Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Cabo Verde - Ilha do Sal: Segundo Festival Literatura-Mundo

Espargos – A segunda edição do Festival Literatura-Mundo do Sal (FLMSal), que terá lugar na ilha do Sal, de 21 a 24 de Junho próximo, homenageia os poetas cabo-verdiano Mário Fonseca e o argentino Jorge Luiz Borges.

O poeta e ensaísta Mário Fonseca a quem este ano o Festival de Literatura Mundo do Sal rende homenagem, faleceu no dia 25 de Setembro de 2009, na Cidade da Praia, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Combatente da Pátria, Mário Alberto de Almeida Fonseca, de nome próprio, nasceu a 12 de Novembro de 1939, na Cidade da Praia. Foi professor de Francês no Senegal e administrador e tradutor na Mauritânia e Turquia.

Já, Jorge Luiz Borges (1899-1986) é considerado um dos escritores mais importantes do século XX, não somente na Argentina, seu país de origem, mas a nível mundial.

As suas obras incluem contos, ensaios e poemas, e as suas ideias políticas também foram “muito polémicas”.

De entre os seus poemas destacam-se “Poema de los dones”, “Los justos”, “Ausencia”, “Ajedrez”, “Los espejos” e “Los Borges”.

À semelhança do ano passado, escritores, editores, tradutores, professores, investigadores e leitores interessados, de várias paragens do mundo, participam de diferentes painéis de apresentação e mesas de trabalho sobre os fazeres literários definidos como Literatura-Mundo, para além de diálogos entre os participantes e lançamentos de livros.

Promovido pela Câmara Municipal do Sal, a curadoria do escritor José Luís Peixoto e organização da Rosa de Porcelana Editora, o festival propõe reflectir e debater o alargamento dos cânones literários, visibilizar as várias literaturas dos países e inscrever Cabo Verde na rede internacional da Literatura-Mundo.

A lista das personalidades do mundo das letras, das academias da cultura que deverão estar presentes no Sal para reflexões e debates literários será divulgada brevemente, conforme organização, que se manifesta esperançada com o interesse do público por um tema, “tão específico e complexo”, que é a literatura-mundo, evento que vai movimentar a ilha a esse nível, durante quatro dias.

Nesta base, aproveita para convidar todos os salenses e cabo-verdianos a participarem “activamente” nesta festa da literatura internacional, que visa marcar a ilha não só como uma terceira montra cultural “importante” em Cabo Verde, mas também integrá-la numa rede mundial de apresentações culturais de um tema “tão actual” como literatura-mundo. In “Inforpress” – Cabo Verde

sábado, 15 de novembro de 2014

Cabo Verde – Praia homenageou antigo diretor do IILP

O ex-diretor do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), escritor, poeta e homem da cultura Mário Fonseca foi homenageado na passada quarta-feira, 12 de Novembro de 2014, por ocasião do 75º aniversário do seu nascimento. Tratou-se de uma iniciativa da Biblioteca Nacional, em parceria com a Academia Cabo-verdiana de Letras e a Câmara Municipal da Praia.

Para além do descerramento da lápide na rua que passou, desde quarta-feira a ter o seu nome, na Achada Santo António, perto do Cometa, zona onde viveu nos últimos anos, foi realizada uma Conferência sobre a obra do poeta pelo Dr. Corsino Fortes, à qual se juntou a declamação de poesia do homenageado pela Drª Fátima Bettencourt e, por fim um momento musical realizado por colegas e amigos que interpretaram alguns poemas de Mário Fonseca.

O primeiro a exercer a função de Diretor Executivo do IILP (1999-2001), Mário Alberto de Almeida Fonseca, nasceu em Cabo Verde, na cidade da Praia, em 1939. Professor Licenciado em Letras na Universidade de Dakar, escritor, crítico literário e cronista, lecionou francês no Senegal e trabalhou na Mauritânia e na Turquia como administrador durante os anos em que esteve no exílio. Durante a fase da descolonização, no período da ditadura salazarista, foi perseguido político em Portugal como militante anticolonialista. Em Cabo Verde, atuou como Presidente do Instituto Nacional da Cultura e colaborou ativamente em quase todos os jornais e revistas que circularam no arquipélago após a independência, em 1975.

Poeta revolucionário e visionário, foi co-fundador do Suplemento Cultural “Seló” dos estudantes do Liceu Gil Eanes. Entre as suas obras figura o livro de poesias “O Mar e as Rosas” (1964), que foi apreendido em Lisboa pela polícia política do regime fascista (PIDE), corria o ano de 1964, quando do encerramento forçado da Associação Portuguesa de Escritores. Também destacam-se Près de la mer,  Mon pays est une musique, La Mer à Tous Les Coups,  L’odoriférante Evidence de Soleil Qu’ Est Une Orange e Poissons, que foram traduzidas em diversos idiomas. In “A Semana” e “IILP” – Cabo Verde