Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 10 de setembro de 2024

CPLP - Chefes de Estado da Comunidade convidados para cimeira informal em Nova Iorque

Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão reunir-se em Cimeira informal, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, segundo informações publicadas pela agência de notícias Lusa.

A presidência, rotativa, são-tomense já enviou os convites aos dirigentes dos Estados-membros da CPLP, para participarem da reunião, no dia 23 de Setembro, à margem da semana do Debate de Alto Nível das Nações Unidas. O evento vai decorrer na semana entre 23 e 28 de Setembro.

Segundo o embaixador de São Tomé e Príncipe junto da CPLP, país que tem a presidência rotativa da organização até 2025, a data proposta de 23 de Setembro poderá não se verificar, porque o dia da cimeira informal “terá de ser ajustado de acordo com as agendas dos chefes de Estado”.

A representante permanente de São Tomé e Príncipe junto da CPLP, Esterline Género, disse ainda desconhecer a agenda da reunião, mas assegurou que não estará relacionada com a futura presidência da organização.

Habitualmente, realiza-se uma reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros e Relações Exteriores da CPLP, mas, este ano, a Presidência são-tomense entendeu que seria importante existir uma cimeira informal de chefes de Estado e de Governo dos nove países, adiantaram outras fontes diplomáticas.

O objetivo, segundo as mesmas fontes, é haver uma decisão definitiva sobre o local da próxima cimeira, que será no país que assumirá a presidência da organização.

Na última reunião de chefes de Estado e de Governo, que decorreu em São Tomé e Príncipe, em Agosto de 2023, quando este país assumiu a presidência, ficou decidido que seria a Guiné-Bissau o próximo Estado-membro a assumir a liderança, em 2025.

Contudo, dada a situação política naquele país, os Estados-membros deverão pronunciar-se agora sobre o local da próxima cimeira, que será no país que assume a futura presidência da comunidade por dois anos. In “O País” – Moçambique com “Lusa”


sábado, 17 de agosto de 2024

Estados Unidos da América - Festival de Cinema de Nova Iorque conta com filme português

A primeira longa-metragem da realizadora Marta Mateus, “Fogo do Vento”, vai fazer parte da secção “Correntes” do Festival de Cinema de Nova Iorque, anunciou a organização na quinta-feira

A secção onde o filme vai ser apresentado inclui 12 longas-metragens e 28 ‘curtas’ de mais de 20 países, e pretende “traçar um retrato mais completo do cinema contemporâneo com ênfase nas novas e inovadoras formas e vozes”, segundo a organização, em comunicado.

Entre os destaques da secção “Correntes” encontra-se a estreia mundial de “Little, Big and Far” (“Pequeno, grande e longe”, em tradução livre), do norte-americano Jem Cohen.

Também no festival de Nova Iorque, vai estar “Grand Tour”, de Miguel Gomes, que venceu a melhor realização em Cannes este ano.

O 62.º Festival de Cinema de Nova Iorque vai ter lugar naquela cidade norte-americana entre 27 de setembro e 14 de outubro.

“Fogo do Vento”, que se estreou no Festival de Locarno, acompanha alguns dos protagonistas do filme anterior da realizadora, a curta-metragem “Farpões Baldios”, aprofundando histórias de uma comunidade alentejana, “num filme político que convoca a memória das gerações anteriores”, indo “da resistência à ditadura salazarista ao tempo presente, numa reflexão sobre guerra e paz”, que marca “a importância do seu discurso no atual contexto mundial”, segundo a sua apresentação.

A primeira longa-metragem de Marta Mateus é uma coprodução da portuguesa Clarão Companhia, da realizadora e do cineasta Pedro Costa, com a suíça Casa Azul Films e a francesa Les Films d’Ici. “Fogo do Vento” sucede à premiada “Farpões Baldios”, estreada no Festival de Cannes, na Quinzena dos Cineastas, em 2017.

“Um dia, no Verão de 2017, apareceu-me um touro negro no pensamento. Dias depois, chegou-me a imagem de um incêndio, de terra queimada. Aprendi a dar atenção aos signos, aos sonhos, às visões, a guardar os mais leves prenúncios presentes numa ideia, num sopro de vento. Essas são as imagens inaugurais a partir das quais fui tecendo uma trama que cruza as vivências das pessoas da minha comunidade no Alentejo, as imagens das nossas memórias e as que a imaginação inventa”, escreveu a cineasta na nota de intenções, citada num comunicado da Portugal Film. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 25 de julho de 2023

Estados Unidos da América - Nova Iorque celebra 50 anos do Hip Hop

Com letras de músicas do rapper Jay-Z a cobrirem a fachada da Biblioteca Pública do Brooklyn e o “Yankee Stadium” preparado para receber um show dos pioneiros do Hip Hop, Nova Iorque começou a celebrar o 50º aniversário do nascimento do género musical nos bairros negros e latinos da “Big Apple”.


Na biblioteca, uma grande exposição evoca a carreira de sucesso de Shawn Corey Carter, o nome verdadeiro de Jay-Z, que construiu o seu legado como um conto de fadas moderno. Ex-traficante de drogas no bairro de Brooklyn, onde cresceu, o actual marido de Beyoncé, com quem forma um dos casais mais poderosos da música, converteu-se num dos maiores “rappers” americanos nas décadas de 1990 e 2000 e ergueu o império de entretenimento “Roc Nation”.

“Nunca fui a muitas exposições. Ver uma do meu ‘rapper’ favorito é estonteante”, confessou Jamarly Thomas, ou Jay-T, jovem de 31 anos que trabalha num armazém do Bronx. “Para muitos jovens afro-americanos que vêm para cá, ele (Jay-Z) pode ser a prova de que podemos ir longe”, acrescentou.

Autor de sucessos como “Hard Knock Life (Ghetto Anthem)” e “Izzo (H.O.V.A.)”, o músico de 53 anos ultrapassou as fronteiras do rap com “Empire State of Mind”, uma ode a Nova Iorque. Ao longo da carreira, 14 dos seus álbuns atingiram o topo da lista americana Billboard 200, menos cinco do que os Beatles.

Com entrada gratuita, a exposição “The Book of HOV” (um dos apelidos de Jay-Z) tem gerado longas filas para visitas ou registo na biblioteca, com os fãs ansiosos por obter um dos 13 novos modelos de cartões para membros carimbados com as capas dos discos do artista.

Além deste tributo a Jay-Z, no dia 2 de Agosto será inaugurada mais uma exposição sobre a história do Hip Hop no “Hall des Lumières”, a sede nova-iorquina da rede “Culturespaces”.

Sessões de “grafitti” e “breakdancing” em bibliotecas, festas e espectáculos são outras iniciativas organizadas para comemorar os 50 anos do género musical que nasceu no Bronx para fazer esquecer a pobreza e a discriminação de negros e latinos. Desde então, o Hip Hop transformou-se numa indústria multimilionária que também se estendeu ao desporto e à moda.

“Celebrar 50 anos é extraordinário, porque nada disso tinha valor. Quando começámos, ninguém queria contratar um DJ, um MC ou um breakdancer”, recorda Ralph McDaniels, coordenador de Hip Hop das bibliotecas do bairro de Queens, cujo programa de televisão “Video Music Box” foi essencial para impulsionar o Rap local nos anos 1980 e 1990, contando com estrelas como Jay-Z, Nas, LL Cool J e The Notorious B.I.G, assassinado em 1997.

O nascimento oficial do Hip Hop remonta a 11 de Agosto de 1973. Nesse dia, num prédio com o número 1520, na “Sedgwick Avenue”, no Bronx, Clive Campbell, DJ de origem jamaicana conhecido como DJ Kool Herc, inovou, ao colocar o mesmo disco em dois gira-discos, para isolar as sequências de ritmos e percussão e estendê-las, inventando o que viria a ser o “breakbeat”, elemento essencial do Hip Hop.

Meio século depois, DJ Kool Herc subirá ao palco do “Yankee Stadium”, num megaevento que também contará com a presença dos veteranos Grandmaster Caz, Kurtis Blow, The Sugarhill Gang, a pioneira Roxanne Shante, Lil Kim, Ice Cube, Snoop Dogg e Run DMC.

O Hip Hop também já chegou ao universo dos leilões. Na semana passada, Sotheby’s anunciou o leilão de um anel de rubis e diamantes que pertenceu a Tupac Shakur, ícone da costa oeste californiana – embora nascido no Harlem – que foi assassinado em 1996. O preço estimado da jóia na forma de uma coroa real varia entre 200 mil e 300 mil dólares. In “Jornal Tribuna de Macau” com “Agências Internacionais”


segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Estados Unidos da América - Exposição sobre surrealismo com cinco artistas lusófonos inaugurada em Nova Iorque


Nova Iorque – A exposição “Surrealism Beyond Borders” vai abrir ao público, no Museu Metropolitano de Arte, em Nova Iorque, para apresentar obras de artistas de 45 países, incluindo cinco nomes lusófonos, numa releitura do movimento artístico que correu o globo.

Patente no museu norte-americano até 30 de janeiro de 2022, a exposição “Surrealism Beyond Borders” (“Surrealismo para além das fronteiras”, em tradução livre do inglês) abre depois em 24 de fevereiro do próximo ano na Tate Modern, em Londres, que a terá exposta até 29 de Agosto.

Questionada pela Lusa, em julho, fonte da Tate confirmou à Lusa que a exposição inclui obras de Artur do Cruzeiro Seixas (1920-2020), Malangatana (1936-2011), Fernando Lemos (1926-2019), António Pedro (1909-1966) e António de Azevedo (1889-1968).

O surrealismo parte de uma “ideia revolucionária acesa em Paris, cerca de 1924, que afirmava o inconsciente e os sonhos sobre o familiar e o quotidiano”, explica o texto disponível na página do Museu Metropolitano de Arte.

“Enquanto o surrealismo podia gerar trabalhos muitas vezes poéticos e até humorísticos, foi também usado como uma arma mais séria no combate pela liberdade política, social e pessoal, por muitos artistas a nível internacional”, acrescenta o museu, enquanto a Tate ambiciona “reescrever a história” do movimento através desta mostra.

O objectivo da exposição é ir além do enfoque dado ao surrealismo através de uma perspetiva da Europa Ocidental: “Esta mostra reconsidera o verdadeiro ‘movimento’ de surrealismo através das fronteiras de geografia e cronologia – e dentro de redes que vão da Europa de Leste até às Caraíbas, da Ásia ao Norte de África, e da Austrália à América Latina”.

“Incluindo quase oito décadas de trabalho produzido em 45 países, ‘Surrealismo para além das fronteiras’ oferece uma nova abordagem das preocupações e trocas coletivas que reposicionam a apreciação deste movimento revolucionário e global”, pode ler-se na página do Museu Metropolitano.

Num comunicado do ‘Met’, a curadora da exposição pelo museu, Stephanie D’Alessandro, lembra que o “surrealismo é inerentemente dinâmico e viajou e evoluiu de sítio para sítio e de tempo para tempo”.

“O seu âmbito é (e sempre foi) internacional e, mais especificamente, transnacional – estendendo-se para lá de fronteiras nacionais para unir ideias e pessoas, enquanto permanecia específico e local na sua força liberatória”, acrescentou D’Alessandro.

A exposição vai estar repartida em oito salas revisitando temas familiares do surrealismo como a sua “exploração do inconsciente”, mas fazendo-o de uma “perspetiva nova e ampla, quer em termos geográficos quer temporais”.

Assim, o “icónico” quadro “Crianças Ameaçadas por um Rouxinol”, de Max Ernst, vai estar junto de um trabalho menos conhecido como “Landru no Hotel, Paris”, de Antonio Berni. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


 

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Estados Unidos da América - Marca portuguesa Claus Porto abre primeira loja internacional em Nova Iorque

A marca portuguesa de luxo Claus Porto, da indústria de sabonetes, abriu, esta semana, a sua primeira loja internacional em Nova Iorque, com um 'design' de interior em que tudo remete para Portugal



«Há uma ligação direta e total a Portugal», disse à agência Lusa o diretor-geral da companhia detentora Ach Brito, Francisco Neto, na loja localizada em 230 Elizabeth Street, no bairro Soho.

Todos os produtos da Claus Porto, que incluem sabonetes, cosmética, perfumaria, creme de mãos e velas difusoras, são de fabrico nacional, mantendo sempre como pilares o luxo e a excelência.

As paredes da loja de Nova Iorque são como um túnel, «inspirado nos arcos da estação de comboios de São Bento do Porto» e talhado em cortiça, «o material natural mais nobre e representativo de Portugal», explica o presidente executivo, Francisco Neto.

Um túnel branco, que também serve de montra, para que a cor seja dada pelas inúmeras embalagens decorativas dos produtos da Claus Porto.

O lavatório, no centro da loja, é feito em mármore de Estremoz e até os copos das velas difusoras são feitos de porcelana portuguesa.

A abertura de uma loja em Nova Iorque, um local que tem à volta uma grande comunidade lusófona, pode despertar «interesse especial» e «orgulho, por ser uma marca portuguesa», mas os responsáveis acreditam que a Claus Porto «não é mais acarinhada por portugueses do que por coreanos», nas palavras de Francisco Neto.

«A marca é adorada na Coreia do Sul, descobrimos isso recentemente», contou.

«O que sentimos quando vemos a marca em Tóquio, em Paris, em Londres ou aqui é uma contemporaneidade internacional», diz o diretor-geral.

Com mais de 130 anos de existência, criada no Porto em 1887 e pertencente à empresa Ach Brito a partir de 1924, a marca representa nos seus produtos muito da história de Portugal, mas é mais conhecida e comercializada fora do país.

A Claus Porto (chamada Claus & Schweder até finais dos anos 1920) «sempre teve uma vertente mais internacional» e vendeu os produtos dentro e fora de Portugal através de parceiros, distribuidores e retalhistas, enquadra Aquiles Brito, administrador não executivo da companhia Ach Brito, fundada em 1918 pelo seu bisavô, Achilles de Brito.

Os Estados Unidos sempre tiveram muito peso na faturação da empresa, revela o administrador. Antes de se estabelecer com uma loja própria, a marca já podia ser encontrada «nos melhores retalhistas dos Estados Unidos e em boutiques de luxo».

Aquiles Brito acredita que a concorrência é forte em Nova Iorque: «são empresas muito fortes, algumas delas espalhadas mundialmente, detidas por grandes grupos económicos», que ultrapassam a faturação da Ach Brito, detentora da Claus Porto.

«É um desafio mais interessante, porque é sinal que a marca tem muito potencial para crescer», diz o administrador.

Francisco Neto conclui que a Claus Porto quer «pertencer a esse clube de marcas que convivem saudavelmente. Mais do que competem, convivem». In “Revista Port. Com” – Portugal com “Lusa”

domingo, 19 de agosto de 2012

Mineola

A língua portuguesa vai passar a ser ensinada como língua estrangeira opcional na escola secundária de Mineola, em Long Island, Estado de Nova Iorque, a par do espanhol, francês, italiano e latim.
A escola tem uma comunidade escolar lusófona aproximadamente de 200 alunos num total de mil, que a partir do próximo mês de Setembro, poderão optar pela aprendizagem do português.
Para esta decisão muito contribuiu a intervenção do senador estadual de Nova Iorque, Jack Martins, um lusodescendente que já assumiu a presidência da Câmara de Mineola, conseguindo que a escola obtivesse do Departamento de Educação Estadual uma licença de excepção para que o português figurasse no currículo de uma escola pública.
Jack Martins afirmou à comunicação social: “O nosso objectivo não é só corresponder aos anseios da comunidade portuguesa local, mas também aos dos outros grupos étnicos que começam a despertar agora para a importância económica do português como língua internacional.” Baía da Lusofonia