Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Ilha do Príncipe avança na transição energética com bicicletas eléctricas

A entrega das 14 bicicletas elétricas, três postos de carregamento solar e uma Ciclo Oficina equipada decorreu no dia 17, na cidade de Santo António, uma iniciativa que marca um passo importante na transição energética e no combate às alterações climáticas. O projeto faz parte da iniciativa AfroSmartSpot, implementada pela Efrican e financiada pela Cooperação portuguesa, através do Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e Energia de Portugal


A Região Autónoma do Príncipe inaugurou um projeto piloto de mobilidade sustentável que contou com a presença do presidente do Governo Regional, Filipe Nascimento, do secretário regional Júlio Pereira Mendes, da Embaixada de Portugal representada por Paula Pereira, e da equipa da Efrican. Representantes de cooperativas, associações, operadores turísticos, empresas privadas e a comunidade local também marcaram presença.

Mudança de paradigma

As bicicletas foram distribuídas por entidades públicas e privadas, incluindo operadores turísticos, moto-taxistas e o setor do comércio e serviços. O objetivo é reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, substituindo veículos a combustão por bicicletas elétricas em deslocações de curta distância.

“Este é um passo muito importante para a sustentabilidade e para uma mudança de paradigma”, afirmou Ivo Pizarro, responsável da Efrican. A Cooperação Portuguesa destacou a importância do projeto para o desenvolvimento sustentável e a consciência ambiental da população.

Formação mecânica de bicicletas elétricas

O projeto incluiu ainda formação em mecânica de bicicletas elétricas, capacitando um grupo de participantes para garantir manutenção e assistência técnica. Foram criadas ciclo-oficinas e postos de serviço básicos, reforçando a sustentabilidade a longo prazo. Além disso, três estações de carregamento solar foram instaladas na cidade de Santo António, assegurando energia limpa para o funcionamento das bicicletas.

O Governo Regional do Príncipe destaca que esta é apenas a primeira fase de um caminho de transformação do setor dos transportes e um exemplo inspirador de desenvolvimento sustentável para todo o país.

“Deixo, em nome do Governo Regional, a vontade de continuarmos com novos e inovadores projetos”, declarou Filipe Nascimento. Adelise Coelho – Cabo Verde in “A Nação”


terça-feira, 17 de outubro de 2023

UCCLA - Estará presente no 4.º Fórum de Cooperação Municipalista da Lusofonia


Sobre o tema “Governança local para o desenvolvimento sustentável”, a Região Autónoma do Príncipe vai acolher o 4.º Fórum de Cooperação Municipalista da Lusofonia, de 23 a 26 de outubro. A coordenadora da Área Social da UCCLA, Princesa Peixoto, estará presente e fará uma comunicação.

“Governança local para o desenvolvimento sustentável” é o tema central do evento. O programa contará com sessões em torno dos seguintes subtemas: “A cooperação descentralizada como mecanismo de aceleração do cumprimento dos ODS”, “Oceano sem fronteiras”, “Desafios da governação e instrumentos inovadores para o desenvolvimento sustentável”, “Gestão das áreas protegidas: terrestres e marinhas”, “A educação ambiental para as gerações futuras”, “As cidades inteligentes e o desafio da gestão sustentável dos resíduos”, “A coordenação sectorial para o equilíbrio económico, social e ambiental sustentável”, “As ações para a adaptação e mitigação das consequências das alterações climáticas”, “Desenvolvimento sustentável e turismo” e “Alternativas viáveis/sustentáveis ao uso dos recursos naturais”.

De referir que a técnica responsável pela Área Social da UCCLA, Princesa Peixoto, participará em dois momentos: “Oceano sem Fronteira e Educação Ambiental para Gerações Futuras” e irá moderar a mesa “Desenvolvimento Sustentável e Turismo”.

O 4.º Fórum de Cooperação Municipalista da Lusofonia resulta de uma parceira entre o Governo Regional do Príncipe e o Fundo Galego de Cooperação e Solidariedade e a Rede de Autoridades Locais pelos ODS - rede, criada em 2019, que pretende ser um espaço de participação igualitária por forma a fortalecer o papel das autoridades locais.  


 

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

São Tomé e Príncipe - Filipe Nascimento, de ascendência cabo-verdiana, quer quinta maioria absoluta na eleição regional da ilha do Príncipe

Santo António, Região Autónoma do Príncipe – Filipe Nascimento, filho de pais cabo-verdianos com raízes no concelho da Ribeira Grande, Santo Antão, candidato da UMPP nas eleições regionais de 25 de Setembro, diz estar convicto de que o seu partido alcançará a quinta maioria absoluta consecutiva.

Dezasseis anos depois do primeiro acto eleitoral livre na região, os naturais da ilha do Príncipe vão decidir se querem continuar a ser governados pela União para a Mudança e Progresso do Príncipe (UMPP), no poder há 16 anos, ou pelo MLSTP/PSD, que nunca venceu uma eleição no Príncipe, e que para esta corrida eleitoral se apresenta em coligação com o Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP), de Nestor Umbelina, um dissidente da UMPP.

Filipe Nascimento, 32 anos, advogado, formado em Portugal, actual presidente do Governo Regional do Príncipe e líder da UMPP, a quem os críticos acusam de ter recebido o executivo numa bandeja de prata servida pelo ex-presidente, Tozé Cassandra, tem agora a oportunidade de testar a sua popularidade na urna.

Em entrevista exclusiva à Inforpress, no Príncipe, no terceiro dia de campanha para as eleições regionais de 25 Setembro, Filipe Nascimento apresentou os argumentos com os quais pretende convencer os habitantes da Região Autónoma do Príncipe a votar no seu projecto eleitoral.

Os habitantes do Príncipe, sublinhou, sabem bem o trabalho que foi feito pelo governo nestes últimos 16 anos, mas o jovem jurista apresenta-se a estas eleições não pelo passado, mas pelo futuro, pelo que falta fazer e inovar, nas mais diversas áreas, consolidando, cada vez mais, os indicadores positivos.

“Parto para estas eleições com a expectativa de uma vez mais, ganhar com a maioria absoluta, para concretizar os muitos projectos que estão em carteira. A população tem percebido a nossa vontade, o nosso querer de continuar a transformar o Príncipe e resolver os problemas estruturantes ligados à condição de uma ilha duplamente insular”, lançou.

O candidato salientou que, além deste trabalho, o executivo do Príncipe tudo fará para tentar conseguir o engajamento do Governo Central de forma mais “colaborativa e interventiva”, para em conjunto se conseguir resolver as grandes questões.

Uma das principais prioridades para a ilha do Príncipe, para os próximos quatro anos, pelas quais Filipe Nascimento vai se bater, será a adopção de medidas para baixar o custo de vida para os cerca de dez mil habitantes, na sua maioria de ascendência cabo-verdiana e que vive nas antigas empresas agrícolas em condições de precariedade.

“As grandes prioridades para o próximo mandato passam, primeiro, por baixar o custo de vida da população. Isso passa por um conjunto de medidas, nomeadamente a melhoria do Porto do Príncipe, tornando-o atracável e a construção de um reservatório de combustível, como serviço complementar”, especificou.

Filipe Nascimento indica também como grande objectivo, no sector da saúde, concluir as obras do bloco operatório do hospital local e a edificação, na capital São Tomé, de uma residência para acolher os doentes transferidos do Príncipe para tratamento médico.

O reforço da rede de postos sanitários comunitários, a criação de um sistema moderno de bolsa de medicamento, o reforço do quadro médico para atendimento especializado, bem como promover consultas médicas por teleassistência são outras propostas no sector para os próximos quatro anos.

Também para o novo mandato, o candidato da UMPP à presidência do Governo Regional do Príncipe pretende concretizar o projecto de energias renováveis no Príncipe, nomeadamente a Barragem Hidroeléctrica do Papagaio, que já conta com parte de financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a amarração de fibra óptica à ilha, num financiamento do Banco Mundial.

Relativamente à educação, Filipe Nascimento garantiu que o Governo não se conformará enquanto não construir o Liceu Regional, cujo orçamento será suportado, segundo o candidato, pelas câmaras municipais portuguesas de Amadora, Oeiras e Lisboa.

Ainda no sector da educação, o executivo da UMPP promete não baixar os braços na capacitação dos professores, educadores, supervisores e inspectores, bem como no reforço do ensino técnico e profissional na região.

Filipe Nascimento defende também “maiores investimentos nos sectores produtivos”, na agricultura, pecuária e pescas, com a criação de um “plano de intervenção muito intenso”, apostando no empreendedorismo para fomentar iniciativas que possam gerar riqueza, rendimento e emprego.

“Vamos reforçar a nossa intervenção na melhoria de condições para atrair mais e melhores investidores para fomentar oportunidades do emprego e trabalhamos o turismo de seguimento ecológico, para continuarmos a diversificar a economia regional”, referiu.

Nas pescas, disse o líder regional, a ideia passa pela criação de um centro de conservação do pescado e criação de um estaleiro para fabrico e reparação de embarcação de pesca e desenvolve condições para a pesca semi-industrial.

O presidente do Governo Regional considerou que, apesar de os seus dois primeiros anos de mandato terem sido “difíceis”, a ilha do Príncipe “tem grandes possibilidades de crescer”, apostando na diversificação da economia e na atração de mais investimentos, para fomentar o emprego.

Filipe Nascimento, que lidera o Governo Regional desde 2020, é um jovem quadro natural do Príncipe, de ascendência cabo-verdiana e formado em Direito em Portugal, que durante vários anos trabalhou na Câmara Municipal de Oeiras.

Pelo menos 50 candidatos de origem cabo-verdiana estão na corrida às eleições legislativas, autárquicas e regionais santomenses de 25 de Setembro.

Mais de 120 mil eleitores, incluindo a diáspora,  estão recenseados para votar nestas eleições, às quais concorrem dez partidos e uma coligação: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Ação Democrática Independente (ADI), Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), CID-STP, Muda, Partido Novo, Movimento Partido Verde, Partido de Todos os Santomenses (PTS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional.

As eleições legislativas elegem 55 deputados à Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe. A ADI foi o partido mais votado nas eleições de 2018, elegendo 25 deputados, seguida pelo MLSTP/PSD, que conseguiu 23 assentos. In “Inforpress” – Cabo Verde