Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Namíbia - Começou a repatriar crianças angolanas que se encontram a viver nas ruas das cidades do país vizinho

Face a uma crescente polémica em discussão nas redes sociais namibianas a propósito de centenas de crianças angolanas que vivem em situações dramáticas nas ruas das cidades namibianas, o Governo de Windhoek veio a público explicar que o problema está a ser tratado através de esforços entre os dois países


O director executivo do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da Namíbia, Penda Naanda, num comunicado divulgado esta quarta-feira pela imprensa local, veio garantir que o problema das crianças de rua de nacionalidade angolana já está a ser abordado, acolhendo as crianças em instituições oficiais ou através do seu repatriamento.

Segundo Penda Naanda, só entre Junho e Outubro de 2023 foram repatriadas 18 crianças que se encontravam em situação vulnerável foram enviadas para Angola em colaboração com as autoridades de Luanda e que neste momento há um conjunto de outras que foram acolhidas em instituições solidárias para crianças na capital do país, Windhoek.

O responsável do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação namibiano acrescentou que, tal como na generalidade dos assuntos bilaterais com Luanda, "este assunto está a ser lidado com base em entendimentos antigos e laços de amizade e solidariedade profundos".

E acrescentou que "os desafios, como é o caso presente (a questão das crianças de rua oriundas de Angola) que surgem, têm como referência essa excelência de relacionamento entre Luanda e Windhoek".

Segundo relatos da imprensa namibiana, o problema das crianças de rua cresceu significativamente no país, quase sem excepção devido ao abandono de crianças angolanas que ali chegaram nos últimos anos nas vagas de famílias angolanas que passaram a fronteira para fugir às intensas secas nas províncias do Cunene, Huíla ou Kuando Kubango , como o Novo Jornal noticiou.

Agora, para lidar com este crescente problema, os dois Governos estão a planear uma acção conjunta respondendo às exigências que a lei internacional e Direitos Humanos impõem nestas situações.

Face a este problema, segundo The Namibian, a embaixadora angolana em Windhoek, Jovelina da Costa, abordou as autoridades do país vizinho para lhes explicar que Luanda está a investir fortemente para resolver o problema na sua origem, combatendo a seca e as suas causas a montante.

A diplomata angolana apontou o problema da seca no sul do país como a razão maior para este problema ter surgido, sublinhando que o Governo angolano defende afincadamente os direitos das crianças e é signatário dos acordos internacionais mais relevantes neste âmbito.

Para já, a embaixada angolana na capital namibiana está a procurar, com as autoridades locais, soluções que permitam a integração social das crianças afectadas por este drama, de forma a evitar que estas possam cair nas redes de crime de exploração sexual ou trabalho infantil, que causem danos à sua saúde física e psico-emocional.

O problema surgiu, ainda segundo a imprensa namibiana, depois de um magistrado do Tribunal Supremo ter escrito, a 06 de Fevereiro deste ano, uma carta à Presidência namibiana a pedir que sejam tomadas medidas concretas para acudir ao problema das crianças, não apenas das, angolanas que vivem abandonadas nas ruas das cidades do país.

Este magistrado, Khadila Amoomo, apontou como séria a questão, notando que é cada vez mais comum ver crianças nas ruas, sendo que muitas das de nacionalidade angolana, vivem da venda de produtos colhidos nas florestas, para aquém quer que seja garantido acolhimento, alimentação, vestuário e cuidados de saúde adequados.

Actualmente não se sabe quantas crianças angolanas estão na Namíbia, ou quantas destas estão abandonadas à sua sorte, mas os relatos nas redes sociais apontam para que possam ser centenas só na região de Windhoek.

Ao que tudo indica, embora sem dados oficiais, a maior parte das crianças angolanas nestas condições, correm as ruas das povoações namibianas a vender produtos colhidos nas florestas ou fabricados em madeira - incluindo artesanato - pelos seus familiares. In “Jornal de Angola” - Angola


quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Angola - TAAG aumenta voos para Maputo, Windhoek e São Paulo a partir de Outubro

A TAAG Linhas Aéreas de Angola anunciou esta quarta-feira,10, que vai reforçar a sua programação global de voos internacionais com destino às cidades de Maputo, Moçambique, Windhoek, na Namíbia e de São Paulo, no Brasil, de forma faseada a partir do dia 02 de Outubro

Internamente, a companhia área angolana passa, a partir próximo Sábado dia 13, a ter mais voos regulares Luanda/Cabinda e vice-versa numa frequência semanal de 24 para 26 voos.

Segundo a TAAG, os voos Luanda/Maputo vão ser aumentados nas frequências semanais de 3 para 4, sendo o voo adicional operado ao Domingo por uma aeronave Boeing 737-700.

Quanto ao voo Luanda /Windhoek, que também começa a ser operado na mesma data, é aumentado na frequência semanal de 4 para 5 voos.

Já a frequência Luanda/ São Paulo, sobe de 3 para 4 voos, sendo o voo adicional de LAD/GRU operado aos Sábado e o voo de regresso à Luanda, será efectuado ao Domingo pola aeronave Boeing 777-300.

Conforme a TAAG, com este incremento de voos a companhia responde assim positivamente à expectativa dos seus passageiros.

A transportadora aérea nacional assegura, no mesmo comunicado, que aumentou os voos domésticos para a província de Cabinda por ser um dos destinos preferenciais dos passageiros. In “Novo Jornal” - Angola


segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Namíbia - Empresa chinesa vai construir projeto rodoviário que liga a capital ao aeroporto internacional

A embaixada chinesa e a empresa chinesa de gestão de projetos, em consulta com a Autoridade de Estradas, concederam à empresa chinesa Zhong Mei Engineering Group um projeto de N $ mil milhões para construir 21 quilómetros de estrada entre Windhoek e o Aeroporto Internacional Hosea Kutako

O chefe da Autoridade de Estradas (RA), Conrad Lutombi, disse que esta fase do projeto de construção será financiada por uma doação da China.

“De acordo com os termos da concessão, apenas empresas chinesas registadas na Namíbia foram selecionadas para este projeto”, disse Lutombi.

“O governo deve arcar com os custos de aluguer e manutenção dos acampamentos”, disse Lutombi na cerimónia de entrega.

Afirmou que Zhong Mei foi escolhido após um processo de aquisição "bem-sucedido" liderado pela embaixada chinesa e pela Empresa de Gestão de Projetos da China (CPME) em consulta com o RA.

“Passámos por um processo de licitação. Saímos e esses sete empreiteiros foram selecionados pela embaixada chinesa e fizemos as devidas diligências. Passámos pela pré-qualificação”, disse.

Zhong Mei deve construir uma rodovia de faixa dupla, três nós localizados em Dordabis, Sonnleiten e no aeroporto, bem como duas pontes fluviais e estruturas de drenagem.

“O período de construção é de 36 meses e N $ 120 milhões serão gastos em empreiteiros namibianos e pequenas e médias empresas, e cerca de 270 empregos serão criados para os namibianos durante o período de construção desta fase,” disse Lutombi.

O consultor neste projeto é a VKE Namibia, que será gerida pela RA, declarou Lutombi.

“Vai melhorar o fluxo de tráfego entre Windhoek e o Aeroporto Internacional Hosea Kutako e aumentar a segurança em trechos movimentados da estrada, que também fazem parte do importante corredor de Walvis Bay.”

A primeira fase do projeto, financiada pelo governo, está concluída em 98% e cobre cerca de 10 quilómetros do cruzamento Sam Nujoma (no desvio ocidental existente), seguindo um alinhamento leste passando pela Universidade da Namíbia, o cruzamento Auas ​​e Robert Mugabe Intercâmbio no lado leste e terminando perto da casa de idosos em Auasblick”, proferiu Lutombi.

A Fase 2A também está em andamento e o processo geral está em 44%.

“Este trecho da estrada continua a partir da casa de idosos em Auasblick e segue na direção leste até ao cruzamento de Dordabis, cobrindo uma distância de 19,5 quilómetros.”

Depois de concluída, a faixa de rodagem dupla apoiará a economia, permitindo movimentos mais rápidos e alternativos ao redor de Windhoek para o resto do país.

“Irá também melhorar as nossas ligações ao novo Porto Gateway da SADC em Walvis Bay. O governo, por meio do RA, continuará a desenvolver e manter rotas de desenvolvimento de corredores que promovam o comércio”.

O projeto rodoviário do Aeroporto Internacional Windhoek-Hosea Kutako faz parte do Plano de Prosperidade Harambee 2 e está alinhado ao quinto Plano de Desenvolvimento Nacional.

No mês passado, o Namibian informou que Zhong Mei foi beneficiária de um contrato para construir a segunda fase da rodovia do Aeroporto Internacional Windhoek-to-Hosea Kutako por N $ 1,2 mil milhões, há dois anos.

Em 2016, a RA concedeu um contrato de N $ 755 milhões à Zhong Mei para a construção da estrada Swakopmund-Henties Bay-Uis.

Em agosto deste ano, um documento que vazou mostrou que o pessoal local de uma empresa chinesa, cerca de 42, eram todos cidadãos de nacionalidade chinesa cujas posições incluíam um chefe, oficial de recursos humanos, comprador, caixa, engenheiros e gerentes de laboratório.

Essa força de trabalho supostamente pertence à Zhong Mei Engineering.

Isso levou o ex-ministro interino das Obras e Transportes, Calle Schlettwein, a escrever para Lutombi.

“Este ministério recebeu inúmeras reclamações dos nossos empreiteiros de estradas contra estas empresas que empregam principalmente especialistas estrangeiros em posições-chave na maioria dos projetos de estradas no país, enquanto os especialistas locais ... são ignorados”, disse Schlettwein. Shelleygan Petersen – Namíbia in “The Namibian”