Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 29 de dezembro de 2018

Galiza - I Bienal Internacional de Mail Art Zeca Afonso



O que é o mail art?

Mail Art é a denominaçom que se emprega para designar umha atividade artística que utiliza como meio de expressom a distribuiçom postal. Estes envios postais podem ser desde mensagens, collages ou consignas até poemas, relatos curtos, pinturas, etc.

Este projecto pretende desembaraçar-se das vias tradicionais de distribuiçom da arte e fornecer umha possibilidade a artistas que tiverem interesse em dar a conhecer a sua obra através do formato postal. Um carácter crítico que pretende reduzir a influência das galerias e espaços mercantilizados e oferecer umha alternativa.

Na realidade, isto nom é umha iniciativa nova. Já em 1962 Ray Jonson funda em Nova Iorque a Correspondance School of Art que irá dar impulso a este movimento. De facto, a rede de intercambios chegou a ter um volume considerável, sobretudo porque se convertiu num meio de expressom das artistas feministas.

O que som as línguas minorizadas?

A temática eleita para a I Bienal Internacional de Mail Art Zeca Afonso, organizada pela Associaçom José Afonso Galiza, centra-se nas línguas minorizadas. Deve entender-se isto como um termo que faz referência a umha língua que sufriu marginaçom, persecuçom ou inclusive que estivo proibida em qualquer momento da história, o que implica um corte na sua utilizaçom e diversos problemas quanto à sua concepçom como elemento útil ou como identificador de umha realidade coletiva.

Línguas minorizadas e línguas minoritárias nom som o mesmo, já que estas últimas fam apenas referência a um número reduzido de utentes. As línguas minorizadas, no entanto, tenhem restringidas as suas possibilidades de uso social. Quer dizer, nom podem ser empregues como língua principal em usos concretos, em comparaçom às possibilidades de uso expansivas caraterísticas dumha língua dominante. Ademais, as línguas minorizadas costumam sofrer umha bilinguizaçom unilateral de quem as fala, o que significa que, na prática, estas pessoas tenhem no seu repertorio a língua própria e mais a dominante, mas, polo geral, nom no mesmo nível. A comunidade linguística minorizada converte-se desta maneira num subconjunto da dominante e portanto, faz parte, subordinada, da comunidade dominante e assim é percebida. As obras remetidas para a I Bienal Internacional de Mail Art Zeca Afonso deverám refletir qualquer aspeto desta realidade conflituosa. "Associaçom José Afonso" - Galiza

As pessoas interessadas em participar poderám enviar as suas obras até 15 de março de 2019 incluído. Para a admissom da obra será considerada a data do carimbo dos correios. 

A obra com a temática proposta de «línguas minorizadas» deverá ser enviada para o endereço postal da AJA Galiza:

Rua do Rego 6C 5D,
15895 Milhadoiro. Ames.
Galiza — Estado espanhol

O envio das obras significa a aceitaçom das seguintes


                                                              BASES:

1 - Participaçom. Poderám participar nesta bienal todas as pessoas que o desejarem, profissionais ou amadoras, desde que os seus trabalhos se ajustarem às presentes bases. Poderám participar com um máximo de três obras originais e com técnica livre.

2 - Tema. O tema das obras remetidas para esta I Bienal Internacional de Mail Art Zeca Afonso estará relacionado com o conflito das línguas minorizadas.

3 - Originalidade. As obras deverám ser originais ou reproduçom adaptada ao formato postal de obras originais. Todas as obras deverám estar livres de direitos de terceiras pessoas, assumindo esta responsabilidade a pessoa que envia a postal.

4 - Formato. O único formato admitido para este concurso será o postal, com um tamanho máximo de 15 x 9 cm (6 x 3,5 polegadas). O motivo desta restriçom é oferecer um melhor discurso expositivo nos distintos espaços destinados para isso.

5 - Limites. Não serám aceitadas obras sexistas, homofóbicas ou contra os valores democráticos, polo que a admissom das obras fica sujeita à valoraçom prévia por parte de membros da AJA Galiza.

6 - Dados da obra. No envio da obra, deverám ser indicadas a autoria, o título da obra, a técnica com que foi realizada e umha breve explicaçom, bem como o endereço postal e eletrónico do remetente. Também poderám ser indicadas referências aos perfis das/dos participantes nas redes sociais aos efeitos de identificaçom, conforme indicado no ponto 9 destas bases. No caso de enviar mais de umha obra, estes dados serám indicados para cada umha delas.

7 - Exibiçom. As obras poderám ser expostas em distintos espaços tanto físicos na Galiza e em Portugal, aproveitando a rede de que dispom a AJA Portugal, quanto virtuais, incluídos o website e as redes sociais de acordo com a necessidade de difundir a iniciativa. A informação referente aos locais e as datas de exposiçons, inauguraçons, etc. estará disponível no website da AJA Galiza (www.aja.gal) e também nos seus perfis das redes sociais.

8 - Digitalizaçom. As obras poderám ser digitalizadas e expostas no website da AJA Galiza assim como nos seus perfis das redes sociais, acreditando a autoria.

9 - Depósito e direitos. As obras ficarám em posse da Associaçom José Afonso Galiza, que passará a detentar a propriedade das mesmas ou das cópias remetidas, no seu caso, e que poderá utilizar posteriormente com fins culturais, artísticos ou publicitários, citando sempre a autoria e de acordo com a Lei de Propriedade Intelectual que for de aplicaçom.

10 - Aceitaçom das bases. Quem participar, aceita os requisitos expostos nesta convocatória, tanto nas bases quanto no referido ao endereço e prazo de envio. As obras que nom cumpram estas bases, nom serám consideradas para a Bienal.


A Associaçom José Afonso Galiza, organizadora da I Bienal Internacional de Mail Art Zeca Afonso, compromete-se ao seguinte:

1 - Quem participar receberá um certificado digital de participaçom, que será remetido através de correio electrónico e assinado pela pessoa responsável pela curaçom das exposiçons e pola presidência da AJA Galiza.

2 - A organizaçom terá um cuidado estrito na manipulçaom das obras recebidas, mas declina qualquer responsabilidade por perda, roturas, roubos ou quaisquer danos sofridos durante o envio, o traslado ou as diferentes exposiçons.

3 - A AJA Galiza difundirá, na medida das suas possibilidades, tanto as diferentes exposiçons, quanto as obras remetidas, bem como o conjunto da bienal, através da imprensa e das redes sociais.

4 - A exposiçom inaugural será realizada em Maio de 2019, ligada às celebraçons do Dia das Letras Galegas, que comemoram a literatura em língua galega.

5 - No final do período, a AJA Galiza editará um catálogo digital de todas as obras, que será remetido às pessoas participantes por correio eletrónico

domingo, 14 de janeiro de 2018

Galiza - Associaçom José Afonso inicia actividades

Nasce a Associaçom José Afonso na Galiza para divulgar o seu legado reivindicativo que transcende as fronteiras do tempo




Em Compostela, a 11 de janeiro de 2018, a Associaçom José Afonso - Galiza inicia a sua trajectória para dar a conhecer o labor deste artista que contribuiu a popularizar reivindicaçons políticas e sociais com a sua música e acadou sona mundial con mensagens que transcendem a fronteira do tempo.

Esta associaçom, conformada como um núcleo da AJA-Portugal, tem previsto um completo programa de actividades para o sábado 27 de Janeiro em Santiago de Compostela que inclui umha palestra, umha exposiçom e um concerto homenagem onde actuarám artistas com ligaçom para o Zeca Afonso.

O Zeca Afonso teceu umha forte relaçom com a Galiza. Nom só nos seus concertos no nosso país e nas amizades que cultivou, como também na comprensom do facto popular e nacional da Galiza. Foi ele quem disse para os seus compatriotas «a Galiza nom fica no Minho!»

O reconhecimento da situaçom política nom foi o único que levou da Galiza José Afonso, que estendeu as raízes musicais populares na base dos seus trabalhos musicais em Portugal.

Diz a memória colectiva que foi num concerto multitudinário em 10 de Maio de 1972 no Burgo das Naçons, em Santiago de Compostela, quando se interpretou pola primeira vez Grândola, vila morena, a cançom que o MFA usou, improvisadamente, como sinal para confirmar a sua Revoluçom em Abril de 1974.

Nem a presom da ditadura de Salazar em Portugal contra um dos seus cantores mais populares, com a polícia política a proibir concertos e recitais e mesmo a deter o músico em diversas ocasions, nem a equivalente pressom do fascismo espanhol contra a música de protesta galega, com resultados semelhantes, pudêrom impedir que a música de intervençom se reconhecese polo mundo adiante.

Em 1977 celebrou-se o Festival dos Povos Ibéricos na Corunha, organizado entre outros por Xico de Carinho, com a participaçom do Zeca Afonso, aonde volveu em 1984. En 1981, José Afonso cantou no Auditorio de Castrelos de Vigo, onde quatro anos despois, Benedito e outros músicos organizárom a maior homenagem à figura do seu amigo: em 31 de agosto de 1985, 20.000 persoas ocupárom de novo aquele auditório durante mais de 12 horas continuadas para acompanhar dezenas de músicos, poetas e escritoras, num tributo a um Zeca gravemente enfermo.

A morte de José Afonso em 1987 tampouco derrubou as pontes sobre o Minho, pois as homenagens ao Zeca continuárom. Agora, as actividades da AJA-Galiza contribuirám à herdança dessa universalidade que o Zeca sementou. In “Diário Liberdade” – Galiza

Para mais informações aceda aqui