Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Macau - Exposição de Franquia de Macau atrai cada vez mais entidades

A Feira de Produtos de Marca da Província de Guangdong e Macau e a Exposição de Franquia de Macau arrancam hoje. Até domingo, nas instalações do Venetian, mais de meio milhar de expositores de Macau e do estrangeiro vão dar a conhecer os seus produtos, à procura de oportunidades de negócio

Arrancam hoje e prolongam-se até domingo, a Feira de Produtos de Marca da Província de Guangdong e Macau (GMBPF, na sigla inglesa) e a Exposição de Franquia de Macau (MFE, na sigla inglesa). A nona edição de ambos os certames realiza-se este ano em conjunto, no que constitui uma tentativa do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) de “alargar o número de visitantes profissionais”, a partilha de recursos, a criação de sinergias e o aumento da eficácia das bolsas de contacto. As duas feiras têm como palco o Centro de Convenções e Exposições do Venetian e reúnem no total mais de meio milhar de expositores de Macau e do estrangeiro.

“A Expansão Contínua de Marcas – Novas Oportunidades de Negócio à Vista” é o tema da edição de 2017 da Exposição de Franquia de Macau. O evento conta com mais de 155 expositores em representação de países como a República Popular da China, o Brasil, o Japão, a Malásia, Portugal, Moçambique, o Reino Unido e a Finlândia, que se estreia no evento. Irene Lau, vogal executiva do IPIM, revelou que serão expostas “roupas de moda e temas relacionados com a restauração, vendas a retalho, serviços educativos, lazer e entretenimento, serviços financeiros, agenciamento de marca e serviços de consultoria”.

A responsável do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento destacou o interesse dos países lusófonos, que tem crescido ao longo dos anos. Enquanto que em que 2015 participou uma única empresa do universo da lusofonia, no ano de 2016 estiveram presentes marcas do Brasil, Timor-Leste e Moçambique. Este ano, a Exposição de Franquia de Macau conta com a participação de três empresas brasileiras e seis portuguesas, sendo que Moçambique também se faz representar.

O primeiro dia da Exposição de Franquia de Macau será marcado pelo “Fórum sobre Oportunidades de Negócio em Franquia de Marcas Internacionais”, que terá como enfoque o tema “Big Data: factor crucial de sucesso dos franqueados”. Para além de especialistas na área, foi também convidado a participar Li Ning, um dos ginastas mais populares da República Popular da China e que é actualmente presidente do conselho de administração do grupo Li Ning, especializado em equipamento desportivo. No ano passado, a marca de produtos que comercializa foi considerada uma das 100 melhores no que à venda a retalho online na China diz respeito.

Myanmar e Indonésia estreiam-se na Feira

Na nona edição da Feira de Produtos de Marca da Província de Guangdong e Macau, encontram-se instalados 345 ‘stands’, sendo 107 pertencentes a expositores de Macau, 194 aos da Província de Guangdong, 30 aos do Myanmar e 14 a empresas e entidades provenientes da Indonésia. As exposições de produtos típicos do Myanmar – artigos de jade, vestuário, peças de artesanato e produtos alimentares – e da Indonésia – produtos alimentares, artigos de consumo diário, artigos de artesanato e jóias – constituem uma estreia na Feira.

O representante do departamento do comércio da província de Guangdong, Huang Yongguang, apontou que, no ano passado, “as trocas comerciais entre Guangdong e Macau ascenderam a 2,06 mil milhões de dólares americanos”. Huang Yongguang avançou ainda que “são 12 o número de novas empresas de Guangdong autorizadas a estabelecer-se no território”. Joana Figueira – Macau in “Ponto Final”

Portugal – Morcegos combatem pragas no Vale do Tua em Trás-os-Montes

O Parque Natural Regional do Vale do Tua começou, em fevereiro, a colocar caixas-abrigo em terrenos agrícolas e, menos de meio ano depois, os técnicos constatam que “a taxa de ocupação é de 58%, quando o que seria previsível era uma taxa de ocupação de 10%”, de acordo com os dados divulgados.

O objetivo deste projeto é criar condições para a presença dos morcegos em terrenos agrícolas na área do parque, tendo em conta que estes pequenos predadores ajudam no combate a pargas, como insetos, o que torna desnecessário o uso de pesticidas e outros químicos para defender as culturas agrícolas.

“No seguimento da última ronda de monitorização, nos dias 19 e 20 de julho, determinou-se ser de 36 o número de caixas ocupadas, com mais 22 caixas com indícios de uso frequente, levando o número total de abrigos em utilização para 58, das 100 colocadas”, constatou Pedro Leote, o biólogo que acompanha o projeto.

Ao todo, foram espalhadas pelo parque uma centena de caixas e a taxa de utilização “revelou-se cinco vezes superior ao que seria de esperar”, já que, “por regra, de acordo com outros projetos já implementados, a taxa de ocupação na primeira temporada ronda os 10%”.

Segundo os resultados da última monitorização, “36 das caixas-abrigos tinham, na hora da visita do técnico, morcegos no seu interior e nas restantes 22 caixas o biólogo encontrou guano (fezes de morcego) em quantidade, que indica a ocupação do espaço”.

Os responsáveis consideram “estes primeiros resultados animadores” e adiantam que “podem determinar o alargamento do projeto”.

As pragas agrícolas são uma ameaça frequente, que podem dizimar produções com consequente quebra de rendimento.

A solução encontrada pelo Parque do Tua “passa pela intensificação da presença de algumas espécies de morcegos, predadores naturais, que consomem grandes quantidades de presas, maioritariamente insetos”.

Os abrigos para os predadores foram colocados com “o intuito de aumentar o número de colónias de morcegos nos sistemas agrícolas e florestais, de maior relevância na área do parque, concretamente, as vinhas, os olivais e as florestas de sobreiro”.

A partir de setembro o técnico responsável pelo projeto vai dar início à realização das primeiras análises laboratoriais para avaliar, entre outras coisas, quais as espécies de morcegos que apresentam melhores resultados no combate às pragas.

Os responsáveis acreditam que “este projeto poderá constituir um excelente exemplo onde a investigação científica está ao serviço do desenvolvimento sustentável, esperando deste modo que o modelo de gestão do parque se possa disseminar ao nível regional e nacional”.

A coordenação é feita pelo Parque Natural Regional do Vale do Tua com a colaboração de um biólogo a tempo inteiro e o apoio especializado do Centro de Investigação em Biodiversidade da Universidade do Porto. In “24Sapo” - Portugal

Macau – Reforço da língua portuguesa

“Pequim lançou uma estratégia em torno de Macau e do português, o que veio aumentar o interesse na sua aprendizagem em mais de 30 universidades do continente e, se juntarmos a isto, o apoio do governo da RAEM e das autoridades lusas, é caso para dizer que as perspectivas para a divulgação da Língua Portuguesa nesta zona do globo não poderiam ser melhores”

O Congresso dos Lusitanistas, que decorreu, esta semana, em Macau, foi um êxito ao reunir, pela primeira vez, na Ásia, especialistas da Língua Portuguesa de todo o Mundo. A escolha de Macau parece óbvia face à importância, cada vez maior, do português no território e no continente e, também, pela aposta que o governo central tem feito na promoção da nossa língua.

O português deixou de ser, apenas, uma língua utilitária para se transformar, nestas paragens, numa língua comercial, a par do inglês, devido ao incremento das relações entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Pequim lançou uma estratégia em torno de Macau e do português, o que veio aumentar o interesse na sua aprendizagem em mais de 30 universidades do continente e, se juntarmos a isto, o apoio do governo da RAEM e das autoridades lusas, é caso para dizer que as perspectivas para a divulgação da Língua Portuguesa nesta zona do globo não poderiam ser melhores.

Neste sentido, a inauguração das viagens aéreas entre Pequim e Lisboa irá contribuir para um maior estreitamento das relações entre os dois países e um crescente interesse por ambas as línguas. Há muito que não havia a ligação quase directa entre o território e a capital portuguesa, desde o fim dos voos da TAP.

Como estas viagens são da companhia Capital Airlines e têm um período experimental, o factor decisivo passa pelo número de passageiros o que, até ao momento, tem sido muito satisfatório - as quatro primeiras ligações estão praticamente esgotadas...

Com Portugal na moda, o país em recuperação económica, é natural que aumente o interesse dos turistas chineses contribuindo para solidificar estes voos da Capital Airlines. Jorge Silva – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cuba - Feira Internacional de Havana

Inscrições abertas para participar da Feira FIHAV

As empresas brasileiras dos complexos de alimentos, bebidas e agronegócios; máquinas e equipamentos; casa e construção; higiene e cosméticos; e moda podem se inscrever até sexta-feira (28/7) para participar da Feira Internacional de Havana (FIHAV), que acontece entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro de 2017, em Havana, Cuba.

A participação brasileira no evento está sendo coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que há mais de uma década tem apoiado a ida das empresas à feira. Em 2015, foram gerados cerca de US$ 23 milhões em negócios durante o evento e estimados US$ 126 milhões para os 12 meses seguintes. 

O Brasil é o 3º maior fornecedor de produtos importados por Cuba, com mercadorias que contemplam diferentes setores produtivos nacionais. Todas as empresas inscritas serão avaliadas de acordo com a metodologia da Apex-Brasil. Os perfis empresariais que forem aprovados para participar da FIHAV serão comunicados até a 1ª semana de setembro. InApex – Brasil”

FIHAV 2017

Data: 30 de outubro a 03 de novembro
Local: Recinto Ferial EXPOCUBA, Carretera del Rocío – Km 3 ½, Havana, Cuba

Inscrição aqui. (até 28 de julho)

Macau - Mundo asiático dos mais dinâmicos do ponto de vista do ensino da língua portuguesa





























O presidente da Associação Internacional dos Lusitanistas (AIL) considera “surpreendente” e “impressionante” o investimento de Macau na Língua Portuguesa em Macau para a construção de uma “rede mais ampla de ensino linguístico”. Para Roberto Vecchi, essa aposta vê-se em termos numéricos mas também na “qualidade das apresentações, dos projectos, das investigações, dos colegas chineses de Macau e da China em particular”.

“O que se percebe é que estamos numa comunidade de pares, ou seja, não há um norte ou sul da associação mas estamos todos num diálogo de patamar e troca recíproca”, afirmou Roberto Vecchi, em declarações ao Jornal Tribuna de Macau.

O Congresso da AIL termina na sexta-feira, mas após dois dias de conferências e sessões paralelas já é possível vislumbrar um resultado muito positivo, apontou o responsável.

Sendo esta uma estreia da associação em terras asiáticas, Roberto Vecchi vê vantagens para os dois lados, incluindo Macau. “É uma fase importantíssima para a associação por duas questões. Não é só a questão inaugural de estar na Ásia mas a questão mais importante para uma associação como a nossa, disseminada, é encontrar um mundo de novos colegas que levam para a associação os seus projectos de investigação, temas e linguagens. Para nós é um enriquecimento enorme”, destacou.

“O resultado e a expectativa depois desta experiência é realmente ter potencial para criar novas redes de investigação, intercâmbios, projectos de didática universitária”, acrescentou Roberto Vecchi indicando que o salto para o Oriente reflecte também a visão global que a Associação Internacional dos Lusitanistas quer ver crescer. “Essa internacionalização da associação permite valorizar o melhor que temos: uma vocação para a investigação, ensino académico de alta qualidade no mundo em vez de estarmos fechados nos nossos gabinetes e universidades. Esperamos ver uma nova fronteira que, de facto, se abra”, sublinhou.

Nesse contexto, sublinhou, o “mundo asiático” é um dos mais “dinâmicos do ponto de vista do ensino da língua portuguesa”

Plataforma9 colmata lacuna fundamental.

O presidente da Associação Internacional dos Lusitanistas falava à margem de uma conferência plenária na qual foram divulgados dois projectos ligados à associação: Plataforma9 e a revista “Veredas”.

Apresentado por Rui Vieira Nery, director do programa língua e cultura portuguesa da Fundação Calouste Gulbenkian, e Elias Feijó Torres, o projecto da Plataforma9 foi pensado e elaborado pela AIL com a contribuição financeira e a tutela institucional da Fundação Calouste Gulbenkian. Na altura, a associação era presidida precisamente por Elias Feijó Torres.

“Para nós foi logo evidente que havia um terreno a explorar e depois de várias hipóteses que se puseram de colaboração achámos que havia uma lacuna fundamental que não era preenchida por nenhuma das plataformas existentes”, vincou Rui Vieira Nery, notando que a Plataforma9 pretende responder directamente aos interesses da comunidade de investigadores e professores que trabalham com o Português. “Quer-se uma plataforma que não seja dirigista, que seja aberta, que reflicta a pluralidade da nossa experiência e múltipla origem dos nossos pontos de partida diversificados”.

Além disso, realçou o objectivo de cruzar sobretudo “informação que nos permita saber quando é que há congressos, colóquios, eventos, vagas de investigação ou docências em universidades, programas de financiamento para projectos de investigação, entre outros”.

O projecto foi criado em 2014 e pretende tornar-se num meio de comunicação “exemplarmente multidisciplinar”, referiu. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

Península ibérica – Fogo!!

Carta aberta a intelectuais frívolos e cientistas irresponsáveis

Estivemos no fim de semana em Portugal. Na zona zero da grande desgraça. Do grande Incêndio.

Nada pode haver comparável com o horror das chamas a rodear o TODO. A envolver o mundo. O ar e a Terra.

Nada que possa devolver a vida as mais de 64 pessoas entrampadas na sua armadilha. Na Trampa mortal.

Essa gente tem nomes. Tinha nomes. Eu não os conheço, mas recuso-me a tratar deles por números. Eles/as amaram, abraçaram, desejaram, correram, brincaram e pagavam ao banco, como fazemos nós cada dia. Não eram culpados. Como não o são as vitimas da guerra.

Eu trato este drama de guerra. Uma guerra entre a economia que procura o lucro pronto, fácil e UNIVERSAL e a gente do comum. As pessoas que são utilizadas para cederem seu terrenos ante uma plantação única. Que vai ser facilitada polas empresas madeireiras e de pasta de papel. O lucro pode ser pouco para os indivíduos, mas é algo que fazer com aquela terreno que já não trabalham. Por serem velhos. Por viver longe, ou por ter perdido os interesses que o mundo da agricultura trazia. A maioria das pessoas, na Europa Ocidental, moram nas cidades. Herdaram aquele terra de seu avôs e ficam gratas por receberem alguns euros por cada corta de eucalitos. Turnos de corta cada vez mais ajustados. Diziam-nos em Castanheira de Pêra ou Figueiró dos Vinhos ou em Pedrogrão, que estes turnos estavam agora nos 7 anos. As árvores queimadas que nós vimos eram delgadas, fraquinhas, direitas para o céu por mais de 10 metros de alto. O lume que prendeu nelas foi logo para acima, e fez as folhas e a cortiça saírem disparadas como bombas. Estas bombas não caem de aviões de guerra, são disparadas desde a Terra, como mísseis que logo prendem nas massas cerradas de eucalitos d’arredor.

Vimos hectares e hectares de massas dessa nefasta monocultura, em pê. De menos de 30 cmts de diâmetro, descascadas, desfolhadas na sua maioria. Mas ainda em pê. E como a natureza é um milagre, já começando a rebentar com novas folhas. Tudo ao se redor ficara morto. Os animais do bosque, desde o ar até o subsolo: Pássaros, mamíferos e vermes. Tudo o que faz a terra rica, diversa e viva para continuar o caminho da evolução biológica. (Os poucos que ainda sobrevivem baixo um eucalital!) Porque as massas de eucalitos, ainda antes de arder, já são letais para a maioria dos seres vivos. Isso é um fato comprovado polos cientistas. Mas nem era necessário seu contributo docto. Basta ver, ouvir e andar por entre as massas de eucalitais para termos saudade do canto de pássaros, Para votar de menos o voar dos insectos. Para lembrar como estranha o correr dalguma limalha.

As árvores nem são más nem boas. O que é errado é o manejo que delas podem fazer os seres humanos. Na Galiza estamos numa situação parecida a de Portugal.

Quer na Galiza ou Portugal o eucalito é a espécie mais abundante entre as massas florestais. Neste país o ultimo inventario ( 2013) regista 812.000 Hª.( o 22% da superfície florestal) Na Galiza o inventário de 1998 dava um monto de 174.210Hª e na atualidade está nas 390.000Hºs, é dizer mais do 29% da superfície arborizada galega.

Mas estos são dados. Frios para discutir entre quem cobra do eucalito, e defende a tudo custo as suas plantação sem limites, e quem pretende que não se instale a sua monocultura como única opção para a Terra.

Os dados quentes são os milheiros de hectares ardidas cada ano. Os brigadistas morridos no salvamento dos incêndios, a perda de vidas e de Biodiversidade, o aceleramento do Câmbio Climático o empobrecimento da terra.

Os dados quentes são a criança abrasada em braços de seu pai dentro de um carro com os vidros fundidos pelas altas temperaturas. Os dados quentes são o grupo de bombeiros voluntários que queimado seu caminhão deitaram-se sobre as pessoas para as ampararem com o seu corpo e seus trajes antifogo. Os dados quentes são as populações em desamparo porque todas as estradas por onde fugir eram caminhos de fogo mortal.

Os dados quentes são as terras queimadas que irão cair até os rios ou as rias para acabarem seu percurso mortal invadindo de cinzas as águas .As cinzas são ricas em Sódio, que forma soda caustica em contacto com a água, rebaixando o seu PH e provocando fortes alterações no ambiente mortais para a maioria de peixes, mariscos e bicheria dos meios aquáticos.

Depois de termos visto o de Portugal, e concluir que isso poderia ter sido igual na Galiza há que se definir. Não valem frívolas elucubrações acerca de manejos de dados para fazerem com eles malabarismos. É a realidade, que sempre é teimosa, a que se impõe.

Há que acabar com esta política florestal!!

Aparecem iniciativas vizinhais valiosas, como as de Casal de São Simão. São movimentos cívicos que devem ser apoiados. Pretendem um trabalho comum de eliminação de eucalitos a volta da aldeia numa franja de 500 metros, e mais:

Um bom caminho corta lumes com lugar para virarem os caminhões e, ainda, charcas no alto, recolhendo as águas da chuva, que vão manter o terreno húmido e disponibilizar irão de água para eventualidades de incêndios.

Pretendem preservar e repovoar com as espécies próprias da zona: Sobreiras medronheiros (érvedos) que nascem lá espontaneamente. Restituir os habitats que a sucessão ecológica criara durante centos de anos. Gerando riqueza no lugar que possa atrair novos moradores.

Acolheram-nos na sua casa com todo afeto e carinho para explicar-nos seus planos. O povo é que se está a mobilizar de maneira calma e civilizada. Esta iniciativa é seguida também pola aldeia vizinha de Ferreira muito mais afetada polo grande fogo que Casal. E irá se estender a outros lugares como exemplo de boas praticas cidadãs.

ADEGA apoia esta ação de defesa contra o lume. Esta iniciativa voluntária e generosa de trabalho comunitário. Junto com a Associação Quercus de Portugal tentamos preparar atividades em comum de apoio a vizinhança sempre que eles quiserem e solicitem ajuda. No máximo respeito as iniciativas nascidas da base do povo.

Estas iniciativas têm o valor de estourar nas caras da classe política para que estas tomem conta do valor do COMUM e preparem leis estritas de ordenamento das florestas e do território. Mas as leis não chegam. Têm de serem cumpridas.

Na Galiza existem muitas limitações a plantar eucalitos. Mas ficam no papel. ADEGA tem feito, mais de trezentas denuncias no que vai de ano sobre plantações ilegais de eucalitos e só uma mínima parte foi atendida e obrigado a levantar as árvores.

Cúmplices são a Confederación Hidrográfica que mira para outro lado e põe mínimas multas sem qualquer perigo para os infratores. A Xunta que ordena arquivar as denuncias, os guardas florestais que não cumprem com o seu papel e deixam fazer, etc. Toda uma estrutura corrompida que colabora para que o BEM COMUM da Terra seja apenas para uns poucos poderosos, grandes industrias que mandam mais que os governos eleitos polo povo. Os catedráticos de Universidade que fazem florituras com dados manipulados e procuram o favor de quem lhes paga são cúmplices também. Não queira a “providencia” que uma desgraça como esta lhes caia na consciência. Poderão viver com ela?

Nós definimo-nos por uma política florestal diversa. Polo aproveitamento integral do Monte e do Bosque, pola diversificação de culturas e polo cumprimento da LEI.

Ainda: As massas de eucalitos devem ser eliminadas nesse continuo perigoso e agresivo que têm na atualidade. A política tem de ser global e social.

Recuperemos os nossos bosques: Caducifolios, diversos e adaptados ao ambiente local. Eles fizerom de corta fogos, já nos grandes incendios do 2006 e mostrarom outra vez esse valor protector no grande incêndio de Portugal. Adela Figueroa – Galiza in “Portal Galego da Língua”




Adela Clorinda Figueroa Panisse é de Lugo (Galiza), fazedora de versos, observadora do mundo e cuidadora de amizades. Trabalhadora no ambientalismo e na criatividade da palavra. Foi professora e lutadora pela recuperação da dignidade da Galiza e, ainda, pela solidariedade entre os seres humanos e a sua reconciliação com a terra. Gosta de rir, cantar e de contar contos. Também de escutar histórias, de preferência ternas e de humor.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Brasil – Porto do Itaqui continua a impulsionar o Maranhão

Com ampliação e modernização, além do recorde na movimentação de grãos no primeiro semestre de 2017, o Porto do Itaqui vem gerando resultados que aceleram o desenvolvimento do Maranhão.

Os recursos destinados ao Porto do Itaqui até o ano de 2020 totalizam R$ 1,5 bilhão, incluindo reinvestimentos dos lucros da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), recursos federais e de empresas da iniciativa privada que operam no local.

Boa parte desses investimentos já está em andamento. É o caso da terraplenagem de nova área para armazenagem de combustíveis no Porto do Itaqui, investimento privado que totaliza R$ 242 milhões. A previsão é de aumento de 30% da capacidade de movimentação de granéis líquidos.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o Porto do Itaqui é o principal centro de consolidação de distribuição de carga de granéis líquidos para o país. Além da nova área para armazenagem, há outros cinco projetos em fase de prospecção na área de instalação de tancagem.

Outros projetos importantes para o desenvolvimento do estado envolvem a construção do terminal de granel sólido e a construção do terminal de papel e celulose, já em andamento. Juntas, as obras totalizam R$ 553,5 milhões, equivalentes a 36,5% dos investimentos totais no porto.

“O Projeto da obra de instalação do terminal de celulose já passou por consulta pública e está em análise no TCU. Nossa projeção é que até o primeiro trimestre do ano que vem seja feita a licitação pública por meio de leilão. São investimentos de R$ 270 milhões”, diz o presidente da Emap, Ted Lago.

Ele revela ainda o avanço de um importante projeto: “Está em andamento na Comissão de Licitação a construção de um berço próprio. Será um berço de carga geral, preparado para receber carregadores de navios, grãos e outras cargas. Um berço misto”. A estimativa para a construção é de 36 meses, sendo uma das maiores obras com recursos públicos do Maranhão. “Em agosto ou setembro devemos colocar o edital na praça, com investimentos entre R$150 e R$ 160 milhões.”

Mais riqueza para o Maranhão

A Emap passou a usar os próprios lucros para reinvestir em melhorias de infraestrutura do Porto. “O governador Flávio Dino determinou que investíssemos recursos próprios da empresa para essas melhorias no porto, já que os recursos públicos devem ser destinados à saúde, educação, segurança pública. Essa estratégia permitiu que os lucros da Emap fossem utilizados para atrair mais investimentos. Para se ter uma ideia, hoje, praticamente um terço da arrecadação de ICMS passa pelo Porto do Itaqui”, diz Ted Lago.

É o recolhimento de tributos como o ICMS que permite investimentos do governo em obras e políticas públicas. Com os recursos oriundos desses tributos, os impactos da crise no Maranhão foram atenuados em relação a outros estados, protegendo empregos e garantindo investimentos para os que mais precisam.

Agregando valor

Além dos bons resultados na movimentação de grãos, que colocaram o Porto do Itaqui com crescimento à frente de outros grandes portos brasileiros, a Emap trabalha para agregar valor à rica vocação maranhense para a produção de grãos.

“Há uma cadeia produtiva muito importante em torno da produção de grãos, A movimentação envolve também seus subsídios, fertilizantes e combustíveis. Há uma relação direta entre esses três produtos; e trabalhamos para agregar novas oportunidades de negócios em torno desses componentes”, explica o presidente da Emap.

Exemplo dos resultados dessa estratégia é a assinatura de um estudo que a Emap assinou em parceria com Cooperação Andina de Fomento (CAF) para integração da MA-006, uma das principais vias de escoamento da produção de grãos do Estado. “Hoje temos o transporte de 60% da produção de grãos feito por ferrovias, o que é ótimo, mas ainda temos regiões próximas ao Porto que precisam ser feitas por meio de caminhões. Esse estudo de integração logística da rodovia é um passo importante para recuperação da MA- 006”, finaliza Ted Lago. In “O 4º Poder” - Brasil