Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 21 de abril de 2020

Namíbia - Abre as fronteiras a angolanos que procurem cuidados de saúde

O Governo da Namíbia decidiu abrir uma excepção nas suas medidas severas de controlo da pandemia da Covid-19 permitindo a entrada no país a cidadãos angolanos que procurem os hospitais namibianos para tratamentos de saúde

A decisão do Governo de Windhoek abrir as fronteiras para cidadãos angolanos que procurem cuidados médicos na Namíbia está contida numa directiva do Ministério do Interior, Imigração e Segurança, assinada pela chefe do departamento de Imigração, Nehemia Nghishekwa, citada pelo The Namibian.

Este documento foi enviado para todos os chefes dos postos fronteiriços e para as direcções do Ministério do Interior, bem como para as chefias das forças de segurança e nele está escrito que os cidadãos angolanos, "especialmente aqueles que residem nas localidades fronteiriças", estão autorizados a entrar na Namíbia "na condição de estarem à procura de cuidados médicos".

É ainda exigência que os angolanos que preencham estes requisitos e de dirijam ao país vizinhos do sul, entrem nos postos fronteiriços cumprindo com o estipulado, nomeadamente quanto às garantias de saída do país, com boletim de vacinas, passaporte ou passes de fronteira, tendo de ser sujeitos a um controlo para prevenção da Covid-19, como a medição da temperatura, podendo ser determinado um período de quarentena.

Recorde-se que, tal como Angola, a Namíbia também fechou totalmente as suas fronteiras excepto para a entrada de bens essenciais e voos humanitários.

O documento obtido pelo The Namibian tem carácter confidencial e as autoridades locais informaram que era apenas para uso interno, embora sem desmentir a sua existência.

A Namíbia tem 16 casos confirmados e nenhuma morte registada, enquanto Angola conta com 24 casos e duas mortes, embora o país vizinho tenha a sul o país mais afectado pela Covid-19 no continente, a África do Sul, com 3.158 casos e 54 mortos. In “Novo Jornal” - Angola

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