Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Moçambique – Linha férrea de Sena retomou a actividade

O comboio de carvão regressou à linha férrea de Sena, transportando carvão mineral extraído nos campos de produção de Moatize, na província de Tete, para exportação a partir do Porto da Beira, em Sofala.

Após cerca de seis meses de completa paralisação devido à tensão político-militar, uma composição-tipo formada por quatro locomotivas e 84 vagões carregados do minério pertencente à companhia brasileira Vale chegou a meio da manhã de ontem ao Terminal de Carvão do Porto da Beira, sinalizando o retorno à exploração de uma rota estratégica para os negócios da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM, E.P.).

Antes da paralisação do transporte de carvão, a linha férrea de Sena chegou a conhecer um tráfego intenso, com uma média diária de 22 comboios em ambos sentidos, transportando desde carvão mineral da Vale, passando por carga dos CFM e passageiros das várias comunidades servidas pela via. 

Segundo dados apurados pelo “Notícias”, o reatamento da circulação de comboios na linha de Sena segue-se a um entendimento entre os CFM e a Vale, com a primeira agora a assumir os encargos com a segurança da composição e respectiva carga.

Ainda este ano foi concluído um projecto de reabilitação e ampliação que conferiu à linha de Sena uma capacidade de carga fixada em 20 milhões de toneladas de carga por ano, contra os anteriores 6,5 milhões de toneladas.

Com a reabilitação passaram para a história os sistemáticos episódios de descarrilamento, que resultavam em danos avultados, tanto para os CFM, como para os donos das mercadorias.

As obras de reabilitação e ampliação, orçadas em 163 milhões de dólares, foram executadas pelo consórcio português Mota-Engil & Edvisa e consistiram no aumento das linhas de cruzamento de 750 para 1500 metros em todas as 40 estações e apeadeiros, de modo a permitir a circulação de comboios-tipo com até 100 vagões puxados por seis locomotivas.

A restauração física da Linha de Sena também contemplou a reabilitação de todas estações e a construção de uma, em Cateme, bem como a abertura de apeadeiros nos locais de maior aglomerado populacional em toda a extensão para dar resposta ao pedido das comunidades que sempre manifestaram o interesse de ver a circulação do comboio trazer ganhos para a população.

A recente recuperação do preço do carvão de coque, de 80 para 160, e do térmico de 50 para 72 dólares norte-americanos a tonelada renova as expectativas dos operadores numa exploração rentável daquele recurso na bacia sedimentar do Zambeze, localizada em Tete.

Até 2011 o preço de uma tonelada de carvão de coque custava 296 dólares no mercado internacional, enquanto o térmico era vendido a 121 dólares em finais de 2015, uma queda que afectou a produção e consequentemente as exportações. Esta situação teve igualmente impacto na redução da força de trabalho e no desempenho da economia da província de Tete. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Portugal – Obras na linha férrea Sines – Caia previstas para 2017

O Governo prevê avançar, em 2017, com a nova ligação ferroviária de mercadorias Sines-Caia, disse hoje o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, prometendo a melhor solução para o contestado traçado em Évora

“Espero que, em 2017, uma parte desse investimento do corredor [Sines-Caia] já esteja no terreno, nomeadamente no troço mais perto da fronteira”, afirmou aos jornalistas o governante, no final de uma reunião de trabalho com autarcas do Alentejo.

O encontro, realizado na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, em Évora, faz parte da iniciativa governamental denominada “Cinco Regiões, Mais Investimento”.

Considerando o projeto da ferrovia Sines-Caia “muito importante para o país”, o ministro referiu que a futura linha, com passagem por Évora, vai “dar mais competitividade” a Sines, “como principal porto para Madrid” e colocar as mercadorias portuguesas em Espanha e na Europa.

Questionado sobre o troço em Évora, que prevê atravessar a cidade e que tem sido contestado pelo município, partidos e população, Pedro Marques frisou que o Governo vai “perspectivar uma solução que venha a ter um bom acolhimento global”.

“Temos tempo e não precisamos de andar de forma apressada a escolher uma boa solução” para o traçado da linha junto a Évora, assinalou, referindo que o investimento vai ser desenvolvido ao longo dos “próximos quatro anos”.

O governante adiantou que o Governo e a empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) já estão a trabalhar com a Câmara de Évora (CDU) para que sejam escolhidas “soluções adequadas”, assegurando que as populações vão ser ouvidas sobre o assunto.

“No contexto dessa solução, ponderaremos o benefício para as populações, a competitividade para o transporte de mercadorias e os custos que estão associadas”, realçou.

Na sua página da Internet, a IP refere que o projeto do corredor ferroviário entre Sines e Caia inclui intervenções já concluídas, entre as quais a modernização do troço Bombel/Casa Branca/Évora, e outras em planeamento.

Entre as obras em planeamento, segundo a IP, está a ligação entre Évora e Caia, na zona raiana de Elvas, cuja contratação do projecto de execução está em curso, estando a conclusão da empreitada prevista para 2020 e a entrada em exploração em 2021. In “Transportes & Negócios” – Portugal

A linha férrea Sines – Caia pode ser uma oportunidade para os mais diversos negócios, principalmente para a costa do sudoeste alentejano.

É uma linha para o transporte de mercadorias entre o porto de Sines e o principal mercado espanhol, a região de Madrid e num futuro próximo uma boa ligação ferroviária ao mercado europeu, retirando a excessiva dependência do transporte de mercadorias rodoviário.

Quando se projecta infraestruturas como esta linha ferroviária há que privilegiar todas as sinergias com as restantes infraestruturas próximas, como é o caso do aeroporto internacional de Beja, que tem a única pista no continente com 60 metros de largura.

Este aeroporto poderá estar para o turismo alentejano como o aeroporto de Faro está para o algarvio. O Alentejo que representa um terço do território continental apenas tem proveitos na área do turismo de cerca de 3% do total nacional.

Uma linha férrea quando se constrói deve permitir a sua utilização em todas as suas valências, tanto mercadorias como passageiros, tendo a maior rentabilidade possível.

Não integrar o aeroporto de Beja no projecto desta linha férrea, permitindo a utilização desta unidade para o escoamento de mercadorias em trânsito para e da Europa ou para uma melhor acessibilidade dos turistas à costa alentejana e a outras zonas desta região, será uma oportunidade perdida, que o futuro encarregará de demonstrar. Baía da Lusofonia

sábado, 7 de novembro de 2015

Angola – Comboio liga novo aeroporto a Luanda

O futuro aeroporto internacional de Luanda ficará ligado ao centro da cidade por um segundo ramal ferroviário, cuja construção terá início em 2016, anunciou o ministro angolano dos Transportes.

Este segundo ramal, com seis estações multifuncionais e quatro passagens aéreas para peões, deverá entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2017, anunciou ainda Augusto Tomás, na cerimónia de lançamento do livro dos 127 anos do Caminho-de-Ferro de Luanda.

Citado pelo “Jornal de Angola”, o ministro informou também que serão adquiridas novas locomotivas fabricadas nos EUA, Europa e China.

O projecto de modernização do CFL, segundo Augusto Tomás, prevê a construção de oficinas e de um centro de formação para os quadros da empresa, indo permitir o aparecimento de uma rede ferroviária integrada entre o centro e o norte da capital.

O novo aeroporto internacional de Luanda deverá entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2017.

A infra-estrutura está a ser construída pela China International Fund Limited no município de Icolo e Bengo, a 30 quilómetros da capital. Custará 3,8 mil milhões de dólares e terá capacidade para movimentar 15 milhões de passageiros por ano. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sábado, 22 de novembro de 2014

Angola – União ferroviária com a Zâmbia e a República Democrática do Congo

Em breve uma linha férrea começará a ser construída unindo a Zâmbia, Angola e República Democrática do Congo (RD Congo), depois do acordo estabelecido entre a North Western Railway e Grindrod Lta da África do Sul ao assinarem um contrato de joint-venture no valor de mil milhões de dólares para a construção de uma linha férrea de 580 Km.

A nova linha férrea, cuja construção está prevista começar neste último trimestre de 2014, é um marco na contribuição da Zâmbia para o desenvolvimento da infraestrutura, pois permitirá o acesso aos portos angolanos dos minérios produzidos no seu país.

Construída a partir da região de Chingola, no nordeste da Zâmbia, a linha deverá servir para potenciar as regiões mineiras do país, ricas em ouro e cobre, bem como facilitar o escoamento de produtos entre os três países.

Falando na African Mining Indaba, conferência anual dedicada à exploração mineira em África, que este ano teve lugar na República Democrática do Congo, o director da North Western Railways, Enoch Kavindele, revelou que os fundos para a linha já estão alocados e que os trabalhos irão arrancar no prazo previsto.

O projecto quando estiver concluído, ligará a Zâmbia com Angola até ao porto de Jimbe. Os primeiros 290 km ligarão a região de Chingola às minas de Kansanshi, Lumwana e Kalumbila, com um custo estimado de US$ 489 milhões.

A segunda fase, que custará US$ 500 milhões, prevê a junção com o caminho férreo de Benguela e a abertura de um corredor directo até ao porto do Lobito. Desta forma, a Zâmbia poderá importar petróleo directamente de Angola ou de outras fontes próximas, ao mesmo tempo que estimulará as actividades mineiras no norte do país.

“As primeiras locomotivas estarão prontas para transportar cobre concentrado em 18 meses”, afirmou recentemente Enoch Kavindele.

Dave Rennie, o executivo-chefe da divisão de Grindrod Freight Services, considera que a finalização do projecto permitirá á sua empresa extrair sinergias dos seus investimentos existentes no corredor ferroviário Norte-Sul e nas operações portuárias em Maputo, Richards Bay e Durban.

James Holley, o executivo-chefe da divisão de Grindrod Rail, diz que a divisão tem nos últimos anos desenvolvido as suas capacidades ferroviárias e aumentado a sua capacidade de participar no crescimento do setor ferroviário de África.

A Grindrod Group of Companies tem várias subsidiárias, joint-ventures e empresas associadas em 37 países em todo o mundo com uma força de trabalho superior a sete mil trabalhadores.

A linha férrea vai aliviar ainda mais a pressão exercida sobre a infraestrutura rodoviária ao transportar cargas pesadas para as minas e outras indústrias na região. Este desgaste forçou o governo a aprovar uma lei que entrou em vigor em 01 de Novembro de 2013, que introduziu um sistema de rodovias obrigando todos os utentes a pagar uma taxa para a manutenção das estradas semelhante a situações análogas em outros estados da África Austral. Baía da Lusofonia

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Angola – Linha ferroviária de Benguela concluída

A China Railway Construction deu por concluída a empreitada de reconstrução da linha de caminho-de-ferro de Benguela, em Angola, com uma extensão de 1344 quilómetros entre o Oceano Atlântico e a República Democrática do Congo, informou quarta-feira, 13 de Agosto de 2014, a agência noticiosa Xinhua.

Liu Feng, responsável da empresa pelo projecto em Angola, disse que esta linha é das três grandes existentes em Angola a que tem maior extensão, sendo igualmente a mais rápida, ligando a cidade costeira do Lobito à vila fronteiriça de Luau, de onde prossegue para se ligar à rede ferroviária da RD do Congo.

De acordo com a China Railway Construction, esta empreitada, que implicou a reconstrução de 67 estações e permitirá uma velocidade máxima das composições de 90 quilómetros por hora e 20 milhões de toneladas de carga por ano, representou para o Estado angolano um custo de 1,83 mil milhões de dólares.

Liu disse ainda à Xinhua que esta obra de reconstrução teve por base a bitola (distância entre carris) utilizada na China, sendo que a anterior era a portuguesa, que não permitia velocidades superiores a 30 quilómetros por hora.

A linha de Benguela, construída em projecto chave-na-mão, passou a ter padrões chineses tendo, além disso, todo o equipamento sido importado da China, com excepção de parte da mão-de-obra, que contou com cerca de 100 mil trabalhadores angolanos.

A linha começou a ser construída por Portugal em 1899, a ligação ao Luau foi completada em 1929 e em 1931 o porto do Lobito recebeu por via férrea o primeiro carregamento de cobre proveniente do Catanga.

A China Railway Construction, cotada nas bolsas de Xangai e Hong Kong, é uma empresa que centra a sua actividade na construção de linhas de caminhos-de-ferro, auto-estradas e metropolitanos. In “Webrails.tv” - Portugal