Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Casamansa – Uma história, um combate e uma esperança para a liberdade

A luta do povo da Casamansa pela sua liberdade cruzou o tempo e o espaço na nossa história sem que conduzisse a uma solução definitiva e duradoura. No entanto, a nossa vontade como povo e nação, de viver livremente não sofre nenhuma fraqueza e não é afectada por alguma vaidade. A ideia que nós defendemos, todas e todos, é incontestavelmente a liberdade do nosso povo.

Esta liberdade é principalmente um direito natural que é legítimo e que quase não precisa de aprovação ou aviso prévio. Especialmente, que o direito de escolher o seu destino está consagrado em todas as convenções internacionais sobre os direitos dos povos, incluindo a Carta das Nações Unidas (ONU). Só depois que ela é impulsionada por uma luta política, que conduzirá sem dúvida, à instauração de um Estado independente e autónomo caracterizado por leis no seio da administração e das instituições do Estado. Constata-se, hoje, a situação sombria sobre o Pays des Rivières, em todos os níveis.


Às vezes, podemos até achar que é uma situação impossível. Ainda assim, a nossa história comum tem mostrado que sempre que a Casamansa estava em perigo, sabíamos, como um povo amante da liberdade, superar algumas diferenças para nos unir. As lutas contra o colonialismo português, inglês, francês e hoje senegalês são exemplos desse sentimento de pertença a um só povo, com a mesma história e um destino comum.

Quando se trata de libertação, a Casamansa nunca desiste. Isto é tão conhecido da casamancesa e do casamancês mas também dos portugueses, franceses e ingleses antes mesmo de Richard Nixon, o 37º Presidente dos Estados Unidos declarar: "O homem não está acabado quando enfrenta a derrota. Está acabado quando desiste." Bintou Diallo - Casamansa

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