Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 30 de junho de 2023

Moçambique e Índia reforçam cooperação marítima

Moçambique recebeu, este mês, a visita de um navio da Marinha indiana, baseado no Comando Naval do Sul em Kochi. O navio atracou no porto da Beira e tinha como objectivo reforçar os laços bilaterais e aumentar a cooperação marítima entre as marinhas de ambos os países.

Durante a visita, o pessoal das marinhas dos dois países participou de diversas actividades, com destaque para “intercâmbios de peritos na matéria, actividades sociais e sessões conjuntas de ioga e desportos”, de acordo com um comunicado do Alto Comissariado da Índia em Moçambique.

Além disso, o navio realizou uma patrulha conjunta na zona económica exclusiva de Moçambique, em consonância com a Visão SAGAR da Índia – Segurança e Crescimento para todos na Região.

O INS Sunyana é um navio de patrulha offshore furtivo, construído nos estaleiros navais de Goa e está equipado com um pacote de armas e sensores de última geração e tem sido utilizado regularmente em muitas operações, como patrulha antipirataria e antinarcóticos, vigilância e missões de escolta. In “O País” - Moçambique

 

sábado, 14 de julho de 2018

Moçambique - Cornelder prolongará a gestão do porto da Beira até 2038

O governo de Moçambique decidiu prolongar por 15 anos a concessão do porto da Beira à Cornelder de Moçambique, a partir de 2023, ano em que terminam os 19 anos do prazo da concessão ainda em curso, informou a porta-voz do Conselho de Ministros e vice-ministra da Cultura.

A Cornelder de Moçambique é uma parceria entre a Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique e a Cornelder Holland, que opera os terminais de contentores e de carga geral do porto da Beira, capital da província de Sofala, desde Outubro de 1998.

A porta-voz Ana Comoana, citada pela “AIM”, adiantou que “o alargamento do contrato com a Cornelder de Moçambique foi determinado pelo compromisso da empresa em realizar um investimento adicional imprescindível para o aumento da capacidade do porto da Beira.”

O plano de investimentos, num montante de 290 milhões de dólares, contempla o aumento da capacidade do porto, dos actuais 300 mil para 700 mil contentores, e de 750 mil para 1,2 milhões de toneladas de carga geral.

Além disso, a Cornelder de Moçambique assumirá a reparação de 300 quilómetros da EN 6, da Beira até Machipanda, na fronteira com o Zimbabué, bem como de 317 quilómetros da linha de caminho-de-ferro Beira-Machipanda. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Moçambique – Concessionária dos terminais de contentores alicia novos clientes do Zimbabwe para o Porto da Beira

A Cornelder de Moçambique, SA, concessionária dos Terminais de contentores e de carga geral do Porto da Beira, organizou, recentemente, em Harare, capital do Zimbabwe, uma conferência para promover as oportunidades existentes no corredor logístico da Beira.

O evento, que reuniu pouco mais de 200 operadores económicos de Moçambique e Zimbabwe, entre empresas de transporte e logística, agentes transitários e aduaneiros, assim como clientes da Cornelder de Moçambique, serviu, igualmente, para dar a conhecer as potencialidades do Porto da Beira no manuseamento da carga geral e contentorizada.

De acordo com Jan de Vries, administrador delegado da Cornelder de Moçambique, o encontro teve por objectivo angariar novos clientes e ouvir o feedback dos actuais, com vista à melhoria dos serviços prestados.

“Foi um encontro bastante produtivo, uma vez que muitas das preocupações que foram colocadas tiveram resposta imediata no encontro. Esperamos realizar mais encontros desta natureza, no futuro, noutros países vizinhos como a Zâmbia e o Malawi”, referiu Jan de Vries.

O administrador delegado da Cornelder de Moçambique fez uma avaliação positiva da conferência, destacando o facto de a empresa ter angariado novos clientes para o corredor logístico da Beira, para além de a empresa ter colhido algumas ideias sobre como melhorar ainda mais os serviços prestados.

Para Dave Popatlal, presidente da Associação Moçambique-Zimbabwe, é altura de se fortalecer o relacionamento económico e financeiro entre o Zimbabwe e Moçambique.

Por sua vez, Cleophas Manyepwa, da Associação dos Transitários do Zimbabwe, a conferência foi muito boa, pois serviu para abrir um espaço de diálogo entre as duas partes, o que é muito importante, uma vez que existia muita incerteza por parte dos agentes económicos zimbabweanos, devido à falta de informação sobre as potencialidades do corredor logístico da Beira.

Abordado, igualmente, momentos após a conferência, Augusto Abudo, director executivo da empresa Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique – CFM centro, referiu que o mais importante neste momento é a realização de investimentos para garantir a fluidez do tráfego na linha férrea de Machipanda, para o porto da Beira. In “O País” - Moçambique

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Moçambique - Novo terminal de carvão da Beira pronto em 2020

A primeira fase do novo terminal de carvão do porto da Beira, Moçambique, deverá entrar em funcionamento em 2020, afirmou na Cidade do Cabo o presidente executivo da Mozambique Essar Ports



O novo terminal arrancará com uma capacidade de 10 milhões de toneladas/ano e representará um investimento de 260 milhões de dólares.

Tej Nargundkar, que participou na Conferência Sul-Africana de Exportadores de Carvão, sublinhou que o facto de o porto da Beira não permitir a atracação de navios de mais de 50 mil toneladas de arqueação bruta ou com um calado superior a 12 metros não constitui um entrave ao negócio, uma vez que a maior parte dos portos indianos também não é de águas profundas.

O objectivo central do grupo Essar, através da Essar Ports, é utilizar o porto da Beira para a exportação de carvão mineral extraído em Moatize, província de Tete, respondendo dessa forma ao aumento da procura que se verifica na Índia.

O terminal a construir será totalmente mecanizado desde a descarga dos vagões até ao armazenamento e carga dos navios, tendo o cais 300 metros de comprimento e 24 de largura e dispondo de uma capacidade de 700 mil toneladas na primeira fase.

O porto da Beira fica localizado a 580 quilómetros da bacia carbonífera de Moatize, sendo o transporte do carvão feito pela Linha do Sena. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Moçambique e Zimbabwe dinamizam cooperação

Moçambique e o Zimbabwe manifestaram, ontem, a intenção de reforçar as relações de cooperação bilateral nas áreas política, económica, económica e diplomática

Maputo - A intenção foi manifestada à imprensa pelos Presidentes dos dois países, respectivamente, Filipe Nyusi e Emmerson Mnangagwa, no final de três horas de conversações bilaterais, à porta-fechada, que marcaram a visita que o estadista zimbabweano efectuou nesta quarta-feira ao país.

"Os nossos países devem continuar a trabalhar juntos para trilhar o caminho do progresso" disse o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, no seu discurso de ocasião, chamando o sector privado dos dois países, para ser mais activo na exploração das oportunidades e potencialidades existentes.

"É preciso sermos ousados na busca de parcerias para a exploração das oportunidades existentes" disse Nyusi, dando como exemplo, o sector dos recursos naturais.

Para além das históricas relações na área político-diplomática, Moçambique é dos principais fornecedores da energia eléctrica para o Zimbabwe. A par deste serviço, Harare tem no Porto da Beira, uma das soluções para o seu comércio com o mundo.

Emmerson Mnangagwa disse, por sua vez, que os dois países precisam de dar outra dinâmica a cooperação, apostando numa parceria que privilegie resultados.

O Estadista zimbabweano falou, sem detalhar, sobre acordos assinados que, no entanto, não foram materializados e exortou para que a nova fase de cooperação que agora inicia, seja diferente da anterior.

"Nós vamos exigir resultados. Não queremos mais trabalhos ministeriais que não tragam resultados palpáveis. Queremos que os nossos ministros sejam proactivos e nos tragam resultados" vincou Mnangagwa.

Paralelamente à cooperação bilateral, Mnangagwa falou do processo de transição que afastou Robert Mugabe do poder. Segundo ele, a transição foi e continuará a ser pacífica e o seu antecessor e seu legado serão preservados e tratados com a devida consideração.

Sobre as eleições gerais previstas para este ano, numa data ainda por anunciar, Mnangagwa assegurou que estas vão obedecer os padrões democráticos e de transparência e liberdade, previstos pelos princípios da SADC e União Africana. In “Folha de Maputo” - Moçambique

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Moçambique – Vale Moçambique passará a utilizar o porto de águas profundas de Nacala

A Vale Moçambique vai deixar de utilizar a Linha do Sena e o porto da Beira para realizar as suas exportações de carvão mineral, que ficarão concentradas no Corredor Logístico de Nacala (CLN) e respectivo porto de águas profundas, disse o presidente da empresa.

Corredor de Nacala

Márcio Godoy declarou ao “Notícias”, de Maputo, à margem da cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento do CLN, que a empresa pretende aumentar, de 12 milhões de toneladas, este ano, para 17 ou 18 milhões de toneladas, em 2018, o carvão a exportar, “quantidade que pode muito bem ser acomodada no CLN.”

A linha de caminho de ferro do Sena e o porto da Beira dispõem de capacidade para escoar cerca de 20 milhões de toneladas por ano mas o canal de acesso ao porto só pode acomodar navios até 40 mil toneladas de arqueação bruta, necessitando além disso de operações de dragagem quase permanentes devido ao assoreamento.

Márcio Godoy adiantou ao jornal que o porto de águas profundas de Nacala tem capacidade para receber navios até 180 mil toneladas, “algo que é muito mais vantajoso para a Vale Moçambique”.

“Pretendemos começar a exportar 18 milhões de toneladas de carvão por ano, quase a mesma capacidade que existe no porto da Beira, pelo que é para nós vantajoso usar o porto de Nacala devido à maior capacidade dos navios que ali podem atracar”, referiu o presidente do Conselho de Administração da Vale Moçambique.

O grupo mineiro Vale e o grupo parceiro Mitsui & Co assinaram na semana passada um acordo de financiamento do projecto de melhoramento do Corredor Logístico de Nacala, através de intervenções na linha e aquisição de material circulante. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sábado, 16 de julho de 2016

Moçambique – Concessionado terminal de carvão do Porto da Beira

O governo moçambicano acaba de concessionar à empresa NTCB o desenvolvimento do terminal de carvão do porto da Beira, por forma a viabilizar os investimentos realizados em toda a cadeia logística da linha de Sena.

Ambrósio Sitoe, porta-voz do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), explicou no passado dia 14 de Julho de 2016, a jornalistas na cidade da Matola, província de Maputo, que em 2013 o Governo aprovou um investimento de 4,6 biliões de dólares norte-americanos num projecto que tem como sócio maioritário a Vale Moçambique, para aumentar a capacidade de linha de Sena de 6,5 para 20 milhões de toneladas anuais.

“Os objectivos propostos para a linha de Sena estão em fase bastante adiantada, devendo terminar em Dezembro próximo. Entretanto, o terminal de carvão do porto da Beira continua com uma capacidade de escoamento de carvão de cerca 6 milhões de toneladas por ano, pelo que há uma necessidade de se acelerar a harmonização das capacidades das duas infra-estruturas”, disse

Ambrósio Sitoe, que é igualmente porta-voz do XXXIV Conselho Coordenador do MTC, que decorreu até ontem, na cidade da Matola, afirmou ainda que o Executivo está empenhado em aumentar a capacidade de escoamento do porto da Beira.

“Durante o conselho foram também discutidos projectos prioritários ligados ao desenvolvimento do porto da Beira, que são a linha de Machipanda (cujo estudo de viabilidade já foi concluído); a reabilitação do Cais 11 - que vai garantir a logística de carga contentorizada; e a questão da Draga de Macuti, que teve um acidente”, afirmou.

Segundo a fonte, o presente Conselho Coordenador constatou que grande parte das actividades planificadas para 2015 foi cumprida, embora tenha sido um ano atípico por causa da estiagem no sul e centro do país, chuvas intensas na zona norte, tensão política e a crise económica que abala o mundo.

“Neste âmbito, podemos destacar a conclusão da fase I da reabilitação do porto de Nacala, inaugurado em Setembro de 2015, e do terminal de carvão de Nacala-a-Velha, tendo este iniciado com as operações comerciais com um navio que transportou 168 mil toneladas para o Japão”, disse.

O porta-voz afirmou ainda que os participantes avaliaram a dragagem do porto de Maputo, que está a aumentar a sua cota para garantir a entrada de navios de grande calado.

“O grande objectivo do sector dos Transportes e Comunicações é a construção de infra-estruturas para responder à procura da carga nacional e regional”, frisou. In “Jornal de Notícias” - Moçambique


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Moçambique – Porto da Beira reabilita e amplia cais e instalações de pesca

Porto da Beira manuseará 70 mil toneladas de pescados

O Governo moçambicano, representado pelo ministro das Finanças, Manuel Chang, e o Embaixador da República Popular da China em Moçambique, Li Chunchua, em representação do Governo da China, assinaram esta quarta-feira (10) o acordo de enquadramento do projecto de reabilitação do Porto de Pesca da Beira.

O acordo ora assinado entre os dois governos cria condições para a implementação do projecto orçado em cerca de 120 milhões de dólares americanos, valor disponibilizado a crédito concessional pelo Eximbank da China.

As obras da infra-estrutura portuária consistem na reconstrução do caís industrial, particularmente na costa para a atracagem de barcos, no aumento da capacidade de manuseamento e processamento do atum pescado na costa moçambicana.

Intervindo na ocasião, o Ministro das Finanças, Manuel Chang, referiu que “este acordo vai contribuir para o pleno funcionamento do Porto no que diz respeito a capacidade dos meios de refrigeração e armazenamento, bem como de manuseamento de pescado, estimulando dessa forma a economia na zona centro do país.”

Com uma capacidade actual de 40 mil toneladas de processamento de pescados, com a reconstrução, a infra-estrutura passará a manusear uma produção anual de produtos pesqueiros na ordem de 70 mil toneladas.

O Embaixador da República Popular da China em Moçambique, Li Chunchua, destacou que o seu país está disposto a fazer esforços para ampliar cada vez mais a cooperação com Moçambique em diversas áreas, “uma cooperação que se traduz numa amizade tradicional entre os dois países.”

Os dois intervenientes foram unânimes em afirmar que a implementação deste projecto trará uma mais-valia ao crescimento económico do país e ao comércio da região austral de África.

Adriano Chiluvane, representante do Ministério das Pescas, disse que o financiamento vai permitir a reconstrução do caís industrial que passará a receber 16 embarcações, aumentando dessa forma a capacidade de manuseamento.

Chiluvane destacou ainda que o projecto trará implicações positivas para as exportações no porto.

“Mais proximamente, o porto de pesca da Beira vai ter a função de manusear o atum. Provavelmente, nessa altura vamos ter que fazer o processamento do atum contribuindo para o aumento das exportações deste pescado.”

Nos últimos anos, a China tem-se tornado um parceiro estratégico de Moçambique. Só no período compreendido entre 2013-2015, o país registou um volume constante de 11 projectos que totalizam 1.4 biliões de dólares financiados pela China.

Entre eles destacam-se a construção do edifício da presidência, o financiamento da estrada nacional número seis (Beira-Machipanda), Aeroporto Internacional de Mavalane, Estádio Nacional do Zimpeto, entre outros.

Moçambique conta com três portos, nomeadamente, de Maputo, da Beira e de Nacala. Judite Lopes – Moçambique in “Realmoz”

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Porto da Beira

Um novo cais vai ser construído no porto da Beira, na província de Sofala, no âmbito dos investimentos programados para o aumento da capacidade de processamento de carga, disse o administrador-delegado da empresa Cornelder de Moçambique.

Carlos Mesquita, administrador da entidade gestora da instituição portuária, disse ainda que o novo cais terá uma extensão de 600 metros e disporá de terminais para adubos e para contentores.

Citado pelo matutino Notícias, de Maputo, Mesquita disse que os investimentos visam preparar o porto para responder à procura crescente tanto em termos internos como a nível dos países vizinhos.

“Estamos prestes a assinar o contrato com o empreiteiro para o início das obras que devem terminar em 18 meses, ou seja, até finais do próximo ano estaremos prontos para começar a operar”, referiu Carlos Mesquita.

A construção do terminal de adubos representa um investimento estimado em 17 milhões de dólares e terá uma capacidade para 1,3 milhões de toneladas por ano, numa primeira fase. In “Macauhub” - Moçambique