Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Moçambique – Autoridade Tributária aposta na formação

A Autoridade Tributária (AT) de Moçambique acaba de abrir o segundo curso de mestrado em Gestão e Administração Aduaneira na cidade portuária de Nacala.

O presidente da AT afirmou que a realização daquele curso de mestrado enquadra-se nas políticas do sector que dirige ao prognosticar aquilo que será o futuro da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, na exploração de hidrocarbonetos, um projecto cuja efectivação vai exigir a potenciação dos quadros dos sectores aduaneiro e fiscal para novos desafios.

“Este curso vai potenciar os nossos quadros não apenas no manuseio da rotina aduaneira, mas também numa visão estratégica do futuro, tendo em conta a modernidade como um ingrediente importante para permitir que cada vez mais nos situemos na globalização e tencionando o papel que os formandos devem desempenhar nas suas funções”, anotou o presidente da AT.

O curso é o primeiro a ser ministrado na região norte com 40 candidatos a mestres, sendo que 33 destes são funcionários da AT, com o lema “Tendências da Administração Aduaneira: Que desafios?”, outro curso está a decorrer na região Sul, com 21 formandos que estão na fase derradeira.

“Os formandos de Nacala vão-nos permitir elevar para 71 funcionários das Alfândegas com a graduação de mestres, contra os actuais 17, o que para nós é muito satisfatório. Aliás, desde a criação da AT privilegiámos a formação dos nossos funcionários a todos os níveis, com a criação dos institutos de Finanças Públicas e Formação Tributária (IFPFT) nas três regiões (sul, centro e norte) ”, disse.

Na ocasião, Rosário Fernandes realçou a importância estratégica de Nacala, considerando que é o maior eixo do comércio externo da região norte e que ainda contempla a implantação das Zonas Económica Especial e Franca Industrial, para além dos desafios da vizinha Nacala-a-Velha na derivação do carvão de Moatize.

Explicou ainda que “agora iniciámos a construção do Instituto Superior Politécnico da Moamba, como forma de privilegiar o Homem justamente como a espinha dorsal do desenvolvimento e factor primário, pois de outra forma, naturalmente, não vamos conseguir lograr o nosso desiderato”.

Num outro desenvolvimento, o presidente da AT deixou entender que apesar da região norte ter-se notabilizado na arrecadação de receitas ao longo do ano passado, a prestação fiscal em termos proporcionais nesta zona está muito aquém daquilo que seria o desejado, mas justificou o facto nos seguintes termos:

“Os registos fiscais da maior parte das empresas que operam nesta região, assim como as sedes fiscais são feitas em Maputo e, por via disso, muitas destas pagam os seus impostos na capital do país o que faz que a maior densidade fiscal seja daquela região. Mas nós já fizemos uma aposta em que juntamos à CTA e outras associações empresariais no grande desafio de descentralização para que cada empresa pague os seus impostos nas circunscrições fiscais”, adiantou Rosário Fernandes. Luís Norberto – Moçambique in “Jornal Notícias”

Macau – IPOR inaugura exposição comemorativa

O Instituto Português do Oriente (IPOR) inaugura, a 05 de maio de 2015, Dia da Língua Portuguesa e da Cultura, a exposição comemorativa do seu 25.º aniversário, cerimónia em que será lançado o guia de conversação chinês-português.

De acordo com o diretor da instituição, João Neves, volvidos 25 anos sobre a criação do IPOR, em 1989, a iniciativa visa “reconstituir esse percurso e o papel ativo que a instituição tem assumido “, numa apresentação reunida em 25 cartazes “que reforçam também a sua própria memória institucional”.

“A exposição reúne informação essencial da vida do IPOR, vincando a sua ação na difusão da língua portuguesa como instrumento de promoção das relações culturais, económicas e de cooperação entre Macau e Portugal, mas também na afirmação de Macau como ponto de encontro de culturas e plataforma entre a República Popular da China e os Países de Língua Portuguesa”, explicou João Neves.

O diretor do IPOR salientou, por isso, o lançamento do guia de conversação, uma “ferramenta que se associa a essa projeção de Macau como centro de serviços para a Língua Portuguesa” e no dia em que se assinala o Dia da Língua Portuguesa.

A exposição, em português e chinês, será inaugurada pelo Secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, e contará com a presença de antigos dirigentes da instituição, como Anabela Ritchie, a primeira Presidente do IPOR, para além de representantes dos associados.

O Instituto Português do Oriente é uma instituição de carácter associativo com sede em Macau, que tem como associados fundadores o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e a Fundação Oriente e como associados ordinários o Banco Nacional Ultramarino, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, a Hovione Farmacêutica e a EDP.

Nos seus estatutos, o IPOR tem como missão o ensino da língua e a divulgação da cultura portuguesas quer na atual Região Administrativa Especial de Macau, quer na região asiática.

O IPOR fechou o ano de 2014 com mais de 2.500 horas de formação específica em língua portuguesa prestadas a cerca de 1.400 quadros da Administração, empresas e estudantes.

Além disso teve ainda 2.086 formandos que frequentaram os cursos de língua nos diversos níveis oferecidos pela instituição e participou em cerca de 60 intervenções realizadas no domínio da promoção cultural. In “Port.com” - Portugal

Portugal - Novo habitat proporciona subida de peixes para desova

Centro no Baixo Sabor faz parte do conjunto de medidas de compensação ambiental pela construção da barragem.

O centro de desova piscícola da ribeira da Vilariça, em Torre de Moncorvo, já está em fase “experimental”. Faz parte de um conjunto de medidas que visa atenuar os impactos ambientais pela construção do empreendimento hidroeléctrico do Baixo Sabor.

Rui Dias, da direcção de Sustentabilidade da EDP, explica que foi criado ao longo de um troço de cinco quilómetros. “Criámos condições na ribeira, como os açudes galgáveis, para que os peixes pudessem subir leito a cima na época desova", refere o técnico da EDP.

Foram também criadas galerias ripícolas, que vão ser uma espécie de “chamariz para as mais diversas espécies de peixes desovarem neste novo centro”.

Paulo Santos, representante dos movimentos ambientalistas na comissão de acompanhamento do Baixo Sabor, considera que a medida de compensação ambiental atenua os efeitos da construção da barragem.

"Ao fazer a modelação da parte terminal da ribeira da Vilariça [um afluente do rio Sabor], para a criação de uma zona de desova, foram em simultâneo melhoradas as condições ambientais do curso de água, já que se retiraram espécies exóticas da margem da ribeira, o leito foi corrigido e criaram-se diversas condições para a melhoria da actividade piscícola", explica o ambientalista.

Esta é primeira época de desova em que o centro vai funcionar. Rui Dias, da direcção de Sustentabilidade da EDP, espera que se “mantenham as populações das espécies piscícolas e que as comunidades locais continuem a exercer a actividade piscatória”.

Apesar de concordar com esta medida de salvaguarda ambiental, o especialista afirma que a solução “não se pode sobrepor ao 'habitat' natural do rio Sabor”, porque que se trata de um troço muito pequeno, já que o rio tinha vários quilómetros de desova de peixes, justifica.

Entre os rios Douro e Sabor abundam espécies como o barbo, o robalo e as bogas, sendo a pesca uma actividade económica secular naquela região.

O projecto conta com a colaboração científica da Universidade de Trás-os-Montes e do Instituto Politécnico de Bragança. Olímpia Mairos – Portugal in “Página 1”

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Remar remar










Vamos aprender português, cantando


Mares convulsos, ressacas estranhas
cruzam-te a alma de verde escuro
as ondas que te empurram
as vagas que te esmagam
contra tudo lutas
contra tudo falhas

Todas as tuas explosões
todas as tuas explosões
redundam em silêncio
redundam em silêncio

Todas as tuas explosões
todas as tuas explosões
redundam em silêncio
redundam em silêncio

Nada me diz

Berras às bestas
que te sufocam
em abraços viscosos
cheios de pavor
esse frio surdo
o frio que te envolve
nasce na fonte
na fonte da dor

Remar remar
forçar a corrente
ao mar, ao mar
que mata a gente

Remar remar
forçar a corrente
ao mar, ao mar
que mata a gente

Nada me diz


Corvos & Tim - Portugal


Portugal - Porto de Sines ligado aos principais portos australianos

O Terminal de Contentores de Sines (TXXI) recebeu o navio “Singapore Bridge”, que fez no porto do litoral alentejano a primeira escala da nova rota da MSC, o Austrália Express que liga Sines aos principais portos australianos.

O navio “Singapore Bridge” movimentou 933 contentores ao desembarque e 779 contentores ao embarque, num total de 2.643 TEU.

Com este novo serviço, o Porto de Sines passa a disponibilizar serviços diretos para a Europa, América do Norte, América do Sul, Asia, África e, agora, Austrália.

Esta nova rota semanal vai servir alguns dos mais importantes portos mundiais, nomeadamente: Sines, Fos-Sur-Mer, La Spezia, Gioia Touro, Suez, Port Louis, Pointe Des Galets, Sydney, Merbourne, Adelaide, Fremantle, Singapore, Chennai, Colombo, King Abdullah Port, Piraeus e Valencia. Porto de Sines - Portugal

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Estados Unidos da América – Primeiro porta-contentor a gás liquefeito

A Tote Maritime através da sua operadora Sea Star Line apresentou no passado dia 18 de Abril de 2015 o seu primeiro porta-contentor alimentado por gás natural liquefeito (GNL), o “Isla Bella” lançado ao mar em San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos da América.

O “Isla Bella”, com uma capacidade para 3100 TEU, tem um comprimento de 233 metros, move-se à velocidade de 22 nós e vai operar entre Jacksonville na Flórida e San Juan em Porto Rico e reduzirá a emissão de enxofre em 97%.

O início da actividade do “Isla Bella” está previsto para o 4º trimestre de 2015, estando um navio gémeo prestes a ser lançado também ao mar para começar a operar no primeiro trimestre de 2016.

Estes porta-contentores, da classe marlin, estão vocacionados para operar em regiões, como a costa atlântica dos Estados Unidos, Canadá e o norte da Europa, numa região que abrange o mar Báltico, o Categate, o mar do Norte e o Canal da Mancha, locais onde já foi introduzida a obrigação da redução substancial das emissões de enxofre marinhos através da nova legislação ambiental denominada Sulphur Emission Control Area (SECA) que tem origem na Organização Marítima Internacional das Nações Unidas (IMO).

O lançamento do “Isla” Bella” teve a presença de 2600 convidados e foi construído pela empresa americana General Dynamics NASSCO. Baía da Lusofonia


Brasil – Parque Estadual Marinho da Laje de Santos

Parque marinho no litoral paulista tem farta vida subaquática; de maio a agosto, as arraias-manta são as visitantes mais esperadas

No meio do mar tinha uma pedra, ou melhor, um rochedo. Sobre ele, centenas de ninhos de atobás. Entre os atobás, o apetite por peixes. Para matar essa fome, fartos cardumes nadando ao redor. Em volta deles, tartarugas, golfinhos e arraias-manta.

No mesmo quadro, um naufrágio cênico e grupos de mergulhadores desfrutando dos 5 mil hectares de área preservada do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, o único do tipo no Estado de São Paulo.

Diferentemente do que o nome indica, os pontos de partida para visitar a reserva são marinas de São Vicente, a 77 quilômetros de São Paulo. Um excelente destino de bate-volta, que abriga a mais farta vida subaquática do Estado.

Ao longo do ano, todos os fins de semana e feriados, seis operadoras regulamentadas por órgãos ambientais organizam saídas em lanchas rápidas, que levam cerca de 1h30 até o parque. Durante o trajeto, é comum avistar bandos de golfinhos, que não hesitam em acompanhar o barco. Emocionante.

Mergulhadores certificados aproveitarão muito mais as belezas submersas desse santuário, a 42 quilômetros da costa. No entanto, algumas empresas oferecem mergulhos de “batismo” para não credenciados, acompanhados de um instrutor. Escolas de mergulho podem levar alunos para o chamado check-out, prova prática antes do diploma, se as condições do mar permitirem.

No caminho, os imensos navios cargueiros que aguardam ancorados permissão para adentrar o porto de Santos vão ficando para trás. A navegação costuma ser suave no verão e no outono, e a visibilidade pode alcançar 40 metros.

É possível mergulhar o ano todo, mas de maio a agosto o parque recebe visitantes costumeiras: imensas arraias-manta, que podem chegar a 4,5 metros de envergadura.

Depois de quase duas horas de navegação, a chegada ao parque espanta. Em meio ao azul do Atlântico, brota um imenso rochedo de 550 metros de comprimento, 198 de largura e 33 de altura. Não há praias ou areia.

A palavra “laje” faz alusão à formação rochosa marinha que ultrapassa a superfície. Os atobás, às centenas, nos ninhos e voando à espreita de comida, parecem debochar de quaisquer explicações.

Cilindros a postos. À medida que afundamos, o costão fica mais nítido. Cardumes curiosos de sargentos se aproximam dos seres desengonçados que soltam bolhas estranhas. Budiões verdes e outros vermelhos e amarelos, jaguariças e peixes-cirurgião azuis se revelam aos poucos.

Uma tartaruga verde grande passa ao largo do grupo, e as pintadinhas arraias-chita são figurinhas fáceis. Confortável, a temperatura da água na média anual fica em torno de 22 graus.

Mais um pouco e alcança-se uma das paradas obrigatórias. Por entre uma leve nuvem de sedimentos, surge a proa da traineira Moréia. Com 15 metros de comprimento, o velho barco foi afundado em 1992 com o propósito de se transformar em um recife artificial. Sempre em casais, os peixes-frade deram as boas-vindas à portentosa carcaça que repousa no banco de areia, a 22 metros da superfície.

Já com pouco ar no cilindro, subimos em direção à lancha para descansar um pouco antes de voltar à água. Dessa vez, contra a corrente, na direção sul, margeando a pedra principal até o Parcel das Âncoras, formação rochosa completamente subaquática.

A visibilidade enevoou um pouco, mas alcançamos os 26 metros. Ali, uma surpresa para coroar o mergulho: um raríssimo grupo de oito enormes garoupas, uma delas com um metro de comprimento. Assunto de sobra para a viagem de volta ao continente. Felipe Mortara – Brasil in “Estadão”