Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 1 de maio de 2024

Lusofonia - É necessário contrariar a perspectiva ‘romantizada’ da colonização portuguesa

“A miscigenação não é outra coisa que a expressão suprema do Colonialismo”


No âmbito dos 50 anos do 25 de Abril, a agência Lusa ouviu artistas, escritores, académicos e pensadores que refletiram sobre a relação entre Portugal e as suas ex-colónias e sobre a reconciliação com o passado colonial, confluindo para a necessidade de inverter o esquecimento e o silêncio, a necessidade de “pôr o dedo na ferida”.

“As pessoas não pensam no nosso lado da História”, afirma a escritora e ‘rapper’ Telma Tvon. A especialista em Estudos Africanos argumenta que essa realidade “passa muito pelo ‘nós não fomos assim tão maus, nós até nos misturámos’.”

“A questão da Lusofonia também é um engodo nesse sentido”, prossegue a escritora luso-angolana. “Há pessoas que acham que por falarmos a mesma língua está tudo bem, mas é uma questão que nos foi imposta, e foram-nos retiradas as nossas [línguas]. Se hoje não sei falar kimbundu e umbundu, é porque essa identidade me foi retirada, ninguém me perguntou nada, fui obrigada a falar português.”

O investigador Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica do Porto (UCP), considera ser necessário resgatar perspectivas locais, esquecidas, ignoradas, para contrariar a perspectiva dominante “muito romantizada” da colonização portuguesa: é necessário “pensar a História, não de uma maneira persecutória, mas de uma maneira crítica, entender que o projeto colonial português foi um projeto de opressão, de submissão de populações, tanto no continente africano e na América do Sul, como no Oriente, Índia e Timor-Leste.”

Na prática, trata-se de perceber como “a História do vencedor deve ser complementada, criticamente, com a História dos vencidos”, não uma História descrita “a partir do nosso ponto de vista europeu, branco, mas a partir do ponto de vista das populações locais que sofreram com a nossa chegada – a alteração de modos de vida, culturais – e, obviamente, com a escravatura, com o tráfico de pessoas negras que fizemos entre África e o Brasil.”

Sobre uma possível reconciliação com o passado colonial, a escritora Djaimilia Pereira de Almeida tem escrito – e insiste na ideia – de que não é possível mudar o passado, mas pode-se reescrever tendo em conta as realidades esquecidas: “No plano pessoal, das nossas relações e da nossa vida artística, no meu caso, podemos trabalhar no sentido de usar a arte para reescrever a História, para reverter o sofrimento, ainda que tal requeira sofrimento, e um confronto com as feridas da memória. A literatura fabrica o tempo e a tessitura do tempo. Reescrevemos a vida.”

A escritora guineense Gisela Casimiro, por seu lado, considera que “a reconciliação não deveria acontecer nunca”, porque “as consequências e o desconforto são para sempre” e “o que precisa acontecer é a reparação histórica urgente.”

Gisela Casimiro, autora dos livros de poesia “Erosão” e “Giz”, também considera que não se pode falar apenas em “sinais” de colonialismo, expressão para “coisas aparentemente ténues e passíveis de serem facilmente ignoradas”, afirmando que o que experiencia, vê e denuncia são “casos concretos e constantes de racismo e xenofobia, consequências diretas da colonização.”

Telma Tvon alerta: “Acho que se tentou vender [que o colonialismo português foi mais brando do que o de outros países] para perpetuar o colonialismo. É o que se tenta vender ainda agora. Se continuarmos a negar as evidências em relação à violência do colonialismo, também não temos de fazer uma data de reparações, não temos de fazer nenhum pedido de desculpas, podemos continuar a dizer as barbaridades que vamos dizendo.”

A autora de “Um Preto Muito Português” recorda muitas “famílias com histórias de imensa violência”. E lembra: “A condição de indigenato e o ‘assimilato’ é uma violência constante. Isso não tem nada de bonito e de mais brando.”

O realizador luso-angolano Carlos Conceição dirigiu “Nação Valente”, que recua à Guerra Colonial, para refletir sobre a atualidade, sobre conservadorismos, preconceitos e racismo, como contou em entrevista à agência Lusa, dias antes da estreia mundial do filme em Locarno, em 2022, onde foi premiado.

“Gosto de pensar que este filme não é tanto sobre a Guerra Colonial quanto é sobre ideias velhas, esses muros que ainda não conseguimos transpor. Nós, as pessoas. Eu considero que os transponho diariamente e acho que toda a gente deve fazer esse esforço de transpor essas ideias antigas, essas ideias velhas e ultrapassar os preconceitos e as limitações que certos conservadorismos implicam.”

“Não se pode nunca deixar de falar de racismo”, disse Carlos Conceição. “O trabalho não está acabado. […]. É preciso mostrar, acusar, evidenciar, discutir, dissecar e, provavelmente, se for através da repetição, que seja.”

Telma Tvon defende que “o papel da música, da literatura, da Cultura em geral, é colocar o dedo na ferida, é falar de tudo aquilo que supostamente as pessoas não conseguem falar.”

Para a escritora e ‘rapper’, é necessário “não pôr panos quentes”, é preciso “dizer o que sentimos, e esperar retorno de quem ouve, de quem lê: ‘Podes não concordar, mas tens de respeitar os meus sentimentos’.”

“Sinto que estamos numa era muito complicada quando falamos nessas questões”, disse Telma Tvon. Mas “não vamos evoluir se continuarmos a pôr na mesa que connosco foi diferente do que foi com os outros.”

O ensaísta Eduardo Lourenço não hesitou em desmascarar as teorias multirraciais como disfarce do racismo, do colonialismo e dos seus crimes, expondo a evidência entre opressor e oprimido. “Nem sequer se deram conta de que o ideal da miscigenação (mais a mais invocado pelo colonizador) não é outra coisa que a expressão suprema do Colonialismo, traduzida sob o plano do sexo”, escreveu em “Do Colonialismo como nosso impensado”, obra recém-reeditada, que contraria os argumentos dos “brandos costumes” do colonizador português.

Para Eduardo Lourenço, Portugal não está sozinho: “Não foi o único país a deixar-se esquecer desta maneira. No tempo das Grandes Descobertas a importância cósmica desta aventura escondia aos olhos da Europa o colonialismo nascente. Mais tarde, a mesma Europa teve também demasiado interesse em esconder, em conjunto, este colonialismo.”

Opressão

Os artistas Ângela Ferreira e Francisco Vidal, à semelhança dos outros ouvidos pela agência Lusa, confluem para a necessidade de trazer à história dominante a história dos oprimidos, mostrar que o colonialismo português foi tão violento como qualquer outro, reparar os danos de séculos desde os livros de escola, “reverter o sofrimento, ainda que tal requeira sofrer.”

Ângela Ferreira, nascida em Moçambique e a residir em Portugal desde os anos 1990, considera que Portugal só conseguirá “descolonizar as mentes, a cultura e a sociedade”, quando conseguir “ultrapassar as dificuldades” que tem tido em refletir sobre o seu passado colonialista, incluindo o relato dos Descobrimentos.

“O cerne do problema é não termos trabalhado a descolonização das nossas mentes e da nossa sociedade”, declarou à agência Lusa a propósito de um tema que nos últimos anos tem tido cada vez mais atualidade, nomeadamente através de devoluções de obras de arte e artefatos de nações colonizadas por países como França, Reino Unido e Bélgica.

Na mesma linha, o artista plástico e performer Francisco Vidal, nascido em Lisboa, filho de pai angolano e mãe cabo-verdiana, disse estar convicto que as marcas do passado colonial português “continuam vivas” em ideias, emoções e ações, e defendeu que “descolonizar o pensamento contemporâneo português” continua a ser importante. “Temos de fazer isto, passados 50 anos, porque ainda há marcas vivas e ativas”, assegurou o artista plástico.

Sobre a ideia de o colonialismo português ter sido mais brando do que os demais, a escritora Djaimilia Pereira de Almeida rejeita-a por completo, afirmando que “não há colonialismo sem violência” e que se trata apenas de “um mito, no qual alguns insistem em acreditar.”

Ideia semelhante tem a escritora, ativista e artista Gisela Casimiro, nascida na Guiné-Bissau, para quem esse tema “não está aberto a discussão” e, se houvesse uma hierarquia do colonialismo, “Portugal estaria em primeiro ou nos lugares cimeiros”, facto amplamente documentado.

“Infelizmente persiste uma ideia cristalizada, demasiada desinformação e romantização do colonialismo. As pessoas recusam esse legado colonial ou encontram justificação para o que não tem”, defende a autora de “Estendais”, considerando que a “fantasia” e o “imaginário coloniais” partem da “superioridade própria e da subjugação e infantilização do outro”, que não é real, mas “algo que as pessoas aprenderam nos livros de História, que até hoje não foram atualizados com a verdade.”

As mentalidades também não, conta Telma Tvon: “Quando vou a Angola sinto que os portugueses têm uma presença com uma mentalidade muito colonizadora. Têm uma postura ‘eu vim mostrar-vos como se faz’, ‘eu mando nisto’. ‘Nós, portugueses, é que vos vamos ensinar a viver e a estar, dentro da vossa proporia terra’.”

“Também vejo isso aqui em Portugal, no dia-a-dia”, prossegue a ‘rapper’. “Eu vivo aqui, posso dizer se vejo algo mal, a primeira coisa que me dizem é que eu não sou daqui. [Mas] estou aqui porque abriram o caminho. Estão tão felizes pelos Descobrimentos – entre aspas -, essa glória, mas esquecem-se que Diogo Cão e todas essas pessoas é que abriram caminho para eu estar aqui.”

O investigador Nuno Crespo defende que, passados 50 anos sobre o 25 de Abril, “há ainda um enorme trabalho a fazer, não só na abordagem ao processo de colonização e ao de descolonização, mas também de integração das outras comunidades na nossa própria comunidade atual.”

Nuno Crespo, que falava à Lusa quando da abertura do ciclo “Não foi Cabral: revendo silêncios e omissões”, concluído esta semana, assegura: “Temos muito pouca consciência da maneira tão violenta como o projeto colonial português foi desenvolvido.” In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”



segunda-feira, 1 de abril de 2024

25 de Abril: Marcas do passado colonial continuam vivas em ideias, emoções e acções

As marcas do passado colonial português “continuam vivas” em ideias, emoções e ações, considera o pintor afrodescendente Francisco Vidal, para quem “descolonizar o pensamento contemporâneo português” continua a ser importante, passadas cinco décadas da Revolução de Abril


“Temos de fazer isto, passados 50 anos, porque ainda há marcas”, conclui o artista plástico nascido em Lisboa, em 1978, já depois da Revolução dos Cravos, como faz questão de sublinhar, numa entrevista à agência Lusa, a propósito da efeméride.

Francisco Vidal – cuja pintura é dominada por cores vivas e linhas caligráficas que lhe conferem movimento – sente-se, ao mesmo tempo, cidadão português, angolano e cabo-verdiano, por ser descendente de pais africanos, que o educaram numa “cultura de paz”. “Eu já nasci num Portugal que vai do Minho até ao Algarve, não vai até Timor, mas sou descendente de um pai e de uma mãe que vêm de outros territórios que eram chamados colónias”, ressalvou o pintor que se tem interessado por descobrir a história dos movimentos anti-colonialistas, sobretudo na figura de Amílcar Cabral (1924-1973), político e intelectual guineense, envolvido na luta antifascista e contra o colonialismo português.

Amílcar Cabral, nascido na Guiné, um dos fundadores do então partido clandestino PAIGC – Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, foi assassinado em 1973. “Nasci depois do 25 de Abril, mas estudo bastante o passado colonial porque tenho de perceber de onde venho e para onde vou”, comentou o artista que em 2014 apresentou o projeto de pintura “Utopia Luanda Machine” na 56.ª Bienal de Veneza, no Pavilhão de Angola, com curadoria de António Ole, e também na Expo Milão, com curadoria de Suzana Sousa.

O artista plástico considera que ainda hoje é importante “descolonizar” o pensamento, as emoções e as ações da sociedade portuguesa: “Ainda vivemos, todos nós, numa estrutura que vem do espaço colonial, portugueses, angolanos, cabo-verdianos, guineenses, são-tomenses, todo o nosso universo lusófono pensa em português. Este tipo de pensamento ainda existe no pensamento contemporâneo português”, sublinha. “Eu percebo a necessidade de sair dessa mentalidade e entender essa estrutura mental colonizada, e trazê-la para um presente e um futuro mais consciente”, defende, lembrando um passado que “deixou marcas” que “continuam vivas e activas”.

No Festival Iminente, Francisco Vidal apresentou uma performance com batucadeiras cabo-verdianas para recordar e homenagear o ator Bruno Candé, assassinado em 2021 em pleno dia, em Lisboa, por um ex-combatente da guerra colonial, que ficou registado como ataque de ódio racial.

Para a performance, Vidal disse ter-se apercebido que falou com as batucadeiras para explicar que era importante fazer aquela iniciativa, “embora Bruno Candé fosse guineense e não cabo-verdiano”. “Só mais tarde refleti sobre essa necessidade minha de lhes justificar”, disse, referindo-se às suas experiências de infância, e a certas crenças que continuam na mente de muitos africanos e afrodescendentes. “Ultimamente estive a ver o documentário sobre a guerra colonial do Joaquim Furtado e percebi que, nessa altura, existiu uma estratégia do exército português de ‘dividir para reinar’ nas antigas colónias. A ideia, colocada em prática, era pôr os guineenses contra os cabo-verdianos, porque foram aqueles que, no espaço colonial, da ditadura, tinham sido instrumentalizados para que esse espaço existisse em África”, apontou o artista que usa também o desenho e instalações no seu trabalho.

Quando era criança, nos anos 1980, Francisco Vidal recorda-se de ouvir várias pessoas dizerem-lhe que “ser filho de pai angolano e mãe cabo-verdiana era uma mistura terrível”. “’O teu pai e a tua mãe não se vão dar bem, não vai dar certo’, diziam-me. Isto foi e é ainda um traço da cultura colonial que temos de descolonizar” passadas várias décadas, defende o artista licenciado em Escultura pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, e que estudou Artes Visuais na Escola de Artes Visuais Maumaus, em Lisboa.

Vidal viveu durante algum tempo nos Estados Unidos, obtendo o mestrado na School of Visual Arts da Columbia University, em Nova Iorque. Começou a pintar profissionalmente em 2000, e a expor com regularidade a partir de 2005, em mostras individuais e coletivas, em Lisboa, Luanda, Paris, São Tomé, Joanesburgo, São Paulo, Londres, Macau, Lagos e Chile. “Essa cultura anti-guerrilha do exército português, de dividir para reinar, existiu realmente no passado. Não acredito que na nossa cultura isso aconteça ainda. Já não queremos dividir os cabo-verdianos para ter domínio sobre eles, mas ainda há resquícios dessas marcas”, avaliou, em entrevista à Lusa.

Tendo nascido em Portugal, “no pós-guerra colonial ou guerra das independências do ponto de vista africano”, e “sendo também angolano e cabo-verdiano, que é outro espaço de pensamento”, Francisco Vidal sente que é, ao mesmo tempo, “português, europeu e africano”, culturas sobre as quais tem refletido, e que derramam uma conotação histórica e política na sua obra, na qual aborda temáticas como a diáspora africana, miscigenação cultural e identitária, e as correntes transculturais. “Eu não vejo nenhuma diferença entre ser europeu ou africano. Sou completamente não binário, e vejo-me como uma pessoa. Mas há artistas brasileiros afrodescendentes que têm uma ideia completamente diferente, porque estão mais perto dos afro-americanos, do lado de lá do Atlântico. Dizem que não conhecem o seu passado, o nome de família, as suas raízes. Sentem um vazio muito grande no preenchimento da sua biografia”, disse.

Francisco Vidal também encontra no passado português ligado à ditadura um “culto do único, do primeiro, de só poder existir um, melhor do que todos, como no tempo do Salazar”: “Acredito que temos esta ‘síndrome Fernando Pessoa’ na nossa cultura”, no sentido de ter de haver uma referência acima de todas as outras, maior que todas as outras, “que inibe a cultura artística de crescer e de evoluir, como na altura do Estado Novo”. “Ao mesmo tempo, a nossa cultura é comum, é nossa, partilhada, e enriquece com os pontos de vista diferentes de todos estes lugares” nas ex-colónias, sublinha o artista cuja obra está representada em várias coleções públicas e privadas, como as da Fundação EDP, da Fundação PLMJ e a Coleção Sindika Dokolo. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

França - Feira de arte africana em Paris



A feira “Also Known As Africa” recebe os principais artistas e galerias africanos, em Paris, em novembro, com destaque para o artista português de origem angolana e caboverdiana Francisco Vidal, que vai ter uma exposição comissariada por Namalimba Coelho.

O certame internacional “Also Known As Africa” (AKAA) vai decorrer de 9 a 11 de novembro, no Carreau du Temple, em Paris, e reunir na capital francesa 45 galerias dedicadas à comercialização de artistas africanos, contando com a presença de mais de 100 artistas de origem africana, de todo o mundo.

Nas galerias presentes, há representação lusófona com o Espaço Luanda Arte, Mov’Art e THIS IS NOT A WHITE CUBE, sediadas em Luanda, e também a galeria portuguesa Perve, sediada em Lisboa.

Entre os artistas cujas obras vão ser mostradas e vendidas nesta feira, estão também várias personalidades das artes dos países lusófonos africanos como os angolanos Ricardo Kapuka, Keyezua, os moçambicanos Mario Macilau, Malangatana, Reinata Sadimba e Ernesto Shikhani, os são-tomenses Rene Tavares e José Chambel, a guineense Manuela Figueira e ainda o brasileiro No Martins.

A AKAA deu nesta edição de 2019 uma carta branca, ou seja a oportunidade de criação artística ilimitada, a Francisco Vidal que vai apresentar na feira a exposição Paysages Contemporains x Au-dela du trait, comissariada por Namalimba Coelho.

Francisco Vidal nasceu em Lisboa, tendo prosseguido os seus estudos na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, na Maumaus – Escola de Artes Visuauis, em lisboa, e depois na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

As obras de Francisco Vidal fundem influências artísticas como o cubismo com os padrões dos têxteis africanos, a cultura hip hop dos anos de 1980 e ainda graffiti.

O programa desta feira conta ainda com conferências, concertos e projeções de filmes ligados à cultura e arte africana. In “LusoJornal” - França