A Tailândia está a preparar novas regras relativas à localização, abastecimento de água e energia e gestão ambiental dos centros de dados, fundamentais para o desenvolvimento da inteligência artificial. O objectivo do projecto é garantir um fornecimento “mais eficiente” de electricidade e água,
A
Tailândia está a preparar novas regras relativas à localização, abastecimento
de água e energia e gestão ambiental dos centros de dados, fundamentais para o
desenvolvimento da inteligência artificial (IA), seguindo o exemplo de outros
países.
O
Governo tailandês anunciou esta semana que o Comité de Políticas para Centros
de Dados da Tailândia aprovou, na última reunião, realizada na segunda-feira,
um projecto com requisitos mínimos relativos à adequação dos locais, ligações
às redes eléctricas e de água e boas práticas ambientais, que será apresentado
na próxima semana ao Conselho de Ministros.
O
projecto faz parte de uma iniciativa mais ampla, sob a supervisão do Ministério
da Economia, destinada a regulamentar as operações dos centros de dados, bem
como as aprovações e licenças concedidas, indicou o Ministério do Interior nas
redes sociais.
O
objectivo do projecto Centro Digital - Balcão Único (DC-OSS, na sigla em inglês)
é garantir um fornecimento “mais eficiente” de electricidade e água a estas
instalações, a fim de evitar “qualquer impacto indevido no modo de vida local,
nos recursos naturais e no ambiente das comunidades afetadas”.
O
anúncio do Governo tailandês surge depois de as autoridades de Banguecoque
terem suspendido em setembro novas autorizações para grandes centros de dados
na capital, que estão a ser analisados quanto ao seu consumo, impacto ambiental
e armazenamento de combustível.
A IA e
a crescente infraestrutura física desta, incluindo os centros de dados,
entraram na campanha eleitoral para as eleições intercalares de 3 de novembro
nos Estados Unidos, face à preocupação de muitos cidadãos e ao investimento
milionário da indústria tecnológica.
O
Presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu recentemente que os novos
centros de dados ligados à IA produzam a própria energia e forneçam o excedente
para promover reduções nos preços da electricidade.
Estas
infraestruturas, essenciais para alimentar modelos de IA, suscitam críticas
devido ao consumo massivo de água e eletricidade, e vários países, entre os
quais a Espanha e a Austrália, estão a promover medidas regulatórias.
O
Governo espanhol indicou recentemente que pretende aprovar um decreto real
sobre requisitos de resiliência e soberania digital aplicáveis aos centros de
dados antes das eleições de 29 de novembro.
Entretanto,
o estado australiano de Victoria (sul) anunciou que irá proibir a construção de
novos centros de dados em zonas residenciais e que lhes exigirá que produzam a
sua própria energia renovável. In “Ponto
Final” - Macau

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