-la no âmbito do processo de formação e internacionalização da literatura moçambicana”.

A opção por Mia Couto, avança a nota de imprensa, mais do que um simples reconhecimento, é mesmo a chave para a compreensão mais profunda do entretecer da narrativa e, principalmente, da natureza das suas personagens. As suas obras são traduzidas e publicadas em 40 países.

Além das conferências e debates, a realizar no Paços do Município e escolas secundárias, a Feira proporciona aos munícipes de Maputo a possibilidade de conhecer a vida e obra do escritor, através de material visível nas ruas, nos outdoors e nas redes sociais, incluindo frases e a biografia do escritor. In “O País” - Moçambique

 

domingo, 21 de agosto de 2022

Moçambique - Feira do Livro de Maputo 2022 celebra a literatura e homenageia Luís Bernardo Honwana

De 20 a 22 de Outubro de 2022, será realizada a VIII edição da Feira do Livro de Maputo, na cidade de Maputo, em formato híbrido (presencial e virtual).

Organizada pelo Conselho Municipal de Maputo, a Feira do Livro de Maputo tem como objectivo celebrar a literatura moçambicana e internacional e, neste ano, vai homenagear o escritor moçambicano, Luís Bernardo Honwana, autor da obra “Nós Matamos o Cão Tinhoso”.


Luís Bernardo Honwana nasceu em 1942, na cidade de Lourenço Marques, atual Maputo, capital de Moçambique, e cresceu em Moamba, cidade do interior, onde seu pai trabalhava como intérprete.

1964 foi o ano da primeira publicação de Nós matamos o Cão Tinhoso!. No mesmo ano, Honwana, militante da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), foi preso pelas suas atividades anticolonialismo, e permaneceu encarcerado por três anos.

Em 1970, foi para Portugal estudar Direito na Universidade Clássica de Lisboa.

Após a Independência de Moçambique, em 1975, foi nomeado Diretor de Gabinete do Presidente Samora Machel, e participou ativamente da vida política do país.

Em 1982, tornou-se Secretário de Estado da Cultura de Moçambique e, em 1986, foi nomeado Ministro da Cultura de Moçambique.

Em 1987, foi eleito membro do Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Em 1991, fundou e foi o primeiro Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa.

Em 1994, foi convidado para entrar para o Secretariado da UNESCO e foi nomeado Diretor do escritório regional da organização, com base na África do Sul.

Honwana é membro fundador da Organização Nacional dos Jornalistas de Moçambique, da Associação Moçambicana de Fotografia e da Associação dos Escritores Moçambicanos. Atualmente, é o diretor executivo da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND). In “Moz Entretenimento” – Moçambique com “Kapulana”