Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Macau - Fim das quarentenas obrigatórias em hotel para quem chega

Terminou no sábado a obrigatoriedade de quarentena em hotel para quem chega a Macau vindo do exterior. Três anos depois, quem chega a Macau vindo do estrangeiro, de Hong Kong e de Taiwan pode ir directamente para casa depois de entrar no território

Três anos depois do início da sua implementação, chega ao fim a medida de obrigatoriedade de observação médica centralizada em hotéis para quem chega a Macau vindo do estrangeiro, de Hong Kong e de Taiwan. A medida entrou em vigor no sábado. A partir de agora, quem chega tem de ficar cinco dias em isolamento domiciliário mais três sujeito a interdição de saída de Macau.

Num comunicado divulgado na tarde de sexta-feira, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus justifica a medida com as alterações na política de zero casos por parte do Governo Central.

Assim, as exigências das autoridades ao chegar a Macau passam agora a ser as seguintes: Ao embarcar no avião, barco ou veículo para Macau, os indivíduos devem possuir o relatório de teste de ácido nucleico com resultado negativo no prazo de 48 horas após a amostragem, bem como preparar kits de teste rápido de antigénio suficientes. Não há necessidade de marcar hotel para observação médica nem de fazer o pagamento antecipado das despesas de testes de ácido nucleico. Após a entrada em Macau, os indivíduos não podem deslocar-se ao interior da China via Macau até às 00h00 do 9.º dia, contando a partir do dia seguinte à entrada em Macau.

Por outro lado, após a entrada em Macau, o Código de Saúde será convertido na cor vermelha. Após terem sidos submetidos a teste de ácido nucleico (NAT) no posto fronteiriço, podem sair e ir para casa ou para um hotel.

À chegada, se o resultado do NAT for negativo: Durante três dias consecutivos, contando a partir do dia seguinte à entrada, devem fazer, diariamente, teste rápido de antígeno e carregar o resultado na plataforma para o efeito; No terceiro dia, contando a partir do dia seguinte à entrada, após o carregamento de resultado negativo de TRAg, o Código de Saúde de Macau será convertido na cor amarela, e neste mesmo dia, os indivíduos devem agendar e submeter-se a um NAT de amostra individual num posto comunitário. No quarto e quinto dias, a contar a partir do dia seguinte à entrada, devem continuar a fazer, diariamente, um TRAg. Se os resultados destes testes derem negativo por dois dias consecutivos, o Código de Saúde será convertido na cor verde.

Caso o resultado no TRAg ou no NAT seja positivo durante os cinco dias, o Código de Saúde será convertido na cor vermelha, devendo ser submetido às medidas de isolamento domiciliário, continuando a seguir as normas estabelecidas para quem está infectado. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 31 de maio de 2022

Macau - Permissão de entrada a portugueses não-residentes divide empresários

A permissão de entrada em Macau a portugueses não-residentes, “sem autorização prévia das autoridades de saúde”, não irá alterar significativamente a retoma da actividade económica, de acordo com empresários ouvidos pela Lusa. Apesar do reconhecimento da tendência positiva no que toca a restrições, a duração da quarentena continua a ser um obstáculo


Macau permite, desde sexta-feira, numa medida de excepção, a entrada de portugueses não-residentes no território, e empresários mostram-se divididos com decisão que obriga a um período de quarentena “bastante alargado”.

António Pereira, empresário português, fez a última viagem de negócios a Macau em Dezembro de 2019, mas admite que só regressa à região, onde tem um escritório, “quando não houver mais quarentena”.

O diretor-geral da TrevoTech International, empresa angolana focada na distribuição e comercialização de maquinaria pesada, não acredita que a nova medida do Governo de Macau, que permite desde sexta-feira a entrada de cidadãos portugueses não-residentes no território, possa beneficiar o negócio.

“Pode ser uma vantagem em geral, para mim não é, não vou para ficar 14 dias em quarentena”, notou o empresário, que se divide entre Luanda e Lisboa, e que costumava viajar “uma ou duas” vezes por ano à China, país fornecedor da TrevoTech.

Entre portas

Depois de dois anos de portas fechadas a estrangeiros sem o estatuto de residente, Macau lançou uma medida de excepção que permite a entrada no território a nacionais portugueses sem autorização prévia dos serviços de saúde locais. O programa está limitado a quem, nos 21 dias anteriores à entrada, tenha estado na China, Hong Kong e Portugal e exige que sejam cumpridos 14 dias de quarentena num hotel.

Para o presidente da CESL Asia, empresa com sede em Macau e uma “actividade de 30 milhões de euros a correr em Portugal”, a medida “ainda é bastante restritiva”, devido às quarentenas, embora “tenha alguma utilidade”. À Lusa, António Trindade defendeu a necessidade de uma maior mobilidade entre Portugal e Macau e de menores quarentenas, apontando que, embora durante a pandemia as plataformas ‘online’ tenham permitido “racionalizar muito as viagens”, não é possível aos empresários “deixar de ter contacto com o mercado e as pessoas para as servir”.

O regresso à normalidade é, além disso, “muito importante” para a região administrativa chinesa: “O papel de Macau no plano de desenvolvimento da Grande Baía, que é de plataforma com a lusofonia, e das relações com Portugal e por aí fora, tudo isso precisa dessa abertura”, concluiu o dirigente da CESL Asia, empresa com cerca de 500 trabalhadores e que actua em diferentes áreas de negócio, que vão dos serviços às soluções tecnológicas.

Visto exigente

Já a Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC) considera que a decisão “vai permitir que o tecido empresarial se comece a mobilizar e voltar a Macau” e que se “consiga ainda, durante este ano, compensar a balança comercial e aumentar as exportações”.

“O período de quarentena continua a ser bastante alargado”, ressalvou o presidente da AJEPC, Alberto Carvalho Neto, salientando, no entanto, que para os empresários “que estejam a tentar recuperar negócios”, a observação médica num hotel não será uma limitação.

“No sector do agroalimentar, acredito que haja empresários que estejam extremamente interessados em voltar rapidamente a reactivar o relacionamento”, frisou.

No que diz respeito aos requisitos para entrar na China continental através de Macau, os empresários mostram-se mais pessimistas.

Uma vez em Macau, um nacional português não-residente pode solicitar um visto para cruzar a fronteira, confirmou à Lusa a China Travel Service, agência autorizada a emitir documentos de viagem para a China.

No caso de tratar-se de um empresário, além da vacinação completa, terá de permanecer em Macau pelo menos 28 dias antes de viajar, sendo necessária a apresentação de “uma carta-convite da empresa” na China, “a certificação da companhia e a cópia do documento de identificação do representante legal”, explicou uma funcionária da China Travel Service.

Para ambos os vistos, de turismo ou negócios, é permitida uma única entrada por um período máximo de 30 dias no país, sendo que a atribuição do visto “não é 100 por cento garantida”, reforçou.

“São períodos muito longos”, reagiu o director-geral da TrevoTech. “A não ser que sejam negócios demasiado grandes, não estou a ver os empresários a passarem por esse período, acho que essa restruturação com o lado da China ainda vai aguardar um pouco”, completou Alberto Neto Carvalho.

Testados e certificados

Além da necessidade de permanecer no Interior da China, Hong Kong ou Portugal nos 21 dias que antecedem a viagem rumo a Macau, e da obrigação de cumprir 14 de quarentena num hotel designado, é exigida uma panóplia de documentação a quem chega à RAEM ao abrigo da excepção.

Assim sendo, os portugueses abrangidos pela medida têm de apresentar, como é óbvio, passaporte português válido, certificado de resultado negativo no teste à covid-19, certificado de vacinação e “confirmação de reserva emitido pelo hotel de observação médica”.

Quanto aos documentos que comprovem que nos 21 dias anteriores à entrada em Macau o declarante não esteve em locais fora de Portugal, Interior da China e Hong Kong existem duas opções: pedir um atestado às entidades autárquicas de Portugal ou assinar uma declaração, sob compromisso de honra para o mesmo efeito. Importa referir que caso se venha a constatar que as informações não correspondem à verdade, o declarante pode ser acusado de prestação de declarações falsas.

Na contagem dos 21 dias, é permitido a soma do tempo nos três territórios, ou seja, antes de entrar em Macau, o cidadão português pode passar sete dias em Portugal, outros sete no Interior da China e outros sete em Hong Kong.

Aquando do anúncio da medida, as autoridades afirmaram que tiveram em conta “as necessidades dos residentes ou entidades da RAEM”, razões pelas quais decidiram “dispensar, a título excepcional, o cumprimento da medida por parte de determinado grupo de pessoas”, uma vez que “o intercâmbio entre pessoas de Macau e Portugal é necessário”. In “Hoje Macau” - Macau


terça-feira, 16 de março de 2021

Timor-Leste – Passageiros chegados de Lisboa confinados em hotéis pagos pelos próprios e pelo Governo

Díli – Professores portugueses chegaram a Díli num voo da EuroAtlantic proveniente de Lisboa juntamente com outros cidadãos timorenses num total de 190 passageiros.

Os 104 professores portugueses dos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) estão já em confinamento em três hotéis de Díli, suportando eles próprios as despesas.

A Diretora-Geral da Prestação de Serviços de Saúde, Odete Viegas, disse que os docentes dos CAFE ficarão em quarentena nos hotéis Timor, Beach Garden e Golgota.

Os cidadãos timorenses cumprirão a quarentena nos hotéis pagos pelo Governo e os cidadãos estrangeiros nos hotéis indicados pelo Executivo.

“O governo designa alguns hotéis para quem escolher outro local de quarentena para além dos locais pagos pelo Governo. Já lá colocámos pessoal de saúde para os acompanhar nos próximos 14 dias”, afirmou.

Dos 190 passageiros da EuroAtlantic, 24 ficarão em quarentena no Hotel Timor, 37 no Hotel Beach Garden, 56 no Hotel Golgota, oito no Palm Beach, 15 no Hotel Luxury, 18 no Hotel Audian, 19 no Hotel Fortuna, dois no Kilatama, dez no Arbiru e um no Vila Verde.

Para além dos passageiros, o avião conta também com 15 tripulantes. O total de entradas no Aeroporto Internacional Nicolau Lobato a 15 de março foi de 205. O avião transportou também medicamentos, livros e roupas.

A chegada do voo implica uma articulação entre o Gabinete do Primeiro-Ministro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC), o Ministério da Saúde e o Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC).

Desde 9 de março, Timor-Leste impõe uma cerca sanitária e confinamento obrigatório em Díli, prolongados até 02 de abril neste que é o 11º estado de emergência. O país regista atualmente 99 infeções ativas de covid-19.

Em março de 2020, o país fechou as fronteiras na sequência da propagação global do novo coronavírus.

A operação da EuroAtlantic foi a quarta depois das três ligações entre Lisboa e Díli efetuadas no ano passado. Maria Auxiliadora – Timor-Leste in “Tatoli”

Situação pandémica da covid-19 nos países da CPLP:



 

segunda-feira, 8 de março de 2021

Macau - 344 dias consecutivos sem casos de COVID-19

 


O Coordenador do Plano de Vacinação, Dr. Tai Wa Hou, fez nota na conferência de imprensa do Centro de Coordenação que até ao dia 8 de Março de 2021, nunca houve uma transmissão comunitária da COVID-19 em Macau e por 344 dias consecutivos não são registados casos locais de transmissão da COVID-19. Já passaram 30 dias sem detecção de novos casos. Macau diagnosticou, até à data, quarenta e oito (48) casos, dos quais, quarenta e seis (46) são casos importados e dois (2) são relacionados com casos importados. Quarenta e sete (47) pessoas tiveram alta. Não há registo de qualquer infecção entre os profissionais de saúde nem casos mortais. Neste momento, um (1) caso diagnosticado está sujeito a observação médica no Centro Clínico de Saúde Pública em Coloane, mas não apresenta febre ou sintomas.

Entre 1 e 7 de Março de 2021 (nos últimos 7 dias) foram testadas em Macau 90336 pessoas.

O Dr. Tai Wa Hou anunciou que a partir das 9h00 do dia 9 (3.ª feira), o sistema de vacinação contra a COVID-19 será aberto aos trabalhadores não residentes de Macau. Os agendamentos podem a inoculação com a vacina inactivada podem começar a partir do dia 10 de Março e para a vacina mRNA a partir do dia 14 de Março.

HÁ 5 mil vagas por dia disponíveis nos 12 postos de vacinação dos Serviços de Saúde. Mil vagas para trabalhadores não residentes de Macau e 4000 vagas para residentes de Macau. As vagas podem ser alteradas oportunamente segundo a procura que exista da vacinação. Todos os indivíduos com 60 anos ou superior são obrigados a uma avaliação pelos médicos e são vacinados no CHCSJ.

A inoculação com a vacina mRNA – BioNtech/Fosun Pharma está a partir de agora disponível em 3 locais: Sala de Colheita de Sangue do CHCSJ, Centro de Saúde da Ilha de Verde e Centro de Saúde dos Jardins do Oceano. Os restantes locais de vacinação disponibilizam apenas a vacina inactivada Sinopharm.

Relativamente a situação sobre a vacinação com mRNA, o Dr. Tai Wa Hou explicou que por dia existem cerca de 400 a 500 residentes a marcar a vacinação no CHCSJ. A maioria destas pessoas está a ser vacinada na data e na hora marcada. Há apenas um número residual de pessoas que não compareceu e, entre eles, há pessoas que foram consideradas inadequadas. Durante a avaliação manifestavam febre, alergia ou doenças básicas. A vacina mRNA é válida durante 5 após a descongelação. Como há centenas de pessoas vacinadas todos os dias, não há casos de desperdício.

Até às 16h00 de 08 de Março, 49258 pessoas agendaram a vacina, 43067 dos quais são marcadas para a inoculação com a vacina Sinopharm e 6191 com a vacina mRNA BionTech/Fosun Pharma.

O número de pessoas vacinados é de 21840 (19771 deles vacinados com a vacina inactivada e 2069 com a mRNA). Nas últimas 24 horas, foram registadas 5 notificações de eventos adversos menores. No total há registo de 24 eventos adversos menores (desde início da vacinação), 21 dos quais são relacionados com a vacina inactivada e 3 causados pela mRNA. Não há casos graves.

Sobre os eventos adversos após a vacinação, a Dr.ª Leong Iek Hou, Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde, referiu que segundo a definição da Organização Mundial de Saúde, todos os eventos médicos após a vacinação são chamados de eventos adversos pós-vacina, que são causados respectivamente por vacinas (como vermelhidão, calor e dor após a vacinação, reacções alérgicas, etc.), ​​por erros no processo de produção ou processo de injecção (ou seja erros de procedimentos), por reacção de injecção ou reacção relativa a um factor psicológico (não relacionado com a própria vacina), por eventos ocasionais (outras doenças acontecem após a vacina ser injectada, e que podem, também ocorrer, mesmo que a vacina não tivesse sido injectada) e também incluem outros casos que requerem análise de especialistas para determinar a causa.

A Dr.ª Leong Iek Hou enfatizou que os eventos adversos após a vacinação não são equivalentes aos efeitos secundários da vacina. Antes que os especialistas deixem de julgar que o evento está causalmente relacionado à vacina, é impossível julgar precipitadamente que o evento foi causado por vacina. Segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde, os eventos adversos são divididos em eventos adversos menores e eventos adversos graves. A Organização Mundial da Saúde exige apenas a notificação de eventos adversos graves.

Até às 16h00 do dia 8 de Março, registaram-se 24 eventos adversos menores em Macau após a vacinação contra COVID-19, tais como tonturas, erupção cutânea ligeira e febre baixa.

O que são necessários prestar atenção é que os eventos adversos graves, que são divididos em 6 categorias, incluindo: morte, risco de vida, necessidade de internamento ou prolongamento de período de internamento, causar deficiência severa ou disfunção, causar anomalias congénitas ou aborto e necessidade de algumas medidas de intervenção para prevenir deficiência permanente ou morte. Face ao desenvolvimento da vacinação contra COVID-19, os Serviços de Saúde criaram um grupo de trabalho de avaliação de eventos adversos após a vacinação contra COVID-19, que é composto por representantes de várias áreas médicas, incluindo: Serviço de Urgência e Unidade de Cuidados Intensivos, Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Serviço de Medicina Legal, Serviço de Cardiologia, Serviço de Neurologia, Serviço de Infecciologia e Divisão de Farmácia. Quando uma pessoa vacinada manifesta evento adverso grave, o nexo de causalidade será analisado e avaliado para fortalecer a monitorização e o acompanhamento da vacinação contra COVID-19 em Macau.

Em resposta à pergunta relativa ao armazenamento das vacinas de mRNA, a Dr.ª afirmou que as vacinas de mRNA devem ser armazenadas num ambiente de temperatura ultrabaixa por meio ano e no caso de não puderem ser usadas nesse espaço de tempo, serão destruídas. Macau irá providenciar a vacinação dos residentes por etapas de acordo com a organização de vacinação, frisando que o Governo da RAEM deverá preparar vacinas suficientes para que residentes sejam vacinados com o seu consentimento e escolha.

Relativamente à actualização do código de saúde pelos Serviços de Saúde pelas 11h00 de amanhã (dia 9), a Dr. Leong Iek Hou apontou que a actualização do código de saúde de Macau contém 4 itens, incluindo: 1) acrescentado o Registos de vacinação contra COVID-19; 2) Melhoria da cor dos códigos para permitir melhor leitura dos scanners do código de saúde, nomeadamente cor mais vívida cor do código QR; 3) Exigência que os utentes declarem um endereço preciso para preparação de medidas específicas de prevenção e controlo à epidemia divididas por categorias e zonas; 4) Introdução no código de saúde de um modo de gestão distrital. Quando eventuais medidas de controlo epidémico forem iniciadas, os residentes serão impedidos de alterar as suas informações de endereço residencial durante aquele período.

A Dr.ª Leong Iek Hou, Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde, relatou, ainda, que entre 1 e 7 de Março de 2021 (7 dias), foram submetidos a observação médica 1244 indivíduos, dos quais, 110 residentes de Macau e 1134 não residentes de Macau. No total, até ao dia 7 de Março de 2021, foram enviados para a observação médica 29644 indivíduos. Há, ainda 2996 indivíduos em observação médica, dos quais, 4 indivíduos alojado em instalações dos Serviços de Saúde e 2992 indivíduos em hotéis designados.

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus apela a todos os residentes para administrar a vacina de modo a se protegerem, proteger os membros da sua família até criar uma barreira imunológica para proteger a sociedade de Macau.

A Chefe da divisão da Direcção dos Serviços de Turismo, Dra. Lau Fong Chi reportou o número de pessoas em observação médica em hotéis designados.

O Chefe da Divisão de Relações Públicas do Corpo de Polícia de Segurança Pública, Dr. Lei Tak Fai relatou a actual situação da cidade e a situação de entradas e saídas de Macau.

Estiveram presentes na conferência de imprensa: o Coordenador da Vacinação, Dr. Tai Wa Hou, o Chefe da Divisão de Ligações Públicas da PSP, Lei Tak Fai, a Chefe da Divisão de Relações Públicas da DST, Dra. Lau Fong Chi, a Coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância de Doença do Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde, Dr.ª Leong Iek Hou. Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus - Macau



terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Timor-Leste - Quatro novos casos de covid-19 detetados, transmitidos localmente junto à fronteira

Díli – O Coordenador da Força Tarefa para a Prevenção e Mitigação do Surto de COVID-19 do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), Rui Maria de Araújo, revelou que a equipa de vigilância epidemiológica detetou quatro novos casos de covid-19 de habitantes que residem junto à fronteira, o que significa uma transmissão local da doença.

Rui Araújo disse que as infeções foram detetadas através dos testes em massa efetuados a 20 de fevereiro.

“A equipa de vigilância epidemiológica procurou hoje os contactos do infetado e, até esta tarde, eram 29 pessoas. Os três positivos são um familiar e os outros dois vizinhos”, revelou Rui Araújo, na Sala de Situação do CIGC, no Centro de Convenções de Díli.

“Os casos positivos mostram uma transmissão local através de uma possível importação da população que entra e sai da fronteira”, afirmou.

O Coordenador da Força Tarefa adiantou ainda que o país entrou hoje na fase de mitigação ou alerta três.

“A cerca sanitária ainda se mantém, de acordo com a resolução do Governo”, acrescentou.

Os serviços de ambulância transportaram os quatros infetados, entre eles uma criança e uma grávida, para o centro de isolamento de Vera Cruz, em Díli. Alguns apresentam sintomas, enquanto outros são assintomáticos.

Segundo Rui de Araújo, os doentes são provenientes da mesma aldeia de Klauhalek, no Posto Administrativo de Fatumean, no Município de Covalima.

O CIGC apelou a toda a população que mantenha a calma e cumpra as medidas preventivas da covid-19.

Timor-Leste regista atualmente 25 casos ativos de covid-19 e 107 infeções desde o surgimento do novo coronavírus. Maria Auxiliadora – Timor-Leste in “Tatoli”

 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Timor-Leste – Regista mais 6 casos de infectados com covid-19, com origem na Indonésia

Díli – A equipa de Covid-19 do Ministério da Saúde (MS) timorense regista mais seis casos ativos do novo coronavírus de cidadãos estrangeiros, cinco dos quais da mesma família e um de uma mulher que entrou ilegalmente no país.

A Coordenadora-Geral da Comissão Executiva de Saúde do Surto de Covid-19, Odete Viegas, disse que os infetados se tratam de quatro mulheres entre os 34 e os 61 anos, uma criança do sexo masculino de três anos e um homem de 53 anos.

Segundo Odete Viegas, as cinco pessoas da mesma família viajaram a 28 de janeiro de Jacarta, entraram em Timor-Leste a 30 de janeiro através da fronteira de Batugadé e efetuaram a autoquarentena no complexo residencial White Sand, em Metiaut, Díli.

“Outra mulher de 34 anos viajou a 28 de janeiro de Betun, na Indonésia, e entrou ilegalmente através da fronteira de Batugadé, onde alugou uma mota através da qual viajou para Díli”, afirmou Odete Viegas, em Caicoli, Díli.

A coordenadora referiu ainda que a mulher não contactou com a sua família em Betó, Díli, porque esta informou imediatamente a equipa de vigilância, que a levou para quarentena obrigatória.

Esta nova infeção eleva para 29 os casos ativos do novo coronavírus no país, tendo já 57 doentes recuperados.

A coordenadora acrescentou que, entre os 29 infetados, 28 estão a cumprir o isolamento obrigatório no Centro de Isolamento de Vera Cruz, enquanto outra cidadã está em isolamento na Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA).

De acordo com os dados de hoje do Ministério da Saúde, já foram realizados 19.691 testes, dos quais 19496 deram negativo. Aguardam resultado 115 pessoas.

Estão atualmente a cumprir a quarentena obrigatória 288 pessoas e 123 a autoquarentena, tendo já terminado o confinamento 7732 cidadãos. Nelia Fernandes – Timor-Leste in “Tatoli”

 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Timor-Leste – Mais 5 infectados com covid-19, todos importados e duas recuperações

Díli – A equipa de Covid-19 do Ministério da Saúde (MS) timorense regista mais cinco casos ativos de covid-19 de cidadãos estrangeiros, aumentando para 22 o número de infeções ativas no país, sendo que 21 doentes se encontram no centro de isolamento de Vera Cruz em Díli e um em isolamento na Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA).

A Coordenadora-Geral da Comissão Executiva de Saúde do Surto de Covid-19, Odete Viegas, disse que os doentes viajaram a 17 de janeiro da Tanzânia e chegaram a 20 de janeiro a Timor-Leste num voo da Malasia Airlines.

Segundo a coordenadora todos os pacientes efetuaram a autoquarentena em Lorenso Campound, em Metiaut, Díli. A equipa de saúde efetuou o teste a 29 de janeiro, tendo o resultado dado positivo a 01 de fevereiro.

A coordenadora referiu ainda que o ministério deu alta a dois doentes recuperados que se encontravam no centro de isolamento após os dois testes negativos.

“O Ministério da Saúde deu hoje alta a dois pacientes, um homem com 16 anos, internado a 24 de janeiro, e uma mulher de 29 anos, internada a 23 de janeiro”, disse Odete Viegas, em Caicoli, Díli.

Esta nova infeção eleva para 22 os casos ativos do novo coronavírus no país, tendo já 53 doentes recuperado.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, até dia 02 de fevereiro, tinham sido realizados 19223 testes, dos quais 19084 deram negativo. Aguardam o resultado 64 pessoas.

Estão atualmente a cumprir a quarentena obrigatória 229 pessoas e 183 autoquarentena, tendo já terminado o confinamento 7513 pessoas. Nelia Fernandes – Timor-Leste in “Tatoli”

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Timor-Leste – Preocupação com o aumento de novos casos de covid-19 do outro lado da fronteira

O aumento dos casos de covid-19 na metade indonésia da ilha de Timor está a causar “grandes preocupações” às autoridades timorenses que temem eventuais contágios, disseram responsáveis. Nas últimas semanas registou-se um aumento significativo de casos em Timor Ocidental, com mortes de pessoas infectadas com covid-19 em locais como Atambua, a poucos quilómetros da fronteira com Timor-Leste.

Uma situação preocupante para toda a zona fronteiriça, mas especialmente para o enclave de Oecusse-Ambeno, onde só nos últimos dias foram capturadas mais de 90 pessoas em transações e movimentações ilegais nas fronteiras, disse à Lusa o presidente da Região Administrativa Especial Oecusse-Ambeno (RAEOA), Arsénio Bano.

“Os casos estão a aumentar de dia para dia em Timor Ocidental e estão cada vez mais perto. Agora já há casos muito próximo da fronteira na zona de Oesilo, num dos subdistritos de Kefa [Timor Ocidental]”, afirmou Bano. “E em Atambua não há boas notícias. Estamos cercados e estamos a fazer o possível, com vigilância máxima, porque o contágio comunitário já está em pleno em Timor Ocidental”, admitiu o responsável, expressando preocupação.

O vice-ministro do Interior timorense, António Armindo, disse à Lusa que desde o início do ano, pelas várias vias, entraram no país quase 380 pessoas, das quais cerca de 100 ilegalmente pela fronteira terrestre, na maioria estudantes ainda em quarentena.

“Temos de gerir isto com muito cuidado porque temos medo de transmissão comunitária. Evitar isso implica apelarmos a todos os que vivem fora de Timor-Leste para que entendam que travessias ou movimentos ilegais não são a opção certa”, salientou.

“Se amam Timor-Leste, a população das fronteiras, as suas famílias, organizem com os nossos consulados, registem-se para que o MNE possa falar com o Ministério da Saúde para ver se os podemos receber. E depois o Ministério do Interior pode abrir as portas”, sublinhou.

Sem referir o dispositivo de patrulhas fronteiriças, por questões de segurança, o vice-ministro disse notar um reforço da acção conjunta da polícia e forças armadas.

“É por isso que estamos a detetar estes ilegais. Mas tem de haver colaboração de todos. Todos têm de ter consciência de que não podemos fazer isto. Temos que fazer entradas legais para que o Governo possa gerir a situação”, destacou.

A sensibilização envolve também chefes de aldeia, de suco (equivalente a freguesias) e jovens, para que “ajudem na segurança, informando de movimentos ilegais”.

O responsável da RAEOA explicou que na província de Nusa Tengarra Timur, que inclui a metade indonésia da ilha, há atualmente quase dois mil casos ativos, com um total de 114 mortos desde o início da pandemia.

As autoridades iniciaram já em meados deste mês a vacinação de trabalhadores da linha da frente dos serviços de saúde em Kupang, a capital de Timor Ocidental, programa que vai ser agora progressivamente alargado.

“Eles também estão em pânico. As populações, os serviços de saúde, que já estão sobrecarregados. Por isso, aqui em Timor-Leste temos que ter o máximo cuidado”, sublinhou.

Um dos sinais do perigo evidenciou-se na última semana com 14 casos positivos, 11 timorenses e três estrangeiros, entre um grupo de cerca de 120 pessoas, muitos dos quais estavam há semanas em Timor Ocidental e que entraram em 20 de Janeiro.

A resposta à ameaça e à pandemia envolve actualmente mais de 700 pessoas entre efectivos da Unidade de Patrulhamento de Fronteira (UPF), funcionários de saúde e vigilantes fronteiriços. O dispositivo acabou de ser reforçado e procura responder ao número elevado de pessoas que atravessam ilegalmente para a Indonésia, nomeadamente para trocas comerciais.

Uma prática antiga para as populações das zonas fronteiriças, que Bano admitiu ser necessária para quem passa dificuldades, mas que na grande maioria dos casos envolve “oportunistas que colocam em risco a saúde pública” de toda a população.

“Quem é capturado é levado de imediato para a quarentena, onde já temos actualmente quase 100 pessoas. Há alguns com dificuldades, mas também há oportunismo. Não temos pessoas suficientes e eles aproveitam-se disso”, notou.

Arsénio Bano disse que estão a ser construídos novos espaços de quarentena, esperando ter mais 60 quartos em breve, e zonas de triagem nos locais mais usados na fronteira.

“A situação em Timor Ocidental vai continuar e a nossa única opção é a prevenção. Triagem, evitar contactos com famílias e comunidades e canalizar quem atravessa a fronteira diretamente para a quarentena”, disse.

A autoridade regional está igualmente num processo de reforço das condições do hospital, com ventiladores, medicamentos e consumíveis médicos, reforçando as condições de isolamento e outros serviços.

O presidente da RAEOA disse que a ministra da Saúde timorense, Odete Belo, vai enviar uma equipa “para fazer a avaliação rápida do que é necessário com mais urgência em Oecusse”, especialmente a nível da prevenção.

“Mas recomendo que o Governo central olhe para as outras fronteiras terrestres, nas zonas de Maliana e Suai, porque o risco é o mesmo. Há que actuar para prevenir qualquer contágio comunitário”, disse.

Timor-Leste tem actualmente 17 casos activos no país, com um total de 67 casos desde o início da pandemia, dos quais 50 recuperaram. A deteção de três casos positivos entre pessoas que entraram ilegalmente em Oecusse em dezembro levou à aplicação até meados desde mês de uma cerca sanitária na região.

O país está actualmente no nono período de 30 dias de estado de emergência, com restrições à entrada e quarentena obrigatória, entre outras medidas. O Governo pediu já ao Presidente timorense a renovação do estado de excepção por mais 30 dias até ao início de março. O Ministério da Saúde adiou indefinidamente um programa de testes em massa, que devia começar hoje. António Sampaio – Agência Lusa in “Hoje Macau”

 

Macau – 47º caso confirmado de covid-19, o primeiro em quase sete meses

As autoridades de saúde garantem que o novo caso de COVID-19, detectado num dos passageiros vindos de Tóquio, não constitui um risco para a comunidade nem implicará novas medidas nas fronteiras. Por outro lado, estão a estudar a aquisição de um seguro para quem for vacinado contra a doença

O caso importado da COVID-19 no território não causará novamente o fecho das fronteiras com o Interior da China, avançou o médico-adjunto da Direcção do Centro Hospitalar Conde São Januário (CHCSJ) na conferência de imprensa especial sobre a pandemia. Alvis Lo Iek Long garantiu que a situação ligada a este caso está “estável e contida”. “Além disso, vamos adoptar todas as medidas para evitar qualquer infecção entre os profissionais da área de saúde”, assegurou, frisando que o caso está a ser gerido em circuito fechado.

O 47º caso confirmado em Macau, o primeiro em cerca de sete meses, foi anunciado pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus no início da madrugada de sexta-feira. A doente, residente de Macau, de 43 anos, partiu do Dubai a 19 de Janeiro, chegou ao Japão via Singapura no dia 20, e saiu de Tóquio no voo da Air Macau no dia 21.

Os resultados dos dois testes rápidos para a COVID-19 efectuados a esta mulher deram positivo. A doente está assintomática e foi encaminhada para o CHCSJ para tratamento em isolamento. As autoridades indicaram que oito pessoas que estiveram próximo da doente infectada encontram-se “sob observação médica, em isolamento”, no Centro Clínico de Saúde Pública de Coloane.

Dois voos, oriundos de Tóquio, com um total de 109 passageiros provenientes de zonas de alto risco, chegaram na quinta-feira a Macau. Estes passageiros partiram de 14 países: Reino Unido, Portugal, Japão, Irlanda, Países Baixos, EUA, Suíça, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, França, Emirados Árabes Unidos, Espanha e Itália.

Após a chegada, desembarcaram por grupos, foram submetidos a testes para a COVID-19 e iniciaram uma quarentena obrigatória de 21 dias, no Grand Coloane Resort. Durante este período, vão realizar quatro testes de ácido nucleico e medição diária da temperatura sem sair do quarto. No final, todos ficarão sujeitos a “um período adicional de pelo menos sete dias de autogestão de saúde”.

Na conferência especial realizada na sexta-feira, as autoridades foram questionadas sobre se haverá mais passageiros provenientes de zonas de alto risco. A responsável dos Serviços de Turismo, Lau Fong Chi, revelou não ter recebido novos pedidos para regresso.

De acordo com os dados divulgados, a Air Macau só disponibilizará um voo por mês com ligação a Tóquio. Em relação a Taipé, só deverá haver três voos em Fevereiro e um semanal em Março. Quanto ao Interior da China, mantém ligações para 18 destinos, disponibilizando entre três voos por dia e três por semana.

Ponderado seguro para vacinação

A Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura revelou que está a ser estudada a aquisição de um seguro para quem for vacinado para a COVID-19. Elsie Ao Ieong afirmou que as despesas ficarão a cargo do Governo, tendo já negociado com o sector dos seguros, mas não revelou mais detalhes.

Numa avaliação preliminar, o Governo estima que o seguro custe 500 patacas, assegurando a injecção de duas doses. Elsie Ao Ieong disse que os seguros destinam-se aos residentes, mas os TNR também devem ser incluídos. Segundo explicou, o preço do seguro e o valor da indemnização devem ser calculados consoante o número de doses compradas.

Na conferência de imprensa, ainda não foram apontadas datas para o arranque do plano de vacinação, nem detalhes do programa. O Governo adquiriu vacinas às farmacêuticas Sinopharm, BioNTech e AstraZeneca. A cada laboratório, foram encomendadas 400 mil doses de vacinas, que serão gratuitas e voluntárias.

Leong Iek Hou explicou ainda que que quem tiver Código de Saúde amarelo pode trabalhar ou ir à escola, mas deve evitar concentrações. O Código de Saúde amarelo é activado nos sete dias de auto gestão após a quarentena.

Ontem foi anunciado que quem tenha estado, nos últimos 14 dias, na área sob jurisdição do subdistrito de Waitan do distrito de Huangpu ou na vila de Youyilu do distrito de Baoshan, em Xangai, será sujeito a observação médica por 14 dias. A medida surge na sequência da descoberta de novos casos de infecção nessas zonas.

Zhuhai registou caso importado

As autoridades de Zhuhai comunicaram que uma pessoa no distrito de Doumen testou positivo à COVID-19, no 21º dia do período de autogestão de saúde, após ter regressado da Ucrânia. Em Macau, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus apelou aos residentes que tenham estado em Doumen entre 16 e 23 de Janeiro para se dirigirem ao hospital caso apresentem sintomas. Viviana Chan – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Timor-Leste – Tem mais pessoas infectadas com a covid-19 mas apresenta bons resultados

Díli – A equipa de Covid-19 do Ministério da Saúde (MS) regista mais três casos ativos de covid-19 e seis recuperações.

A Coordenadora-Geral da Comissão Executiva da Saúde do Surto de Covid-19, Odete Viegas, revelou que, entre estes três pacientes infetados, um foi detetado no Hotel Vila Verde e os restantes no Hotel Time Square, em Fatuhada.

A coordenadora-geral disse ainda que o doente do Hotel Vila Verde, assintomático, com 19 anos, viajou, a 20 de dezembro, de Londres e fez escala em Doha. Chegou à Malásia a 21 de dezembro, tendo partido para Timor-Leste a 22 de dezembro.

“O paciente efetuou o confinamento obrigatório no Hotel Vila Verde juntamente com 14 pessoas, tendo estado em contacto próximo [com doentes infetados com covid-19]”, adiantou hoje Odete Viegas, numa conferência de imprensa, no Palácio das Cinzas, em Díli.

Em relação aos outros dois pacientes, a coordenadora avançou que ambos efetuaram o confinamento obrigatório juntamente com 25 pessoas no Hotel Time Square. Um com 29 anos e outro com 43 anos, assintomáticos, viajaram, a 20 de dezembro, de Londres. Fizeram uma escala em Doha, tendo, no dia seguinte, embarcado num voo da Qatar Airlines entre Doha e Malásia. A 22 de dezembro, regressaram a Timor-Leste.

Odete Viegas disse ainda que o MS efetuou já os testes aos três doentes a 30 de dezembro, tendo os seus resultados sido conhecidos a 03 de janeiro de 2021.

Quanto às seis pessoas recuperadas, a coordenadora-geral afirmou que cinco delas que contraíram o vírus da covid-19 efetuaram já os dois testes, cujos resultados deram negativo. Em relação à sexta pessoa, o ministério reconheceu o lapso, ao conduzi-la ao centro de isolamento por entender que se tratava de um doente com covid-19.

“Das seis pessoas identificadas, duas são mulheres e quatro homens”, afirmou.

Na sequência do aumento do número de casos no país, o MS apela a toda a população que coopere e deposite total confiança no ministério para levar a cabo o seu trabalho, além de manter o cumprimento quer das regras impostas pelo estado de emergência quer das regras sanitárias emanadas pelo MS e Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em Timor-Leste, já desde o início da crise sanitária, 16885 pessoas realizaram os exames laboratoriais, enquanto 406 ainda aguardam os resultados.

Estão atualmente a cumprir quarentena 313 pessoas e 26 autoquarentena, sendo que 6974 já saíram do confinamento obrigatório em Díli e nos demais municípios. Timor-Leste reporta até ao momento 49 casos do novo coronavírus, tendo já 41 doentes recuperado. Maria Auxiliadora – Timor-Leste in “Tatoli”

 

 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Macau – Devido à nova estirpe são reforçadas as medidas de entrada na Região

Depois do surgimento de uma nova estirpe do coronavírus no Reino Unido, as autoridades de Macau apertaram as medidas. Todas as pessoas do Interior, RAEHK e Taiwan que tenham estado fora da China estão proibidas de entrar no território. Além disso, a quarentena passa a ser de 21 dias ao invés de 14 – uma medida bem vista por alguns médicos. Outros questionam a dualidade de critérios



Macau voltou a reforçar as medidas de prevenção contra a COVID-19. Estão proibidas de entrar em Macau todas as pessoas do Interior da China, Hong Kong e Taiwan que nos 21 dias anteriores tenham estado fora da China. Além disso, os cidadãos estrangeiros que pretendam entrar na RAEM para casos excepcionais de reagrupamento familiar só o podem fazer se tiverem permanecido no Interior da China nos 21 dias anteriores à chegada a Macau – a exigência, anteriormente, era de 14 dias.

Por outro lado, a quarentena foi prolongada de 14 para 21 dias. A alteração surge em resposta à evolução da pandemia a nível mundial, concretamente devido ao aparecimento de uma nova estirpe no Reino Unido que acelera a transmissão do vírus até 70%, mas também pelo facto de terem sido detectados novos casos no mundo depois de cumpridas as duas semanas de isolamento. No caso dos residentes de Macau que tenham visitado países estrangeiros nos 21 dias anteriores à entrada no território têm de apresentar um teste negativo e submeter-se a uma observação médica de 21 dias.

A nova medida aplica-se a quem chega de todas as partes do mundo, à excepção de Taiwan, mantendo-se os 14 dias de quarentena (caso a pessoa não tenha estado na RAEHK ou em países estrangeiros). Quem vem de zonas de baixo risco do Interior da China é obrigado a apresentar um resultado negativo ao teste do ácido nucleico. Porém, se vier de zonas consideradas de alto risco epidémico, mantém-se também a quarentena de 14 dias. Chengdu, Província de Heilongjiang, Pequim e Liaoning são algumas destas zonas.

A forma como as autoridades agiram é vista com bons olhos por alguns, mas há também que não perceba os critérios. O médico Fernando Gomes disse ao Jornal Tribuna de Macau estar de acordo com o prolongamento da quarentena. “De momento, penso que foi prudente passar para os 21 dias, porque parece que a transmissibilidade se prolonga. Depois de passarmos um ano com tantos cuidados, alertas e prevenção, penso que não é excessivo ultimar essa medida”, afirmou.

Sublinhando que não tem base teórica para dizer peremptoriamente se a quarentena deve ser de 14 ou 21 dias, o médico Rui Furtado critica os critérios usados para a aplicação das medidas. “Há uma coisa que posso dizer que não entendo e que ouvi naquela célebre conferência de imprensa improvisada, que é, as pessoas que vêm das zonas de alto risco na China e de Taiwan continuam a fazer uma quarentena de 14 dias e quem vem de fora tem de fazer de 21 dias. Esta dualidade de critérios, para mim, é um bocado estranha. Não sei qual é a base em que isto foi decidido, mas não me parece que haja qualquer base que possa justificar esta medida”, apontou Rui Furtado.

Fernando Gomes, por sua vez, acredita que acontece pelo facto de na China “actualizarem diariamente as precauções e recomendações”. “Na China, as províncias já estão divididas. Por exemplo, ontem ou anteontem surgiram casos em Pequim, eles restringiram aquela zona e aquelas pessoas vão ser testadas, isoladas, acompanhadas”, explicou.

Na mesma linha, o médico Chan Iek Lap fala sobre a diferença de critérios apontando para a comunicação entre as autoridades do território e o Continente. “O mecanismo de comunicação entre Macau e o Interior da China é rápido. Desde que haja novos casos de COVID-19, o Governo da RAEM irá imediatamente anunciar novas medidas de isolamento médico”, observou. Ainda assim, diz que as visitas ao Interior da China “podem ter algum risco”.

Chan Iek Lap concorda com a extensão da quarentena para 21 dias. “É importantíssimo que Macau, quanto cidade turística, mantenha a sua segurança. É necessário assegurar a confiança das pessoas na cidade, de forma a que continue a atrair mais turistas”, frisou. O médico disse compreender as mudanças feitas pelas autoridades. “O Governo da RAEM mostrou uma atitude firme, de que não se importa com os custos na contenção do vírus. Esse é o princípio do trabalho para assegurar a saúde da população. Temos de dizer ao mundo que a pandemia está sob controlo em Macau. Não podemos estar como Hong Kong, onde a pandemia não acaba e há sempre mais infectados”, realçou.

Para Chan Iek Lap, as pessoas que pretendem entrar em Macau devem ponderar “se vale a pena”, uma vez que terão de estar 21 dias em quarentena. Indicou ainda que há registo de muitos casos de infectados por COVID-19 que, depois dos 14 dias de quarentena, voltaram a testar positivo, razão pela qual acredita que “as autoridades tiveram de avaliar muitos dados antes de anunciar as novas medidas”.

Já Rui Furtado considera que as medidas estão a ser lançadas para “mostrar serviço”. Questionado sobre se será pelo facto de Macau não ter capacidade para tratar um elevado número de doentes, caso haja um surto, o médico desvalorizou. “Como esta pandemia provou, ninguém a nível mundial tem capacidade para gerir o número de casos em quantidade e com eficiência. Numa pandemia, ninguém tem essa capacidade”, afirmou. “Acho que Macau está empenhado em manter esta bênção [dos poucos casos de SARS e COVID-19]”, acrescentou.

Durante a quarentena de 21 dias serão realizados três testes de ácido nucleico. Quem cumpriu 14 dias de quarentena e tem de fazer a autogestão de saúde está obrigado a fazer um teste ao ácido nucleico ao vigésimo dia – o código de saúde passou automaticamente para amarelo após a entrada em vigor das novas medidas.

Apanhados de surpresa

Ao Jornal Tribuna de Macau chegaram queixas de dois residentes que foram apanhados de surpresa com as novas medidas. Já se encontravam em quarentena e esperavam sair para passar o Natal com as famílias. Nos e-mails endereçados a este jornal, queixaram-se ainda de falta de condições, nomeadamente, falta de luz solar no quarto, bem como de ventilação. Além disso, alertaram para a falta de limpeza do quarto durante este período.

Quem já estava a fazer quarentena quando foi anunciada a medida que alarga o período de isolamento não vai ter de pagar os restantes dias. Uma vez que “o ajustamento não foi antecipado quando [as pessoas] foram inicialmente sujeitas à observação médica”, a Administração decidiu que residentes e não-residentes que estavam em hotéis designados “ficam isentos do pagamento dos custos relativos ao período entre o 15º e 21º dias”. No caso das pessoas que estavam em hotéis escolhidos por si, caso pretendam usufruir da isenção de pagamento, terão de mudar de hotel, caso contrário, as despesas ficam a seu cargo.

Depois de Macau aplicar as novas medidas, também Hong Kong optou por aumentar os dias de quarentena, justificando com o surgimento das novas estirpes do coronavírus.

Entretanto, já se encontra a decorrer o 25º plano de fornecimento de máscaras até dia 26 de Janeiro. Cada pessoa pode comprar 30 máscaras com um custo de 24 patacas.

Morada obrigatória no Código de Saúde

A partir de 7 de Janeiro será obrigatório declarar a informação de morada no Código de Saúde, caso contrário este não será gerado. O objectivo é articular esta medida com o plano de controlo e prevenção da epidemia por zonas e categorias.

Estudantes no Reino Unido pedem ajuda

Um grupo de estudantes de Macau em Inglaterra apelou ao Governo da RAEM para coordenar um voo fretado e abrir um corredor especial com Hong Kong para os ajudar a regressar, face à evolução da pandemia no mundo e ao aparecimento da nova estirpe do coronavírus no Reino Unido. Porém, Iu Man Cheng, chefe do Departamento da Comunicação e Relações Externas substituta dos Serviços de Turismo, disse que Hong Kong já limitou a chegada dos voos da Inglaterra e Macau não tem condições para iniciar um plano para o regresso dos alunos que estudam fora. Segundo dados oficiais, cerca de 1139 estudam em Inglaterra. Catarina Pereira e Viviana Chan – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Timor-Leste – De novo sem infetados com covid-19


Díli – O Ministério da Saúde (MS) anunciou que o único doente infetado com covid-19 no país já recuperou.

O Coordenador da Equipa da Covid-19 do MS, Nílton do Carmo da Silva, disse que o doente, assintomático, efetuou, entre os dias 16 e 17 de dezembro, dois testes que deram resultados negativos.

“Declaro, por isso, ao público que o paciente já teve alta, pelo que se mantém a cumprir a autoquarentena durante 14 dias e outras medidas preventivas. Terá também o controlo das autoridades de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde”, afirmou Nílton do Carmo, no Palácio das Cinzas, em Díli.

Recorde-se que a Coordenadora-Geral da Comissão Executiva da Saúde do Surto de Covid-19, Odete Viegas, tinha antes revelado que o infetado era um cidadão estrangeiro de 35 anos.

“Viajou, a 16 de novembro, em voos entre o Uganda e Dubai, seguindo-se, no dia a seguir, a Malásia. Chegou a 18 do mês passado a Timor-Leste juntamente com outros 63 passageiros num voo da Malásia. Efetuou a 29 de novembro o teste à covid-19 e foi informado, nos dois dias posteriores, de que o resultado deu positivo”, explicou Odete Viegas.

Timor-Leste registou, até ao momento, 31 casos ativos da doença, tendo todos os infetados já recuperado.

Desde o início do surto, 15573 pessoas realizaram os exames laboratoriais, das quais 15179 testaram negativo, enquanto 363 ainda aguardam os resultados.

Além disso, 257 pessoas estão atualmente a cumprir a quarentena obrigatória e 165 a autoquarentena, tendo já 6784 pessoas cumprido os 14 dias de confinamento obrigatório em Díli e nos demais municípios. Nelia Fernandes – Timor-Leste in “Tatoli”

 


 

Macau - Aumenta período de quarentena obrigatória da covid-19 de 14 para 21 dias


Macau decidiu aumentar a partir de hoje, 21 de Dezembro, o período de quarentena obrigatória de 14 para 21 dias às pessoas que cheguem oriundos de territórios considerados de elevado risco de transmissão do novo coronavírus.

“A nível mundial (…), após 14 dias houve novas transmissões e vamos por isso reforçar as medidas de quarentena”, justificou o médico Lo Iek Long, dos Serviços de Saúde, em conferência de imprensa.

A medida exclui as pessoas que chegam a Macau de locais identificados como de risco moderado na China continental e em Taiwan e inclui aquelas provenientes do Reino Unido e da região administrativa especial chinesa vizinha, Hong Kong, destacou.

No Reino Unido foi identificada uma variante mais contagiosa do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19. “Esta nova variante tem uma transmissibilidade de mais 70%”, salientou Lo Iek Long, frisando que o objetivo das autoridades é de garantir a saúde pública dos residentes de Macau e minimizar os riscos de transmissão.

Macau não regista qualquer caso há quase seis meses, tendo sido dos primeiros territórios a ser atingido pela pandemia, em finais de janeiro. No total identificou apenas 46 contágios e nenhum surto local.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1,7 milhões de mortos resultantes de mais de 77,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo. In “Hoje Macau” - Macau


 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Timor-Leste – Após 35 dias voltou a haver uma nova pessoa infetada com covid-19, mais um caso importado

 


Díli – O Ministério da Saúde (MS) anunciou hoje um novo caso positivo de covid-19 no país, que estava desde 15 de novembro sem casos ativos.

A Coordenadora-Geral da Comissão Executiva da Saúde do Surto de Covid-19, Odete Viegas, revelou que o infetado é um cidadão estrangeiro de 35 anos.

“Viajou, a 16 de novembro, em voos entre o Uganda e Dubai, seguindo-se, no dia seguinte, a Malásia. Chegou a 18 do mês passado a Timor-Leste juntamente com outros 63 passageiros num voo da Malásia. Efetuou a 29 de novembro o teste à covid-19 e foi informado, nos dois dias seguintes, de que o resultado deu positivo”, explicou Odete Viegas.

Recorde-se que Timor-Leste já registou 31 casos do novo coronavírus, tendo já 30 infetados recuperado. Nelia Fernandes – Timor-Leste in “Tatoli”