Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 19 de outubro de 2025

Guiné Equatorial - UNESCO realiza inventário piloto de danças tradicionais em Malabo

Uma comissão nacional do Fundo de Património de Emergência desta entidade está de visita à Ilha de Bioko para identificar e preservar as expressões culturais da Guiné Equatorial


Uma comissão nacional do Fundo de Emergência para o Património da UNESCO iniciou trabalho de campo esta semana em Malabo para inventariar as expressões culturais de dança tradicional na Ilha de Bioko. A atividade dá continuidade a uma digressão anterior pela Região Continental e faz parte de um projeto para salvaguardar o património cultural do país.

O principal objetivo destas visitas, lideradas por Santiago Bivini Mangue, Secretário-Geral da UNESCO na Guiné Equatorial, é identificar os diferentes grupos de dança tradicionais, entender o seu significado e documentar as suas práticas, com o objetivo de preservar o património material e imaterial da nação.

A comissão é composta por Marina Calvo, formadora da UNESCO, Santiago Bivini e técnicos do Ministério da Informação, Imprensa e Cultura. Eles visitaram grupos de dança nos seus espaços de ensaio e apresentação para aprender diretamente com os artistas e avaliar as suas necessidades. Este trabalho permitirá a formulação de políticas de apoio à dança tradicional que garantam a sua continuidade e disseminação entre as novas gerações.

Durante o dia na cidade de Malabo, os membros da comissão visitaram o Centro Cultural da Guiné Equatorial e assistiram a ensaios de grupos como o Ballet Ceiba, o grupo Ebola Biche, da etnia Bubi — que significa "filhos da nação" — e o grupo Dadjhi Dance, da etnia Anobonesa. Estas atividades fazem parte de um inventário piloto que servirá de modelo para futuras ações de salvaguarda cultural em todo o país.

O projeto também procura promover a cultura local, gerar conhecimento sobre manifestações tradicionais e fortalecer a participação da comunidade na preservação do seu próprio património. Marisa Okomo – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


domingo, 15 de novembro de 2020

Cabo Verde – Instituto do Património Cultural apresenta catálogo do Inventário do Património Cultural Imaterial de Ribeira Grande de Santiago

 


Cidade da Praia – O Instituto do Património Cultural (IPC) apresenta esta segunda-feira, 16, o catálogo do Inventário do Património Cultural Imaterial (PCI) da Ribeira Grande de Santiago, um documento que figura como um dos produtos do inventário de base comunitária.

Este inventário, realizado nas comunidades de Calabaceira, Salineiro e Centro Histórico do concelho da Ribeira Grande de Santiago, segundo uma nota do IPC, remata a importância da Ribeira Grande de Santiago no contexto mundial, enquanto sítio histórico e património da humanidade.

“O inventário, organizado em colaboração com a Unesco Dakar e a secção do Património Cultural Imaterial da Unesco, almejou ser uma primeira etapa no processo de reconhecimento do papel das comunidades como obreiras no processo de salvaguarda do património local, capacitando-as para a elaboração e prática do inventário do seu património cultural imaterial”, informou.

Esse conjunto manifesta-se em domínios como tradições e expressões orais, incluindo a língua, enquanto vector de transmissão, artes do espectáculo, práticas sociais, rituais e eventos festivos, conhecimentos e práticas relacionadas com a natureza e as aptidões ligadas ao artesanato tradicional.

“O catálogo sistematiza as informações mais expressivas do inventário e pretende consciencializar as comunidades locais para a importância do património imaterial enquanto identidade partilhada, que as conecta aos seus antepassados e deve ser legada às gerações vindouras, criando uma ponte passado-presente-futuro, passível de potenciar o desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida dos locais”, precisou.

Depois desta inventariação, cabe agora à direcção do património imaterial do IPC a responsabilidade de empreender as medidas de salvaguarda, visando a viabilidade e revitalização do património imaterial nos seus diferentes aspectos. Isto é, através do processo de inventário tendo em vista a sua classificação, salvaguarda e, no plano internacional, a inscrição de bens culturais nacionais na Lista Representativa da Unesco.

Além da caracterização dos domínios e tipologias das manifestações dos PCI, no catálogo realizado nas três comunidades pertencentes ao município de Ribeira Grande de Santiago, também foram identificados os que se encontram em risco e estipuladas as potenciais medidas para a sua salvaguarda.

Este inventário enquadra-se na estratégia global da UNESCO de reforço das capacidades dos países para implementação da Convenção de 2003, em particular, o programa “Reforço das capacidades dos países lusófonos da África para implementação da Convenção de 2003”.

A apresentação do referido catálogo será feita pela directora do Património Imaterial, Sandra Mascarenhas, através de um ‘live’ na página do Facebook do IPC. In “Inforpress” – Cabo Verde

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Moçambique - Banco Mundial saúda inventário florestal nacional

O representante do Banco Mundial em Moçambique, Mark Austin, afirma que o IV Inventário Florestal Nacional vai permitir aferir com exactidão a área reservada aos recursos florestais em todo o país e assegurar uma maior resiliência às mudanças climáticas.

Austin manifestou a convicção durante a cerimónia de lançamento do IV Inventário Florestal havido hoje, em Maputo, que até Novembro próximo deverá produzir resultados preliminares sobre o estado do património florestal que serão confirmados no primeiro trimestre de 2017.

A fonte apontou, como exemplo, que o país perdia anualmente 220 hectares de terra em consequência do desflorestamento, segundo dados do último inventário feito em 2007 e, na altura, os índices de desflorestamento eram bastante acentuados.

As estimativas do último inventário mostraram, por outro lado, que as perdas resultantes do abate ilegal de espécies madeireiras, no período entre 2003/13, causaram prejuízos avaliados em 540 milhões de dólares americanos.

Na Reserva do Gilé, norte da província central da Zambézia, foi abatido entre 2012/14 um total de 1.700 toros de pau-ferro, madeira altamente preciosa, constatação que suscita uma reflexão bastante séria sobre o que pode estar a acontecer em outras áreas com recursos florestais de alto valor comercial.

O inventário ajudará a ver o que está a acontecer nas florestas do país, disse Mark Austin, que reafirmou a determinação daquela instituição financeira em apoiar o Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER) a garantir o uso sustentável dos recursos e, por conseguinte, a consumação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável adoptados pelo país.

As florestas, segundo a fonte, desempenham um papel fundamental na regulação do clima, daí a importância de todo o esforço visando garantir o seu uso sustentável e responsável.

Mark Austin saudou igualmente o trabalho em curso para delinear a Estratégia da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), que visa promover o desenvolvimento sustentável, maior resiliência as mudanças climáticas e uma diversidade de acções viradas para as florestas, agricultura e o sector de energias.

O Banco Mundial é um dos parceiros financiador do inventário e, para o efeito, desembolsou uma fatia orçamental no valor de 940 mil dólares americanos, sendo a outra parte do valor financiada pela Agência Japonesa para o Desenvolvimento Internacional (JICA), calculado em cerca de 450 mil dólares. Notícias Sapo - Moçambique