Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 24 de junho de 2022

Guiné-Bissau - Guineenses fazem um bom uso do mar, mas petróleo pode ser problema

A bióloga guineense Aissa Regalla de Barros alertou para os riscos da exploração petrolífera para o ecossistema marinho, salientando que o mar ainda é bem utilizado pelos cidadãos

A bióloga guineense, investigadora sénior ligada à conservação de espécies no Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) da Guiné-Bissau, afirmou que tirando alguma situação de pesca artesanal excessiva, através do uso de “algum material nocivo” para as espécies, o país faz um bom uso do mar.

“Não posso dizer que não haja bom uso. Ainda não temos um uso que seja muito excessivo do mar. Temos uma situação de sobrepesca sim, porque temos uma forte componente de pesca artesanal com uso de materiais ou de engenhos que são nocivos para a pesca”, sublinhou Aissa de Barros.

A bióloga guineense é da opinião de que “até hoje o uso do mar tem sido, de certa forma, sustentável”, uma situação que disse poder mudar com a exploração do petróleo de que se fala no país. A investigadora defende ser urgente que o país faça uma marcação clara de zonas de interesses no mar ou à sua volta para que se saiba onde é permitida a atividade ecoturística, onde é possível pescar e em que lugar será a futura exploração do petróleo.

“Temos de nos sentar na mesa e decidir como é que vamos fazer o uso desse ecossistema marinho. Saber onde é que se pode praticar a pesca que não seja muito nociva, qual é a zona da prática do ecoturismo ou do turismo balnear, qual a zona das ações da conservação, porque toda a zona não pode ser conservada e ver como diminuir os impactos negativos dessas diferentes atividades”, observou Aissa de Barros.

A Guiné-Bissau irá enviar uma delegação à Conferência dos Oceanos, que se realiza entre o próximo dia 27 e 01 de julho, em Lisboa.

O evento é organizado pelas Nações Unidas em conjunto com Portugal e o Quénia. In “Milénio Stadium” - Canadá


sábado, 12 de março de 2022

Guiné-Bissau - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas lançou livro sobre Biodiversidade e Conservação das Áreas Protegidas

Bissau – O Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), procedeu ao lançamento do livro intitulado “Parque Nacional Marinho de João Vieira e Poilão”, no quadro de uma iniciativa que visa sensibilizar e permitir que as pessoas conheçam os valores da Biodiversidade e de Conservação das Áreas Protegidas.

No acto de lançamento do referido livro, e em representação do ministro de Ambiente e Biodiversidade, o Secretário-geral do Ministério do Ambiente e Biodiversidade, Lourenço António Vaz destacou a investigação científica como um dos pilares da gestão sustentável de espaços e recursos naturais, uma aposta do governo para a governança ambiental.

“Os conhecimentos produzidos contribuem para a maior compreensão sobre as espécies, seus habitats e comportamentos”, disse Vaz acrescentando que as áreas protegidas da Guiné-Bissau constituem actualmente 23,6 por cento do território nacional.

Para o Director-geral do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protégidas (IBAP), Justino Biai   a protecção da biodiversidade e das áreas protegidas deve ser um desafio da humanidade e de cada guineense.

“Cada guineense pode contribuir para que o uso dos recursos naturais seja em concordância com o processo de desenvolvimento sustentável”, disse o DG do IBAP.

O livro lançado, segundo Aissa Regala Barros, uma das autoras, é uma compilação de todas as informações de dados científicos recolhidos durante quatro anos de pesquisa, realizados no Parque Nacional Marinha João Vieira e Poilão, nas ilhas de Bijagós.

Aissa Barros acrescentou que o livro também foi criado para chamar a atenção e demonstrar que a riqueza do Parque João Vieira e Poilão vai além fronteiras, em benefício da comunidade nacional e local, e assim como Regional e Internacional.

“Algumas informações inseridas no livro demostram não só o papel da área protegida do parque para nós, mas também demonstra as questões de conectividade, por exemplo, as tartarugas marinhas que migram para outras partes do continente”, afirma a escritora, quadro técnico do IBAP. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau