Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Brasil - Lúcia Helena Galvão e Rossandro Klinjey levam temporada de palestras do Alma Talks a Portugal


Portugal recebe, entre outubro e novembro de 2026, uma temporada inédita de palestras promovida pelo Alma Talks, reunindo dois dos maiores nomes brasileiros da reflexão contemporânea: Lúcia Helena Galvão e Rossandro Klinjey. A programação passa por Lisboa e Porto com quatro encontros presenciais voltados ao autoconhecimento, às relações humanas, à filosofia prática e ao desenvolvimento humano.


Ao longo de sua trajetória, o grupo já reuniu mais de 400 mil participantes em palestras realizadas em mais de 50 cidades, no Brasil e no exterior. No ambiente digital, o Podcast Alma Talks amplia esse alcance e soma mais de 250 mil seguidores entre Instagram e YouTube, consolidando uma comunidade dedicada a reflexões sobre filosofia, comportamento, saúde mental e desenvolvimento humano.

A abertura da temporada acontece com Lúcia Helena Galvão, principal nome da Nova Acrópole no Brasil e professora da Instituição há mais de 30 anos. É uma das principais referências em filosofia no Brasil e reconhecida internacionalmente por traduzir ensinamentos clássicos para os desafios da vida contemporânea. Em 10 de outubro, Lisboa recebe a palestra "As Leis Universais do Caibalion", dedicada aos sete princípios do Hermetismo e às possibilidades de transformação por meio do autoconhecimento. No dia seguinte, 11 de outubro, a filósofa estreia no Porto com "Sabedoria Estoica para uma Vida Plena", encontro que apresenta reflexões inspiradas em Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio sobre serenidade, equilíbrio e resiliência diante das adversidades.

“Estar novamente em Portugal é uma alegria especial. Em outra oportunidade, tive a felicidade de encontrar um público muito receptivo, interessado e aberto ao diálogo sobre o tema "Como Superar Seus Limites Internos". Há algo muito bonito nessa troca: apesar das particularidades de cada cultura, quando falamos sobre sentido da vida, valores, propósito e aquilo que nos torna verdadeiramente humanos, percebemos o quanto temos em comum. Retornar agora é uma oportunidade de renovar esse encontro e aprofundar uma conversa que, de alguma forma, já começou há algum tempo.”, relembra Lúcia Helena.

A programação segue em novembro com Rossandro Klinjey, psicólogo, escritor e um dos maiores nomes do desenvolvimento humano no Brasil. No Porto, em 21 de novembro, ele apresenta "As 5 Faces do Perdão", explorando as diferentes dimensões do perdão e o impacto desse processo na saúde emocional e nas relações interpessoais. Já Lisboa recebe, em 22 de novembro, a palestra "Do Luto à Luta", uma reflexão sensível sobre perdas, recomeços e a construção de uma vida guiada por propósito e esperança.

“Será uma alegria estar em Portugal pela primeira vez fazendo palestras pela Alma Talks. Quero reunir essa comunidade linda que existe no país, tanto os portugueses quanto os muitos brasileiros que vivem em Portugal e acompanham meu trabalho, seja pelo Cuidando da Alma, pelas imersões do Instituto PNC ou pelos meus livros. É uma oportunidade de nos vermos pessoalmente, como acontece muitas vezes nos Estados Unidos, para conversar, trocar ideias e crescermos juntos”, destaca Klinjey.

Rossandro tornou-se referência ao abordar temas como luto, educação, comportamento humano e relações afetivas, sempre com uma linguagem acolhedora e acessível, apresentando suas reflexões em livros best-sellers, programas de televisão, podcasts e palestras.

“Chegar a Portugal é um passo muito especial para o Alma Talks. Percebemos um interesse crescente pelo projeto e queremos construir uma relação duradoura com o público português. A ideia é que esse seja o começo de muitos encontros por aqui, com novos temas, novos nomes e uma programação que possa crescer junto com esse público”, afirma Eduardo Matos, idealizador do Alma Talks.

Sobre o Grupo Alma Talks

O Grupo Alma Talks é um ecossistema cultural brasileiro criado para conectar conhecimento, arte, experiências e desenvolvimento humano em diferentes formatos. Com uma atuação multiplataforma, o grupo reúne iniciativas presenciais e digitais que têm como propósito ampliar o acesso a conteúdos relevantes e promover encontros transformadores. A proposta é criar ambientes onde reflexão, convivência e cultura caminhem juntas, aproximando o público de temas essenciais da vida contemporânea, como comportamento, saúde mental, filosofia, relações humanas e bem-estar.

Entre as frentes que compõem o ecossistema estão o Alma Talks, projeto de palestras e encontros ao vivo com alguns dos principais nomes do pensamento brasileiro; o Podcast Alma Talks, que expande essas conversas para o ambiente digital; a Livraria da Alma, com curadoria voltada a obras de filosofia, psicologia e desenvolvimento humano; além dos espaços culturais, Alma Campinas e Alma Grey Bowl, dedicados a experiências que unem música, gastronomia, arte, esporte e convivência. Com produção criativa liderada pela EFA Produções, o grupo consolida sua presença no cenário cultural ao transformar ideias em experiências relevantes e ao fortalecer a cultura como ferramenta de conexão e impacto social. Tudo em Pauta – Brasil

Serviço

Outubro/2026 - Lúcia Helena Galvão

Lisboa

Palestra: As Leis Universais do Caibalion

Local: Auditório OCC – Aud. A. Domingues de Azevedo

Avenida Defensores de Chaves, 85B – Lisboa, Portugal

Data: 10 de outubro de 2026 (sábado)

Horário: 20h (abertura dos portões às 19h)

Ingressos: https://www.almatickets.com.br/events/lucia-helena-galvo-em-lisboa-palestra-as-leis-do-caibalion-10102026-lisboa

Porto

Palestra: Sabedoria Estoica para uma Vida Plena

Local: Auditório OCC

Largo Primeiro de Dezembro, 62 – Porto, Portugal

Data: 11 de outubro de 2026 (domingo)

Horário: 17h (abertura dos portões às 16h)

Ingressos: https://www.almatickets.com.br/events/lucia-helena-galvo-no-porto-palestra-sabedoria-estoica-para-uma-vida-plena-11102026-porto

Novembro/2026 - Rossandro Klinjey
Porto

Palestra: As 5 Faces do Perdão

Local: Auditório OCC

Largo Primeiro de Dezembro, 62 – Porto, Portugal

Data: 21 de novembro de 2026 (sábado)

Horário: 17h (abertura dos portões às 16h)

Ingressos: https://www.almatickets.com.br/events/rossandro-klinjey-no-portugal-palestra-as-5-faces-do-perdo-21112026-porto

Lisboa

Palestra: Do Luto à Luta

Local: Auditório OCC – Aud. A. Domingues de Azevedo

Avenida Defensores de Chaves, 85B – Lisboa, Portugal

Data: 22 de novembro de 2026 (domingo)

Horário: 20h (abertura dos portões às 19h)

Ingressos: https://www.almatickets.com.br/events/rossandro-klinjey-em-lisboa-palestra-do-luto-luta-22112026-lisboa

Informações para Imprensa - Tudo em Pauta

Alex Olobardi | (11) 99254-4604 – alex@tudoempauta.com.br

Erika Digon | (11) 99953-1048 – erika@tudoempauta.com.br


segunda-feira, 11 de maio de 2026

Portugal – Universidade do Porto lidera estudo para mitigar desigualdades no acesso à Saúde

Trabalho inovador, coordenado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, vai estar em destaque na oitava sessão do Centro de Conferências da U.Porto


É possível mitigar as desigualdades no acesso à Saúde. Para tal, um grupo de investigação liderado por Sílvia Fraga, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), está a estudar e a procurar determinar as causas estruturais que moldam a saúde da população do Porto, freguesia a freguesia, a fim de procurar soluções que permitam, a nível global, corrigir também a reprodução desta injustiça.

O trabalho realizado pelo grupo de investigação em “Adversidade Social e Desigualdades em Saúde” do ISPUP vai ser apresentado por Sílvia Fraga na oitava sessão do Centro de Conferências da U.Porto, que terá lugar no dia 21 de maio, às 17h00, no Salão Nobre da Reitoria.

Intitulada “Justiça social e equidade em saúde: o que o Porto nos está a ensinar”, a conferência mostrará de que modo esta investigação, realizada à microescala do tecido urbano da cidade, permite inferir dados com possível impacto global. Sílvia Fraga defende, aliás, que as desigualdades em saúde “são evitáveis e injustas”, exigindo, por isso, «uma abordagem centrada nas condições de vida ao longo do seu curso».

Deste modo, a investigação realizada no Porto constitui “um laboratório privilegiado e único para a investigação das desigualdades em saúde”, possibilitando a obtenção de “informação e conhecimento novos”. Esta “base empírica” sustenta, por outro lado, uma “reflexão que, partindo do tecido da cidade, permite inferir globalmente”, explica a também docente da Faculdade de Medicina da U.Porto (FCUP).

Doutorada em Saúde Pública pela U.Porto (2013) e licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior de Serviço Social do Porto, Sílvia Fraga foi, entre 2016 e 2018, investigadora no Instituto de Medicina Preventiva da Universidade de Lausanne, na Suíça. É agora investigadora auxiliar no ISPUP, centrando a sua atividade na análise dos determinantes sociais da saúde, com enfoque na origem e na formação das desigualdades em saúde ao longo da vida

Sílvia Fraga é também membro integrado na Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit), onde coordena a pesquisa sobre “Sindemias, desigualdades em saúde e populações vulneráveis” no Laboratório de Investigação Integrativa e Translacional em Saúde Populacional (ITR). Lidera ainda o grupo de investigação “Adversidade Social e Desigualdades em Saúde”, centrado na compreensão dos mecanismos e processos envolvidos na produção de desigualdades em saúde desde as fases iniciais da vida. É vogal da Direção do ISPUP desde 2023.

Com entrada livre e aberta ao público em geral, a sessão terá também transmissão, em direto, através do canal YouTube da U.Porto.

Sobre o Centro de Conferências da U.Porto

Criado em julho de 2025, o Centro de Conferências da Universidade do Porto tem como missão afirmar a U.Porto como espaço privilegiado de diálogo e reflexão crítica e cívica sobre os grandes desafios da atualidade, envolvendo a comunidade académica, os decisores públicos e a sociedade civil.

O Centro é coordenado por Luís Valente de Oliveira e Elisa Ferreira, antigos docentes da U.Porto, e conta com um programa regular de sessões, em que são abordados  temas diretamente relacionados com as mais diversas áreas de estudo, da geopolítica à tecnologia, passando pela economia, o urbanismo, as artes, a saúde ou o desporto.

As sete primeiras sessões tiveram como temas a proposta de requalificação da Via de Cintura Interna do Porto desenvolvida por investigadores da FCUP, o trabalho inovador desenvolvido pelo IPO Porto, os desafios da inteligência artificial, os riscos geopolíticos para as empresas, a crise habitacional da cidade do Porto, a alteração dos programas financeiros plurianuais da União Europeia e o percurso do “unicórnio” tecnológico Feedzai. Universidade do Porto - Portugal


quinta-feira, 30 de abril de 2026

Portugal - Encontro “Esta Língua que Nos Une” na cidade do Porto

O Centro Português de Fotografia (sito na antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto - Largo Amor de Perdição), no Porto, vai receber, no dia 5 de maio - Dia Mundial da Língua Portuguesa -, o encontro “Esta Língua que Nos Une”, uma iniciativa dedicada à língua portuguesa como espaço vivo de criação literária, memória partilhada, circulação cultural e futuro comum entre Portugal, Brasil e o mundo lusófono. O evento é promovido pela Associação Portugal Brasil 200 anos, em parceria com a UCCLA e o Centro Português de Fotografia.


O encontro irá juntar escritores, intelectuais, curadores, professores e representantes institucionais dos dois lados do Atlântico para pensar a literatura como território comum da língua portuguesa.

A entrada é livre, mas sujeita à lotação do espaço. Poderá confirmar a sua presença para os números +351 218172950 ou +55 11995737932 (whastApp) ou através do email uccla@uccla.pt.

A iniciativa conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, do Instituto Guimarães Rosa, do Consulado-Geral do Brasil no Porto, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, do Centro Português de Fotografia, através da cedência do espaço, e do Hotel Vila Galé Porto, através do apoio à hospedagem.

O conceito curatorial parte de uma ideia central: a língua portuguesa não é uma herança imóvel, mas uma casa em movimento. Ao longo de um dia de programação, o encontro propõe o português como plataforma de pensamento crítico, diplomacia cultural, criação artística e cooperação entre comunidades.

O programa estrutura-se em torno de três eixos curatoriais - invenção, travessia e futuro - que traduzem a visão da Associação Portugal Brasil 200 anos para a cidadania da língua: uma língua que não se limita a comunicar, mas cria pertença, confiança, cooperação e novas possibilidades culturais.

A sessão de abertura, às 10 horas, contará com intervenções de Teresa Leitão, senadora brasileira, Luís Álvaro Campos Ferreira, Secretário-Geral da UCCLA, e José Manuel Diogo, presidente da Associação Portugal Brasil 200 anos.

Às 10h30, a primeira mesa, “A Língua em Estado de Invenção”, reúne o escritor brasileiro Sérgio Rodrigues e o ensaísta português Arnaldo Saraiva, com moderação de José Manuel Diogo. A conversa abordará a língua como criação viva, cruzando norma, desvio, humor, literatura, modernismo, oralidade e identidade.

O projeto “O Mundo da Lusofonia”, desenvolvido pelo Agrupamento de Escolas da Caparica, com parceria pedagógica da UCCLA e participação de escolas de Portugal, Cabo Verde e Brasil, será apresentado pelas 12 horas. A iniciativa trabalha a língua portuguesa como instrumento de comunicação, colaboração entre povos, cidadania global e valorização da diversidade multicultural dos países de língua oficial portuguesa. Participam na apresentação os professores Bruno Coimbra e Helena Silva, a Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Paula Leal Silva, e a coordenadora da Área Social da UCCLA Princesa Peixoto.

Pelas 15 horas decorrerá a segunda mesa “Corpo, Memória e Travessia”, reunindo o escritor brasileiro Álvaro Filho e a escritora portuguesa Inês Pedrosa, com moderação da artista, curadora e investigadora Ângela Berlinde. A conversa discutirá como os corpos atravessam países, afetos e imagens, e como a literatura regista pertencimento, desenraizamento, amor, memória, perda e reinvenção.

Às 16h30, a terceira mesa “Poesia, Mundo e Futuro da Língua”, contará com a participação de José Gardeazabal e do poeta brasileiro José Inácio Vieira de Melo, com moderação de Maria Bochicchio. A conversa propõe pensar a poesia como o lugar onde a língua portuguesa continua a arriscar o futuro - entre oralidade e escrita, voz, ritmo, corpo, território, memória e tempo histórico.

Pelas 17h45, terá lugar o lançamento da Leitura Coletiva Global de Os Lusíadas, projeto internacional concebido pela Associação Portugal Brasil 200 anos. A iniciativa convoca leitores de diferentes países lusófonos e das diásporas a partilharem, em voz alta, estrofes do poema camoniano, afirmando Os Lusíadas como património simbólico que atravessa nações, sotaques e gerações.

O encerramento, às 18h15, será marcado por um recital de José Inácio Vieira de Melo, poeta, jornalista e curador alagoano radicado na Bahia. A apresentação celebrará a musicalidade e a força da língua portuguesa através de textos clássicos e contemporâneos. UCCLA

Programa


sábado, 31 de janeiro de 2026

Internacional - Autoestradas Invisíveis: a rede de cabos submarinos que sustenta a conectividade global

Os cabos submarinos formam base da conectividade digital global, transportando 99% do tráfego internacional da internet. A substituição e reparação de cabos exige investimentos intensos e duradouros, uma nova Cimeira sobre Resiliência dos Cabos Submarinos realiza-se a 2 e 3 de fevereiro de 2026 na cidade do Porto, Portugal


Todos os dias, milhões de pessoas enviam e-mails, participam em videochamadas, utilizam serviços de streaming e realizam transações bancárias. A troca de dados tornou-se parte do quotidiano, no entanto, raramente se pensa na complexa rede global de cabos submarinos que liga silenciosamente o mundo.

Segundo o secretário-geral adjunto da União Internacional de Telecomunicações, UIT, Tomas Lamanauskas, os cabos submarinos tornaram-se uma base sólida para a conectividade digital, com cerca de 99% do tráfego internacional da internet a passar por eles.

Verdadeiras autoestradas digitais

Os pontos de acesso visíveis, como redes móveis, satélites e internet fixa são conhecidas, mas a infraestrutura subjacente que os suporta é a vasta rede de cabos submarinos, “as autoestradas digitais”. Estas são constituídas por fios de fibra ótica colocadas a centenas de metros abaixo da superfície do oceano por navios de lançamento de cabos.

Lamanauskas sublinhou que, à medida que a dependência da conectividade digital continua a crescer, reforçar a resiliência destes cabos e desenvolver estratégias coletivas tornou-se cada vez mais importante.

Uma rede maciça para transmissão rápida de dados

A conexão global através de cabos de comunicação não é uma ideia nova. Em 1850, Inglaterra e França foram ligadas pela primeira vez por um cabo telegráfico submarino. Desde então, a tecnologia evoluiu de forma constante, dos serviços de telégrafo às redes telefónicas e, agora, à internet de alta velocidade transportada por cabos de fibra ótica.

Em todo o mundo, existem mais de 500 cabos submarinos comerciais, ligando continentes, mercados e lares, que se estendem por cerca de 1,7 milhões de km.

Antes da instalação, o fundo do mar é cuidadosamente estudado para reduzir riscos e impactos ambientais. De seguida, navios especializados desenrolam os cabos ao longo do leito oceânico.

Interrupções causadas por acidentes e desastres

Com os cabos submarinos a sustentarem a economia digital global, qualquer interrupção pode ter efeitos imediatos, afetando atividades económicas, serviços de emergência e tecnológicos, sistemas de segurança e o acesso à internet para milhões de pessoas em todo o mundo.

Normalmente, ocorrem entre 150 e 200 incidentes com cabos por ano, uma média de três a quatro por semana. O representante da UIT recordou que “nos últimos anos, houve vários incidentes de grande visibilidade, do Mar Vermelho à África Ocidental e Oriental”

As falhas na conectividade dos cabos podem resultar de terremotos, deslizamentos submarinos e erupções vulcânicas. No entanto, as estatísticas mostram que cerca de 80% dos incidentes são causados por atividade humana, desde âncoras de navios a redes de pesca que danificam os cabos.

Lamanauskas citou o exemplo de Tonga, que sofreu três grandes interrupções desde 2019, causadas por um terramoto, erupções vulcânicas e ancoração inadequada.

Ele afirmou que “cada momento conta”, dando como exemplo hipotético um  impacto para os operadores da bolsa em Nova Iorque, se ocorrer um atraso de apenas um milissegundo devido à congestão dos cabos ou a um incidente no fundo do mar.

Prontidão para reparar as autoestradas invisíveis

O especialista acrescentou que para além da abrasão e do desgaste natural, “uma parte da infraestrutura de cabos instalada por volta do ano 2000 está agora a atingir a maturidade, uma vez que foram concebidos para uma vida útil média de 25 anos”.

O secretário-geral adjunto explicou que, em caso de incidente, os engenheiros conseguem identificar rapidamente a área afetada e que “o trabalho de reparação em si nem sempre é a parte mais complicada”. Segundo ele, o que é muitas vezes mais complexo é garantir todas as licenças e autorizações necessárias, especialmente quando estão envolvidas jurisdições múltiplas ou sobrepostas.

Dependendo da localização e da dimensão dos danos, a mobilização de navios e os trabalhos de reparação podem demorar dias, semanas ou meses. Em muitos países, a falta de um ponto focal claro para gerir estes requisitos operacionais acrescenta dificuldades adicionais.

Um investimento dispendioso

Lamanauskas observou que a instalação de novos cabos é frequentemente um projeto que exige um período significativo. Ele disse que “há um planeamento extenso envolvido e, normalmente, também é dispendioso. Enquanto os cabos mais curtos custam milhões, os mais longos podem atingir centenas de milhões.”

O processo também depende de serviços especializados, como navios de lançamento de cabos. Da mesma forma, há poucos fornecedores dos próprios sistemas de cabos, pelo que, naturalmente, apenas um pequeno número de empresas pode oferecer estes serviços.

Papel da UIT

Enquanto agência da ONU para as tecnologias digitais, a UIT trabalha para reforçar a resiliência dos cabos submarinos globais através da colaboração, da definição de normas e da orientação técnica. As prioridades incluem o desenvolvimento de medidas de resiliência, a simplificação dos processos de manutenção e reparação e a adoção de práticas mais sustentáveis.

O alto responsável da UIT recordou que comparar a experiência de internet de há 10 a 20 anos com a de hoje revela uma transformação completa, impulsionada em grande parte pelo crescimento tecnológico.

Através do seu Órgão Consultivo Internacional sobre a Resiliência dos Cabos Submarinos, a UIT reúne governos, atores da indústria e especialistas para desenvolver boas práticas, com foco na manutenção dos cabos, prevenção de danos, recuperação rápida e sustentabilidade, em parceria com o Comité Internacional de Proteção dos Cabos, ICPC.

Cimeira sobre a Resiliência dos Cabos Submarinos 2026

Em 2025, na primeira Cimeira sobre Resiliência, em Abuja, Nigéria, os líderes reconheceram a importância de reforçar a cooperação para apoiar esta “infraestrutura digital global crítica”.

A Segunda Cimeira Internacional sobre a Resiliência dos Cabos Submarinos terá lugar nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2026, na cidade do Porto, Portugal, e irá basear-se nas recomendações preparadas pelos Grupos de Trabalho do Órgão Consultivo.

Essas recomendações estão centradas na instalação e reparação de cabos, na identificação e mitigação de riscos, bem como na promoção da conectividade e da diversidade geográfica para reforçar a resiliência da rede.

Lamanauskas esclareceu que a UIT não é um organismo operacional e não repara cabos. Em vez disso, cria o ambiente facilitador adequado, encurtando os prazos de licenciamento, estabelecendo pontos de contacto claros, sensibilizando para prevenir danos acidentais e facilitando reparações mais rápidas.

À medida que a procura por conectividade e dados aumenta a uma velocidade sem precedentes, estes esforços desempenharão um papel fundamental no reforço das bases para um progresso partilhado e na definição do futuro do panorama digital global. ONU News – Nações Unidas


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Portugal - “Meteorizações” de Filipa César em Serralves reflecte sobre ecos coloniais da Guiné-Bissau

Os elementos água, terra, ar e fogo são o fio condutor de “Meteorizações”, a primeira exposição antológica de Filipa César inaugurada em Serralves, Porto, convocando o passado colonial da Guiné-Bissau e ecos no presente.


“Tínhamos de encontrar uma forma de organizar todas estas obras e pensámos em organizá-las através dos elementos [água, terra, ar, fogo]”, explicou Filipa César, durante uma visita à imprensa, sobre a sua primeira grande exposição antológica no Museu de Serralves, no Porto.

Na primeira sala da exposição, “Meteorizações” é dedicada à água e o visitante é envolvido em sons de água a correr que Filipa César explica ser o fluxo do Rio Trancoso a entrelaçar-se com vozes das gentes das “escolas do mangal”. As “escolas do mangal” são espaços que promovem a educação ambiental e o desenvolvimento comunitário focado na protecção e restauração dos mangais na Guiné-Bissau.

“A sala da água convoca muitos fluxos, desde os passadores através do Rio Trancoso, como as escolas do mangal na Guiné-Bissau, como também um excerto de um filme com Marinho de Pina [contador de histórias guineense], sobre os conflitos que nós [Filipa e Pina] tínhamos nos processos destes trabalhos colaborativos”, descreve a artista nascida em 1975.

O percurso da exposição leva o visitante a uma nova sala que convoca o elemento Terra. É naquele espaço que aparecem, por exemplo, imagens de Amílcar Cabral (1924-1973) noutro filme. Amílcar Cabral, político e agrónomo nascido em Bafatá, na Guiné, sob domínio colonial português, liderou a luta pela libertação e independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

“Interessava-se muito pelo solo como um corpo histórico”, afirmou a artista sobre o co-fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde.

O título da exposição – “Meteorizações” – remete para uma noção oriunda da geologia, reinterpretada por Amílcar Cabral, que entende a terra “como um produto de forças naturais e de dinâmicas históricas e políticas em permanente mutação”, lê-se no dossiê de imprensa.

“Foi a partir daí que desenvolvi muitos textos de pesquisas, filmes que partem desse princípio comum de um solo como um corpo inscrito e a que chamei de agropoética, que é essa relação de pesquisa, mas o solo como um ponto de partida para pensar as possibilidade e as condições da terra em relação à humanidade que a habita”, acrescenta Filipa César.

Filipa César tem vindo a investigar a prática de cinema militante e a agropoética do movimento de libertação africano na Guiné-Bissau – ou seja, no contexto dos movimentos políticos e sociais que lutaram pela descolonização da África -, através da produção de oficinas, textos, filmes, performances, publicações e encontros comunitários.

O percurso da exposição tem duas outras salas. Na dedicada ao ar, “aos pensamentos e ideias”, há uma colecção de tecelagem e várias questões sobre os ‘panu di pinti’, tecido tradicional da Guiné-Bissau feito à mão.

O ‘panu di pinti’ “inscreve muitas questões que nos ligam e que trazem a questão do crioulo como um local de encontro, de união e de transformação e não um espaço de separação”, sublinha Filipa César.

Há também a sala dedicada ao elemento fogo, onde é possível ver um filme e uma instalação que exploram como as tecnologias ópticas de design militar e colonial – desde as lentes Fresnel dos faróis até aos sistemas globais de navegação por satélite – informam e são informadas pelos modelos ocidentais de conhecimento, adoptando uma abordagem crítica às ideologias por trás do desenvolvimento desses instrumentos de orientação e vigilância.

Todo o percurso expositivo tem filmes, diversos livros (alguns foram proibidos em Portugal durante a ditadura de Salazar), documentos e materiais inéditos, desde obras iniciais como “The Embassy” (2011), até produções mais recentes da artista.

A exposição antológica revela um processo contínuo de investigação ao longo dos últimos 15 anos, contou Filipa César, destacando que não é só feita por si, mas em colaboração com investigadores, cineastas e comunidades locais, incluindo uma estreita colaboração com o realizador guineense Sana na N´Hada, que filmou a guerrilha e foi responsável do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual da Guiné-Bissau.

É uma exposição que “constrói relações transversais entre diferentes tempos, suportes e contextos”, convidando “o público a pensar criticamente o passado colonial e os seus efeitos no presente”.

O texto de apresentação destaca “filmes, objectos e documentos que evocam eventos históricos como a desobediência antifascista portuguesa e a resistência anticolonial guineense”, num percurso que atravessa “arquivos audiovisuais do período das lutas de libertação, reflexões sobre o mangal, políticas da óptica e da tecelagem, e o pensamento agropoético de Amílcar Cabral”.

A exposição, produzida pela Fundação de Serralves, tem curadoria de Inês Grosso, curadora-chefe do Museu, e de Paula Nascimento. A mostra inclui ainda uma publicação inédita, com ‘design’ de Bárbara Says e coordenação de Amarante Abramovici, reunindo um arquivo de ensaios, conversas, correspondência que acompanhou o processo de pesquisa dos últimos 15 anos.

Filipa César é cineasta, educadora e organizadora comunitária e, desde 2011, tem vindo a investigar colectivamente a prática de cinema militante.

A exposição “Meteorizações” vai ficar patente em Serralves até 31 de Maio. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Moçambique – Daniel Chapo reforça visão da independência económica em diálogo com moçambicanos em Portugal

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se na cidade do Porto, com a comunidade moçambicana residente em Portugal, num encontro marcado pelo apelo ao reforço das ligações entre a diáspora e o país, pela partilha da situação política e económica nacional e pela valorização do papel da comunidade no processo de diálogo inclusivo que Moçambique está a conduzir.


Durante a sessão, enquadrada na visita de trabalho que efectua a Portugal para participar na VI Cimeira Bilateral Portugal–Moçambique, o Chefe do Estado explicou o contexto da sua deslocação, sublinhando a importância do reforço das relações de amizade, cooperação, irmandade e familiaridade entre os dois países. O Presidente da República agradeceu a participação activa da diáspora nos processos sociais, económicos e políticos que ligam Moçambique a Portugal.

Ademais, manifestou satisfação por estar junto dos compatriotas residentes no país europeu, afirmando tratar-se de uma oportunidade essencial de contacto directo e diálogo. Partilhou informações sobre a situação política, económica e social do país, destacando o Diálogo Nacional Inclusivo em curso, cuja finalidade é consolidar a paz e a estabilidade com a participação de todos os estratos sociais, sem discriminação de qualquer natureza.

Ao reforçar a natureza ampla deste processo, o governante afirmou que “neste momento, este diálogo está a acontecer, não só ao nível do país, mas também na diáspora, e nós achamos que todos nós precisamos de participar”. Por isso, apelou à comunidade moçambicana em Portugal para contribuir com ideias e propostas que enriqueçam as discussões nacionais.

O Chefe do Estado apresentou igualmente a visão do Governo para o actual ciclo, assente no lançamento dos alicerces da independência económica, destacando que Moçambique dispõe de condições favoráveis em áreas como turismo, transportes, logística, corredores de desenvolvimento, recursos minerais, agricultura, energia e indústria.  “Precisamos todos estar unidos e trabalhar para que esta diversificação da nossa economia possa acontecer”, afirmou.

O estadista saudou o contributo contínuo da comunidade moçambicana para a boa imagem do país em Portugal, reconhecendo que representam de forma exemplar a diáspora nos mais diversos planos, incluindo o cultural.

Sublinhou que Moçambique tem beneficiado das contribuições vindas dos seus cidadãos no exterior, em particular de Portugal. “Vamos continuar a trabalhar juntos para encontrar soluções às preocupações que aqui foram apresentadas, que são todas legítimas, registámos e vamos continuar a trabalhar para melhorar”, garantiu.

O Presidente da República anunciou ainda medidas concretas para responder a algumas das preocupações levantadas, assegurando que equipas móveis serão enviadas a Portugal para facilitar o tratamento de documentos, e que o Governo está a mobilizar recursos para que estas brigadas permaneçam por mais tempo no país e noutros destinos com forte presença da diáspora.

Outrossim, informou também sobre as reformas em curso na Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), anunciando a intenção de retomar voos de Moçambique para Portugal, bem como para o Brasil e a Índia. “Já está na manga a retoma dos voos para Portugal”, disse, defendendo que essa retoma contribuirá para estabilizar os preços das passagens.

Em nome da comunidade, os representantes consideraram a visita do Presidente Chapo “uma honra”, sublinhando que há muitos anos um Chefe do Estado moçambicano não visitava a cidade do Porto, facto que descrevem como um “abraço do país”.

Recordaram que a diáspora é composta por cerca de 13.700 moçambicanos entre estudantes, profissionais, empreendedores, atletas e famílias. Reconheceram desafios relacionados com adaptação cultural, acesso a oportunidades e burocracia, mas afirmaram enfrentá-los com coragem, acrescentando que aspiram a contribuir activamente para as soluções do país.

A comunidade pediu mais bolsas de estudo, maior atenção dos ministérios às dinâmicas da diáspora, a criação de um espaço físico para actividades culturais e reafirmou a disponibilidade para reforçar o desenvolvimento de Moçambique. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Centro Estudos Internacionais Iscte - Curso de Especialização em Segurança, Defesa e Alterações Climáticas

O Instituto da Defesa Nacional (IDN) e o Centro de Estudos Internacionais do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa informam que se encontram abertas as candidaturas para a 2.ª edição do Curso de Especialização em Segurança, Defesa e Alterações Climáticas


Este curso tem como objetivo proporcionar uma compreensão aprofundada dos desafios contemporâneos de segurança e defesa associados às alterações climáticas, analisando o seu impacto crescente no planeamento estratégico, na ação operacional e nos esforços de resiliência em contextos nacional e internacional.

Com uma abordagem multidisciplinar, o programa integra contributos de investigadores especializados e representantes do setor da Defesa Nacional, oferecendo aos participantes uma perspetiva atualizada e rigorosa sobre as interações entre clima, risco e segurança.

Propina

A participação no curso implica o pagamento de uma propina única de 200€, beneficiando de 30% de desconto:

  • Estudantes e alumni do Iscte;
  • Estudantes e alumni do IDN;
  • Participantes provenientes de entidades públicas.

Candidaturas

As candidaturas decorrem até 9 de janeiro de 2026.

Brochura do curso

Formulário de candidatura


segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Portugal - Vamos conhecer "a cidade do Porto de Júlio Dinis"?

Passeio integrado nas celebrações da Figura Eminente da Universidade do Porto 2025 vai ter lugar na manhã de 20 de setembro. Inscrição gratuita


Qual era o circuito habitual do médico e escritor Joaquim Guilherme Gomes? Que cidade era, efetivamente, aquela que conhecia e frequentava? O Porto de Júlio Dinis – Entre a Medicina e a Literatura é o tema do percurso pedonal que, no próximo dia 20 de setembro, nos vai levar para fora de portas. É mais uma iniciativa no âmbito do programa da Figura Eminente 2025.

Com partida do Edifício Histórico da U.Porto (Reitoria), esta caminhada convida à redescoberta do Porto Oitocentista. Como? Através do olhar e da sensibilidade de Júlio Dinis, aliás, Joaquim Guilherme Gomes Coelho (1839-1871) – médico e escritor. Pelo caminho, haverá tempo para destacar o seu primeiro romance. Publicado em 1868, Uma Família Inglesa, desenrola-se no Porto e leva-nos a conhecer as narrativas de uma sociedade influenciada por comerciantes ingleses.

Entre ruas, edifícios e paisagens que moldaram a vivência pessoal e profissional do médico e escritor, o que se pretende é desatar os vínculos entre a sua formação médica e a sua produção literária que foi, efetivamente, marcada por uma constante atenção ao quotidiano, à psicologia das personagens e à realidade social da época.

O itinerário

O ponto de encontro, como já foi referido, será a Reitoria da U.Porto, mais especificamente às 11h00, no hall de entrada onde se encontra, em exposição, um coração de pendente, que terá sido uma oferta de Júlio Dinis a Ana P. B. D. Simões, juntamente com um desenho de Júlio Dinis feito por Abel Salazar.

Não esquecer que foi aqui, na antiga Academia Politécnica do Porto, que Júlio Dinis completou a sua formação académica e onde também foi professor.

Do edifício da Reitoria, iremos avançar para o Monumento a Júlio Dinis, localizado em frente ao Hospital de Santo António, local de onde se partirá em direção ao Hospital de São Francisco, no centro histórico do Porto, onde trabalhou o pai de Júlio Dinis. Deste ponto do percurso, basta descer em direção à Ribeira e, bem perto, iremos encontrar a Igreja de S. Nicolau. E por que motivo esta igreja faz parte do percurso? A razão é simples: foi nesta igreja que Júlio Dinis foi batizado.

Na rua da Alfândega, mesmo ali perto, fica o Arquivo Histórico Municipal do Porto. Será neste local, mais especificamente na Biblioteca de Assuntos Portuenses, que nos iremos dedicar à bibliografia de Júlio Dinis. Tarefa que permitirá aprofundar, com particular destaque, os “meandros” de Uma Família Inglesa.

O percurso seguirá, depois, para outro local muito especial. Este itinerário irá culminar a sua sexta etapa no local onde Júlio Dinis nasceu.

A condução deste percurso cultural caberá a Graça Lacerda, Técnica Superior na Divisão Municipal de Bibliotecas/Gabinete de Apoio às Bibliotecas e à Leitura da Câmara Municipal do Porto.

Embora já se tenha atingido o limite de inscrições, poderá contactar-nos para o caso de haver alguma desistência. Basta enviar um e-mail para: cultura@reit.up.pt

As Figuras Eminentes da U.Porto 2025

Júlio Dinis é uma das seis personalidades que, unidas pela ligação à U.Porto e pela formação em Medicina, vão ser celebradas ao longo do ano, através de um vasto e diversificado programa de atividades.

Do grupo das Figuras Eminentes da U.Porto 2025 fazem ainda parte o médico e arqueólogo José Leite de Vasconcelos (1858-1941), o médico e professor António Plácido da Costa (1848-1916), o médico e político Luís de Pina (1901-1972), a cientista e professora Maria de Sousa (1939-2020) e o médico e professor Daniel Serrão (1928-2017).

O programa de iniciativas irá prolongar-se até ao final do ano, de forma a celebrar o legado deixado por estas figuras que se destacaram pela obra e impacto que deixaram na sociedade. Universidade do Porto - Portugal


quarta-feira, 13 de agosto de 2025

UCCLA - Apresentação do livro vencedor do Prémio Revelação Literária UCCLA-CMLisboa na cidade do Porto

Terá lugar, no dia 1 de setembro, às 17 horas, o lançamento do livro “Boi” de Cláudio da Silva, vencedor da décima edição do Prémio Revelação Literária UCCLA-CMLisboa: Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa. O evento decorrerá nos jardins do Palácio de Cristal, na Feira do Livro do Porto.



O livro será apresentado por José Luís Pires Laranjeira e contará com a presença do autor Cláudio da Silva.

Mais informações sobre a 10.ª edição do prémio na ligação:

https://www.uccla.pt/noticias/claudio-da-silva-vence-premio-de-revelacao-literaria


segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Portugal – Universidade do Porto "reserva" mais de 700 vagas para estudantes internacionais

As candidaturas para o ano letivo 2025/2026 abriram a 2 de janeiro e abrangem um número recorde de 54 licenciaturas e mestrados integrados



Arrancou no dia 2 de janeiro de 2025 a primeira fase de candidaturas ao Concurso Especial de Acesso e Ingresso para Estudantes Internacionais 2025/2026, a principal “porta de entrada” na Universidade do Porto para estudantes que não possuem nacionalidade portuguesa.

No total, são 713 os lugares exclusivos que a U.Porto tem reservados para estudantes internacionais (que não possuam nacionalidade portuguesa ou de outro Estado-membro da União Europeia, sendo por isso detentores do Estatuto do Estudante Internacional) no próximo ano letivo.

A lista abrange 54 dos 59 cursos de 1.º Ciclo (Licenciatura) e Mestrado Integrado da Universidade (atualmente em funcionamento), o número mais alto de sempre deste a primeira edição do concurso, em 2014.

A grande novidade deste ano prende-se com estreia da licenciatura em Engenharia Aeroespacial, que terá, pela primeira vez, vagas (3) reservadas para estudantes internacionais.

O Mestrado Integrado em Arquitetura da Faculdade de Arquitetura (FAUP) e a licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Engenharia (FEUP) são os curso com mais vagas disponibilizadas – 37 – ao abrigo do Concurso Especial para Estudantes Internacionais 2023/2024. Seguem-se as licenciaturas em Psicologia (32), Biologia (29), Economia (26) e Engenharia Civil (25)

No que toca às faculdades com mais vagas, o primeiro lugar é ocupado pela Faculdade de Letras, com 175. Seguem-se as faculdades de Ciências (166), Engenharia (141), Economia (45), Psicologia e Ciências da Educação (43), Arquitetura (37), Farmácia (20), Desporto (19), Ciências da Nutrição e Alimentação (18), Medicina Dentária (16), Belas Artes (14), Direito (12) e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (6).

De resto, todos os cursos de 1.º Ciclo (Licenciatura) e Mestrado Integrado da U.Porto abrem vagas para este concurso especial, à exceção das licenciatura em Desenho (FBAUP) e em Saúde Digital e Inovação Biomédica (FMUP) e dos dois cursos de Medicina da Faculdade de Medicina (FMUP) e do ICBAS.

Quando e como candidatar-se?

A primeira fase de candidaturas ao Concurso Especial para Estudantes Internacionais 2025/2026 vai prolongar.se até 7 de fevereiro de 2025 e abrange um total de 399 vagas. As restantes serão distribuídas por mais duas fases, a decorrer de 10 de fevereiro a 4 de abril de 2025 (2.ª fase) e de 11 de junho a 25 de julho de 2025 (3.ª fase).

Esta calendário aplica-se a todas as faculdades, com exceção das de  Desporto, de Economia e de Engenharia, que aplicam um calendário próprio de candidaturas (para mais informações, consultar os respetivos portais).

A candidatura deve ser apresentada através da página do curso / faculdade onde o estudante pretende ingressar, mediante entrega ou submissão eletrónica de requerimento, acompanhada dos documentos necessários. Os candidatos devem satisfazer as condições de ingresso estabelecidas no Regulamento de aplicação do Estatuto de Estudante Internacional da Universidade do Porto.

As candidaturas realizadas na 1.ª fase do concurso serão analisadas de 12 a 23 de fevereiro, a que se seguirá a publicação dos resultados provisórios. A afixação dos resultados definitivos está prevista para o dia 18 de março de 2024.

Propinas com “desconto” para estudantes CPLP

Relativamente às propinas, o valor anual aplicado aos estudantes internacionais é definido por cada faculdade da U.Porto e volta a fixar-se, este ano, entre os 3500 euros e os 8000 euros.

À semelhança do que aconteceu em anos anteriores, e atendendo aos laços que unem Portugal aos estados que integram a CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), pode ser aplicada uma redução de até 45% na propina paga pelos estudantes nacionais desses países.

Para mais informações sobre o Concurso Especial para Estudantes Internacionais 2025/2026 (condições de acesso, vagas, prazos de candidatura, etc.), consultar o Portal da Universidade do Porto.

Aposta na internacionalização

O Concurso Especial para Estudantes Internacionais foi lançado pela primeira vez em 2014, no seguimento do esforço realizado pela U.Porto no sentido de facilitar o acesso aos seus cursos a todos os estudantes, independentemente da sua nacionalidade. Entre as ações desenvolvidas inclui-se a aceitação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) do Brasil como critério de seleção para os estudantes brasileiros que pretendam ingressar na Universidade.

Com esta iniciativa, a U.Porto reforça também a aposta na internacionalização do seu ensino. A mesma que, de ano para ano, se traduz no crescente número de estudantes internacionais que procuram as faculdades da Universidade para realizar um curso completo.

Só entre 2018 e 2024, foram mais de 2500 – 2620 – os estudantes de mais de 30 nacionalidades que ingressaram na U.Porto através desta via de acesso. O ano letivo 2019/2020 foi aquele em que a U.Porto recebeu mais estudantes internacionais (546), a que se seguiu uma quebra motivada pela pandemia de Covid-19 (397 estudantes em 2020/2021 e 360 em 2021/2022).

Em 2022/2023 e 2023/2024, a Universidade voltou a superar a barreira dos 400 estudantes (412 e 447, respetivamente). Uma tendência que deverá acentuar-se no próximo ano letivo.

No que toca às nacionalidades mais representadas, o Brasil lidera de forma destacada. Seguem-se Angola, Cabo Verde, África do Sul, Guiné-Bissau, China, Colômbia, Equador e Venezuela. Universidade do Porto - Portugal


sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Portugal - Associação de Estudantes de Macau no Porto quer compensar a falta de apoio sentida pela diáspora

A Associação de Estudantes de Macau no Porto (AEMP) foi recentemente criada para apoiar os residentes do território que estudam naquela cidade portuguesa. Em declarações ao Ponto Final, Dinis Ka Chon Chan, presidente da AEMP, salientou as dificuldades que os estudantes de Macau enfrentam no Porto, especialmente devido à distância dos recursos, e afirmou que tem havido uma falta de apoio nos últimos meses, que a associação pretende resolver



A Associação de Estudantes de Macau no Porto (AEMP) foi formada este ano com o objectivo de criar uma comunidade de apoio aos residentes de Macau que estudam naquela cidade do Norte de Portugal. A associação está aberta a todos os residentes de Macau que estudem, participem em programas de intercâmbio ou efectuem estágios na cidade, estando a sua sede localizada no Edifício da Federação dos Jardins, na Rua de Ferreira do Amaral.

Dinis Ka Chon Chan, presidente da AEMP, salientou a importância desta iniciativa. Ao Ponto Final, Chan referiu que a ideia da associação já vinha a ser pensada há algum tempo, sobretudo porque cada vez mais jovens de Macau estão a estudar no Porto. “Quando cheguei ao Porto, apercebi-me de que muitas coisas aqui são bastante diferentes”, explicou Chan, acrescentando: “Temos cada vez mais estudantes de Macau a estudar em Portugal, no Porto, a comunidade está a ganhar forma”.

O principal propósito da associação é fomentar as ligações entre os estudantes e proporcionar uma plataforma de intercâmbio cultural. Chan salientou os desafios enfrentados pelos estudantes de Macau no Porto, particularmente devido à distância geográfica dos recursos e do apoio, tipicamente mais disponíveis em Lisboa. “O Porto está muito longe de qualquer apoio directo, faltou apoio este ano, nos últimos meses”, relatou.

Em resposta a estes desafios, a AEMP tem organizado eventos no sentido de promover a solidariedade e o apoio entre os seus membros. Um dos principais eventos é o “Sente-te em Casa!”, que terá lugar este mês e é uma actividade de Natal co-organizada com o Gabinete de Estudantes Internacionais da União Europeia. Esta iniciativa convida os estudantes de Macau a viverem o ambiente festivo de uma família portuguesa, partilhando o jantar de Natal numa casa local nos dias 24 ou 25 de Dezembro. A meta do evento é colmatar as lacunas dos estudantes que se sentem isolados durante as férias, uma vez que muitos não podem regressar a casa.

A associação planeia também responder às necessidades mais amplas dos estudantes de Macau no Porto. Chan referiu que a comunidade é diversificada, com estudantes a frequentar várias instituições e a enfrentar diferentes desafios. “O registo é sempre muito diferente”, disse, reiterando: “Sentimos uma grande necessidade de criar algum apoio para os estudantes que estão longe de casa”.

A AEMP pretende ainda organizar encontros sociais ao longo do próximo ano. Estas actividades têm como objectivo não só ajudar os estudantes a adaptarem-se à vida no Porto, como também lhes permitirão partilhar a sua própria cultura com outros, enriquecendo a comunidade local. Chan sublinhou a importância da solidariedade entre a diáspora de Macau em Portugal, nomeadamente entre alunos. “É importante reunirmos os estudantes, que estão muito espalhados, para promover a solidariedade prestar apoio e responder a eventuais crises”, afirmou. Guiomar Salema – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Portugal - Eco Wave Power lança primeiro projeto de energia das ondas à escala de MW

A Eco Wave Power Global AB, uma empresa especializada em tecnologia de energia das ondas onshore, iniciou oficialmente o seu primeiro projeto de energia das ondas à escala de megawatts (MW) no Porto, Portugal


Especializada em tecnologia de energia das ondas onshore, a Eco Wave Power Global anunciou o início oficial do seu primeiro projeto de energia das ondas à escala de MW, em Portugal.

Integrado num Contrato de Concessão mais alargado de 20 MW com a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), este projeto incluirá um museu subaquático educativo sobre a energia das ondas.

O começo do projeto foi marcado por uma reunião entre o diretor-executivo da Eco Wave Power, Inna Braverman, e a equipa de engenharia da empresa com a APDL e outros stakeholders.

Após a reunião, a equipa de engenharia visitou o local do quebra-mar e a zona por baixo do mesmo, conhecida como "A Galeria". É ali que os equipamentos de conversão de energia serão instalados.

“Acreditamos que este será o primeiro projeto de energia das ondas no mundo a mostrar uma produção significativa de energia a partir da força das ondas.

Acredito sinceramente que este projeto revolucionário posicionará a Eco Wave Power como líder no desenvolvimento de energia das ondas e servirá como um marco significativo para a comercialização da nossa tecnologia de energia das ondas a nível global.”

Disse Inna Braverman, agradecendo o apoio do Município do Porto e da APDL, e destacando o potencial do projeto para reduzir a pegada de carbono do porto e criar novos postos de trabalho.

Este projeto vai ao encontro dos objetivos de Portugal em matéria de energias renováveis, que incluem a produção de 85% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2030.

A primeira fase deste projeto surge na sequência da aprovação recebida em março de 2024 da APDL para a construção, apoiada por uma garantia de desempenho emitida pela Eco Wave Power para assegurar a conclusão do projeto no prazo de dois anos. In “Pplware” - Portugal