A U.Porto e o INESC TEC surgem em destaque num estudo da Organização Europeia de Patentes (EPO) sobre o panorama da transferência de tecnologia na Europa
A
Universidade do Porto foi, em 2025, a universidade portuguesa com mais pedidos
de patente europeia e a segunda instituição pública de investigação nacional
mais ativa neste domínio, com um total de 13 pedidos apresentados. Os dados
constam do mais recente relatório da Organização Europeia de Patentes (EPO – European
Patent Office) e colocam no primeiro lugar o INESC TEC, Laboratório
Associado da U.Porto, com 14 pedidos, cinco dos quais em cotitularidade com a
Universidade.
Esta é
a sétima vez que a U.Porto sobe ao pódio do EPO, repetindo, assim, os feitos de
2024 (22 pedidos), 2023 (29 pedidos), 2020 (23 pedidos), 2019 (17 pedidos),
2018 (17 pedidos) e 2017 (12 pedidos). O INESC TEC, por sua vez, tem tido uma
presença sólida no top 10 nacional desde 2017 tendo chegado, no ano passado, ao
terceiro lugar no ranking geral.
Dos 13
pedidos submetidos pela Universidade no ano passado, sete estão relacionados
com a área das saúde e um destes já foi, entretanto, concedido. Já os pedidos
de patente submetidos pelo INESC TEC atuam em áreas como a fotónica e
sensorização avançada, saúde digital, energia limpa, robótica, entre outros.
Em
Portugal, depois do INESC TEC e da U.Porto, surgem a Universidade de Coimbra,
com 11 pedidos, a Universidade NOVA de Lisboa, com 10, e a Universidade de
Aveiro, com nove.
Na vanguarda da transferência
de tecnologia
O
relatório agora disponibilizado pela EPO analisou a atividade de mais de 800
gabinetes de transferência de tecnologia europeus. O documento destaca a
importância de reforçar a capacidade destas equipas, melhorar o acesso a
financiamento e promover uma maior ligação entre instituições de investigação,
empresas e investidores.
Neste
contexto, a U.Porto surge então numa posição favorável no que diz respeito aos
principais desafios na transformação da investigação científica em inovação e
valor económico.
Importa
igualmente destacar que a U.Porto é a instituição pública de investigação
nacional com o maior número de co requerentes (11). Ou seja, 77% dos pedidos
submetidos pela Universidade do foram feitos em colaboração com outras
entidades portuguesas e internacionais.
O
número ganha especial expressão considerando que, dos cinco principais
parceiros científicos da U.Porto no último ano, quatro são nacionais (a exceção
é a Universidade de Aalborg, da Dinamarca). Um dado que revela a preocupação da
Universidade em reforçar a colaboração científica, dinamizar a rede nacional e
valorizar a cooperação interinstitucional das entidades de investigação em
Portugal.
Refira-se
que a U.Porto tem, à data, mais de 400 patentes concedidas (e ativas) em
diversos países europeus. Este número aumentou significativamente depois da
adoção do novo sistema de patente europeia com efeito unitário, que entrou em
vigor em junho de 2023. Inclui, além de Portugal, mais 17 países.
Este
sistema “oferece uma via simplificada para proteção por patente, uniforme e
territorialmente ampla, reduzindo significativamente a burocracia e os custos”,
pode ler-se no sítio do Instituto de Propriedade Industrial (INPI). Só em 2025,
mais de 150 patentes em diversos países europeus foram concedidas, em nome da
U.Porto, ao abrigo deste sistema. Em 2026, a Universidade já conta mais de 120.
O
estudo do EPO destacou também o lado empreendedor das instituições e
universidades europeias, com dados adicionais na sua ferramenta Deep Tech
Finder (DTF).
Os
dados colocam Portugal na 15.ª posição na Europa em número de spin-offs
de investigação com pedidos de patente europeias, estando identificadas 53 spin-offs
portuguesas. Destas, 17 têm o selo spin-off U.Porto, estando a Sphere, Abyssal,
DIGESTAID e Addvolt no “top 10”. Universidade do Porto - Portugal

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