Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 30 de novembro de 2025

Luxemburgo – Continua a crescer o transporte coletivo de carros elétricos em carril, denominado Tram

O Governo aprovou a extensão do elétrico até ao Centro Hospitalar do Luxemburgo. O trajeto de 2,2 km inclui quatro estações e um túnel. O objetivo é descongestionar o tráfego na Route d'Arlon


A novidade foi divulgada na sexta-feira à noite através de um comunicado de imprensa que descreve as decisões tomadas nesse dia pelo Conselho de Governo. O Conselho "aprovou o projeto de lei relativo à construção do prolongamento da linha de elétrico entre a Place de l'Étoile e o nó do CHL, que visa autorizar e financiar o prolongamento da linha de elétrico ao longo da Route d'Arlon", lê-se, juntamente com a reforma da "carta verde" desmaterializada.

Como se sabe, os eléctricos luxemburgueses pretendem expandir-se em várias frentes. A sul, evidentemente, a extensão graças ao elétrico rápido que irá até Esch-sur-Alzette e Belval. A norte, a segunda linha, que atravessará o bairro de Kirchberg. Em seguida, para oeste, temos os dois projectos de extensão: o que atravessa o futuro bairro de Nei Hollerich e esta linha que ligará ao Centro Hospitalar do Luxemburgo (CHL) a partir da Place de l'Étoile.


Parte da linha será subterrânea

Tal como anunciado anteriormente pela Ministra da Mobilidade Yuriko Backes (DP) e pela Luxtram, o trajeto seguirá a Route d'Arlon, uma ligação estratégica entre a capital e Strassen, e terá 2,2 km de comprimento.

Foi igualmente explicado que incluiria quatro novas estações e que seria escavado um túnel de 550 metros na segunda metade do seu trajeto, entre o futuro "Wunnquartier Stade" (no local do estádio Josy Barthel e o Centre Hospitalier de Luxembourg, onde um novo edifício principal deverá estar operacional em 2028). O objetivo é reduzir o impacto no tráfego e no planeamento urbano.

A Place de l'Étoile será igualmente remodelada, com espaços verdes, zonas pedonais e uma ciclovia separada do tráfego automóvel.

O objetivo é descongestionar o tráfego na Route d'Arlon, facilitar o acesso ao hospital e oferecer uma alternativa sustentável ao automóvel.  O custo estimado é de 171 milhões de euros, segundo um comunicado divulgado pela ministra Yuriko Backes nas redes sociais neste sábado, 29 de novembro. “114 milhões de euros serão cobertos pelo Estado e 57 milhões de euros pela cidade de Luxemburgo”, explicou.

Deveremos saber mais em breve com o projeto de lei. A data de início das obras ainda não foi anunciada, evidentemente, mas teremos de esperar, pelo menos, até 2032 para que esta nova e importante extensão esteja concluída. Julien Carette – Luxemburgo in “Contacto”







terça-feira, 11 de julho de 2023

Portugal - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto desvenda novo protótipo de carro elétrico de corrida para competição

Equipa de estudantes de Engenharia vai participar em provas internacionais já no final de julho, com um protótipo de motorização 100% elétrica


Um palco, um carro. Hoje, dia 11 de julho, ao cair do pano, será desvendado o novo protótipo de carro elétrico de corrida totalmente construído por estudantes da Formula Student (FS) FEUP.

O “Rollout 2023”, assim se designa a sessão de apresentação do novo protótipo, vai juntar cerca de 300 pessoas na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e deverá contar com uma forte adesão por parte dos 50 patrocinadores do projeto, que assim vão ter a oportunidade de conhecer, em primeira mão, o carro de competição que fará a sua estreia absoluta na mítica pista de Silverstone, no Reino Unido, no final de julho.

A equipa, atualmente composta apenas por estudantes da FEUP, não poderia estar mais orgulhosa: “O protótipo representa a conclusão de todos os processos de manufatura e assemblagem dos vários subsistemas, resultado de um longo trabalho realizado pelos nossos estudantes nestes últimos dois anos”, revela Tiago Teixeira, finalista do Mestrado em Engenharia Mecânica e responsável de marketing do projeto.

O entusiasmo é grande dentro da equipa, com a promessa de um Verão diferente e que não será de férias para os cerca de 20 estudantes que rumam à Formula Student UK para integrar a prova “Electric Vehicle Category”.

Ainda em Silverstone, a equipa da FEUP vai participar pela primeira vez na categoria “Dynamic Driving Task”, que avalia e testa o software desenvolvido pelos estudantes num veículo conduzido de forma autónoma.

“A partir de um chassis, grupo motor e acessórios básicos de funcionamento, fornecidos pela organização da prova, este carro vai ser instrumentado pela equipa AI com um sistema programado para navegar autonomamente, realizando um conjunto de provas dinâmicas adaptadas a esta tecnologia”, revela Luís Galamba Carvalho, professor no Departamento de Engenharia Mecânica da FEUP e Faculty Advisor da FS FEUP.

Dois anos de trabalho árduo

A verdade é que desde muito cedo se percebeu que este era um projeto promissor. O esforço e dedicação dos estudantes foi premiado em 2022, altura em que participaram pela primeira vez numa prova internacional. O desenvolvimento do conceito e design do veículo estava validado com o primeiro lugar na classe de conceito na FS UK 2022, e um 2ª lugar, semanas depois, na Formula SAE Italy 2022.

Os lugares de pódio deram um impulso importante à equipa que a partir daí não mais parou, tendo passado à construção do seu primeiro protótipo, desenhado para uma ótima relação performance-custo. Com um chassis tubular, sem estruturas aerodinâmicas avançadas, totaliza 270 kg de peso, que se movem graças ao motor que pode atingir 80kW de potência, alimentado pelo acumulador elétrico de 8kWh, cujas células foram fornecidas pela Tesla como parte do seu patrocínio.

“Fiel ao seu projeto, o carro é o reflexo da aprendizagem e domínio de cada um dos seus membros. Atinge claramente os objetivos estabelecidos, coloca-se confortavelmente no patamar de performance pretendido e nele está depositada a serena confiança dos seus criadores. A equipa, com uma dedicação à prova de bala, merece reconhecimento pelo excelente trabalho!”, felicita Luís Galamba Carvalho.

Depois de Silverstone, a “tour” pelas provas internacionais continua com a 1.ª edição internacional da Formula Student Portugal, a decorrer em agosto no Circuito de Castelo Branco. A época termina na Formula Student Germany, a mais importante competição da área, onde apenas 40 equipas a nível mundial têm oportunidade de participar.

O “Rollout 2023” vai ter lugar no Auditório José Marques dos Santos, a partir das 17h00. Universidade do Porto - Portugal


terça-feira, 12 de julho de 2022

Portugal – Jovem quase graduado em Medicina adora conduzir elétricos na cidade do Porto


Meia hora foi o suficiente para espoletar um fascínio que perdura até aos dias de hoje – e já lá vão quase 20 anos! – desde aquela primeira viagem na Linha 18. Prestes a graduar-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Francisco Stocker tem conciliado os estudos e a vida de (quase) médico com a condução de elétricos, um ex-libris incontornável da cidade Invicta.

Aquela primeira viagem realizada entre o Hospital de Santo António e o Museu do Carro Elétrico despertou uma curiosidade que foi crescendo à medida que as deslocações em transportes públicos se tornavam cada vez mais frequentes, sempre na companhia do avô paterno. “Durante as férias escolares, o meu avô fazia-me a vontade e viajávamos de elétrico praticamente desde a saída do primeiro carro até à recolha, por volta das 19 horas”, relembra Francisco Stocker.

Existindo poucos elétricos em circulação, os rostos do reduzido número de guarda-freios – a designação da pessoa que tripula o carro elétrico – repetiam-se a cada nova viagem, o que permitiu construir várias relações de amizade. Talvez motivada pela admiração constante no olhar daquele jovem rapaz, Carmen Barros, antiga tripulante da STCP, foi ensinando Francisco a virar as placas de destino, as agulhas e até quando se tornou mais crescido, os tróleis. “Na verdade, só me faltava conduzir porque tudo o resto relacionado com os elétricos fui aprendendo durante a minha infância e adolescência”.

Já a meio do Mestrado Integrado em Medicina, porque também sempre gostou de tudo o que está ligado ao corpo humano, soube que a STCP ia abrir uma nova bolsa de guarda-freios. Não será difícil de antever o que se sucedeu: após o envio do currículo e de uma longa série de entrevistas e de exames médicos, Francisco Stocker abandonou o lugar de passageiro e passou a tripular o elétrico em determinados serviços requisitados por agências de viagens, escolas, equipas de filmagens, entre outros eventos.

Das viagens mais “memoráveis” aos comandos do carro elétrico, Francisco Stocker recorda dois momentos em que a vida académica e este hobby se uniram. “No seguimento de uma avaliação de Biopatologia, acabei por conduzir a Professora Fátima Carneiro numa viagem de elétrico com a família, e no ano seguinte realizei um serviço no âmbito do aniversário da Federação Académica do Porto”, confidencia, acrescentando que até já chegou a receber “gorjetas para os estudos” dadas por turistas.

Terminado o curso, Francisco Stocker espera continuar o trajeto enquanto médico e no ensino da anatomia, um “objetivo de vida” que iniciou no 4.º ano do curso. Quanto à condução de elétricos, espera ter disponibilidade para continuar a conciliar esta paixão. “É um hobby que acaba por ser terapêutico”, conclui. Daniel Dias – Portugal “Universidade do Porto”


 

sábado, 13 de outubro de 2018

Brasil - Conheça o Mobilis Li, o carro elétrico nacional

Veículo está sendo desenvolvido pela startup brasileira Mobilis. Confira algumas impressões sobre o modelo



Veículos elétricos estão ganhando espaço na indústria automobilística - talvez não na velocidade que deveriam, mas estão. Em meio ao crescimento da conscientização sobre os impactos de veículos ao meio ambiente e a necessidade de pensarmos em opções sustentáveis, carros elétricos demonstram grande potencial para reduzir a poluição urbana, inclusive a poluição sonora que sufoca grandes centros urbanos.

Estudo da consultoria britânica Ricardo aponta que um carro comum, movido a gasolina, gera 24 toneladas de Dióxido de Carbono (CO2) durante seu ciclo de vida. O carro elétrico, por sua vez, produz cerca de 18 toneladas, sendo 46% do impacto no período da produção do carro e da bateria.

No Brasil, o mercado de veículos elétricos ainda engatinha, mas começa a ensaiar passos mais largos. De 2016 para 2017, as vendas de carros elétricos e híbridos saltaram 202%. Segundo estudo da FVG, o País tem potencial para vender 150 mil carros deste tipo por ano, chegando a uma frota de 5 milhões até 2030. Globalmente, a frota de veículos elétricos e híbridos superou 2 milhões em 2017 e a previsão é chegar a 140 milhões em 2030, o que representaria 10% da frota global.

A questão é que os investimentos das grandes montadoras em veículos no Brasil ainda estão aquém do potencial. Prova disso é que existem apenas 7 veículos elétricos e híbridos à venda por aqui - e a preços longe de serem acessíveis para a maioria da população. O mais barato deles é o Toyota Pirius, que custa cerca de R$ 126 mil. Os outros modelos são: Lexus CT200h, Ford Fusion Hybrid, BMW i3, BMW i8, Porsche Cayenne Hybrid e Porsche Panamera Hybrid.

Startup quer entrar no jogo

A Mobilis, startup catarinense focada em desenvolvimento de veículos elétricos, quer surfar essa onda do mercado e bater de frente com a indústria automobilística. A companhia está desenvolvendo um modelo de carro elétrico compacto para uso urbano e tem planos ambiciosos para o produto.

Denominado Li - inspirado nas iniciais do Lithium, principal componente de baterias -, o veículo de passeio terá autonomia para rodar até 100 km, com 1 hora e meia de carga de bateria, e velocidade máxima de 100 km/h.

"Existe demanda, mas as montadoras estão ainda maturando o modelo nos EUA e Europa. Vai demorar para chegar ao Brasil. Trata-se de um veículo compacto, feito sob medida para uso urbano", definiu Mahatma Marostica, cofundador da Mobilis, que cita a facilidade de operação o baixo custo de manutenção como diferenciais do Li.

O veículo foi 100% desenvolvido no Brasil, com uso do software de CAD Autodesk Fusion 360 para desenho das peças.

Segundo Marostica, o dono do Li gastará em média R$ 5 para rodar 100 km, ou seja, 5 centavos por km - valor sete a oito vezes mais barato do que um carro comum. "Seria uma economia de cerca de R$ 12 mil ao ano", calcula.

Na teoria, os números animam, mas a Mobilis tem ainda muita estrada para percorrer até chegar ao modelo ideal aprovado para venda.



Protótipo

A empresa estima que a versão homologada para rodar nas ruas estará pronta no segundo semestre de 2019 e custaria aproximadamente R$ 65,9 mil.

Mas, antes disso, a companhia criou um protótipo, que acabou virando outro produto. A versão "beta", que não conta com itens como portas, ABS e airbag (todos requisitos obrigatórios para obter a aprovação para ser usado nas ruas), tem sido chamada de veículo de vizinhança.

O modelo é voltado a transportes em ambientes internos, como resorts ou até mesmo poderia funcionar como carrinho de golfe. O valor deste modelo, que já tem sete modelos vendidos (dois entregues e cinco em produção) é de R$ 55 mil.

A Computerworld Brasil foi convidada pela Mobilis para testar o veículo de vizinhança. Durante uma rápida volta no Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas (CELTA), em Florianópolis (SC), foi possível notar a facilidade para dirigir - um dos principais focos da companhia. O veículo é automático e basta clicar num painel - em uma seta para frente ou para trás - para ativar o veículo. Feito isso, basta utilizar os dois pedais para acelerar ou frear.

Este modelo tem velocidade média de 60 km/h - não chegamos a esta velocidade por conta da movimentação do local em que testamos -, mas o veículo demonstra potência suficiente para isso. Por outro lado, a suspensão parece ainda longe do ideal para ser utilizada nas ruas (considerando que este modelo serve como base para a versão que será homologada para as ruas). Mas, para uso interna, conforto e dirigibilidade são suficientes.

Em termos gerais, considerando o tempo de desenvolvimento (aproximadamente dois anos), é possível ver o potencial do projeto - levando em conta também que foram investidos apenas R$ 400 mil até o momento.

Conectado

A Mobilis aposta na mudança do comportamento das pessoas com relação ao uso do carro: deixando o conceito de posse para uso como serviço. Isso porque o veículo está sendo desenvolvido com sistemas de internet das coisas (IoT), que permitem que diversas camadas de aplicativos sejam integradas. A ideia ambiciosa, segundo Marostica, é que o carro possa funcionar como uma espécie de marketplace para que outras empresas desenvolvam aplicativos complementares.

O fato de estar conectado traz impactos diretos em redução de custos de manutenção. Segundo o empreendedor, o sistema funciona de forma preditiva, indicando ao motorista quando é preciso fazer determinada manutenção, por exemplo. "É diferente do modelo tradicional de montadoras, em que o carro é levado de 10 mil em 10 mil km para revisões. Cada uso é diferente, portanto o desgaste também será."

Franquias

Outra ideia que vai de encontro às estratégias de grandes montadoras está no modelo de produção e venda. A ideia da Mobilis é espalhar espécies de franquias em pontos estratégicos do Brasil, que funcionarão como micro-fábricas e lojas. Como a fabricação é simples, com apenas 120 conjuntos de peças, não é necessário o investimento em grandes fábricas. "Em vez de expandir nossa fábrica em Palhoça (SC), queremos espalhar pequenas fábricas e apostar no modelo de parceiros", completou.

Para a Mobilis, o break even point - índice que mostra que a organização atingiu o equilíbrio financeiro - é na venda de cinco ou seis veículos por mês. Difícil prever se chegarão lá ou não, mas se depender do entusiasmo da equipe, a meta é logo ali. Guilherme Borini – Brasil in “Computerworld Brasil”




Veja aqui o exemplo português. Baía da Lusofonia



sábado, 18 de novembro de 2017

Internacional – Carro voador nos céus em 2019

Daqui a dois anos, além de aviões e helicópteros, será possível voar em carros! Não se trata de mera suposição!



A empresa chinesa Geely, proprietária da Volvo, também adquiriu a companhia de automóveis voadores Terrafugia, informa o “The Daily Mail”.

A Terrafugia foi fundada em 2006 por cinco graduados do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), EUA. E já em 2012 lançou seu primeiro carro voador chamado de Transition (Transição), que depois foi aprovado em 2016 como "avião de rua legal". Além disso, a empresa estadunidense também possui projetos que poderão se tornar realidade no futuro.

O novo conceito TF-X está em desenvolvimento; possui asas dobráveis equipadas com motores elétricos idênticos em cada extremo. Estes motores permitem que o TF-X se mova de uma posição vertical a uma horizontal. Além disso, será impulsado por motor de 300 cavalos.
                                                                                                                                                  


O TF-X transportará quatro pessoas e será controlado por um ordenador, ou seja, os passageiros precisarão apenas selecionar destino e se deliciar com a viagem. Com velocidade de cruzeiro de 322 km/h, o veículo poderá recargar suas baterias usando motor ou conectando-se a estações de carregamento de carros eléctricos.

O fundador e presidente da Geely, Li Shufu, sublinhou que "se trata de um setor tremendamente emocionante, com a Terrafugia na posição ideal para mudar a mobilidade como a entendemos atualmente e anunciar o desenvolvimento de uma nova indústria ao fazê-lo". In “Sputnik Brasil” - Brasil

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Internacional - Fisker promete carros elétricos com baterias que se carregam num minuto

A Fisker foi fundada por um ex-consultor da Tesla, Henrik Fisker, e acaba de anunciar o registo de uma patente para uma bateria para carros elétricos, com autonomia de 800 quilómetros e que se carrega num minuto



É uma promessa que promete revolucionar o segmento dos carros elétricos: baterias que conseguem dar uma autonomia de até 800 quilómetros e que podem ser recarregadas em menos de 60 segundos. Recorde-se que o Model S 100D, da Tesla, consegue andar cerca de 540 quilómetros e que a bateria demora cerca de meia hora a recarregar numa das estações Supercharger da empresa.

As baterias solid-state prometidas pela Fisker só devem estar prontas para produção em série em 2023, pelo que os primeiros carros a usar esta tecnologia ainda devem demorar alguns anos a chegar. A Fisker alega que este tipo de baterias é mais capaz de armazenar energia e permite carregamentos mais rápidos face às tradicionais baterias de iões de lítio, dizendo ainda que podem ser usadas em tudo desde smartphones a carros.

O feito de uma maior autonomia e menos tempo de carga é possível porque a equipa conseguiu ultrapassar alguns dos desafios já conhecidos desta tecnologia: baixa densidade de corrente e funcionalidade limitada em ambientes de temperaturas extremas, noticia o Mashable.

A empresa explica ainda que está a trabalhar em diversas frentes com parceiros para integrar este tipo de baterias, não descartando o potencial desta novidade poder aparecer em outros equipamentos que não veículos muito antes de 2023-

O primeiro veículo da Fisker é o EMotion, um sedan que deve ser apresentado na CES, em janeiro. In “Exame Informática” - Portugal

domingo, 24 de setembro de 2017

Internacional - Nasce uma nova geração de motores para carros elétricos

Ímãs sem terras raras

Embora grande parte dos fabricantes de automóveis já tenha anunciado planos para converter seus carros - totalmente ou parcialmente - para versões elétricas, abandonando o centenário motor a combustão, ainda há alguns gargalos para viabilizar uma mudança em larga escala.

A principal delas é que os motores para carros elétricos dependem largamente de ímãs de terras raras. Embora não sejam exatamente raros, esses minerais são difíceis de processar, custam caro e, sobretudo, têm uma oferta reduzida.

É por isso que tem havido um esforço para fabricar ímãs de alto desempenho sem terras raras.

Um desses esforços é o projeto Armeva, financiado pela União Europeia.

"O objetivo que estabelecemos para nós mesmos foi a elaboração de uma solução que não envolva materiais de terras raras, mas que, no entanto, tenha um desempenho pelo menos tão bom quanto os melhores motores elétricos de hoje," disse Saphir Faid, gerente do projeto.

Motor de relutância comutada

Em apenas dois anos, a equipe desenvolveu uma nova tecnologia que, além de cumprir sua proposta de desempenho, mostrou-se factível economicamente.

A solução baseia-se em um princípio diferente do utilizado nos motores elétricos atuais. "A maioria dos motores elétricos no mercado hoje são baseados na força Lorentz," explica Faid. "Eles exploram um princípio pelo qual uma corrente [elétrica] que passa por um condutor colocado sob um campo magnético produzirá uma força perpendicular à corrente e ao campo magnético".

A nova tecnologia se baseia no princípio da relutância, um fenômeno que afeta o fluxo magnético de forma semelhante à da resistência em um circuito elétrico. "Basicamente," explica Faid, "baseia-se no fato de que um objeto em um campo magnético irá alinhar-se de tal forma que o fluxo magnético seja maximizado".

O movimento do objeto que tenta se alinhar ao fluxo pode ser usado para transformar a eletricidade em energia mecânica, e existem várias maneiras de fazer isto. Após uma análise de três métodos particularmente promissores, a equipe do projeto Armeva optou pela relutância comutada. É uma técnica pela qual um rotor gira conforme se ajusta a rápida mudanças no campo magnético, com essas mudanças sendo induzidas eletronicamente para os diferentes pólos do motor de forma síncrona com a posição real e o movimento do rotor.

É uma abordagem com potencial já reconhecido, mas que havia se deparado com alguns problemas sérios, entre eles a complexidade do projeto e do seu controle, além de bastante vibração e ruído.

A equipe afirma ter encontrado maneiras de enfrentar esses problemas e acredita estar muito próximo de viabilizar a tecnologia em escala industrial, tanto do ponto de vista técnico como econômico.



Conversão de carro elétrico

A demonstração da tecnologia incluiu a substituição do motor de um veículo elétrico comercial por um novo motor construído com a tecnologia Armeva - ambos têm basicamente o mesmo tamanho.

Os resultados foram convincentes, embora a equipe só agora vá entrar na fase de otimização do desempenho do motor e do desenvolvimento da tecnologia de fabricação em escala industrial.

Faid acrescenta que os primeiros contatos com a indústria automobilística já estão em curso: "Ainda estamos avaliando e otimizando essa tecnologia. Despertamos o interesse de vários clientes potenciais, então estamos discutindo possíveis cenários para comercialização com eles." In “Inovação Tecnológica” - Brasil

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Brasil - Alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) desenvolvem carro elétrico

O objetivo do carro conceito é criar uma alternativa sustentável, econômica e industrialmente viável para os problemas de engarrafamento, poluição e falta de vagas de estacionamento nas grandes cidades. A ideia, portanto, é desenvolver protótipos que possam ser soluções futuras de veículos que contemplem design diferenciado, tecnologias inovadoras, novos materiais e combustíveis não poluentes. O veículo também necessita ter quatro rodas, comprimento máximo de 2,65 metros e deve ter capacidade para transportar uma pessoa de até 90 quilos e 1,80 metros.


























O E.cub, carro compartilhável desenvolvido por alunos do Senai-SP, é o grande campeão da categoria Desafio por Equipes da Olimpíada do Conhecimento, encerrada no passado domingo (13/11) em Brasília. Participaram do projeto os alunos Danilo Moessa Rodrigues, Gabriel Marques dos Santos, Guilherme Alborghetti, Guilherme Augusto de Oliveira, Marcos Iung Thomaz de Jesus Junior, Mateus Luis França Dezidério, Otávio Jordão de Souza Barbosa, Vinicius Silva Marques, da Escola Senai de Lençóis Paulista e da Escola Senai João Martins Coube, de Bauru.

“Mais do que vencer, saímos daqui mais unidos. Esse projeto teve a participação de vários profissionais do Senai-SP e permitiu que esses alunos colocassem o seu melhor para o bem de todos”, afirmou o chefe de equipe da entidade, Ademir Redondo, diretor da Escola Senai João Martins Coube, de Bauru. A vitória na categoria foi fundamental para garantir ao Departamento Regional de São Paulo o primeiro lugar no ranking geral da maior competição de educação profissional das Américas.

Segundo o instrutor Gustavo Pompolini, da Escola Senai de Lençóis Paulista, o resultado é o reconhecimento do trabalho sério e do esforço dos alunos competidores. “Depois de alguns meses de preparação, com muitas horas dedicadas ao projeto, é recompensador ver esses meninos com a medalha no peito. Eles merecem o primeiro lugar, por tudo o que fizeram antes e durante a Olimpíada”, diz o técnico do grupo.

O caminho do ouro

No último dia de competição, o período da manhã foi reservado para testes e avaliações do júri técnico na modalidade Desafio por Equipes. Mas para que tudo estivesse pronto, os competidores trabalharam até a noite de sábado, realizando pequenos ajustes nos veículos. “Tivemos um probleminha eletrônico, mas com o carro todo montado e a parte mecânica funcionando bem, preferimos não alterar o que já estava concluído”, explica Pompolini.
















Para conseguir a melhor pontuação geral da prova, o veículo deve atender uma série de requisitos pré-estabelecidos. Seguindo à risca o descritivo, o carro do Senai-SP foi projetado para se locomover com energia elétrica, que pode ser armazenada em bateria ou na placa de energia solar instalada no teto. Por se tratar de um carro compartilhável, o E.cub é um compacto, que abriga somente o condutor. Para ser leve e resistente, o chassi é de alumínio, e a carroceria utiliza fibra de carbono.

“Mais do que ter um design futurista, o E.cub é sustentável. As rodas traseiras têm dois motores elétricos de baixo consumo. Também instalamos um gerador eólico, que capta o ar nas aberturas do para-choque e fornece energia para a Central Multimídia”, detalha o instrutor Pompolini. Ele explica que os faróis e as lanternas são de LED e que a placa solar fornece energia para as baterias, localizadas na parte inferior do carro. O projeto ainda inclui o emprego de um aplicativo para celulares, que informará as estações mais próximas onde o usuário poderá liberar um veículo compartilhável.

Competições individuais

A manhã de domingo também encerrou os Desafios Individuais da Olimpíada do Conhecimento, que assim como o Desafio por Equipes, a Avaliação Prática de Estudantes e o Inova Senai, contam pontos para a classificação geral dos Departamentos Regionais do Senai.

A delegação de São Paulo conquistou três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. As douradas foram conquistadas por Guilherme Augusto de Oliveira, Gabriel Marques e Marcos Iung, nas modalidades de Controle Industrial, Eletrônica e Polimecânica, respectivamente. O bronze da modalidade ficou com o aluno Matheus Dezidério, que disputou a prova de Manutenção Industrial.

E a medalha de prata do Desafio Individual foi conquistada neste domingo, na Modalidade Torno CNC, pelo aluno Guilherme Alborghetti. “Minha tarefa era fazer uma peça com dois lados, mas com medidas diferentes. Fiz meu melhor, mas não foi o suficiente para ter o ouro. Fico feliz porque o resultado de hoje é melhor do que o obtido na competição estadual”, ressalta o competidor.

Inova Senai

O Senai-SP também fez bonito nesta categoria. O projeto Muleta Simple Easy, da Escola Senai Italo Bologna, de Itu, venceu no quesito Voto Popular e conquistou o segundo lugar em Produto Inovador. O trabalho foi desenvolvido pelo instrutor Arthur Vinicius Dias e pelas alunas Juliana Boff e Bruna Mota.

Durante Olimpíada do Conhecimento uma nova modalidade foi inserida. Participam da modalidade estudantes dos dez Estados mais bem avaliados em cada curso no teste online do Sistema de Avaliação da Educação Profissional (Saep). O objetivo é avaliar a qualidade da educação em cinco cursos técnicos e três de qualificação ofertados pelo Senai: técnico em segurança do trabalho, técnico em edificações, técnico em mecânica, técnico em logística, técnico em eletrotécnica, padeiro, costureiro e operador de computador.

Ao todo, participaram da avaliação prática 180 estudantes em fase de conclusão de curso. A competição, realizada de modo individual, teve duração de seis horas. As notas obtidas na nova modalidade ajudam a compor a pontuação do Estado no ranking da Olimpíada do Conhecimento. Para ganhar medalha de ouro, é necessário que o competidor tenha desempenho superior a 75% dos pontos.

O Senai-SP também disputou a modalidade e conquistou o ouro na modalidade Técnico em Eletrotécnica, com o aluno Pedro Henrique Barboza, da Escola Senai Comendador Santoro Mirone. Em Técnico de Edificações, a prata ficou com o aluno Vitor Camilo Vera, da Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, do Tatuapé, em São Paulo. Também da Capital, Jaqueline Rocha Lima, aluna da Escola Senai Horácio Augusto da Silveira, da Barra Funda, recebeu a prata na modalidade Panificação PCD.

Festival de Robótica

Durante a Olimpíada do Conhecimento também houve o Festival Sesi de Robótica First Lego League (FLL), evento demonstrativo que reuniu 27 equipes de escolas públicas e 27 unidades do Sesi de todo o Brasil. A equipe que representou o Sesi-SP é do Centro Educacional 420, de Indaiatuba.

Durante o Festival as equipes apresentaram os projetos da nova temporada da FLL, que tem como tema Animal Allies (Aliados Animais). Além de disputar as provas com robôs, os alunos devem apresentar projeto de pesquisa que tenha o objetivo de encontrar soluções inovadoras para melhorar a interação entre homens e animais.

Prêmio especial


O Senai-SP teve ainda mais um motivo para comemorar, ao vencer o Desafio Senai de Projetos Integradores, na categoria Eficiência Energética. Os alunos da Escola Senai Antonio Souza Noschese, de Santos, participaram com o projeto Sistema de Geração e Captação Energética em Elevadores (Sigceel). Os alunos são Vinicius de Araújo Santos, Rudney Forti Souza, Thainá Gonçalves dos Santos e Arthur Ziliani Andrade. Alex de Souza in “Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP” 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Portugal - Microcarro elétrico desenhado na Universidade de Aveiro para conquistar as cidades

Projeto de Emanuel Oliveira, estudante do Mestrado em Engenharia e Design de Produto

Inspirado nas estruturas naturais, o E01 é um microcarro que de pequeno tem apenas as dimensões. Desenhado na Universidade de Aveiro (UA) para fazer concorrência aos carros elétricos e valorizar a perceção dos microcarros, o exterior do E01, tal como os crustáceos, é constituído por partes que formam um elemento único, que é ao mesmo tempo a carroçaria e o chassi que envolve e sustenta todo o interior do veículo.

Com capacidade para quatro pessoas e preparado para ser produzido com o mínimo de material possível para o máximo de rigidez estrutural, o carro foi desenhado por Emanuel Oliveira, o estudante de design do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA (orientado pelos docentes Paulo Bago de Uva, do DeCA, e João Oliveira, do Departamento de Engenharia Mecânica) que quer trazer rapidamente o futuro para as estradas das cidades portuguesas. Assim da indústria nacional surja uma mão para segurar este volante.

Resultado da tese de mestrado em Engenharia e Design de Produto, um trabalho que valeu a Emanuel Oliveira um 19, a grande novidade do E01 passa pela aposta na inovação estrutural do veículo. Nos métodos aplicados atualmente pela indústria automóvel, aponta o estudante, “a componente estrutural encontra-se absorvida por elementos que a disfarçam ou a ocultam e cuja complexidade de montagem se reflete nos custos de produção”. Conjuntamente a isto, fruto da análise da evolução histórica desta tipologia de veículos e do mundo envolvente, são facilmente detectados alguns indícios de mudança na forma de se conceberem as estruturas, como por exemplo nas obras arquitetónicas de Zaha Hadid, ou nos produtos desenvolvidos por Ross Lovegrouve.

Contrariar a tendência

Com quase 2,5 metros de comprimento por 1,60 de altura, o E01 contraria a tendência dos carros com estas dimensões que o mercado já tem à disposição e que são pautados, na generalidade, por formas bastante regulares e retilíneas. Deste modo, e no seguimento de algumas abordagens que começam a surgir sobretudo na arquitetura, a inspiração nas soluções apresentadas por elementos naturais no E01, apelidadas de Biodesign, resulta num veículo onde a estrutura assume um papel preponderante na morfologia final, ou seja, aquilo que é conhecido como chassis passa a fazer parte da ‘casca’ que o compõem, estando exposto.

O microcarro desenhado na UA apresenta assim uma grande versatilidade de uso pouco recorrente atualmente no mercado, em veículos com as mesmas dimensões. “Desde a possibilidade de transportar quatro pessoas ao rebatimento dos bancos traseiros, permitindo o aumento do espaço destinado ao acondicionamento de carga, todos os aspetos foram pensados para se criar um veículo de caráter utilitário urbano para utilizações em curtas e médias distâncias”, esclarece Emanuel Oliveira.

“Em termos estéticos, a proposta revela-se diferenciada da concorrência dada a sua simplicidade formal, a sensação de segurança e as amplas superfícies vidradas, que modificam por completo não só o aspeto, como ainda o ambiente no interior do veículo”, garante Emanuel Oliveira.

Com abertura em sistema de ‘tesoura’ das duas portas laterais, o desenho final do E01 resultou num veículo onde os painéis do guarda-lamas frontais e traseiros, capô e portas provocam uma sensação de flutuação, criando um dinamismo que Emanuel Oliveira diz não se encontrar nos possíveis concorrentes de mercado. Dotado de grandes áreas transparentes, que permitem não só a passagem de luz exterior para o habitáculo como a aplicação de painéis fotovoltaicos que aumentem a autonomia do próprio veículo, o E01 permite ainda o rebatimento dos bancos traseiros aumentando com isso a capacidade da bagageira.

Com os olhos postos na indústria

“A concorrência neste segmento de mercado é forte, dado que existem propostas como o Smart Fortwo, o Renault Twizy e os próprios microcarros, mais informalmente conhecidos como papa-reformas”, aponta o jovem designer formado na UA. No entanto, garante, “todos apresentam falhas, ora pelo elevado preço, ora por razões de segurança e versatilidade de uso, ou até mesmo questões estéticas, sendo também estes alguns dos pontos onde se encontraram as oportunidades” para o desenvolvimento do projeto do E01.

Em termos de motorização a proposta segue a tendência efervescente dos veículos de uso citadino em comercialização. O E01 está pensado para recorrer a um motor elétrico, onde a potência é transmitida às rodas traseiras, como o posicionamento das baterias no chão do veículo, melhorando desta forma a o seu desempenho, performance e comportamento em utilização.

E terá o carro ‘rodas’ para circular diretamente para a produção? “Um dos objetivos a longo prazo desta investigação era precisamente a viabilização da mesma”, diz Emanuel Oliveira apontando que para tal, em Portugal não faltam os muitos clusters tecnológicos dedicados, entre outros aspetos automobilísticos, à produção de componentes para veículos, e que podem convergir para a produção do veículo.

“Obviamente que no caso do nosso país se querer afirmar nesta indústria altamente competitiva, terá de potenciar a investigação e o desenvolvimento técnico e tecnológico para se colocar um passo á frente”, aponta. Portanto, “será necessário investimento financeiro, sendo que o know how está assegurado não só por esta investigação, bem como por outras de diversas áreas dentro deste tema, e ainda pelos profissionais que integram esta indústria, pretendendo esta investigação dar algum contributo adicional”. In “Universidade de Aveiro” - Portugal

sábado, 24 de agosto de 2013

Mobilidade III

 
Coreia do Sul
 
Carro elétrico dobrável é inspirado no tatu-bola


 

Um controle remoto acionado por celular permite manobrar o Tatu à distância, incluindo fazê-lo girar 360 graus. [Imagem: KAIST]

 
 
Carro dobrável
 
Conforme as cidades crescem, o espaço à disposição dos cidadãos parece diminuir na mesma proporção.
 
Grande parte do problema é causada pelos carros, que exigem grandes espaços para trafegar e, mais ainda, para ficarem parados.
 
Uma solução para esses momentos de estacionamento acaba de ser proposta por engenheiros do Instituto de Ciências e Tecnologias Avançadas da Coreia do Sul.
 
O Armadillo-T é um minicarro elétrico dobrável.
 
O nome e a inspiração vieram do tatu, mais especificamente do tatu-bola, que tem a característica de se enrolar para se proteger de predadores - a mascote da Copa do Mundo de 2014 é um tatu-bola-da-caatinga.
 
O carro não consegue exatamente se enrolar - na verdade, ele encolhe agindo exatamente ao contrário do que faz o tatu-bola, erguendo sua parte traseira, que avança sobre a dianteira.
 
Fica estranho, mas o tamanho original do minicarro, que tem 2,8 metros de comprimento, reduz-se para 1,65 metro.
 
Carro com controlo remoto
 
Não se preocupe em ficar preso dentro do carro dobrado. Um controle remoto acionado por celular permite manobrar o Tatu à distância, incluindo fazê-lo girar 360 graus.
 
Assim, o usuário não precisa ser bom de manobras: é só descer do carro, dobrá-lo e ver se ele cabe no espaço disponível, tudo manipulando a tela do celular.
 
Quando desdobrado e em movimento, o Armadillo-T é um carro elétrico verdadeiramente 4x4, com quatro motores, um dentro de cada roda, acionados por um conjunto de baterias de íons de lítio de 13,6 kWh.


 

Dobrado, o carro-tatu-bola passa de seus 2,8 metros originais para 1,65, cabendo em qualquer canto. [Imagem: KAIST]
 


 
A colocação dos motores nas rodas é uma opção tecnicamente muito eficiente, além de facilitar a "dobradura" do carro-tatu.
 
Com 450 kg vazio, o Armadillo-T pode levar duas pessoas e atingir uma velocidade máxima de 60 km/h. Uma carga completa das baterias dá uma autonomia de 100 km. in “Inovação Tecnológica” – Brasil