Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Brasil - Por uma matriz de transporte mais equilibrada

São Paulo – Se algum setor parece funcionar a contento no atual governo federal, é aquele ligado ao Ministério da Infraestrutura que, afinal de contas, vem fazendo um notável programa de concessões e privatizações na área portuária que, somado aos leilões de geração de energia, de linhas de transmissão, leilões de óleo e gás, de saneamento e de transportes, poderá superar a casa do trilhão de reais. Esses investimentos em infraestrutura constituem indutores de progresso, pois resultam em geração de empregos e crescimento econômico.

No setor portuário, em 2020, segundo dados do Ministério da Infraestrutura, houve um crescimento de 4,2%, com a movimentação de 1,1 bilhão de toneladas. No primeiro semestre de 2021, esse crescimento ficou próximo de 9,5%, o que significa que, até o final do ano, a evolução será superior à de 2020, apesar das dificuldades criadas pela pandemia de coronavírus (covid-19). Desde o início do governo em 2019, uma centena de contratos de adesão para terminais privados foi formalizada, com investimentos avaliados em R$ 14 bilhões.

Nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, o processo de desestatização provocará grandes mudanças nos portos de Santos e São Sebastião, no Estado de São Paulo, de Itajaí, em Santa Catarina, e das companhias Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que abrange os portos de Vitória, Vila Velha e de Praia Mole, e da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), que administra os portos de Salvador, Ilhéus e Aratu.

Para o porto de Santos, os investimentos estão ao redor de R$ 10,5 bilhões e para o porto de São Sebastião chegam a R$ 574 milhões. Só os terminais STS08 e STS08a, de Santos, representam R$ 1 bilhão. Ainda na região Sul, no terminal portuário de Pelotas, no Rio Grande do Sul, destinado à carga geral e madeira, com o arrendamento, os investimentos chegam a R$ 16 milhões. Segundo dados do Ministério da Infraestrutura, nos últimos três anos, foram registradas operações que resultaram em R$ 185 bilhões de outorga e em R$ 156 bilhões de investimentos previstos, números que constituem recordes na história econômica do País.

 Não se pode deixar de citar também os investimentos no setor ferroviário, que devem chegar a R$ 100 bilhões. Por sinal, há poucos dias, houve a aprovação pelo Senado Federal da medida provisória que pode atrair milhões de reais em investimento para esse setor, pois autoriza a compra e construção de ferrovias pela iniciativa privada. A medida provisória agora está na Câmara dos Deputados, que tem até 180 dias para analisá-la, e, se aprovada, trará segurança jurídica aos investidores. Segundo o Ministério da Infraestrutura, já existem 14 pedidos de autorização que podem representar até 5300 quilômetros de construção e mais de R$ 80 bilhões em investimento. 

Obviamente, esses números são alentadores, mas servem apenas para se desenhar uma perspectiva favorável para daqui a alguns anos ou uma década. Por enquanto, o que se prevê para 2022 é novamente um ano tão difícil como o foram 2020 e 2021, marcados por poucos investimentos na infraestrutura logística, de modo geral. Segundo o último estudo da Confederação Nacional de Transportes (CNT), 61% de toda a carga transportada passam pelo modal rodoviário, 21% por ferrovias e 14% por hidrovias e terminais portuários fluviais e marítimos, enquanto apenas 0,4% se utilizam da via aérea.

Diante disso, só nos resta aguardar os tão anunciados investimentos privados em rodovias, ferrovias, aeroportos e portos para que, em breve, tenhamos uma matriz de transporte não tão distorcida. Equilíbrio é tudo. Liana Martinelli - Brasil

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Liana Lourenço Martinelli, advogada, pós-graduada em Gestão de Negócios e Comércio Internacional, é gerente de Relações Institucionais do Grupo Fiorde, constituído pelas empresas Fiorde Logística Internacional, FTA Transportes e Armazéns Gerais e Barter Comércio Internacional. E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

 

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

China – Apresentado plano de privatizações de Angola a empresários

Cerca 50 empresas e instituições financeiras chinesas participaram ontem de uma apresentação ‘online’ sobre o plano de privatizações de Angola, organizada em conjunto pela embaixada de Angola em Pequim e o Ministério das Finanças angolano.

Segundo nota divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, o embaixador chinês em Luanda, Gong Tao, disse durante o encontro “esperar que Angola possa melhorar ainda mais o ambiente de investimento e proporcionar mais facilidades e apoio para as empresas chinesas investirem e cooperarem em Angola”. “Angola tem uma sociedade estável, condições naturais superiores, vantagens de localização óbvias e grande potencial de desenvolvimento”, frisou.

O diplomata chinês garantiu que a China “está confiante” nas “perspectivas da cooperação económica e comercial” entre os dois países e que “incentiva” as suas empresas chinesas a investirem em Angola e “participarem activamente no processo de industrialização e diversificação económica” do país africano.

A mesma nota cita a Ministra das Finanças de Angola, Vera Daves, que disse que Angola “está aberta ao investimento estrangeiro e convida as empresas chinesas a participarem activamente no plano de privatização de activos angolanos”.

A Ministra angolana frisou que Luanda adoptou reformas nos domínios “político, económico e judicial, incluindo a simplificação do processo de registo de empresas e a disponibilização de facilidades de câmbio”, visando “melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimento estrangeiro”.

“Espero que mais investidores chineses tragam fundos e tecnologia, para ajudar no desenvolvimento económico e social de Angola”, apontou.

O Programa de Privatizações (ProPriv) do Governo angolano prevê a privatização de mais de 190 empresas e/ou activos do Estado angolano até 2022 nos sectores da banca, hotelaria e turismo, finanças, seguros, agricultura, telecomunicações, indústrias, petróleos, entre outros.

A Comissão Nacional Interministerial do ProPriv mantém a meta de privatizar 100 activos e/ou empresas públicas este ano, observando, no entanto, que as privatizações em bolsa poderão alargar-se até 2022, conforme anunciou recentemente o coordenador adjunto do grupo técnico do ProPriv, Patrício Vilar. In “Hoje Macau” - Macau