Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 21 de maio de 2017

Cabo Verde – Qualidade e acessibilidade dos sistemas de saúde no mundo

Andorra, do continente europeu, é o país com melhor qualidade dos sistemas de saúde do mundo. Já a República Centro Africana é o pior do ranking global. Portugal lidera os países da lusofonia, situando-se na 26ª posição da lista geral. Cabo Verde é a excepção do continente africano, contrariando a tendência com 62 pontos e uma classificação a meio da tabela geral. Estes dados constam do recente estudo da revista britânica “The Lancet”, que publicou a lista dos 20 melhores e piores países do mundo no tocante ao acesso e sistema de cuidados de saúde a nível mundial

A revista médica britânica “The Lancet” publicou a lista da qualidade dos sistemas de saúde no mundo. “O estudo abrange 195 países” e revela que o fosso entre os melhores e os e os piores tem vindo a aumentar desde 1990.

O relatório é baseado num indicador que mede a qualidade e a acessibilidade aos cuidados de saúde. O desempenho dos países é classificado numa escala de 0 a 100, de acordo com as taxas de mortalidade devida a 32 doenças que podem ser evitadas, teoricamente por uma resposta rápida do sistema de saúde.

“Andorra - pequeno país europeu localizado na cordilheira pirenaica entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França- é o território do globo onde há mais qualidade de cuidados de saúde”. O país recebe neste estudo 95 pontos.

Em contrapartida, a “República Centro Africana, com apenas 29 pontos, fica classificada como país com o pior sistema de saúde” no mundo.

Portugal lidera Lusofonia

Conforme o mesmo estudo, Portugal surge na vigésima sexta posição, acompanhado do Chipre, Qatar, Malta, República Checa e Reino Unido - todos com 85 pontos -, cinco lugares antes dos Estados Unidos.

No caso português, a classificação é prejudicada pelas notações baixas nos tratamentos de infeção respiratórias inferiores; leucemia; cancro da pele não melanoma, doenças cardiovasculares; hérnias inguinais e abdominais; doenças crónicas dos rins e efeitos adversos de tratamentos médicos.

Entre 1990 e 2015, o fosso entre os países que prestam melhores cuidados de saúde e os que revelam as maiores deficiências tem vindo sempre a crescer. No geral, os países da Europa ocidental situam-se nos lugares cimeiros da classificação e a África subsaariana e a Oceânia ocupam as últimas posições.

Cabo Verde excepção em África

Revela o estudo que Cabo Verde é a excepção do continente africano, contrariando a tendência com 62 pontos e uma classificação a meio da tabela.
 
Angola surge mais abaixo, com apenas 41 pontos, revelando como principais problemas a tuberculose, as diarreias, cuidados neonatais e maternais.

O Brasil, com 65 pontos, tem nos cuidados neonatais o seu ponto negro.

A Coreia do Sul, a Turquia, o Perú, a China e as Maldivas foram os países que registaram as melhorias mais significativas no sistema de saúde, nos 15 anos abrangidos pelo estudo.

Segundo conclui a revista médica britânica “The Lancet”, os cinco países onde a saúde é de melhor qualidade são Andorra, Islândia, Suíça, Suécia e Noruega.

Lista dos 20 melhores países:

Andorra, Islândia, Suíça, Suécia, Noruega, Austrália, Finlândia, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Japão, Itália, Irlanda, Áustria, França, Bélgica, Canadá, Eslovénia, Grécia, Alemanha e Singapura.

Lista dos 20 piores países:

Togo, Etiópia, Madagáscar, Moçambique, Benin, Uganda, Burkina Faso, Costa do Marfim, Serra Leoa, Niger, Burundi, RD Congo, Sudão do Sul, Guiné, Haiti, Eritreia, Chad, Guiné-Bissau, Somália, Afeganistão e República Centro Africana. In “A Semana” – Cabo Verde com “The Lancet”

Cabo Verde - Zona Económica Especial na ilha de São Vicente apoiada pela China

A China vai apoiar a criação de uma Zona Económica Especial ligada ao mar na ilha cabo-verdiana de São Vicente, um projeto que o governo cabo-verdiano acredita estará concluído até ao final da legislatura

A decisão de apoiar o projeto, que tinha sido apresentado pelo primeiro-ministro cabo-verdiano ao seu homólogo chinês durante o Fórum Macau, em outubro, foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, ontem (20), na cidade da Praia, durante uma reunião com o chefe da diplomacia cabo-verdiana, Luís Filipe Tavares.

"A China vai apoiar a criação da Zona Económica Especial de São Vicente, um projeto na área da economia marítima muito importante para o país, que tem o apoio total e incondicional do governo chinês", disse Luís Filipe Tavares.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde anunciou que o Governo chinês irá financiar também a construção de uma nova maternidade em São Vicente, para servir a região norte do país.

Durante o encontro, os dois ministros passaram em revista a cooperação económica e política entre os dois países, atualmente traduzida em 12 projetos, num valor estimado de 30 milhões de euros.

Luís Filipe Tavares adiantou que Cabo Verde vai começar agora a fazer o estudo de viabilidade económica dos projetos da Zona Económica Especial e da maternidade, estimando que estejam a funcionar até final da legislatura.

"Há uma firme vontade e uma decisão de apoiar estes projetos de Cabo Verde, nomeadamente a Zona Económica Especial que vai transformar São Vicente num grande centro de economia marítima e criar milhares de postos de trabalho", disse.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi lembrou que a cooperação chinesa tem sempre em atenção as necessidades do país, garantido o apoio necessário aos projetos cabo-verdianos.

"A economia chinesa começou a descolar a partir da criação das Zonas Económicas Especiais. Temos experiências consolidadas, boas e bem-sucedidas e capacidade para as construir. Se Cabo Verde quiser podemos fazer uma parceria importante na construção da zona de São Vicente", disse.

O chefe da diplomacia chinesa sublinhou a importância da posição geográfica de Cabo Verde, adiantando que o Governo cabo-verdiano "manifestou vontade de participar na iniciativa "Uma faixa, Uma rota", do Governo chinês.

A iniciativa, também conhecida como a "Nova Rota da Seda", pretende recriar a Rota da Seda que uniu a China aos mercados ocidentais durante séculos.

Na prática, trata-se de um conjunto de percursos ferroviários e rodoviários, oleodutos e portos, que se estendem da China até à Europa, com percursos alternativos que passam por países do Sul da Ásia, Índia, Irão e Turquia, e chegam à África.

Mais de meia centena de países aderiram à ideia, que é encarada por outros como uma iniciativa imperialista da China.

Além da reunião como o homólogo cabo-verdiano, o ministro chinês tem encontros de cortesia agendados com o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva e com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca. In “Correio das Ilhas” – Cabo Verde com “Lusa”

Primavera















Vamos aprender português, cantando


Se o fim é um começo
voltamos sempre a lutar
já lá vem outro abril
é tempo de semear

Da espera faz-se a luz
da primavera a nascer
um fruto é como um filho
do querer

A tudo o que aprendemos
beijado ao calor do verão
esquecemos neste inverno
faltou-nos uma canção

Cantar para não esquecer
que unidos não estamos sós
que temos liberdade
na voz

É primavera quando chegas
sou andorinha p’ra te ver
e as flores que trazes são vermelhas
há sempre esperança a renascer

Ah… ah… ah… ah…

É primavera quando chegas
sou andorinha p’ra te ver
e as flores que trazes são vermelhas
há sempre esperança a renascer

É primavera quando chegas
sou andorinha p’ra te ver
e as flores que trazes são vermelhas
há sempre esperança a renascer


Celina da Piedade e Alex Gaspar - Portugal


sábado, 20 de maio de 2017

China – Ligação aérea a Lisboa como plataforma para África e América Latina

A ligação aérea directa entre China e Portugal é vista pela Capital Airlines como uma plataforma para África e América Latina. A operação começa a 26 de Julho, dia em que também será aberta uma ligação indirecta a Macau

A companhia aérea chinesa Capital Airlines apresentou ontem o voo directo entre China e Portugal, que arranca em 26 de Julho, como uma plataforma para África e América Latina, e disse que quer atingir frequência diária.

“Devido à sua localização geográfica, Portugal é uma plataforma importante de ligação à América Latina e África”, disse à agência Lusa, em Pequim, Wang Yinjun, director de “marketing” da empresa.

O voo terá três frequências por semana – quarta-feira, sexta-feira e domingo – entre a cidade de Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim, mas “o objectivo é ter um voo diário”, revelou Wang.

A companhia aérea abrirá também um voo entre Macau e a capital chinesa, que coincidirá com a ligação a Lisboa, avançou o responsável, de forma a servir também os 15000 portugueses que vivem no território.

A Capital Airlines é uma das subsidiárias do grupo chinês HNA, accionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da companhia brasileira Azul. Wang diz que a companhia aérea vai cooperar com a Azul e a TAP, para que os chineses que viajem para Lisboa possam também chegar ao “Brasil, África e América do Sul”.

“Do ponto de vista geográfico, Portugal é uma escolha eficaz”, notou.

Para o embaixador português em Pequim, Jorge Torres Pereira, a abertura do voo directo trata-se de um “marco”. “Temos a certeza de que aqueles que acreditam no sentido comercial deste voo directo fizeram a aposta certa”, afirmou.

Nos últimos três anos, o número de turistas chineses que visitaram Portugal triplicou, para 183000, e deverá aumentar “exponencialmente” com a abertura da ligação directa, afirmou, no mês passado, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

“Os chineses que chegam a Portugal são sempre canalizados através de outra porta na Europa, nomeadamente através de Espanha (…), o que leva a que passem poucas noites em Portugal”, disse à Lusa, em Pequim, Ana Mendes Godinho, afirmando que o grande objectivo é “inverter essa tendência”.

O voo entre Pequim e Lisboa demorará cerca de 13 horas; no sentido inverso, demorará 12 horas. A actual ligação mais rápida entre a capital dos dois países demora 14 horas, com escala em Frankfurt, na Alemanha.

Huang Songfu, antigo embaixador da China em Portugal, considerou que o voo directo “terá grande significado para os laços políticos e económicos” entre os dois países, lembrando que “os portugueses ajudaram os chineses a conhecer o mundo”. “Quando os portugueses chegaram à China, o nosso mapa mundo era incompleto: nós não conhecíamos outros cantos do mundo”, disse.

A cerimónia de lançamento do voo decorreu num hotel em Pequim e contou com a participação de mais de uma dezena de órgãos de comunicação chineses e representantes de cadeias hoteleiras e agências de viagem locais.

A China é já o maior emissor mundial de turistas e, segundo estatísticas oficiais, 135,1 milhões de chineses viajaram para fora da China continental, em 2016, num aumento de 12,5% em relação ao ano anterior. O crescente poder de compra e maior facilidade em obter o visto para muitos países explicam o rápido aumento do número de turistas chineses.

A acompanhar este fluxo crescente, o Turismo de Portugal tem, desde 2014, uma representação permanente em Xangai, a “capital” económica da China. Portugal conta também com nove centros de emissão de vistos no país asiático, distribuídos pelas cidades de Pequim, Xangai, Hangzhou, Nanjing, Chengdu, Shenyang, Wuhan, Fuzhou, Cantão. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”

Angola - Recursos pesqueiros diminuem

Ministra das Pescas de Angola admite redução dos recursos e defende melhoria no padrão de exploração, mas reconhece peso das alterações climáticas e da poluição no fenómeno

A ministra das Pescas de Angola, Vitória de Barros Neto, admitiu recentemente que os recursos pesqueiros do seu país estão a diminuir, segundo referem vários meios de comunicação. Falando na Convenção da Corrente Fria de Benguela (BCC, na sigla em inglês), a ministra enquadrou este fenómeno no quadro mundial de uma “redução dos recursos marinhos vivos, que é muitas vezes atribuída à sobrepesca”, refere a Lusa.

Na ocasião, Vitória de Barros Neto defendeu que Angola aposta em “melhorar o padrão de exploração dos recursos marinhos do país, de modo a ter uma frota de pesca rentável, adaptada aos recursos disponíveis” e defendeu um melhoramento “do sistema de monitorização, controlo e fiscalização para combater a pesca ilegal”.

No entanto, a governante angolana reconheceu que essas estratégias nem sempre têm o impacto desejado na recuperação dos recursos por não considerarem a funcionalidade dos ecossistemas. Para a ministra, as alterações climáticas e a poluição constituem cada vez mais um desafio para a sustentabilidade dos oceanos e dos sistemas aquáticos.

Segundo o Ministério das Pescas de Angola, a ministra considerou que a Corrente de Benguela é importante para a manutenção do ecossistema produtivo nacional dos pelágicos e que nesse contexto, a parceria com a Noruega e a FAO, através do programa Nansen, é um contributo valioso para obter dados científicos que levem ao desenvolvimento de políticas de governação. In “Jornal Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 19 de maio de 2017

UCCLA - Apresentação da obra “História de Angola - Da Pré-História ao Início do Século XXI”

O Dia de África em torno da História de Angola

No âmbito da comemoração do Dia de África, a UCCLA irá ser o palco da apresentação da publicação da 2.ª edição da obra “História de Angola - Da Pré-História ao Início do Século XXI” da autoria de Alberto Oliveira Pinto, no dia 25 de maio, às 18 horas com entrada livre.

O evento contará com a presença do autor, do Secretário-Geral da UCCLA, Vítor Ramalho, e de Jean-Michel Mabeko Tali, da Universidade de Washington.

“A minha História de Angola. Da Pré-História ao Início do Século XXI pretende ser o livro inexistente durante os 40 anos que decorreram sobre a Independência de Angola, em 1975, e para o qual tanto fui desafiado, desde a década de 1990, por colegas dos Estudos Africanos, pela juventude angolana - da qual destaco os meus alunos -, e também por pessoas das mais diversas proveniências (Angolanos, Portugueses, estrangeiros): uma História de Angola condensada num só livro; um livro que, podendo ser um manual, contém algo mais do que o essencial sobre a memória do povo angolano; um livro que, não só pode servir ao leitor comum, como ao estudante - do ensino universitário, do secundário e mesmo do básico-, como ainda de instrumento de trabalho e consulta aos investigadores. Enfim, um livro destinado o povo angolano mas também ao mundo inteiro. Procurei fazer um manual da História de Angola, embora com questionamentos e aprofundamentos inevitavelmente subjectivistas próprios de um historiador. Não esgota, evidentemente, a História de Angola, mas acredito que serve de ponto de partida para os que a querem conhecer e estudar. Mas também funciona - e porque não dizê-lo? - como objecto lúdico de leitura, se é que há leituras lúdicas.” Alberto Oliveira Pinto – Angola

Alberto Manuel Duarte de Oliveira Pinto nasceu em Luanda, Angola, a 8 de janeiro de 1962. Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, em 1986. É Doutorado e Mestre em História de África pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde colaborou como docente no Departamento de História. Lecionou igualmente noutras universidades portuguesas. Presentemente é Investigador do Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do CEsA - Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento do Instituto Superior de Economia e Gestão. Como ficcionista publicou diversos romances e é autor de múltiplos livros de ensaio. Em 2016, foi presidente do Júri do Prémio Internacional em Investigação Histórica Agostinho Neto da Fundação António Agostinho Neto (FAAN). No mesmo ano foi, pela segunda vez, vencedor do Prémio Sagrada Esperança 2016 com o ensaio inédito Imaginários da História Cultural de Angola.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Estónia – Pipedrive a startup que descobriu Lisboa

A Pipedrive nasceu na Estónia e as necessidades de crescimento ditaram a abertura de um escritório noutra cidade. Lisboa foi a eleita: “No final de 2016 era claro que era o melhor local para o nosso próximo escritório”

Mais de quatro mil quilómetros separam Lisboa da capital da Estónia, Tallinn. De carro, são precisos quase dois dias para percorrer a distância que separa as duas capitais. De avião, em média, são precisas seis horas. Mas a distância não foi uma barreira para a Pipedrive, uma startup originária precisamente da Estónia e que desenvolveu um software para a área de vendas de PME, ter escolhido Lisboa para ser a "casa" do seu terceiro escritório, depois de Tallinn e Nova Iorque. O lançamento oficial foi esta quarta-feira, 17 de Maio, o que deu o mote para uma entrevista, por email, com o líder da empresa.

Martin Henk, co-fundador e CEO da Pipedrive, conta que, durante o ano passado "ficou claro para nós que não podíamos crescer rapidamente sem outro posto avançado". A busca começou e "no final de 2016, ficou claro que Lisboa é o melhor local possível para o nosso próximo escritório".

O que é que vos atraiu em Lisboa?

"Houve uma combinação de vários factores que trabalharam em conjunto a favor de Lisboa", responde Martin Henk. A qualidade do talento é um desses factores. O líder da empresa estónia refere que há um bom número de programadores na área "tanto já a trabalharem em empresas tecnológicas como a licenciarem-se, todos os anos, nas universidades técnicas". A qualidade do inglês e a abertura das pessoas também jogou a favor. "O fuso horário não é muito diferente da Estónia mas duas horas mais próximo das Américas. Isso permite-nos servir mais facilmente os nossos clientes. Em especial, os milhares que temos no Brasil, onde a língua portuguesa é útil", acrescenta.

E como é que descobriram a capital portuguesa?

"Foi como se o universo quisesse mandar-nos uma mensagem", conta. "De repente, começámos a ouvir falar de Lisboa a partir de muitas fontes diferentes. Muitos dos nossos amigos começaram a mencioná-la num tom positivo. Depois, durante uma reunião do conselho de administração, perguntámos a um dos nossos investidores europeus onde deveríamos abrir um novo escritório e ele, imediatamente, respondeu Lisboa", conta. O Web Summit, onde alguns elementos da empresa marcaram presença, também deu um empurrão. Depois do evento "apaixonámo-nos pela cidade e foi praticamente negócio fechado".

A Pipedrive pretende, até ao final do próximo ano, recrutar 100 pessoas. O foco, explica o responsável, está na área de engenharia e de apoio ao cliente.

Principal concorrente é o papel

A Pipedrive desenvolveu um software para vendedores, nas pequenas e médias empresas (PME), e cujo produto que comercializam não tem uma venda rápida. Martin Henk clarifica que, nestas situações, o debate entre vendedores e clientes potenciais é prolongado, o que faz com que seja difícil "acompanhar todas as conversas". Por isso, o que esta solução tem na sua base "um ‘pipeline’ que transforma listas de negócios em aberto num painel visual". Assim, os utilizadores "sabem exactamente" no que devem estar focados.

Como muitos processos de gestão de vendas são ainda realizados em folhas de papel, que Martin Henk considera que o principal concorrente da Pipedrive são "folhas de cálculo, seguidas de perto pelo papel e caneta". "O maior concorrente na nossa categoria de software é a Salesforce.com", com a diferença que o concorrente opera sobretudo com grandes empresas, enquanto o Pipedrive está vocacionado para companhias mais pequenas.


A Pipedrive tem mais de 50 mil clientes que pagam pelo serviço, está em mais de 140 países e tem mais de 200 funcionários. Ana Laranjeiro – Portugal in “Jornal de Negócios”